[Otaku Time] Mangás, Artbooks e outras Leituras - Parte 1

Não é novidade para ninguém que desde faz muito tempo eu tenho o hábito de ler, desde revistas em quadrinhos ("gibis"), passando por livros (a maioria por empréstimo na biblioteca da cidade) e mangas

Manga no Brasil era algo muito raro, a gente tinha que depender de algum parente ou amigo de parente que fosse ao Japão e comprar algum manga aleatório, e geralmente eram mangas com diversas histórias e autores. Detalhe, que comecei a aprender japonês com esses mangas dos anos 60 que estavam perdidos na casa do meu ojichan, e foi aí que conheci autores como Osamu Tezuka e Fujiko F. Fujio e outros que agora não lembro no momento.

Pois é, só fui começar a ler shoujo manga sem saber o que era, graças ao meu irmão que já morava na capital e comprou a coleção completa original de "Magic Knight Rayearth". Isso porque eu assisti o anime no aleatório e nem lembro direito do final.  

Enquanto eu estava no Brasil, pelo menos seis vezes no ano quando ia para a capital, eu acabava voltando para casa com algum livro a respeito dos... Beatles. Especialmente photobooks, inclusive um deles eu sei que não vou encontrar mais tão facilmente, que era "The Beatles A Private View" do Robert Freeman. Meu exemplar está guardado nem sei onde no Brasil, mas quando vi na Tower Records de Shibuya quando ainda vendiam livros importados, eu deixei para depois e nunca mais vi. (Mas comprei o Anthology, que para muita gente é uma verdadeira arma, se eu tacar na cabeça, ir pro outro mundo é pouco)

Daí vim parar aqui no Japão e o que aconteceu? Primeiro manga que comprei mesmo pagando o preço da capa, os seis volumes de "Magic Knight Rayearth". Daí quando descobre que as autoras, CLAMP, lançaram uma outra história serializada na revista ASUKA, chamada "X", e na época o manga estava no volume 10: como não conhecia a rede Book-Off naquela época, comprei tudo pelo preço original na livraria que ficava a uns 15 minutos de bicicleta. 

Quando você resolve morar junto e fazer nova vida, os hábitos não mudaram, só pioraram - namorido comentava que comprou muito CD e DVD em lojas de segunda mão como... Book-Off, que tem em tudo o que é canto do Japão e aí foi minha ruína, que até hoje compro meus mangas que não encontro mais nas livrarias nessa rede. Aí pra comprar artbooks foi um pulo, e detalhe que não tenho tanto como eu gostaria, mas eu teria que garimpar muito para encontrar os da CLAMP (tenho somente um, e justamente que tem o volume 18.5 do manga "X").

Sem mais delongas, vamos aos mangas que adquiri com o tempo. Detalhe que não vou postar tudo de uma vez, porque tenho coleções fechadas, coleções em andamento, volume único... 

- Magic Knight Rayearth (CLAMP): São seis volumes, sendo três da primeira fase e três da segunda. Embora eu tenha assistido ao anime enquanto eu estava no Brasil, o manga original eu li porque meu irmão mais velho batia ponto numa livraria que trazia produtos do Japão em São Paulo e acabou comprando os seis volumes. Quando vim parar aqui, foi o primeiro manga que comprei. As edições que eu tenho, são a de 1993, porque tempos depois sairam duas versões - a de 2002 e a de 2023. Mas o bom da versão de 1993 é que o traço era bem mais impactante, muito mais expressivas, vinham historinhas paralelas e bonecas de papel, o que nas outras tiragens não tem.

Detalhe que outubro deste ano vai sair o anime repaginado. Espero que sigam mais ou menos como no manga, porque a versão que assisti, mataram que não podia (Presea), mantiveram quem deveria ir de arrasta pra cima (Alcyon), incluiram personagem aleatório que sei lá, acho que num ponto faria sentido (Sera e Nova), enfim. 

- Hachimitsu to Clover (Chica Umino): Nunca neguei que foi por causa da versão filme de 2006 (com o Sho Sakurai e Yui Aoi) que me fez correr atrás do manga. Por este manga estar em andamento na época, eu acabei comprando conforme saía nas livrarias. São dez volumes, mais o volume 0 que seria o fanbook.

Essa série eu comecei assistindo o live-action, depois fui correr atrás do manga, em andamento. Ao mesmo tempo que assisti a versão anime no canal Noitamina da Fuji Television, que passava nas madrugadas de quinta para sexta-feira. Perguntem se assisti a versão dorama que passou em 2008? Ok, depois a gente recupera. Apesar de algumas leitoras de shoujo criticarem horrores do manga, prefiro ignorar as críticas e manter minha sanidade mental com as boas lembranças que Hachimitsu to Clover me trazem. Da mesma autora, eu tenho o volume único "Spica", que são short stories que Chica Umino publicou no início de carreira, entre 2000 a 2004 e foi lançado em 2011 pela Hakusensha.

- Hanazakari no Kimitachi e (Hisaya Nakajo): Foi por causa do dorama de 2007 com Maki Horikita, Shun Oguri, Toma Ikuta e um monte de ator e atriz que depois ficaram famosos (como Masaki Okada, Hiro Mizushima, Yu Shirota). Só que soube do manga muito tempo depois, e encontrei a coleção completa na versão aizoban (que juntaram os 23 volumes do tankobon original publicado pelo Hana & Yume Comics em 12 volumes aizoban) e mais dois volumes tankobon "After School" que não estão no aizoban.

Recentemente, foi lançado a versão anime depois de mais de vinte anos do manga ser publicado. Acontece de várias vezes sair primeiro a versão live-action para depois sair a versão anime (vide "The Fable" e "Trillion Game", por exemplo). Uma pena que a mangaka faleceu anos antes do anime ter sido produzido.

- X (CLAMP): Como mencionei no item da Magic Knight Rayearth, a primeira história que comecei a acompanhar logo que vim parar no Japão, foi "X", que era publicada na revista Gekkan Asuka, que foi de 1993 a 2002 e foram 18 volumes tankobon publicada pela Asuka Comics. Mas como na época eu não tinha espaço suficiente pra ficar comprando revista todo mês, esperava sair o tankobon. Quando chegou no volume 18, soube que as autoras pararam sendo que faltariam mais dois ou três volumes para terminar.


Até hoje estou esperando.

Os volumes originais que comprei quando eu morava em Hyogo e Kanagawa, acabei dando para meu irmão mais novo quando fui tirar férias no Brasil. O coitado até hoje deve estar esperando pelo final, que sei lá se vai acontecer. No fim, eu mesma acabei não comprando de novo, a versão original se eu encontrar vai ser nas lojas da Book-Off, porque nas livrarias saiu o Premium Collection, mas mudaram o traço assim como fizeram com a Rayearth (e confesso que não gostei). O que eu tenho, é "X 18.5" que saiu na revista NewType e depois publicado no artbook "All About CLAMP".

- Kimi ni Todoke (Karuho Shiina): Fui só adquirir o manga completo quando anunciaram a terceira temporada do anime, e comprei o pacote fechado na Book-Off de Yokohama (e só kamisama sabe como consegui carregar 30 volumes nas costas (literalmente). Eu assisti a versão filme, mas não assisti a versão dorama nem o anime, e demorei muito para engatar pra ler o manga. Detalhe que logo que, quando fui morar em Chiba pela segunda vez, logo fui na exposição do manga que foi no Matsuya Ginza e comprei alguns goods e o artbook que foi só vendido na exposição. 


Pois é, agora falta eu criar vergonha na cara e assistir pelo menos o anime...

Da autora, teve uma spin off do manga "CRAZY FOR YOU" - "Kimi no Todoke - Bangaihen - Unmei no Hito", que foram três volumes. Ainda não adquiri, porque eu precisaria ler "CRAZY FOR YOU" pra entender o resto.

- Sakamichi no Apollon (Yuki Kodama): Foi por causa do live-action com Yuuri Chinen, Daichi Nakagawa e Nana Komachi que me interessei pelo manga. Só que depois descobri que também tinha a versão anime que foi transmitido pelo canal Noitamina. 


Os nove volumes eu adquiri diretamente na livraria, porque não encontrei nas lojas Book-Off, assim como o volume adicional "Bonus Track", que traz os acontecimentos depois do final, como o que havia acontecido com Sentaro depois de ter sumido após o acidente até ele ter virado padre, a vida de Yurika e Junichi em Tóquio, quando Kaoru tornou-se médico e descobre que Seiji virou idol, e a conclusão depois de quase dez anos. O filme e o anime compreendem até o volume 9 final. 

- Natsume Yujincho (Yuki Midorikawa): Tudo começou com as minhas conhecidíssimas de longa data que conheci pessoalmente, Umeko Mikan e Eli Ivanski, que viviam comentando do anime e do manga, e eu resolvi conferir. 

Resultado: é um dos poucos mangas que estou acompanhando quase todos os meses quando é publicado pela revista Gekkan LaLa, chegando ao ponto de eu ter conseguido todos os 33 volumes tankobon, além dos artbooks, goods e até novels. Só não cheguei ao ponto de adquirir os DVDs porque ainda estou tentando angariar fundos para as sete temporadas e os anime movies

Detalhe é que depois eu consegui adquirir - mesmo sendo na Book-Off - as outras obras da autora, como "Hiiro no Isu", "Akaku Saku Koe", "Atsui Hibi" e "Hotarubi no Mori e" (que tem outras short stories  que ela publicou nas revistas "Gekkan LaLa" e "LaLa DX". O lado ruim é que Yuki Midorikawa tem diversas short stories que ela publicou nas revistas mencionadas, e elas foram publicadas nas edições especiais de "Hiiro no Isu", "Akaku Saku Koe" e "Hotarubi no Mori e". Eu espero que saia um volume único dessas short stories, para não ter que ficar caçando os volumes no Japão todo.

- Kieta Hatsukoi (Aruko/ Wataru Hinekure): Mais um em que comecei por causa do dorama do mesmo nome com Shunsuke Michieda, Ren Meguro, Riko Fukumoto e Jin Suzuki. Aí compra os volumes em andamento, o dorama terminou e logo depois o manga terminou no nono volume. Agora se vamos ter a segunda temporada do dorama, só kamisama sabe, porque quase todo mundo tá virando na curva dos 30, e não faria sentido mais eles interpretarem colegiais (a não ser que seja na fase universitária).

(Se bem que, depois que Meguro interpretou um colegial anos depois em "silent", juro que não duvido de mais nada que resolva interpretar Ida-kun na fase pré-universitário em "Kieta Hatsukoi".)

- Mystery to iu Nakare (Yumi Tanaka): Eu já tinha visto o manga nas livrarias, mas não tinha me gerado interesse. Sim, bastou assistir a versão dorama com o Masaki Suda para me interessar pelo tema. O manga está em andamento, veremos se teremos uma segunda temporada do dorama, mas nem sinal de anime


Quem assistiu o dorama, especial e a versão filme e está acompanhando o manga, vale lembrar que tem que tentar encaixar a história do filme no meio do dorama, porque realmente o arco de Hiroshima (que foi adaptado para o filme) é longo, tanto que no manga compreende o final do volume 2, o volume 3 inteiro e quase a metade do volume 4). E nas versões live-action, ficaram muitas pontas soltas e ainda sem esclarecimento.

- Doukyonin wa hiza, tokidoki atama no ue (Minatsuki/ Asu Futatsuya): Quem me indicou o manga foi a Cris (que hoje reside em Nara), que é um confort manga, e ainda depois tornou-se anime. Ainda está em andamento, e foi um dos mangas que foi e voltou na minha estante - na época, eu estava no volume seis quando precisei desfazer deste e de outros títulos (que depois recuperei, como "Mystery to iu Nakare" e "Watashi no Shiawase Kekkon" por exemplo), por motivos financeiros. Felizmente, consegui encontrar todos os volumes (de 1 até o 10) em pacote fechado com desconto na loja de sempre, mas ainda faltam os volumes 11 e 12 que foram lançados dois anos atrás.

O bom da história é que tem a mesma história contada do ponto de vista do Subaru e da gata Haru. Mesmo não tendo um final definido, é o slice of life da gata e seu dono.

Bom, percebe-se que os dez títulos que postei são da categoria shoujo manga ("Doukyonin..." é classificado como "heartful comedy" e é publicado como web comic da revista Polaris Comics, na plataforma Flex Comix). Na verdade, eu só fui conhecer shoujo manga quando vim parar no Japão mesmo, porque nunca me passou na cabeça que, na época que li "Magic Knight Rayearth", fosse um shoujo manga (e sempre achei que fosse RPG, porque nos anos 90, esse tipo de jogo era muito popular especialmente entre os universitários da minha época).

Se eu for analisar minha estante, eu tenho mais títulos BL (boys love) do que shoujo manga ou seinen manga (se bem que está quase empatando, porque tenho muito volume único ou dois a três volumes fechados).

Espero dar continuidade logo em breve sem muito hiato, porque chega de ficar muito tempo sem postar nada aqui, porque eu gosto de postar mesmo sendo coisa aleatória.

Imagens: todas via Google em diversos sites, como amazon, exceto a que abre o post que é da autora quando foi no Sweets Paradise Parco Nagoya na collabo com Natsume Yujincho. Não basta ler manga e assistir anime, tem que ir em café temático.

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