A maioria são aquelas fotos que só tirei mas nem postei, e estão no arquivo do meu mini-SD do celular, por motivos de falta de cara-de-pau, de coragem, tudo isso junto e misturado.
Como mencionei, muitas das fotos eu não posto no Instagram por pura preguiça mesmo, e nem é nem tanto "o que o povo vai achar" porque nem tenho tanto seguidor assim (e minha conta é fechada). Se bem que eu poderia compartilhar o que ando vendo, e também tentar desmitificar o fato de que a gente que mora aqui vive na rotina casa-trabalho-casa.
Não é de hoje que muita gente sabe que eu amo ir ao cinema. Certo que 99% dos filmes que assisto são em língua japonesa e sem legendas. Eu que tenho que me virar nos trinta para entender boa parte do enredo por mais simples que seja. Mas é assim mesmo que eu aprendo a entender muito mais a compreensão da língua japonesa (que na verdade eu preciso voltar a me empenhar mais nos estudos também nas partes de vocabulário e gramática).
Final do ano passado, por conta de uma de minhas colegas de trabalho ter sido transferida para outra província, fomos no Sakagamike Cafe, no Outlet de Kisarazu. Para quem não sabe, o artista Shinobu Sakagami tem um programa de TV sobre animais, mais especificamente no resgate e cuidados de cães e gatos abandonados em lugares insópitos. Por conta disso, ele construiu dois lares para acolher os animais para depois serem adotados após um tempo de adaptação, já que muitos possuem diversos traumas.
Curiosamente, os dois lares ficam aqui em Kisarazu (eu não sabia) e recentemente ele abriu um café no Outlet Kisarazu onde os fregueses podem consumir os produtos junto com seus animaizinhos, tanto que possui um espaço externo para isso também. São poucas opções dado ao espaço, mas vale a pena porque são nutritivos.
Detalhe: no dia que fomos, quem estava atendendo era a Mizuki Kuwabara (ex-SKE48) e que trabalha em um dos lares que Sakagami tem. Deveríamos ter tirado foto com ela.
Só eu mesma para ir em show no último dia do ano, mas não tive culpa se foi na base do sorteio e ainda que consegui na opção de quem tem o aplicativo do FC do Masaharu Fukuyama no celular, o F-Mobile... O tradicional "Fukuyama Fuyu no Daikanshasai" é realizado quase todo final de ano desde 1998 em agradecimento aos fãs que foram fiéis a ele quando ele tirou dois anos de férias nas atividades artísticas. No que no início eram apenas dois dias (30 e 31 de dezembro, com direito a virada do ano), passou a terem mais dias, e chegou ao ponto que o show durou dois meses tamanho o sucesso que ficou.
Voltando, a edição de 2025 foi no K-Arena, em Yokohama. O bom que é perto da estação, então dá para ir andando. Só que, como eu fui no último dia e véspera do Ano-Novo, estava tudo lotado, o que é normal. Pelo menos para comer, consegui lugar facinho. Mas não consegui ir no Fukuyama Jinja, que é para agradecer pelo concerto alcançado e desejar saúde para ir mais vezes, além dos Mashamaro Daruma. Tirei a foto do quarto andar do K-Arena para ter uma idéia de como a fila estava longa.
Yatsuragi Hachiman Jinja, em Kisarazu, onde sempre vou para agradecer. Ele ficou muito mais conhecido por causa da série "Kisarazu Cats Eye", que passa integralmente na cidade, e o templo fica no Mimachi Doori, onde ficavam os estabelecimentos da família do Bussan (a barbearia), do Bambi (a loja de quimonos) e do Ani (a loja de fotos, que recentemente foi demolida dado ao estado de conservação que estava...)
Numa das minhas poucas idas para Ginza, em Tóquio. Eu gosto muito de ver a arquitetura dos prédios, mas raramente consigo fotografar, muitas vezes por causa do ângulo e o sol que fica batendo bem na posição ideal. Sem contar que preciso criar vergonha na cara e ter uma câmera semiprofissional, se bem que até com uma amadora também resolve, no meu caso.
Uma das fotos da exposição do filme "Kokuhou". Recomendo o filme, é muito bonito de se ver, especialmente a parte da interpretação no teatro. Um ano e tanto de ensaios e aulas de como interpretar papéis de onnagata (a parte feminina do teatro kabuki), rendeu ótimos frutos para Ryo Yoshizawa e Ryusei Yokohama.
Na estação de Kisarazu, na saída que vai para Odayama (onde tem o mirante com as estátuas de Yamato e Hime), embaixo da escadaria, tem um espaço onde pessoas podem descansar lendo, apreciando bom café e aperitivos, e também participar de diversos eventos. Antes, era a loja de conveniência da Japan Railway, a rede Newdays, mas como no lado externo tem duas lojas da rede Family Mart, acabou fechando e usaram o espaço, primeiro como local para estudos, e depois um grupo da comunidade reformou e transformou o lugar como biblioteca (onde colaboradores alugam a prateleira e disponibilizam livros diversos), cafeteria e, conforme o calendário que disponibilizam no Instagram, eventos como workshops e shows de música, como o da saxofonista WaKaNa que fez um talk and music no FLAT Kisarazu.
Como minha vida não se resume a casa-trabalho-casa, tenho meus momentos de diversão, como ir em concertos, por exemplo. Tokyo Dome é o local preferido de muitos artistas dado à acústica, espaço e também ideal para filmagens para serem registrados em DVD/Blu-ray. O portão 22, é o lugar estratégico para muita gente tirar foto do painel que informa a programação do dia.
Nos arredores do Tokyo Dome, tem o Tokyo Dome City, onde além de lojas e restaurantes, tem o teatro onde são realizados shows, musicais e filmes. Do outro lado, indo para o portão 25, tem a parte do parque de diversões e mais lojas e restaurantes. Como eu tinha chegado cedo (por causa dos goods que até certa hora dava pra entrar sob reserva) e resolvido tudo, bateu a hora do almoço e fui procurar algum lugar para comer... desde que não tivesse fila, porque depois do meio-dia, tudo lota.
Na rede do Saint Marc, o Cheese and Doria, estava com menos fila (fui praticamente uma das primeiras a entrar), e como eu conhecia alguns restaurantes desta rede, fui eu pegar um lunch set - um prato principal com salada e sopa. A bebida era à parte, mas como tinha água saborizada, não pedi.
O lunch set era macarronada com quatro queijos que vinha em um fogareiro, ou seja, estava era fervendo, mas valeu o precinho e a qualidade. Se bem que era melhor eu ter pedido doria (que vem com arroz e ficava mais fácil de pegar com a colher).
Maaaaaaas, como toda fã de point card que se preze, acabei baixando o aplicativo da rede e ganhei cupon de bebida grátis. O que foi que acabei pedindo? Sim, café.

O lado ruim meu é que, toda vez que vou em algum concerto, eu fico com muita vontade de tomar café em cafeteria, seja para acalmar meus nervos seja pra usar a tomada e recarregar a bateria do celular, já que o power bank que tenho foi de arrasta pra cima de vez mesmo. Um dos pouquíssimos lugares que tem, é o Tully's Coffee que fica em uma loja de departamentos ao lado do Tokyo Dome, então tive que encarar uma fila para poder ter um lugar para sentar por uma hora e meia, tempo limite estabelecido pelo local dado ao grande número de pessoas que resolvem ter a mesma idéia.
Nesse ponto, eles têm que estabelecer um limite mesmo, senão vai ter gente que fica o dia todo usando a tomada e não consumindo mais nada. Levei sorte que o lugar que peguei foi mesa que tinha tomada, aí deu para recarregar a bateria até a hora de ir embora para casa (não tenho mais dúvidas de que eu realmente preciso trocar urgentemente de celular).
A campanha desta temporada, com os personagens Tom e Jerry, desta vez é um café com leite com manteiga de amendoim. Ficou bem suave e a torradinha é pra acompanhar. Com morango, fizeram com chá, e, bem, ainda não provei justamente porque chá com leite e morango, teve uma vez que experimentei e achei muito amargo, não sei, se fosse chá de morango, ainda talvez desse certo, já que na rede Coco's tem chá de morango no drink bar. Bom, há gosto para tudo, né, e quem sou eu pra julgar, não é mesmo?
Fotos: todas da autora via smarphone pedindo pra ser trocado, mas enquanto não tiver fundos para isso, vai com o que tem mesmo.














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