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Tuesday, October 30, 2018

Freshen Up Japan Tour 2018!!!



Sim, ele voltou a botar o pé na estrada e parece que isso vai longe.

Em meados de junho (eu acho), repentinamente o Instagram do Paul começou a ter desenhos estranhos, misteriosos, e teve uns de imaginação pra lá de fértil achando que ele estaria numa seita aleatória. Foi quando no seu aniversário ele anunciou o álbum "Egypt Station" e logo no dia seguinte surgiram as músicas "Come On to Me", "I Don't Know" e "Fuh You". E, em julho anunciou a turnê "Freshen Up", iniciando dia 17 de setembro no Canadá.

Na real, eu estava esperando que ele anunciasse turnê no Japão só no ano que vem (isso se tivesse), pois outubro em diante, os Domes ficam disputadíssimos (quem mora muito tempo no Japão e fica ligado em eventos sabe muito bem do que estou querendo dizer), e foi um milagre ter conseguido dois dias no Tokyo Dome e um, pela primeira vez, em Nagoya Dome. O chato foi ter marcado em dia de semana, mas pra dar como esgotado, sinal que o pessoal que gosta vai de qualquer jeito.

Mesmo estando com 76 anos e em boa forma (tanto musicalmente como fisicamente), Paul ainda sabe o que faz e pelo jeito aposentadoria ainda não existe em seu dicionário.

Imagem: site oficial da turnê Freshen Up Tour 2018.

Monday, October 29, 2018

[Mangá Time] Itoshi no Muco ~ Lovely Muuuuuuuuco!



Pelo menos um dos lados bons do Twitter (uma das poucas redes sociais que eu ainda tenho paciência e interajo mais), é ter conhecido tanto virtualmente como pessoalmente muita gente boa. Mesmo com algumas diferenças aqui e ali, a gente se dá muito bem.

Saturday, October 27, 2018

Quando tudo em excesso...

Quase dez anos atrás eu havia feito uma postagem aqui sobre os efeitos de quem vai num yakiniku tabehoudai ou qualquer restaurante onde paga-se tanto e pode comer o que quiser (ou puder, tanto faz) num tempo limitado. Há quem diga que, ir num lugar desses, "nem dá pra conversar direito com esse tempo mixuruca". Mas se coloca sem limite de tempo, o local vai à falência rapidinho. Na real: duas horas dá pra comer bem, dar um tempinho e ainda bater um papo.

Mas muitas vezes, isso nunca se aplica no meu caso e namorido. Não teve uma vez que fomos comer em yakiniku tabehoudai que voltamos pra casa não querendo ver mais comida pela frente.

Sempre assim: a gente começa numa boa, pegando tudo o que a gente quer comer, afinal, tempo contado, acabamos por pegar tudo de uma vez só...


Depois de se empanturrar com tanta carne, salada e variedades de comida (como takoyaki, yakisoba, batata frita, frango frito, etc.), nada melhor que comer uma salada de frutas, especialmente laranjas e abacaxis, pois dizem que são frutas ideais para fazer a digestão (por que teriam propriedades cítricas ou fibras?). Para mim, o que melhora minha digestão depois de comer uma quantidade nada tolerável de carne, são lichias...


Depois das frutas, partindo pro segundo tempo, que seria a sobremesa.

Mas fruta não é sobremesa!

E daí? Tem sempre espacinho no estômago para um bolinho, um sorvete...


Só que nessa altura do campeonato, tá tão empanturrado com tanta comida que, até pra comer a cereja do bolo, fica difícil de engolir.

E depois dessa orgia gastronômica, completando com um café (porque tudo tem que ter café na vida), hora de voltar pra casa, porque pagar a gente faz isso na entrada (sim, a maioria dos estabelecimentos de comida estilo buffet, ou viking ou tabehoudai faz o cliente pagar na entrada). Aí é que começam os sintomas do pós-glutonice...

Tipo, estômago pesado, barriga cheia ao ponto de que, se fizer algum movimento brusco, corre o risco de estourar.


Aí fica rolando de um lado pro outro na cama pra ver se a dor passa, ou faz a digestão, ou qualquer coisa, até nem deixar os outros dormirem com o barulho, de tanto que está passando mal.


Isso são as consequências de quem vai num lugar desses e volta pra casa. Depois você jura que não quer mais ver comida pela frente, que só volta pra lá numa outra encarnação e outras coisas mais, mas isso é só quando você está na fase de convalescência.


Porque daqui a uma semana você já estará indo novamente num lugar desses e o ciclo continua.

Estabelecimentos que são do estilo tabehoudai ou viking ou buffet (no Japão, e não tô ganhando pra divulgar):

- Yakiniku: a rede Manpuku Taro ou Stamina Taro;

- Bolos e doces: a rede Sweets Paradise:

- Outros restaurantes: normalmente em hotéis possuem um sistema de buffet.

Para ficar mais fácil, no gugol, procure em tabehoudai (食べ放題) ou solicite indicação de quem foi, aí ficará a critério de vocês.

Imagens: GifMagazine

Saturday, October 20, 2018

[Discoteca Básica do Empório] Vários - "Natsume Yuujinchou Shudaikashuu"


Um dos poucos animes a possuir temas de abertura e encerramento que não são estilo vocaloid ou de dubladoras de voz (deveras irritante) de adolescente, é "Natsume Yuujinchou" ("O Livro de Amigos de Natsume", em tradução livre).

Thursday, October 11, 2018

Dúvida de Nacionalidade

Lendo um artigo no site Gaijinpot (em inglês), sobre "Estrangeiro Invisível - Memórias de uma Pessoa Japonesa mas não-Japonesa Vivendo no Japão" (tradução livre), me fez lembrar exatamente o que acontece comigo e milhares de nikkeis vivendo em sua terra natal e/ou na terra de seus antepassados. Nikkei é todo descendente de japonês que nasceu nas Américas (especialmente na América Latina, mas existem nikkeis norte-americanos).

Aí que mora o perigo: por sermos descendentes de japoneses, sempre vai ter ter gente perguntando porque raios a gente não fala fluentemente a lingua. Do tipo: não basta ter a cara e o sangue, tem que saber falar. Mas quando a gente nasce num país nadaver com o Japão, obviamente que a gente vai aprender a língua do país onde nasceu. Se vai aprender sobre a cultura japonesa, vai do interesse da pessoa + estímulo familiar. Ou se o lugar onde mora tem um número considerável de nikkeis para formar um kaikan. O mais incômodo (e eu sofri muito com isso) eram os outros pedirem para a gente falar tal palavra em japonês, queria namorar pra ver se era diferente, até pedido de casamento só  pra ir ao Japão, entre muitas coisas.

Aí você resolve tentar mudar de vida na terra dos seus antepassados. E vocês pensam que o tratamento seria melhor?! Se eu não abrir a boca, eu passo batida como japonesa, mas não é bem por aí. Não basta você ter tudo de japonês, tem que saber falar fluentemente e ter os costumes e hábitos de um nativo. E nem adianta explicar que você é estrangeiro se sua cara já denuncia tudo.

Porque quando você nem descendência tem, o pessoal ainda releva por não saber falar direito. Mas no meu caso e de muitos nikkeis, a cobrança é enorme. "MAS COMO VOCE NAO SABE FALAR JAPONES???" Sim, cansei de ouvir essa frase em meus anos aqui. Por mais que eu estude, convive mais com os japoneses, leio, assisto e ouço o que tiver em japonês, o que não tenho até agora é fluência.

E pra melhorar a situação, se no Brasil, por exemplo, os nikkeis são chamados de "japoneses", no Japão somos "estrangeiros". Isso quando não muito, já acharam que eu era mestiça pelo sotaque. Ou aqueles olhares espantados de "Nossa!!! Essa japonesa fala bem outra língua!" quando estou em algum lugar com o namorido e a gente desata, claro, a falar português, ainda mais que visualmente a gente é confundido com um morador local.

Falando em confusão, teve uma vez, logo nos meus primeiros meses no Japão, ao ir em Nagoya, dois brasileiros vieram me perguntar, tentando falar em japonês onde ficava o Consulado (eu tinha acabado de voltar do Banco do Brasil, que era perto). Tentei explicar mais ou menos em português mesmo (disse mais ou menos, porque eu não conhecia nada de Nagoya uns 20 anos atrás), e os dois ficaram espantados - "VOCÊ FALA PORTUGUÊS????????" E eu pensando "Caramba, será que eu não aparento ser brasileira?" Outra, foi no primeiro dia de aula de língua japonesa em Tóquio, num centro comunitário, em que uma coreana perguntou se eu era chinesa ou taiwanesa. Quando eu respondi que eu era nikkei brasileira, 90% da classe não acreditou (explico: eu fiz seis meses de conversação em japonês em um centro comunitário que ficava perto de Shin-Okubo, bairro coreano em Tóquio, e a maioria dos alunos era coreano). Fora ainda que, quando vou preencher alguma coisa, já me preparo para a pergunta "De que país você é?" na hora de escrever meu nome completo (sim eu tenho um nome estrangeiro que eu quase não uso).

Algum tempo depois, alguns conhecidos de outras nacionalidades, chegaram a confessar comigo que, a imagem [errada] que tinham de brasileiros, era como viam em comerciais de turismo. Mas até eu tentar explicar o motivo de terem japoneses no Brasil, a pessoa já esqueceu o começo, então eu deixo pra lá.

Mesmo porque eu acho que não me encaixo nos padrões de um brasileiro aqui no Japão - já começa que sou frequentemente confundida com uma japonesa (até eu abrir a boca e meu japonês sair com sotaque do interior paulista) porque sou neta de japoneses de ambos os lados. Frequento muito eventos em japonês, vou muito ao cinema e assisto 99% dos filmes em japonês. Shows, então, nem se fala (quem me conhece muito bem, sabe).

Mas você não gosta de coisas brasileiras????Comida é uma delas: se deixarem eu numa churrascaria, podem ter certeza que um dos pratos que adoro é feijoada. Com couve e farofa. Mandioca frita também. Pudim de leite condensado. Café made in Brazil é um dos melhores, mas como eu gosto de uma determinada marca, a gente vai bebendo o que temos. Biscoito Passatempo é o melhor omiyage que pode me dar. Ah, sim: esmalte do Brasil, especialmente o famoso top coat "roxinho" e a base niveladora.

Sei lá vocês que também passam por isso, mas eu acostumei com essas coisas, apesar que, no fundo, fico naquela crise de nacionalidade. Porém, 20 anos aqui, ao menos eu consigo fazer boa parte das coisas, sozinha, mesmo com namorido (também nikkei e sempre confundido com um nativo).

Agradecendo sempre por eu ter um lar, comida, roupa lavada, um trabalho, saúde e água limpa.

Tuesday, October 09, 2018

Para Lembrar


Feliz aniversário, John.

(Imagem via grupo do FB Paul Get Back to SP, uns bons anos atrás.)

Monday, October 08, 2018

Pequenas Pílulas de Segunda-Feira

Ou porque não achei título mais adequado.

☆ Existem assuntos que não abordo neste Empório porque não vou abordar algo que não domino. Então, eu fico quieta e só observando. Minha opinião guardo para mim, infelizmente neste ponto eu sou leonina - egoista mesmo.

♥ Outros assuntos eu não abordo porque eu tenho medo da reação das pessoas. No Twitter, quem já me conhece, sabe que frequento muito eventos de doujinshi, e gosto de BL, mas acho que nunca abordei a fundo aqui não por eu não entender do assunto, mas por causa do motivo que citei logo no começo deste item.

☆ Cada vez mais eu me decepciono com as pessoas. Imagine uma pessoa que você tanto considerava, desde o jardim de infância, rompe a amizade de longa data por causa de diferenças de ideologias, pensamentos e opções. Isso dói muito mais do que brigar por causa de biscoito e bolacha. Mas a vida continua.

♥ Aceito idéias e dicas de como começar a trabalhar como tradutora de textos, documentos, manuais. Porque estou vendo que será algo que dará algum futuro, tanto profissionalmente, pessoalmente e quem sabe, financeiramente. Aceito começar como trainee, traduzindo manga, ou panfleto de supermercado, qualquer coisa que seja válido para utilidade pública, para ganhar prática, para depois investir profissionalmente mesmo.

☆ Procurar coisas mais alegres e que dêem algum ânimo para poder seguir adiante e enfrentar os problemas do dia a dia, desde acordar cedo numa segunda-feira até lidar com o trabalho. Acho que, o quê me dão ânimo são postar em blog, ler (manga, revistas de variedades, whatever), assistir algo que me distraia (j-doramas, filmes e animes fofos), até pensar em voltar a tricotar ou fazer algum trabalho manual.

♥ Temos que enfrentar nossos maiores temores, por mais que seja penoso e trabalhoso, mas ficar com medo nos dias de hoje, só facilitará para fortalecer o inimigo. O que temos que fazer é unirmos as forças e enfrentarmos. Porque a coragem pode derrubar aquele que nos faz mal.

☆ O que precisamos no momento é empatia, coragem e podermos mostrar que não temos medo de enfrentar o desconhecido. Não seria quase a mesma coisa quando chegamos para viver em um lugar estranho? Soa clichê, mas qualquer ajuda seria bem vinda.

♥ Por mais que batemos na mesma tecla, amor nunca é demais.

Saturday, October 06, 2018

[TAG: Weekender] O Rock Brasileiro dos anos 1980-1990

Pra ninguém ficar dizendo que eu não ouço música brasileira, ao menos vivi bem os anos 80-90, que foi o auge do rock brasileiro. E na minha adolescência, a gente queria era mais curtir os artistas, as músicas e a única preocupação era estudar para garantir boas notas e passar de ano.

Monday, October 01, 2018

Pink Ribbon



Outubro é o mês rosa, símbolo da campanha de prevenção contra o câncer de mama. Claro que prevenção deve ser feito sempre, assim diminuiria os índices de óbito em decorrência de complicações geradas pelo câncer.

Pelo menos aqui, para conscientizar as mulheres a fazer o autoexame, mamografia e outros exames, as prefeituras fazem exames gratuitos (pelo menos nas cidades onde morei). Além de campanhas de conscientização, informação e até veículos apropriados e equipados para fazer exames em qualquer lugar. Mesmo assim, seria necessário uma divulgação mais ampla, porque sei que tem muita gente que mal sabe sobre os riscos.

Em alguns lugares no Japão, no dia 1 de outubro, os principais símbolos ganham iluminação rosa para lembrar da campanha.

Informações: https://pink-ribbon-nagoya.com/

http://www.j-posh.com/

http://www.pinkribbonfestival.jp/

E ainda alguns estabelecimentos que apoiam a campanha (a maioria dos produtos trazem o símbolo, uma fita cor-de-rosa estampada na embalagem).

Apoiar a campanha, saber mais sobre prevenção e se prevenir são coisas que temos que fazer sempre.

Imagem: Oasis 21 com a Torre de Nagoya ao fundo. (via google)