Eu entendo que muita gente deve estar cansada e de saco cheio de ler sobre a saga do pedido de transferência que fiz desde que tive alta da cirurgia - se bem que isso vem logo no segundo mês que viemos parar no meio de Nagano, quando tivemos o primeiro de vários incidentes no trabalho (e nada de resolverem direito). Só aguentamos por causa da minha cirurgia, aí não teve muito jeito mesmo. Mas depois que voltei do período de quase um mês de merecido repouso, foi ladeira abaixo.
Setembro foi um mês de altos e baixos (a maioria indo ladeira abaixo mesmo), culminando comigo tendo crises de ansiedade, ânsia de manhã e dores no corpo todo mesmo tendo dormido e descansado (e eram sintomas que eu NÃO tinha até então), com dias em que eu chegava em casa e queria era banho e cama, nem conseguia assistir meus animes nem programas favoritos, nem estudar. Quando eu chego nesse estado, é hora de tomar medidas drásticas, como já dar um ultimato no escritório que nos empregou, por exemplo.
Desde julho a gente já vinha avisando que, a hora que a bomba estourar, não vai ser nada bonito, por isso que eu já vinha pedindo a transferência o mais rápido possível. Pois é, agora posso dizer o bordão do Daisuke Hojo do Otaku no Kissaten - "eu avisei".
Quando a chegamos no limite da paciência, ou a gente larga tudo e vira a página, ou a gente larga tudo e vira a página, porque surtar nada adiantaria (só deixaria a gente mais doente ainda). Foi manter a calma e, bem, que a outra parte arque com as conseqüências.
Felizmente tínhamos provas e agora o processo de transferência será mais rápido, e espero que seja mesmo, porque quem está passando do limite da paciência, sou eu. Tanto que hoje tive que pedir ausência porque eu não conseguia nem levantar da cama, com tanta dor nas pernas que eu estava (só passou depois do almoço). Pra verem a situação que me botaram, já que namorido não está indo mais (por conta do incidente), depositaram uma pancada de responsabilidade pra cima de mim - ou seja, coisas que nem é de minha alçada, eu tenho que fazer. Não que eu tenha autoconfiança e responsabilidade, mas se eu fizer algo errado, me chamarem de ignorante pra baixo vai ser pouco (daí é que tudo de certinho que fiz até então, esquecem, SEMPRE ASSIM).
Agora, é eu ter um pouco mais de paciência (o que eu peço todo santo dia pela manhã nas minhas orações) para aguentar o tranco até a data em que pedirem para eu parar, e espero que seja o mais rápido possível. Se for "pra ontem", só se eu armar um barraco, mas como nesse ponto eu seguro, então é ter paciência mesmo, só assim as coisas fluirão.
Eu tenho que manter minha saúde mental em ordem, para eu não cometer alguma besteira e colocar tudo a perder, por isso eu faço orações de agradecimento todas as manhãs, mantenho pensamentos bons, positivos e que tenho que acreditar e muito que as coisas vão dar certo, que vamos conseguir passar essa fase e recomeçar mesmo sendo do zero.
*Não lembro quem tinha falado para mim que, se tiver algo em sua vida que está te dando azar, dê um jeito de livrar-se dele. Pois é, andei descartando muita coisa que sabia que estava só incomodando e outras eu doei (porque era desperdício jogar fora no lixo queimável, então fui em lugares em que você pode deixar e outros aproveitarem). E nisso as coisas começaram a engatar de uma forma que, logo teremos boas notícias.
Imagem: foto da autora via AQUOS R10. É uma padaria artesanal que fica no bairro de Nozawa (um pouco depois do templo que costumo ir e no mesmo bairro onde fica a clínica onde fui operada). Segundo a placa, em funcionamento desde 1934 (!!).
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