Saturday, December 26, 2009

A Difícil Arte de Interpretar as Mulheres

"Sexy and The City" - Miranda, Carrie, Charlotte, Louise e Samantha às ordens...


Quando assisto a algum programa de variedades ou comerciais, é inevitável que o ator interprete uma mulher. Não vejo nada de errado nisso, não é por aí que depois acaba jogando pro outro time, se é que me entendeream. Na verdade, um homem tentar ser mulher por motivos de indefinição sexual, quer mudar a natureza (sempre falo que, se quer mudar o próprio corpo, o problema é dele, o nosso é que temos o péssimo hábito de julgar o que os outros fazem antes de nos olharmos), é uma situação difícil. Agora, um homem interpretar uma mulher seja numa festa a fantasia, seja em termos artísticos, a história muda.

Desde que o mundo é mundo, a arte de homens interpretar mulheres (o contrário é muito raro, conheço poucos, como o teatro Takarazuka) existe há muito tempo. Até o famoso Shakespeare chegou a fazer papéis femininos em peças de rua de suas próprias obras, numa época em que as mulheres eram má vistas fazendo pantomima pros outros. No Japão, o teatro kabuki impera até hoje os homens interpretando papéis femininos. E olha que vem de muito muito muito antigamente. No Brasil, tirando época de Carnaval, umas boas décadas atrás, ator que fosse interpretar uma mulher, já era tido como subversivo.

Nos tempos da Atlântida, Vera Cruz e outras produtoras, os atores encaravam o papel mais para disfarce em filmes de comédia. Quando o famoso ator Ziebinski apareceu em 1972 interpretando uma mulher na novela "O Bofe", ninguém acreditou. Da mesma forma que Ney Latorraca apareceu como uma dama na novela "Um Sonho a Mais" e na peça de teatro "O Mistério da Irma Vap" junto com Marco Nanini (quem viu a peça na época, como namorido kinguio viu, disse que assistiria quantas vezes fosse possível). Isso até onde lembro.

Mais "crássico" impossível ainda era a interpretação feita por Didi Mocó dos Trapalhões em cima da música "Teresinha", de Chico Buarque, cantada por Maria Bethânia. Imagine a cada verso sendo dramatizado (?) pelo Didi, parodiando a cantora, com direito a peruca, batom, vestido vermelho e salto alto (detalhe para as pernas peludas). Quem assistia ao programa nos anos 70 (como a escriba aqui), vai lembrar. Jô Soares antes de ter seu talk-show também já interpretou mulheres no programa que possuía. Chico Anysio antes da Zelia, também (quem lembra da Salomé, que gostava de dar conselhos ao então presidente Figueiredo, que gostava da personagem?).

Eis a lista de pelo menos alguns exemplos no cinema e TV (tanto aqui, como no Brasil, como no estrangeiro, sem ordem de preferência) que fizeram a difícil tarefa de encarnar uma mulher. Se bem que, usar vestido, peruca, batom e salto não é tão difícil assim. Queria ver eles terem TPM, colicas mensais, carregar dentro da barriga um bebê, sofrer dores de parto...

1) Geraldine e Daphne (do filme "Quanto Mais Quente Melhor"): Tony Curtis e Jack Lemmon encarnaram essas duas distintas damas para salvarem a própria pele dos mafiosos por terem testemunhado o "Massacre do Dia dos Namorados". Acabam disfarçados de mulher e participam de uma banda feminina liderada por Marylin Monroe. Um clássico da comédia por Billy Wilder. Impagável a cena em que Jerry/Daphne (interpretado por Lemmon) é pedido em casamento.

2) Teresinha (a música-título de Chico Buarque): Como mencionei há alguns parágrafos atrás, quem lembra dos bons tempos que os Trapalhões ainda era um quarteto, o politicamente correto não existia mas a censura corria solta (mas o programa nunca sofreu censura - até onde sei - mesmo subliminarmente ou na cara-de-pau mesmo tirava sarro dos militares), vai lembrar de alguns quadros que Didi Mocó e Mussum apareciam vestidos de mulher. Mas a imitação de Didi Mocó de Maria Bethania, com a música mencionada, continua sendo o "crássico" da TV brasileira. Querem relembrar do tempo em que a trupe era bom e ninguém sabia? Dá uma espiada aqui.

3) Ed Wood ( o próprio; e interpretado e Johnny Depp): Tive que incluir o diretor aloprado de filmes classe Z e o ator mais venerado pela revista "People". Mas o que eles têm em comum? Bom, Ed Wood era um diretor pra lá de aloprado que gostava de se vestir de mulher, tanto que aparecia nos sets de filmagem vestido como uma. A "obra prima" cult é o filme "Plano 9 do Outro Espaço", que trazia Boris Karloff (que faleceu no meio das filmagens e usaram um dublê). Já Johnny Depp... bem, todo mundo sabe que ele gosta de fazer papéis do tipo "quanto mais estranho melhor" e fica irreconhecivel. Principalmente quando ele trabalha junto com Tim Burton. Ao fazer um filme biográfico do cineasta já citado (o Ed Wood), Burton não pensou duas vezes e chamou Depp pra fazer o papel. Uma colega minha que ama Depp que me perdoe, mas não é que na cena em que ele aparece vestido de mulher ficou uma gracinha?

4) Taro Yamada (do dorama "Yamada Taro no Monogatari"): Baseado num mangá do mesmo nome, o dorama tinha a seguinte história: o protagonista era o estudante de colegial mais querido da escola, mas ninguém sabia que o coitado era pobre de doer e tinha que dar um jeito de sustentar a mãe e sete irmãos. Quem dava uma "mãozinha" pro Yamada era um colega da mesma escola, que sabia da condição miserável do cara, mas ao mesmo tempo queria disputar o lugar do ichiban das menininhas. Protagonizado pelos dois Arashi - Kazunari Ninomiya e Sho Sakurai -, em uma das cenas, a fim de arrecadar fundos, Yamada (Ninomiya) teria que trabalhar numa mansão. Até aí tudo bem, a não pelo fato de ter que se disfarçar de empregada doméstica, com direito a aventalzinho de babados e o arquinho pra prender o cabelo (ops, peruca)...

5) A Velha Surda (da "A Praça é Nossa"): Nem sei se o programa existe, mas até onde eu pude assistir, a qualidade do programa ficava a desejar. Embora fosse o filho Carlos Alberto da Nóbrega o sucessor do programa humorístico criado por seu pai nos anos 50, de alguns anos pra cá ficou muito apelativo. O que salvava era a Velha Surda, criada por Ronnie Rios. O que poderia ser uma vovó igual a dos quadrinhos, rotunda, de coque, xale e chinelas, acaba virando um diálogo recheado de confusões. Que esperaria mais de uma pessoa com grave defeito auditivo?

6) Anabela Freire (Novela "Um Sonho a Mais"): Quem assistiu a novela, lembra do Ney Latorraca como Volpone, acusado injustamente de matar o pai da sua ex-noiva. Depois de muitas décadas desaparecido, reaparece como moribundo e anunciando seu sucessor. Mas para descobrir o verdadeiro assassino, assume várias identidades, a mais conhecida foi da secretária Anabela Freire, que acaba casando-se com Pedro Augusto, cujo beijo foi considerado o primeiro beijo homossexual da novela da Venus Platinada.

7) O Mistério da Irma Vap: uma peça de teatro norte-americano mas que fez sucesso enorme no Brasil, com Ney Latorraca e Marco Nanini, que se revezavam em 16 personagens. Obviamente também inclui os personagens femininos, interpretados com agilidade pelos dois veteranos atores. Quem assistiu a peça no teatro e depois viu em filme, muita gente que dá uma diferença enorme (encenar diante da câmera é uma coisa, mas diante de dez mil pessoas a coisa muda...)
Marco Nanini e Ney Latorraca em uma das cenas da famosa peça. Impressionante!

8) Mako-chan, Shinobu-chan, Gorokumi, Welma Tsuyolli e Shingo Mama (do programa Smap x Smap): Disse que japoneses dominam a arte de kabuki como ninguém, certo? Por isso ninguém fica de olho arregalado quando um ator resolve aparecer em cena vestido de mulher. De onde eu sei, desde que estou aqui, o programa semanal SMAP X SMAP de quase toda segunda a noite, é um dos poucos que o quinteto fazem as esquetes, e alguns até fixos. Talvez merecessem um capítulo à parte, pois como eu disse certa vez, eles não perdoam ninguém até eles mesmos. Os cinco personagens, interpretados respectivamente por Masahiro Nakai, Takuya Kimura, Goro Inagaki, Tsuyoshi Kusanagi e Shingo Katori, pra não variar, ficaram tão cômicos que impossível não rir.

Mako-chan (da esquete "Keisan Mako-chan" (計算マコちゃん)), a OL (office lady) estabanada, peituda e de maria-chiquinha, interpretada por Nakai, faz de tudo para conquistar a atenção dos homens, "friamente calculado". A vítima é o próprio colega do escritório onde trabalha (interpretado por Tsuyoshi Kusanagi), sob o olhar cético de Shingo Katori e maravilhado de Megumi Yokoyama, que acha Mako muito meiguinha. No episódio final, Mako-chan tasca um beijo no colega. Na boca, mas não do estilo desentupidor de pia.

Shinobu-chan, a balconista estilo Shibuya Gyaru interpretada por Kimura, já teve um breve comentário em alguns posts atrás. Na onda das ageha girls, com dialeto próprio (que confesso não entender), elas seriam as descendentes das primórdias gyaru no início de 2000. Shinobu é a balconista da loja de roupas "Smaussy" (paródia com a brand "Moussy"), destinada para tais garotas. Só um detalhe: tem 46 anos e tenta a todo custo adaptar o vocabulário de obasan pro ageha mas só se enrola toda, pra espanto da gerente (interpretada pela comediante Kanako Yanagihara) e a subgerente (por Marie). Cá prá nós, até que o Kimura ficou bem de peruca comprida, shortinho, salto e unhas postiças.

Gorokumi (ou Goro Kumiko), começou como colegial e recentemente tenta ser modelo da "Ageha". Seria perfeito, se um detalhe não causasse tamanha comédia: está extremamente acima do peso normal. Bem que tenta perder os quilinhos extras, mas a toda hora pensa em comida. E toda vez que faz algo, acaba quebrando tudo pela frente (já quebrou a mesa de jantar, uma máquina de purikura, a esteira da academia e o banco do jardim). A personagem - interpretado por Goro Inagaki - leva quilos de maquiagem e enchimento extra. No especial de verão deste ano, sobre os personagens mais votados entre o grupo, a de Goro foi a escolhida, tentando emagrecer na academia, tendo Kumiko Mori como instrutora (nota: Kumiko Mori apresenta um programa de receitas culinárias na TV...).

Velma Tsuyolli, uma das atrizes de teatro de variedades "All That Gag", é uma paródia do filme "Chicago". Neste caso, ela, junto com Roxie Mart, dançam e contam piadas para a platéia. Uma pena que desabilitaram o vídeo, pois a esquete era bem engraçada. Muito embora Tsuyoshi Kusanagi vestido de mulher vira um desastre que não dá pra enganar, até que como Velma caiu bem - de peruca chanel, vestido anos 30 e bem maquiado (pra quem não lembra, a Roxie Mart, a loira, era o Masahiro Nakai). Não mencionei, mas a paródia que Kusanagi fez da Cutie Honey ficou divertida.

Shingo Mama, começou como uma esquete do programa "StaSuma", que Shingo Katori fazia com Masahiro Nakai aos sábados. O que era uma brincadeira (Shingo aparecia na casa dos telespectadores, que tivessem filhinhos pequeninos, de vestido rosa de bolinhas, peruca presa com arquinho, para cuidar deles, enquanto a mãe tinha algum compromisso que não pudesse levar o filho junto), acabou tendo sucesso até no especial "Gambarimasho", no início do ano. A música "Shingo Mama Oha no Rock", embora seja one-hit wonder, foi sucesso o ano de 2001 todo, inclusive na turnê do quinteto em 2001 teve até o genérico Takuya Mama (sim, no meio do show, Kimura aparece imitando o próprio colega).

Claro que o quinteto já parodiou "Sex and The City" (a quinta integrante seria a assistente da Carrie Bradshaw, Louise. Tentem descobrir quem faz quem, mas dá muito na cara), o trio Perfume (que, interpretado por Kusanagi, Inagaki e Katori, viraram o trio "Percume", dublando "Polyrhythm", o primeiro sucesso das três), o grupo das Doze Chinesas (lembram?)...
Novo trio nas paradas de sucesso: Percume, com Kusayuka, Gocchi e Shi-chan. (er... mamãe nunca lhes disseram que é pra fecharem as pernas quando se sentam?)

Voltando ao tópico, realmente, não vejo nada de errado nisso tudo. Artisticamente falando, não mesmo. Oras, se até John Lennon, nos aureos tempos dos Beatles, numa esquete de um programa de TV, interpretou uma mulher, com direito a vestido e peruca (na paródia de Willian Shakespeare para "Sonho de uma noite de Verão", fazendo o papel de Tisbee) e continuou sendo como ficou ate 1980, qual o problema?


Os saudosos George Harrison e John Lennon (dos Beatles), interpretando respectivamente a Lua e a "linda donzela" Thisbee na paródia que o quarteto de Liverpool aprontou no especial "Around The Beatles", em 1964, para a TV inglesa, de uma peça de Willian Shakespeare. Eu não sei se o vídeo que consegui aqui foi colorizado ou conseguiram uma cópia real, pois muita gente conhece a versão em preto e branco. Paul McCartney é Pyramus e Ringo Starr, o Leão. Como era ao vivo, fica impossível até eles mesmos ficarem sérios.


Update em 27 de dezembro: Por puro esquecimento (e olha que dependendo sou difícil de esquecer as coisas), mas graças a Bah (do Bah Blog e Vendendo Coisinhas), ela lembrou de um filme que por sinal me fez lembrar de outro - e ambos eu assisti e gostei muito: "Para Wong Foo, Obrigada por Tudo, Julie Newmar" e "Priscilla, a Rainha do Deserto". Em ambos os filmes, atores famosos tido como fazendo papéis de homens durões, resolveram ver o outro lado.

Imaginem um trio de atores que entre filmes de explosões, máfia e aventura; drama shakesperiano, humor inglês e tudo o mais, resolvem colocar no currículo um filme de comédia. Melhor ainda: como drag-queens num road-movie. Podem soar caricatos? Mas diversão é o que conta.

"Priscilla, a Rainha do Deserto" (1994), filmado no deserto da Austrália, é um road-movie que traz três atores consagrados do cinema britânico - Terence Stamp, Hugo Weaving e Guy Pearce - devidamente de drag-queens que viajam pelo deserto num ônibus ("Priscilla") para irem fazer um show. O que acaba mudando totalmente a vida de cada um que encontram. Uma das cenas em que "há de endurecer mas sem perder a ternura jamais" é a cena em que a transexual Bernadette (interpretada por Stamp) dá uma lição que mesmo tendo mudado de lado, ainda dá uma lição física num cara que pensa que ainda é macho. Tem outra cena famosa que muita gente comenta, mas como aqui é um sítio família, melhor assistir ao filme. Quem puder alugar, pedir emprestado, torrentar, vale a pena. E a trilha sonora, tendo Gloria Gaynor, ABBA, Charlene e Village People, continuam tocando em qualquer casa noturna por aí.

"Para Wong Foo, Obrigada por Tudo! Julie Newmar" (1995), segue a mesma trilha de "Priscilla...", mas em solo americano. Impressionante aí como três atores que a gente costumava ver em filmes de ação, violência e aventura, ver como três simpáticas e divertidas drag-queens que transformam uma cidadezinha pacata e reprimida num lugar alegre e sem preconceitos. O trio formado por Patrick Swayze (a elegante Vida Boheme), Wesley Snipes (Noxeema Jackson) e John Leguizamo (Chi-Chi Rodriguez), ficaram quase irreconhecíveis no filme, no qual viajam num Cadillac conversível de Nova York para Los Angeles participaram da final da "Drag Queen do Ano". Pra quem quer diversão, os dois filmes valem a assistida.

Noxeema Jackson (Wesley Snipes), Chi Chi Rodriguez (John Leguizamo) e Vida Boheme (Patrick Swayze) em suas roupas normais surpreendendo e mudando a vida - principalmente das reprimidas mulheres - da cidade de Snydersville, no meio do deserto americano.

-Fotos do post de hoje: encontrados com a graça do são gúgol em vários sites que nem colocam de onde conseguiram...

9 comments:

  1. adorei vc ter lembrado da velha surda,era muito engracado,acho q era o melhor quadro da praca eh nossa,
    e as irmas vap,assisti o filme,vc soube q lancaram em dvd?!
    beijao.

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  2. ahahahaha eu achei o Patrick Swayze mto bom no filme "Para Wong Fu..." aquele negão era o Wesley Snipes?

    KIsu!

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  3. Andreia, quem não lembraria da Velha Surda? Ela era impagável! Quanto as Irmas Vap, soube sim. Eu queria na verdade, ter ido assistir no teatro mesmo...

    Bah, atualizei o artigo. Bem lembrado do filme do saudoso Patrick Swayze em que ele vira uma drag queen de fino trato! Sim, o negão era o Wesley Snipes mesmo! Believe or not!!! E olha que assisti este filme e "Priscilla"...
    Beijos a todas!

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  4. Vc tem uma memória incrível, não sei como se lembrou de todos esses filmes e personagens. Tem vários outros na TV brasileira muito engraçados tb. Vc chegou a ver o Beat biito Takeshi fazendo Cinderela? Ele era a Cindereeta e a história se passava no inaka do Japão antigamente, foi hilário.

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  5. Elisa, eu queria ter visto o Beat Takeshi (Kitano) de Cinderela, deve ter ficado muito hilário. Se bem que as performances que ele faz são de rir e muito! Não dá pra acreditar que ele fez papel sério em "Hana-bi" e "Merry Christmas Mr. Lawrence"!
    Quanto a memória... bem, pra quem estava esquecendo dos dois filmes que acabei colocando no update, não falo mais nada rs

    Beijos!

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  6. Mui engraçada a dicotomia da arte interpretar,em memória e criatividade,sensibilidade tua,extrapola!
    Adoreiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiiii

    Viva Vidaaaaaaaaaaaaaaaaa

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  7. No Brasil-sil-sil temos alguns bons exemplos: Os Trapalhões também sabiam como se vestir de mulher (incluindo aí a lendária imitação de Maria Bethânia pelo Didi Mocó) e menção honrosa a dois membros do Casseta e Planeta: O saudoso Bussunda numa paródia de uma novela do Manoel Carlos e o Hélio De La Peña interpretando a repórter Chicória Maria, clone debochado da Glória Maria.

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  8. MP Kouhaku, bem lembrado da Chicoria Maria (Helio de la Pena) e da versão da Vera Fischer no "Laços de Familia" por Bussunda. Na verdade, não lembrava direito porque estou ha onze anos sem ver direito programação brasileira...

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  9. Gostei muito desse artigo, o Crossdressing bem feito é uma arte, para poucos, mesmo no caso de um artista cujo o enfoque seja o Humor ou mesmo uma situação Tragicômica!

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