Thursday, November 18, 2010

Tower Records - Shibuya


Costumo dizer às pessoas que saem comigo que, caso a gente for pra Shibuya e acabar se perdendo e nem por telefone conseguir contato, o lugar mais provável de me encontrarem, não seria nem no Hachiko ou do outro lado onde fica a estátua do Moai, mas seria no prédio da Tower Records, mais precisamente no 7o. andar, onde ficam revistas e livros importados (ou não). Ninguém acredita, mas é que por enquanto, quem saiu comigo dificilmente nos perdemos, mesmo naquela multidão que impera todo dia, de domingo a domingo, especialmente no "scramble crossroad", logo na saída da estação de Shibuya ( a saída do Hachiko).

Em vários artigos eu costumava mencionar que compro meus CDs, DVDs e revistas nesta loja. Além de acumular pontos (Nota da Autora: cada vez que faz uma compra a cada 500 ienes, ganha-se 20 pontos para acumular e a validade do cartão é de um ano a contar da data da sua última compra), no dia do lançamento de certo álbum, se levar sorte, pode até ganhar um brinde inesperado, desde clear files até camisetas (quem leu meu artigo sobre isso, vai entender, mas bem que eu queria que queria muito conseguir no sorteio o parka que Masaharu Fukuyama usou na sessão de fotos do single "Milk Tea"/"Utsukushii Hana"). Os pontos, o que eu faço? Dá pra usar no desconto da compra de um CD ou DVD, oras!

Eu conheci essa loja ainda quando morava em Hikami (Hyogo), e numa de minhas (poucas) idas para Osaka, acabei por descobrir essa loja, que ficava (se não me falha a memória) dentro de uma loja de departamentos em Umeda, o Hankyu. Daí para encontrar raridades foi uma maravilha - foi aí que comprei o box-set dos Carpenters, o "Live at The BBC" dos Beatles e alguns livros. Como ir de Hikami pra Osaka era literalmente uma viagem e tinha que voltar logo devido ao horário do trem (sabem como é interior - tudo se encerra cedo), dá pra contar nos dedos quantas vezes eu fui para lá.

Logo que mudamos para Kanagawa, descobri que a Tower Records mais próximo de onde morei (Minamiashigara), ficava em Odawara, mais ou menos vinte minutos de trem (é um trem local), mas como ficava dentro de uma loja de departamentos, teria que me contentar com um andar só. Da mesma forma que descobri - aos poucos - as demais filiais, como a de Fujisawa, Yokohama e Kawasaki. Pra Shibuya e Shinjuku foi uma questão de tempo.
Tower Records Shibuya vista de frente (tive que atravessar a rua pra poder fotografar). O quanto eles aproveitaram pra divulgar os artistas (será que se tivesse em Sampa, iriam deixar?) Foto da autora.

Essa rede começou nos Estados Unidos, em 1960. Foi por mais duas décadas e meia uma das redes mais conceituadas em matéria de música. Mas confesso que não sabia que a rede - lá - fechou em 2006 por motivos financeiros, má administração e advento de download via internet. Mas de alguns países, inclusive o Japão, continuaram firmes. Especialmente, as redes da Tower Records Japan são administradas por uma empresa que não teria nada a ver com a norte-americana, acordo feito em 2002 devido a um sistema empresarial que comprou a franquia, o que tornou a Tower Records Japan independente da hoje finada empresa americana.
O símbolo que fica bem no meio da entrada do prédio de Shibuya - "Tower Records - é uma Coisa Global" (foto tirada pela autora).

A primeira loja da Tower Records Japan abriu em Sapporo, Hokkaido, em 1981. Mas a maior loja fica em Shibuya, constituida de nove andares, identificável pela fachada amarela e no topo a iluminação em neon amarelo com o logotipo da empresa em vermelho. Sem falar que na entrada do prédio, o planeta Terra como símbolo do Universo e quando há lançamentos, um balcão onde ocorrem sorteios. Sem falar dos cartazes anunciando os lançamentos da semana e os futuros lançamentos.
Logo abaixo da fachada do globo, os anúncios dos lançamentos - como tirei a foto dia 14 de novembro agora, o álbum do Masaharu Fukuyama ainda estava a ser lançado. (Pra Gesiane, fã do Mr. Children - o álbum novo só no final do mês e o título ninguém sabe - por isso que está "taitoru mitei" ou "nome a determinar ainda"). Foto da autora.


No subsolo, fica o Stage One, onde ocorrem apresentações de artistas independentes e artistas conceituados para divulgarem os novos álbuns e para um talk show. Geralmente ocorrem nos finais de semana. Do primeiro ao sexto andar, dedicados a vários gêneros musicais, DVDs e até jogos de videogame. Devidamente separados em ordem alfábetica. No caso de artistas japoneses, eles seguem a ordem alfabética deles (quem estudou/estuda língua japonesa, sabe o drama) e pelo sobrenome. E também por gênero. O sétimo andar, somente revistas (infelizmente nunca encontrei revistas e jornais do Brasil vendendo nessa loja) e livros importados (em inglês, alguns em outras línguas). O oitavo andar seria o escritório, acesso permitido somente aos funcionários.
Campanha da Tower Records "No Music, No Life?" muita gente famosa já foi fotografada em poses e roupas estranhas ainda. Até as fofíssimas do trio Perfume também participaram.

O slogan da rede japonesa é "No Music, No Life" (Sem música, sem vida), e muitos artistas famosos (ou não) já fizeram parte da campanha. Atualmente, junto com a famosa empresa de bebidas Suntory, estão com a campanha paralela "No Music, No Life. No Music, No Whisky".
A primeira campanha da Tower Records com colaboração da empresa de bebidas Suntory "No Music, No Life. No Music, No Whisky", teve Masayoshi Yamasaki (na primeira fileira, no meio) e Ryuichi Sakamoto (na segunda fileira, primeiro a esquerda).


Na dita área embaixo do globo, o quinteto Smap também aproveitou para divulgar o 20o. álbum, em julho deste ano. Não deu pra fotografar direito, mas bem ao lado direito de quem veria a foto, tinham duas máquinas automáticas de bebidas - os jidouhanbaiki (自動販売機) com a bebida que levava o nome do álbum, em colaboração com a Asahi Beverage.(Foto da autora)
Nada se perde, tudo se aproveita! Ao lado do globo central, têm duas colunas em que geralmente colocam-se posteres da campanha de pontos. Em outubro, como foi o relançamento das duas coletâneas dos Beatles - o "Album Vermelho" e o "Album Azul", a campanha incluindo "Festival dos Beatles" - comprando o álbum viria um brinde extra, compre dois pelo preço de um, duplicação dos pontinhos... (Foto da autora)
Bem na primeira entrada (de quem vem da estação de Shibuya), ao lado tem mais posteres de divulgação de álbuns, singles e DVDs de artistas, desde o teto ao chão. Quando esta foto foi tirada, dia 14 de novembro, o álbum do Kanjani Eito (o "8 Uppers") já estava vendendo há semanas e o single novo do trio Perfume foi menos de uma semana atrás. Ao lado (que acabei cortando), a loja disponibiliza o vídeo de algum artista - era da campanha da Suntory.(Foto da autora)
Claro que também quando falo que o pessoal aqui aproveita tudo, eu não exagero e provo: esta foto que tirei em maio do ano passado, foi do lançamento do single do dignissimo, vitaminado, lindo, maravilhoso (ai se namorido ler isso, ele me mata!!) Masaharu Fukuyama (nota: a maioria dos artistas costumam lançar até quatro versões de um mesmo álbum! Um contém música-bônus, outro o DVD com o vídeo, outro é o comum do comum mesmo...). Abaixo era o álbum do Kanjani Eito. Estes posteres ficaram abaixo da tal entrada que falei (preciso dizer quem foi que fotografou?).

A loja de Shibuya fica a dez minutos andando da estação de Shibuya. Logo que sai da estação, pela saída do Hachiko (sim, aquela estátua do cachorrinho, que nove entre dez pessoas sabem), atravessar reto o "scramble koussaten" e seguir em frente. A loja fica ao lado da loja Lumine Man e em frente ao correio de Jinnan. 

Horário de Funcionamento: Aberto todos os dias das 10 as 23 horas (eles informam quando eles folgam), possui também revistas gratuitas da rede, como "bounce", "intoxicate" e outras revistas e panfletos com eventos.

Endereço: Página oficial: http://tower.jp/ . Já do local : Tokyo-to Shibuya-ku Jinnan 1-22-14

Fotos: via seogugol, exceto as creditadas que foi a autora quem fotografou.

15 comments:

  1. Então quando eu for a Shibuya, vou passar no Tower Records para ver se vc tá lá. rsrs A gente consegue coisas legais com cartão de pontos às vezes. Eu tenho um meishi ire onde coloco acho que quase 30 cartões. a maioria eu quase nunca uso.
    Meu filho ficou contente que vc gostou das fotos dele.
    bj
    Elisa

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  2. Oi, Elisa! Falando em point card, preciso encontrar logo um porta-cartões porque minha carteira logo vai estourar de tanto que tenho (e olha que uso a maioria, vai entender) Mas em Shibuya, quando vou, é normal eu estar na Tower, no setimo andar devido aos livros...
    Que bom que seu filho ficou contente! Ele está de parabens! E você tambem, claro! Por ser uma otima mãe!!!
    Beijao!

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  3. Já tenho quase um roteiro traçado quando for pri Nihon, rs.
    Gosto dos detalhes que vc passa...
    Viu quando vc for lá de novo, vc tira uma fotinho do hachiko pra mim, onegai...
    Sobre morar sozinha (ou com pessoas nômades) é a saudade quese tem de casa e a bisca incessante para ter privacidade...
    Mas eu sobrevivo...
    Beijo

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  4. *-* eu já fui eu já fui... vamos vamos? hahaha... já temos um roteiro... café... Tower... café...

    Ahhhh ~ arigatou pela lembrança ali na foto... estou vendo o estrago novamente que vai ser minha ida no ano que vem!!! Já deixei ichi man go sen en aí!!!Ó Céus... o.O

    ^______^

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  5. Fabiana, pode deixar: se eu conseguir tirar uma foto decente do Hachiko, eu tiro. Na verdade, o local fica tão cheio de gente que precisa ter sorte pra tirar uma foto legal! Quanto ao fato de morar com pessoas nômades, e querer privacidade, é meio dificil. Mas como você mesma disse, sobrevivemos!
    Beijao!

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  6. Gesiane, se prepara que vao outros ichi man go sen ou mais... Recentemente saiu o DVD especial do Mr Children! Vai garantindo o piggy bank cheinho...
    Beijao!!! :)

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  7. Olá Kiyomi!

    Amei esse lugar. Não é a toa que vive lotado de gente. Se um dia for aí pro Japão, com certeza gostaria de conhecer esse lugar. Show!!!

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  8. aham...
    entao eh esse o lugar para te encontrar ne?
    se eu voltar ja sei onde ir para te ver.
    :D
    e valeu pelas fotos,adorei saber mais sobre a towe records,um beijao.

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  9. Cacá, aos finais de semana, da estação de Shibuya até perto da NHK, o congestionamento de gente é pior!!! E quando tem lançamento, então... Isso porque a Tower Records Shibuya é a maior (já fui nos de Umeda, Odawara, Fujisawa, Yokohama - tem duas lojas -, Kawasaki, Shinjuku e Ikebukuro).
    Claro que em Shibuya vai ter muito lugar interessante além disso! rs
    Beijao!

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  10. Andrea, sabe que minhas amigas sempre falam a mesma coisa? Se a gente se perder em Shibuya, elas vão saber onde me encontrarem hahahaha
    Da campanha "No Music No Life", você que também gosta do Arashi, eles fizeram parte mas em 2002 ou 2003, mas não encontro de jeito algum!
    Isso porque eu falei somente o de Shibuya (é que as outras lojas tem um ou dois andares e não tem tanta variedade...)
    Beijao!

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  11. Dá pra colocar uma plaquinha na frente escrito: "Aqui jaz o limite do cartão de crédito do MP Kouhaku"

    Me soltem aí que eu perco noção de tempo, preço, espaço e juízo. Nessa "lojinha" o cara deve encontrar aquilo que ele não imagina nem nos seus sonhos mais delirantes.

    Eu preciso ganhar na Mega-Sena! Tenho que ir aí.

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  12. Estou te visitando pela primeira vez, vou dar meus parabéns pelo blog.
    Ontem passei em Shibuya e vi esse edifício, mas o que eu gosto mesmo é de ver os lançamentos de moda, fico olhando todas as vitrines, agora é Natal e tem as frentes das lojas que estão bonitas.
    Vc. vê como lojas de discos no Japão nunca fecha, já em Londrina-Paraná, a pioneira loja de discos, já mudou de ramo, de tanta pirataria que vendem nos camelódromos.
    Como Alexandre Mauj disse, saudades daquele Brasil antigo.
    Abraços

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  13. MP Kouhaku, em Shibuya lojas maiores de vendas de CDs, DVDs e revistas (e outras coisas mais) somente a Tower Records e Tsutaya (que fica bem na esquina em frente ao cruzamento maluco). Tinha a HMV mas a "loja numero 1" fechou...
    Mas também encontra-se algumas raridades na Disk Union e Book-Off.
    Abraços!

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  14. Hello Kitty, acredite: ontem eu também estive em Shibuya, mas no meio da tarde (estava de folga)! Se eu ficar vendo as lojas estou perdida hahaha estou tentando me conter. Mas eu gosto das decorações e a criatividade (muito embora a data de Natal para eles seja comercial...)
    Nem imagino como está hoje o ramo de venda de CDs e DVDs no Brasil. Como disse ao MP Kouhaku, infelizmente a HMV de Shibuya fechou, mas outras lojas da rede continuam funcionando.
    Pois é... Será que, quando eu voltar de férias ao Brasil, que surpresa vai ter?!
    Abraços e obrigada mesmo pela visita!!!

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  15. Olá Kiyomi,
    Pena que não deu tempo de conhecer a Tower Records na época que estava aí....Sobre o point card eu só tinha o do Yodobashi. O problema é que dá vontade de ficar comprando as coisas para juntar os pontos..aí já viu o prejuízo né...

    No geral eu achava os CD's e DVD's muito caros aí...não sei se eu estava olhando nas lojas erradas mas comparando com as outras coisas eu achava muita coisa o que eles cobravam por um CD....

    Já que você mencionou que tinha revistas lá, me tira uma dúvida. Na maioria dos locais que vendiam revistas e que conheci na época, havia um aviso para não abrir e ler as revistas, porém a maioria dos japas ficavam lendo as elas! É normal ficar lendo mesmo sem comprar? O pessoal das lojas acham ruim?

    Abs,
    Carlos

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