Sobre ir em Concertos no Japão... (Parte 1)

ATENÇÃO: Isso é baseado na minha experiência pessoal, longe de mim eu ser referência para essas coisas. Varia de pessoa para pessoa, de concerto para concerto, de evento para evento, porque pelo menos aqui no Japão, têm para todos os gostos e gêneros, basta seguir as regras, se divirtam e voltem inteiros e felizes para casa.

Uma das postagens - na verdade foi uma atualização de uma que eu havia feito em 2009 e aproveitei na campanha do BEDA em Agosto - teve tanta visualização que, bateu até aquela que muita gente gosta quando eu posto sobre recapitulação do mês que passou.

Como eu alertei bem no topo da postagem, tudo isso é baseado na minha experiência pessoal, porque vou em concertos e eventos desde 2006 aqui no Japão. Não posso falar nada sobre a minha no Brasil, porque fui em somente UM e quem me conhece, sabe de quem eu fui (tá, quem chegou agora e não me conhece bem, fui no segundo dia do show do Paul McCartney quando ele foi pela primeira vez fazer show no Brasil, no Estádio do Maracanã, no dia em que entrou no Livro dos Recordes por ter tido o maior público pagante - acho que quase bateu 200 mil espectadores), em abril de 1990.

Eu só fui começar a ir em concertos no Japão depois de OITO anos morando aqui. E o primeiro show eu quero esquecer, não porque foi ruim a apresentação, mas é porque NÃO APROVEITEI NADA, pois o ingresso que um ex-colega de trabalho comprou para todo mundo (e a gente pagou depois) era na pista e MUITO LONGE DO PALCO que nem pelo telão deu pra ver algo. Se estar na pista é ruim, imagine que na sua frente era um monte de gente que tem o dobro da sua altura, ainda mais show de artista estrangeiro, a maioria do público era estrangeiro morando aqui ou veio só pro show. Além disso, foi justo numa época em que eu passei um perrengue desgraçado que só kamisama me deu forças pra não cair.

Claro que já fui em shows muito bons e outros acima da média. Depende do ponto de vista de quem vai. 

O Desafio de Conseguir Ingresso

Conseguir ir em algum concerto aqui, tem que contar MUITO com a sorte, porque dependendo do artista e local, os ingressos são limitados e na base de sorteio. Isso porque se o artista tiver fã-clube, obviamente primeiro é para membros de fã-clube (FC). O que restar depois do sorteio dos membros, vai para a geral, que também é mediante sorteio. Isso quando sobrar (se sobrar), tem a opção de comprar no dia do concerto. 

E mesmo assim, tem muito membro de fã-clube que não consegue no sorteio do FC e acaba conseguindo no sorteio que é aberto para o público em geral.

A situação piora mais quando se trata de concertos de idol groups, como os artistas da STARTO, da Hello! Project (da Morning Musume, Juice=Juice, por exemplo), da Kawaii Labo, dos grupos AKB48 e suas "irmãs", e das Sakamichi (Nogizaka46, Sakurazaka46 e aí vai), e dos mais recentes como M!LK e dos grupos que fazem parte do Ebidan. Majoritamente (especialmente os da STARTO) é necessário fazer parte do fã-clube se quiser tentar garantir seu ingresso, porque é muito difícil essa gente liberar para compra geral no caso de sobrar ingresso. Isso se sobrar, né.

Quando menciono "vai para a geral", eu quero dizer que, dependendo do artista, empresas de ingressos, como o Ticket Pia e o e-plus liberam a compra para o público em geral, aquelas pessoas que não pertencem ao fã-clube, mas conforme a demanda, também é submetido a sorteio também. É muito difícil ser no sistema "se inscreveu, já garantiu o ingresso" (comigo aconteceu três vezes - mas foi insistindo para entrar no sistema que congestionava). Quando não acontece de lojas de conveniência também disponibilizarem, como Lawson, Family Mart, Seven-Eleven, num curto prazo de tempo.

Experiência própria - sou membro de dois FC e já fui de cinco. De um, consigo quase em todos os sorteios (teve ano que não consegui nem quando liberou para a geral). De outro, consegui recentemente logo na primeira opção (dá pra escolher). Dos outros cinco FC que pertenci, de um consegui somente UMA vez e de outro consegui DUAS vezes (e deste, fui em quase todos os shows porque minhas amigas conseguiam e me puxavam junto).

Se o idol group estiver em alta, as chances de conseguir ingresso para ir no concerto, depende muito da sorte e uma boa alma caridosa que conseguir e te chamar pra ir junto.

Por que ir em shows aqui, a maioria depende de sorteio? Por causa da capacidade do lugar, que dependendo do artista ou ele faz em lugar de capacidade menor (como os civic hall, que seriam quase que palco de teatro e tem capacidade para 1000 pessoas mais ou menos) ou em estádios (como o Estádio Olímpico que, usando o gramado e pista, dá cerca de 80 mil pessoas, ou Nissan Stadium que, dependendo da posição do palco, cabe cerca de 75 mil). Fora que, se o artista tiver membros de fã-clube, a disputa fica mais acirrada ainda.

Sem contar o quesito segurança - imagine superlotação e se acontece alguma coisa???

Para terem uma idéia, quando o grupo Arashi estava na ativa, o FC deles tinha mais de TRÊS MILHÕES de membros (mas pessoal se baseava na numeração do cartão, não na contagem real de membros ativos, pois no meio do processo tem membro que saiu), e quando faziam concertos no final de ano, poderiam fazer cinco dias nos cinco Domes cada que sempre tinha muita gente que não conseguia ir, mesmo na tour 5x20 Anniversary Tour, em que fizeram CINQUENTA concertos entre 2018~2019, não deu conta.

Isso porque dependendo do concerto, um membro de fã-clube pode solicitar de dois a quatro ingressos. 

Até um tempo atrás, os ingressos eram enviados via correio normal, sem registro, mas como estavam tendo muita reclamação de que tinham pessoas que não recebiam o ingresso, a central de atendimento congestionava por causa disso - e tinham rumores de que tinha gente que não conseguia o ingresso e acabavam pegando a correspondência alheia, já que os ingressos vinham num envelope bem "discreto" (especialmente quem é do FC da STARTO, cujo envelope já dá pra ver de longe) e na entrada, não conferiam nada.

Fora os cambistas. Sim, minha gente, aqui também existe esse tipo de gente, que nem fã é e quer lucrar em cima do desespero alheio. Todo concerto que eu ia no Nagoya Dome, por exemplo, mal a gente saía da estação, nos corredores tinham as meninas com cartazes desesperadas por um ingresso e os cambistas explorando o dinheiro dessas meninas. E sob o risco do ingresso ser falso.

De um bom tempinho para cá, os ingressos são em formato digital, ou seja, no site da operadora que vende os ingressos ou no fã-clube oficial. Tanto que o QR Code é disponibilizado NO DIA do evento, para não ter tanto problema na revenda (não digo que não tem revenda, porque tem sim - basta dar uma olhada nos sites de revenda de ingressos e ver o absurdo que é). Antes, as "fãs" botavam pra revender nos sites quando recebiam o ingresso via correio e viam que não era lugar bom e revendiam para ver se conseguiam alguma trouxa que trocasse de lugar (arena, perto do palco, quem não quer?). Com o sistema digital, é mais difícil, mas sabe como são essas pessoas...

Eu não sei se são todos os grupos da STARTO, mas no FC que pertenço de um, a quantidade de ingressos ficou limitado a dois por membro (o acompanhante não precisaria ser do FC, mas a maioria é, e depende do evento); o QR Code é liberado no dia do evento em horário determinado, mas como agora o penlight (ou lightstick como queiram) é sincronizado, o código é liberado de manhã e é só ir no quiosque montado no local para configurar (é rapidinho).

Ou seja, a gente só fica sabendo onde é seu lugar no momento da entrada, porque o máximo que te liberam é o portão de onde você vai entrar. Muita gente que vai no Tokyo Dome já sabe que seu lugar vai ser na arquibancada (stand) ou arena (lugar que fica "perto" do palco) só pelo portão MAS NEM ISSO É 100% GARANTIDO.

Se bem que todas as vezes que consegui lugar na arena foram nos portões que muita gente garante que é acesso para arena.

Ingresso garantido, o que pode dar errado?

Comigo, a única coisa que deu errado em ir em concertos, foi o mesmo ter sido cancelado porque o artista passou tão mal na véspera que, ficou impossibilitado de realizar o show. Muita gente entendeu, dado à idade dele e, depois soubemos que ele possui um problema congênito no intestino que, se afetado, é repouso absoluto.

Tirando isso, todos os concertos que fui, nunca tive problemas para entrar, mesmo pedindo a identidade e carteirinha do FC (em alguns que fui, precisei apresentar porque era exclusivo para membros do FC mesmo). Ultimamente, nunca pediram, porque os concertos que fui, teve gente que adquiriu ingresso quando abriu no Ticket Pia, então não tinha nem como apresentar a carteirinha.

O que pode dar errado também, e isso aconteceu em outros concertos de outros artistas, foi o sistema de internet para celulares ter caído e muitos usuários de duas companhias (que eu fiquei sabendo) ficaram sem sinal por alguns dias, e um dos dias era um festival conhecido, cujo ingresso era o acesso no site do celular!!! A solução que encontraram - as duas companhias de operadora de celular montaram um quiosque de emergência para ser ponto de acesso de internet para os espectadores, e assim puderam entrar no local sem grandes problemas.

O concerto ser transferido para outro dia por causa de condições climáticas. Todo mundo sabe que o Japão tem suas épocas de vendaval, então muitos artistas evitam de fazer concerto ou evento em junho (por causa do tsuyu, aquelas tempestades curtas de verão) e setembro (época de muitos taifu ou tufões que surgem do nada). Mas quando é terremoto, aí não tem jeito mesmo. E creio que todo mundo que vai em concertos sabe que o artista marca com um ano de antecedência, então não dá pra saber se no dia vai acontecer alguma coisa - especialmente quando se trata de terremoto e enchentes.

Por exemplo, recentemente, o maior evento anual de games que tem no Japão, o Tokyo Game Show, que este ano era para durar quatro dias por causa do feriadão prolongado, por causa da vinda de um tufão justo nos dias de encerramento, estes dois dias foram cancelados por quesito de segurança para os expositores e público, que dependem de transporte público para se locomoverem. E quando tem tufão, as linhas de trem param.

Quando esses eventos e concertos são cancelados, as companhias que promovem, avisam que podem ter seu dinheiro de volta, basta fazer o pedido através do site oficial. Mas aviso que demora um pouquinho (quando aconteceu comigo, demorou dois meses) e devolvem o valor do ingresso - as taxas adicionais não são inclusas.

No caso de prorrogação, o espectador pode usar o mesmo ingresso. Bem, esse caso nunca aconteceu comigo até o momento que estou postando aqui, mas já soube de muitos casos assim e o pessoal usou o mesmo ingresso mesmo físico como digital.

Agora, quando na entrada descobrem que o ingresso é falso porque comprou de cambista (tem o físico e tem o on line), aí não tem jeito mesmo, a pessoa não entra. E nem adianta implorar, porque os staffs são duros nesse ponto. 

RECONHECIMENTO FACIAL, O QUE DÁ MUITA DOR-DE-CABEÇA EM AMBOS OS LADOS...

Só teve UM concerto que fui que exigiram reconhecimento facial. E chegou na hora da entrada, foi tão rápido e tumultuado que eu duvido que viram minha foto lá. 

Sobre reconhecimento facial, eu já estou tão acostumada por causa das provas de Proeficiência em Língua Japonesa (JLPT) que os fiscais conferem seu rosto com a foto que você enviou no dia da inscrição que, a primeira coisa que eu faço é tirar os óculos (todas as minhas fotos de documentos eu estou sem eles). 

Um concerto que fui, há dez anos atrás, exigiram no ato da inscrição, uma foto de seu rosto do jeito que está mesmo - in natura, cabelo solto, sem acessórios (leia-se: óculos). Assim como no JLPT, cuja inscrição é feita quatro meses antes, para concertos é a mesma coisa, ou até mais tempo, cerca de seis meses antes. E até lá, você cortou o cabelo, deixou o cabelo crescer, mudou de cor, sei lá se mexeu em alguma parte do rosto...

Pois é, nos exames do JLPT já aconteceu comigo da foto não bater direito com minha versão ao vivo no dia da prova porque meu cabelo cresceu em quatro meses ou pedi pra passar a tesoura nesses quatro meses. Ainda bem que eles pedem também um documento com foto (no meu caso, o cartão de residência).

Pois bem - nesse concerto que fui em 2016, era uma turnê que era a continuação da versão dos Cinco Domes, mas ficou restrito para arenas (que têm capacidade menor), e exigiu além de ser restrito para membros de fã-clube, uma foto para reconhecimento facial. O que deu muita dor-de-cabeça nos primeiros shows, pelo que soube pelo relato de fãs nas redes sociais (no tempo que o Twitter valia muito a pena), foi que o sistema de identificação facial demorava tanto para carregar que teve gente que perdeu dez minutos do show. E nem foi porque o pessoal entrou quase nos 45 do segundo tempo, não. Teve gente que estava esperando na fila para dar o horário da entrada pelo menos uma hora antes para não dar problema, bem... deu problema.

Quando eu fui, no Yokohama Arena, tratei de ir cedo - primeiro, para comprar os concert goods, e segundo, como soube de relatos anteriores e sei como é o Yokohama Arena na hora de entrar (pelo portão principal). Só que os portões abrem duas horas antes do show começar, o que é normal em caso de ingressos convencionais, mas no caso de identificação facial, poderia abrir pelo menos três a quatro horas antes, porque imprevistos com o sistema acontecem, e justo aquele dia que fui estava um calor de lascar e nem sei como o sistema conseguiu ver tanto o QR Code como minha cara (por causa da claridade externa que estava bem na nossa direção).

Como tinha que ir de cara lavada (literalmente), quando o pessoal conseguiu entrar, o que vi de menina se produzindo nas arquibancadas não estava escrito. Sério, minha gente, as meninas quando vão nos concertos daqui, especialmente de idol groups, elas literalmente trazem tudo o que é kit de maquiagem na bolsa, e isso inclui babyliss, prancha de alisar cabelo e spray fixador. E eu removendo o suor do rosto para passar ao menos um hidratante, brilho labial para hidratar a boca, prender o cabelo e retocar o perfume...

(Essas coisas de produção eu abordo depois.)

Recentemente, soube que muitas meninas foram barradas na entrada do local do concerto porque a foto enviada na inscrição não conferia com a versão dela ao vivo, mesmo trazendo passaporte e tudo o mais que a identificasse, mas parece que alguma coisa estava errada e o relato dela nas redes sociais literalmente pegou fogo, ainda mais que essa menina que fez o relato morava fora do Japão (daí eu nem preciso falar o que aconteceu nos comentários...)

Confesso que nem eu entendi como é que foi esse sistema neste ano, porque depois de  2016, o máximo que pediam para mim era o cartão do FC e identidade somente em eventos restritos para membros do FC (só pediram UMA vez comigo).

Essa identificação facial dá problema até mesmo para se cadastrar no seu próprio celular como forma de segurança, por isso que eu nem faço no meu aparelho porque nem sempre vou estar com o mesmo corte de cabelo pelo resto da vida. Se nem as fotos dos meus documentos são iguais...

Sério, minha gente, se em sistema de identificação facial computadorizada já dá dor-de-cabeça tanto para quem trabalha com isso como para o espectador, imagine nas provas da JLPT que o fiscal TEM AS FOTOS DOS CANDIDATOS IMPRESSAS EM PAPEL EM FORMA DE LISTA e aquele meme de "cara-crachá" que o fiscal faz em cada um!!!! E colorido o caramba, a lista é em preto-e-branco MESMO!!! 

(Só não sei como foi em julho deste ano, porque a última vez que prestei a prova foi em 2024 em Chiba e era dessa forma que mencionei no parágrafo anterior.)

Garantia de que ninguém vai tomar o seu lugar.

Uma das vantagens aqui, pelo menos em Domes, Arenas, Estádios e Teatros é que seu lugar sempre vai estar garantido depois de ter pago o ingresso. Mesmo ficando perto do palco, tudo é cadeira numerada. Eu não sei como é em festivais ao ar livre, como Fuji Rock ou Summer Sonic e outros mais ou menos conhecidos, porque nunca fui até hoje (por falta de fundos mesmo, porque barato esses festivais nunca foram).

Nesta postagem eu estou mencionando os lugares fechados com cadeira numerada.

Lembro bem que um amigo meu havia comentado com uma outra amiga minha em comum que, o dia que eles foram em um show no Yokohama Stadium, ela estava querendo entrar logo no local porque ela tinha medo de perder o lugar, ao mesmo tempo que ela queria comprar os concert goods antes de entrar. Bem, era a primeira vez dela, então dá para entender. Meu amigo, que tem grande experiência nisso, a tranquilizou dizendo que ela poderia comprar os concert goods com calma, comer e entrar depois que abrirem os portões, porque uma vez ingresso comprado e pago, seu lugar vai estar garantido. Na verdade a gente quer entrar antes para não ser aquela correria depois procurando ONDE fica o seu lugar.

Aprendi isso depois de muitos concertos que fui - não basta saber o portão de entrada, tem que procurar a entrada, corredor e assento LÁ DENTRO. E olha que é bem sinalizado, tem os staffs para te ajudarem... Tem gente que costuma entrar logo que os portões abrem, ultimamente fico no meio-termo, pelo menos uma hora antes, porque diminui minha ansiedade. 

Sobre ter seu lugar garantido - todos os lugares são reservados e no momento que o pagamento é confirmado, certeza que seu lugar já vai estar lá. Só que você descobre seu assento no dia do concerto mesmo. E depende do artista, porque se você adquire via FC, no máximo no dia do concerto pela manhã, quando tem que configurar seu penlight (ou lightstick, tanto faz). Mas quem adquire via Ticket Pia, cujo ingresso é impresso, vai ter já todas as coordenadas (eu acho, né, porque faz tanto tempo que não compro ingresso de concerto via Ticket Pia ou Lawson Ticket ou e-plus).

É muito difícil uma pessoa tomar o seu lugar (a não ser que a pessoa erre mas é normal) e, pelas regras impostas em todo os shows, eventos, etc., é expressamente proibido trocar de lugar com outra pessoa, não importa se você ou ela pegou perto do palco e a outra pessoa que pegou arquibancada quer trocar de lugar, aqui não tem essas coisas mesmo. 

E olha que o valor tanto quem pegou arena ou arquibancada, é o mesmo (mas depende do show, tá, tô dando exemplo da maioria que fui). Portanto, se alguma pessoa aleatória desconhecida chegar pra você perguntando se quer trocar de lugar, recuse e chame o staff. A não ser que vocês vão em duas a quatro pessoas e fica na mesma fileira, e escolha o lugar entre vocês mesmas.

Agora, se for no caso do tachimi (assistir em pé em um lugar exclusivo para isso), é aquela história que, o primeiro que chegar, garante o lugar. Sim, passei por isso no Yokohama Arena na segunda vez que fui em um concerto na minha vida. Literalmente fiquei mais de quatro horas em pé, quase espremida na grade (tenho metro e meio de altura, então eu queria e precisava muito ficar bem na frente, mas garanti minha visão panorâmica do lugar e vendo tudo pelo telão. Atualmente, os tachimi são bem ao alto, mas com mais espaço e quantidade limitada, ou seja uma fileira apenas.

Bem, isso é como se faz para conseguir um ingresso e como achar seu lugar lá dentro. Ultimamente, os ingressos são on line (para quem pertence ao fã-clube), segurança mais acirrada, mas felizmente muita gente consegue entrar sem problemas. Se for comprar ingresso de qualquer evento, show, musical, etc., que compre em sites oficiais divulgados pelo próprio artista. Alguns são vendidos pelo site do local onde está sendo o evento (geralmente musicais e peças teatrais), outros através de sites oficiais como Ticket Pia, e-plus, Lawson Ticket, Family Mart, Seven-Eleven (são os mais conhecidos, tanto que nas lojas de conveniência eles postam os cartazes dos artistas).

Feito isso, é programar sua viagem e diversão.

Foto: da autora, quando fui ao Tokyo Dome em agosto deste ano.

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