Agora sim, posso dar graças a kamisama, leitores, amigos próximos, parentes que apoiam, porque finalmente conseguimos encontrar a luz no final do túnel.
Se na semana anterior tive a notícia de que a transferência deu certo, agora tornou-se realidade, então, se dei uma sumida aqui, quase não comentei nos blogs e nem nas redes nada sociais, é porque ainda trabalhei até semana passada (dia 16) e passei o resto dos dias entre caixas, fitas adesivas, cordas e desparafusando estantes.
PORQUE TENHO MENOS DE UMA SEMANA PARA MUDAR e a parte de encaixotamento está 95% concluída, agora só itens pessoais do dia-a-dia mesmo. Se bem que daqui a pouco vai ser alguns dias a base de comida pronta de supermercado aquecida no microondas de lá (nosso forno já será encaixotado). Mas serão pouquíssimos dias, merecemos ao menos um dia em que possamos comer fora (depois de tanto perrengue, por favor né).
1. Voltarei para o trabalho anterior. Leia-se voltar para Kisarazu (Chiba), onde a qualidade de tempo e vida são boas. Não voltarei mais para casa quebrada, arrebentada e com a energia sugada. Digo qualidade de tempo boa porque morarei perto do trabalho, poderei ter boa parte da noite para assistir meus doramas, animes e filmes, estudar decentemente, os mercados são mais próximos mesmo alguns que a gente gostava, ao menos o acesso é melhor. E de vida, porque tenho amizades boas lá, onde a gente pode marcar um café ou um passeio aleatório, os lugares que costumava ir são mais fáceis e não demandam muito tempo.
Acho que será um tópico que vou ter que explicar melhor posteriormente...
2. Minha saúde mental está melhor. Sexta-feira, o último dia do trabalho, embora eu tivesse saído mais cedo, à noite não consegui fazer NADA que prestasse, nem ver a MaoMao dos Diários de Uma Apotecária consegui. Cheguei em casa tão esgotada que, foi banho e cama. Mas no sábado acordei cedo para botar a roupa na máquina de lavar, café e fiquei das nove da manhã até duas da tarde DIRETO terminando de guardar meus itens pessoais, como roupas e outros itens menores, desmontar a escrivaninha (cujos parafusos de sustentação empenaram, mas namorido sugeriu comprar aquelas buchas de parafuso quando estivermos na outra casa, já que moraremos a uma quadra de uma home center) e limpar. Quando consigo realizar boa parte das tarefas planejadas, sinal que minha saúde mental está dando uma melhorada, ou seja, tendo ânimo para fazer as coisas. No queisto ânimo pra cozinhar, quando se está no meio do processo de mudança, você pensa em tudo, menos em cozinhar, desculpem.
Domingo ainda acordei cedo para guardar a roupa lavada na mala, desmontar a prateleira debaixo da pia (ela é ruim pra montar, mas para desmontar levei cinco minutos), ir ao templo para agradecer, ir no oftalmologista solicitar o histórico da minha cirurgia e tratamento, porque terei que dar continuidade em outro, ir na livraria para ver o que chegou de novo, e os mangas que estão no ranking. Claro que a nossa MaoMao estaria em primeiro haha (quem manja do assunto sabe do que estou falando).
Quando eu tenho muito mais ânimo para fazer as coisas, sinal que estou melhorando no sentido de saúde mental. Vai levar um pouco mais de tempo, porque quase que apaguei duas vezes no meio do trabalho (sabe quando de repente tudo escurece? Então...)
3. Meu livro chegou ANTES do previsto. Acho que eu havia comentado aqui que eu gosto muito de photobooks, ainda mais se tratando dos Beatles, né. Se em 2023 eu adquiri na preorder o photobook "Eyes of the Storm" do Paul McCartney, recentemente foi "The Third Eye" do George Harrison, que foi quase nos quarenta e cinco do segundo tempo, porque tinha esquecido que ia ser lançado no início de outubro. Pois bem, encomendei e a previsão era chegar em novembro - nessa altura do campeonato eu já estaria em outra cidade. Domingo, depois que voltei da saideira que fiz (templo, oftalmologista e ainda comprar sacola para cesta de compras), namorido disse que tinha chegado um baita dum tijolão da Inglaterra.
Era o livro.
Assim como "Eyes of the Storm" (o livro de fotos que Paul McCartney tirou durante antes e o auge da Beatlemania) e "Anthology" (a primeira versão, ainda estou pensando se compro a atualizada), o "The Third Eye" é pesadinho - sim, acho que mais de dois quilos, se eu tacar na cabeça de alguém, hospital vai ser pouco -, mas com muitas fotos que Harrison tirou na primeira viagem que fez para os Estados Unidos antes dos Beatles até 1969. Detalhe que ele foi um dos primeiros a fazer uso da lente fish eye. As fotos são mais focadas em selfies que fazia para testar lentes e técnicas, como sobreposições e superexposições, além das viagens que fez com os Beatles, algumas até desconhecidas, como na Suécia e Índia (depois de terem sido espancados em um outro lugar que se eu falar vai pegar muito mal).
A série vai continuar, sim, minha gente. No meio do caos, da tristeza e desespero, ainda temos que ter momentos em que temos um fio de alegria, seja por coisas bobas, seja por algum item que a gente conseguiu comprar com nosso esforço, seja por uma luz de esperança.
Imagens: da autora. O que abre o post, na cafeteria Peters em Nakagomi. O que encerra, em casa terminando de fechar mais duas caixas.
Comments
Post a Comment