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Wednesday, November 13, 2019

Construindo um novo mundo

No dia 9 de outubro de 2019 (dia do aniversário de John Lennon e do membro do V6 Hiroshi Nagano), no You Tube, eis que repentinamente surge o CANAL OFICIAL DO GRUPO ARASHI e logo de cara CINCO promotion videos - "A.RA.SHI" (a música do debut), "Love So Sweet" (da segunda temporada do dorama "Hana Yori Dango", que catapultou a fama do grupo), "Happiness" (do dorama "Yamada Taro Monogatari"), "Truth" (do dorama "Maou") e "Monster" (da série "Kaibutsu-kun"). Na íntegra, sem cortes. Nem preciso dizer o resultado, né?


Todo mundo sabe que a JA (a agência dos meninos) é restrita em matéria de direitos autorais, ou seja, até 2018, nem foto de divulgação na imprensa podia, se bem que, quando Junichi Okada e Kazunari Ninomiya ganharam os prêmios de melhor ator no Japan Academy Film Prize (que seria o equivalente ao Oscar no Japão), as fotos deles sairam na página oficial. Mas liberação quase geral (três fotos por mídia digital), deveu-se quando Ryo Nishikido apareceu para divulgar o filme "Hitsuji no Ki".

O que ainda faltava, era as bandas divulgarem o trabalho em outras mídias, como You Tube, Apple Music, Spotify, e outros. Aos poucos, novatos como SixTONES, Snow Man, Travis Japan estão divulgando no canal próprio no You Tube (especialmente o SixTONES, que vão finalmente debutar em 2020). Mas o que muita gente queria era que os grupos mais antigos divulgassem logo ao menos para serviços de streaming.







Como dizem aquele ditado "antes tarde do que nunca mais", valeu a pena esperar, porque no dia 2 de novembro, no canal oficial do Arashi, no You Tube, os membros apareceram para informar que, no dia 3 - data em que o primeiro single saiu no mercado -, era para todo mundo ficar ligado no You Tube, que eles iriam fazer um anúncio. Isso porque outubro inteiro, o canal oficial deles só postava as cinco músicas em versão ao vivo (obviamente para que o pessoal acabe sendo forçado a comprar o DVD ou os CDs).


Eis que no dia e hora marcados, os cinco apareceram ao vivo para:

- Contas oficiais do grupo em redes sociais como Twitter, Instagram, Facebook, TikTok e Weibo (este, seria o SNS da China);
- No mesmo dia, a partir das 19 horas, TODAS as músicas dos singles seriam liberados em serviços de streaming, como Spotify (conta premium), amazon music, apple music e outros;
- Live streaming no Instagram;
- Novo PV e digital single no canal do You Tube;
- JET STORM (era o nome da viagem que fizeram na Asia em 2006 para divulgar a turnê na região, como Taiwan e Coréia do Sul) em quatro países - Indonésia, Tailândia, Taiwan e Cingapura -, em dois dias!!! (10 e 11 de novembro, ou seja, acabou a apresentação para o novo Imperador, pegam o jato e fazem a coletiva de imprensa nestes dois dias e voltar logo pro Japão porque Sho Sakurai tem que aparecer ao vivo no News ZERO, a não ser que façam ele aparecer ao vivo sabe lá onde estiver)
- Duas apresentações no novo Estádio Olímpico (aka Kokuritsu) dias 15 e 16 de maio de 2020, antes dos Jogos Olímpicos;
- Possível apresentação em Pequim ou Shangai (ainda não confirmado).

Com isso, as redes sociais só não travaram por milagre (comigo acontece do Twitter travar quando é dia de Kouhaku Utagassen ou The Music Day). Só o music video de "Turning Up" já bateu quase 7 milhões e meio de visualizações em CINCO dias! Isso porque os cinco primeiros vídeos que lançaram em outubro, já bateram juntos, 10 milhões.

"Turning Up" seria uma resposta (muito bem dada, por sinal) do j-pop para o mundo:

"Nós temos algo para seu guilty pleasure
Dentro do bolso, batidas legais para espalhar
Nós trazemos a festa, vamos começar
Vamos transformar o mundo com J-pop!"

Claro que o music video tem um monte de referências, com direito a locações no terraço do Shibuya Scramble Square (que inaugurou no dia 1 de novembro) e em Los Angeles!!! E quando digo que fã do Arashi deve ter sido fã dos Beatles numa encarnação passada, ninguém acredita em mim, porque elas acharam um monte de pistas e referências em quase quatro minutos de vídeo...


1. Na abertura, o grupo aparece na proa de um barco, que seria referência ao debut em Hawaii, em 15 de setembro de 1999;
2. O grupo subindo a escadaria do Shibuya Scramble Square com os fãs ao lado - o dia em que eles fizeram o hand shake event no Yoyogi Gymnasium em novembro de 1999 para divulgar o single "A.RA.SHI";
3. As roupas brancas do grupo eram da mesma cor da capa do single do debut. Inclusive, a parte em que tem os backdancers, faz lembrar o PV do debut também;
4. O grupo saindo em disparada do carro pro aeroporto, foi semelhante ao dia em que eles foram para Taiwan divulgar a turnê asiática;
5. No passaporte constam as iniciais dos nomes, data de nascimento, data do debut e validade "infinito";
6. Cada mala contém muitas referências de cada membro, além dos chaveiros de ursinhos de pelúcia serem da image color de cada um e com a inicial do sobrenome:


- Do Sakurai: acessórios com estampa de camuflagem, caderno, estojo de canetas, double-parka, mapa, guias de viagem, e uma revista chamada "Find The Answer" (que é o nome de um dos singles do grupo);


- Do Matsumoto: carteira, acessórios (relógio, braceletes, etc.), pantufas, máquina fotográfica, gravata (roxa). Detalhe: quase tudo de couro.


- Do Ninomiya: fones de ouvido, moedeira (pra dizer que tá sem dinheiro e fazer os mais velhos pagarem a janta), pantufas (as mais detalhistas juram que são goods da turnê "untitled"), ukelele, a famosa camiseta mostarda que só falta andar sozinha, cabos de carregadores de bateria, controle de videogame (coisa mais óbvia!!!);


- Do Aiba: despertador, amenity kit, luva e bola de baseball, chaveiro (ou acessório) com a inscrição "Your Eyes" (nome de um dos singles do grupo), um urso de pano (referência a segunda viagem em Hawaii, em 2000, em que ele dormia com um cachorro de pano);


- Do Ohno: kit de desenho, bloco de anotações, carretilha de pesca, isca artificial, camiseta (com estampa de peixe, claro).

7. Os cinco num carro conversível nas ruas de LA - referência na tour "Are You Happy?" na música "Drive";


8. No palco em frente ao estádio, os mesmos trajes da tour "5X20".


Fora outras referências ocultas (no túnel escuro e correndo diante da luz; os cinco dormindo e porque Ohno foi o primeiro a ser acordado no avião), a música é daquelas que não deixa ninguém parado, com direito ao rap por conta do Sakurai e o vídeo que é bem alegre e divertido.

E ainda a gente pensando que eles iam dar uma "desacelarada" neste ano, pois em 2020 eles serão main supporters durante os Jogos Olímpicos pela NHK antes de tirarem férias, mas pelo visto, acho que vão ter mais trabalho. Daí a gente mal dorme, e já vão participar da abertura do estádio em dezembro...

Bem vindo ao mundo louco dos SNS!

Imagens: arashi5official @ instagram, satanoka_shizuru @ tumblr




Saturday, November 09, 2019

Vida que segue

Dias desses estava conversando com namorido sobre as pessoas que conhecemos, tivemos um grau de amizade e, por n motivos acabaram sumindo, perdendo contato, essas coisas da vida. Pelo menos eu ainda tenho contato com algumas pessoas (se por acaso eu acabo deixando no vácuo, é porque eu acabei dormindo ou voltei ao trabalho e acabei esquecendo), mas outras, acabei perdendo contato (ou elas que perderam o interesse em mim, tanto faz).



 Prova maior disso é quando vou para Tóquio quase todo mês pois costumo ir nos eventos que quase sempre têm lá (isso quando não vou nos concertos que levo maior sorte no Tokyo Dome ou Yokohama Arena) - muita gente descobre que passei por lá depois que cheguei em Nagoya. Claro que não tenho como não postar fotos de onde passei, literalmente, mas eu acabo postando em casa ou dentro do ônibus voltando pra casa.

"Mas você não avisa antes", é o que me dizem. Sim, eu sei que eu teria que avisar com muita antecedência, mas eu me conheço: os eventos que eu vou, são no horário do almoço, fico até perto de terminar e logo eu tenho que voltar para Nagoya, porque no dia seguinte tenho que voltar à vida normal de sempre. Então, nem tenho como encontrar ninguém mesmo se eu quisesse.

E, quando eu tenho tempo sobrando (caso quando eu fico dois dias fora de casa), a situação não muda: "tenho compromisso nesse dia", "fica pra próxima", "hoje não vai dar, desculpa"...

Muitas vezes já cheguei a uma triste conclusão: talvez pelo fato de eu trabalhar numa linha, ganhar o suficiente para pagar as contas e meus hobbies e não fazer parte do padrão imposto pelos outros, as pessoas que eu conheci, perderam o interesse em mim. Mas também tem o óbvio, né...

- Não trabalho em um lugar que não seja linha de produção: Quem me conhece, sabe que estou no mesmo lugar de trabalho quase sete anos, seja fazendo classificação de peças, seja despachando material para outros lugares, mas ao menos estou trabalhando e ganhando o suficiente para pagar as contas e sobrar para comer e meus hobbies. Talvez por isso algumas pessoas me evitam, porque não faço parte da "elite", ou seja, trabalhar num escritório qualquer.


E também para essas pessoas que têm essa linha de pensamento, significa que gente da mesma estirpe que eu, não poderia estar frequentando lugares interessantes como o Starbucks Reserve Roasted, em Meguro, Tóquio.

- Sou completamente mega fail no quesito fitness: Bem que eu tento, na verdade, mas por motivos de trabalho e pós-trabalho, acabo deixando pra depois. Sim, academia. Por três meses ia cinco vezes por semana (três dias depois do trabalho, sábado e domingo), ficava três horas e fazia o máximo para não me acabar num rodízio de carnes ou de doces ou ambos. Depois que peguei um projeto, aí desandou de vez. Mesmo assim, consegui perder 1/3 do peso do que eu estava pretendendo.


O aplicativo que eu tenho no meu smartphone, o My Tracker, configurado com meu peso, altura, idade e tipo de rota - de segunda a sexta nunca passa de 4 a 6 mil passos por dia, porque é de casa até o estacionamento, do estacionamento do trabalho até o local de trabalho, da minha seção até o refeitório, e o caminho de volta. Só passa dos 10 mil quando vou para Nagoya, Gifu ou Tóquio, e nesses lugares eu caminho pra caramba...


Low carb uma ova, nessa salada! Olha quanto carboidrato no molho Caesar! E esses pedaços de pão no meio? E garanto que nesse copo, é café, que te faz inchar feito um balão!!!

Não posso fazer parte da hashtag do Instagram #goodjobgirl porque, bem, já começa pela minha idade que já passei do ponto de garota na casa dos vinte ou trinta faz tempão. E segundo, se consigo fazer mais do que 10 mil passos por dia, é quando eu vou para Nagoya ou Gifu ou Tóquio nos meus dias de folga. Fora isso, esqueçam: não tenho Apple Watch e mesmo se eu tivesse, não posso usar no meu ambiente de trabalho (se nem relógio comum eu posso...)

Outra coisa que já tentei e não funciona comigo, a não ser que seja caso em que o médico me der um ultimato - dieta. Por mais força de vontade e foco que eu tenha, não adianta, sinto muito. Porque se tem uma coisa que meus pais me ensinaram, é nunca economizar em comida, é comer o que te der vontade. "Ah, mas alimentos de baixo carboidrato são comida". Eu sei, mas não quero passar vontade de comer um bolo, uma lasanha, um yakiniku tabehoudai...

- Não tenho amigos mega influentes na comunidade: Se pessoas que conheci numa encarnação passada, davam um recado se, caso eu estivesse em tal lugar, era para marcar pra encontrar, hoje, nem nas redes sociais (nem posso falar muito, porque eu também meio que passo longe disso). Tirando raras exceções. Talvez porque não tenho amigos influentes que possam dar aquela levantada no seu curriculum vitae aka Q.I., e poder abrir as portas para oportunidades melhores.

Trocando em miúdos, elas preferem trocar idéias com essas pessoas do que comigo (se bem que, eu não sou nada interessante, mesmo), pois, para elas, existem coisas muito mais importantes a fazer do que perder uma ou duas horas de suas vidas conversando comigo.

"We're gonna rock the world now", Arashi já chutando o balde em "BRAVE" e disparando em tudo nas redes sociais.

- Nada em comum: Completando o item acima, eu nada tenho em comum com essas pessoas que outrora trocávamos conversas aleatórias. Primeiro, como eu mencionei anteriormente, eu sou uma simples funcionária qualquer numa empresa, que só presta para fazer vistoria em telas ou despachar material. Depois tem mais e desce ladeira abaixo: meu nível de conhecimentos em língua japonesa é de dar vergonha; assisto muita programação japonesa; minhas músicas que estão no meu iPod e no meu aplicativo Docomo Hits, se não é música japonesa (coloquei quase a discografia completa do Arashi no iPod), 10% são músicas de bandas britânicas no aleatório (Beatles e Amy inclusos); leio mais manga e revistas em língua japonesa; frequento muitos eventos de doujinshi; no caso de manga, tem alguns volumes de BL no meio, o que deixa de cabelos em pé a  metade de meus antigos amigos.

Ou seja: quem ainda tem amizade comigo, me aceita como eu sou mesmo.

Nessas alturas do campeonato, vocês devem estar se perguntando: por que eu estou chorando pelo leite derramado? Será que vale a pena ficar se matando por pessoas que nem te dão o valor? É aí que eu quero chegar. Eu não preciso ter um cargo, ser fitness, fazer dieta, ter amigos influentes e ser igual aos outros para poder ser aceita na sociedade que elas impõem. Depois de eu ter levado tanto na cabeça, cheguei a um ponto que, basta ser eu mesma e levar minha vida como sempre fiz, fazendo as coisas que eu mais gosto e que me fazem sentir bem, que eu estarei feliz do mesmo jeito.


Acho que o mais importante é fazer o que gosta. Sobre amizades, somente aquelas pessoas que, mesmo longe, ainda têm consideração e te aceitam do jeito que você é - o que importa é o bem que elas te trazem.

Fotos: todas da autora, via Smartphone Fujitsu F-01K, que ainda me ajuda e muito.

Saturday, November 02, 2019

Aleatoriedades... Ou: Como tentar parar de procrastinar nesta vida


Quando eu começo a pensar demais, seja o que for, é sinal que eu mesma preciso tomar uma atitude e reverter o quadro, nem que seja a longo prazo. Ou, dependendo do que for, pra ontem. Só que eu tenho um grave problema: procrastino pra caramba. Não pareço, mas para muita coisa, eu demoro muito para executar, exceto as coisas que têm prazo (como renovação de visto e de habilitação).

Acho que depois de levar muita traulitada na cabeça, estou criando vergonha na cara e tomando várias atitudes, porque se eu ficar enrolando [demais], não saio do lugar...

- JLPT ou mais conhecido como Noryuku Shiken, ou Teste de Proeficiência em Língua Japonesa. Pelo tempo que estou aqui, eu era para ter o N1 (o desejado por muitos) e ter um emprego melhor. Se eu tivesse o tempo disponível e grana sobrando, juntos. Ah, mas têm vídeos no iuchubi, por correspondência... A verdade é que eu prefiro ter um professor nativo e ao vivo, numa sala de aula. Recentemente, estou pegando apostilas de uma home page de uma escola de língua japonesa e estudando por conta. Parte de audição, obviamente, assistindo programas de TV ou ouvindo rádio (via internet mesmo). Depois de anos enrolando para fazer a prova (um dos motivos, era que eu esquecia do prazo mesmo. Quando eu lembrava, o prazo já tinha expirado), este ano tentarei. Se eu conseguir, ou não, depois que terminar a prova, levar os estudos muito mais à sério. Felizmente aqui, o JLPT dá pra fazer duas vezes no ano.

- TOEIC ou Teste de Proeficiência em Língua Inglesa. Sete anos atrás, fiz pela primeira vez a prova, mesmo sem ter estudado quase nada, ter saído do trabalho e ido direto no local do teste. Mesmo assim, consegui a pontuação mínima de 660 pontos. Depois disso, era para eu ter feito novamente, para conseguir uma pontuação melhor e, além disso, ter feito os testes de conversação e redação. Vem a pergunta: e eu fiz?! Pior ainda: as provas do TOEIC são realizadas de 9 a 10 vezes no ano, então eu não teria desculpa para não ter feito. Apesar que uns aconselham fazer o teste do IELTS (pelo British Council) embora o preço seja bem salgado. Mesmo assim, TOEIC ou IELTS seriam minhas metas pro ano que vem, eu espero.


Eu bem que tento tirar umas horinhas para estudar, revisar e tentar absorver tudo, mas...

- Traduções. Eu precisaria saber muito mais das técnicas e dicas de traduções, para que eu tenha mais segurança do que eu estaria traduzindo. Recentemente, estou fazendo algumas traduções para um projeto que será lançado em breve, mas o que estaria me matando nem tanto seria o tempo, mas muitas vezes chego exausta em casa que, nem para pegar numa caneta estou prestando. Em dois meses que iniciamos o projeto, eu era para ter deixado pronto, ao menos, uns 60 itens traduzidos. Não traduzi nem um terço disso. Mas, como recentemente meu ânimo voltou com tudo, já adiantei boa parte, agora falta eu revisar, pegar links, fotos e enviar.

Continuando o tópico: tenho intenções de traduzir algumas short stories de alguns mangás só para ir treinando. Cogitaria até uma remota possibilidade de querer trabalhar com isso, nem que seja traduzir mangás, em sistema home office, já que as editoras estariam no exterior. Mas enquanto isso, vou procurando maiores informações - descobri que tem um grupo de tradutores atuando aqui, e tentarei contato com eles. O máximo que poderei ouvir será um não, mas não vou desanimar.

- Fotografia. Pouca gente sabe, mas gosto de fotografar, embora ainda não tenha criado vergonha na cara e ter comprado ao menos uma câmera semiprofissional de segunda mão. Por enquanto, vou me virando com meu smartphone (não, não é iPhone), e fotografar quando vejo algo interessante nos dias que estou de folga. Ou seja, batendo quase quatro anos morando a 10 minutos de Nagoya e mal conheço a província toda (diferente da época que morei em Kanagawa e conheci a província de uma ponta a outra, literalmente). Para completar, já deixei de participar de exposições três vezes por motivos de: procurar uma foto bacana para expôr, enrolar demais no prazo, e falta de fundos. Arrematando: sempre falo para mim mesma que, da próxima viagem que eu fizer, vou fotografar alguma coisa, mesmo no aleatório (se bem que eu faço isso mesmo...)

Quando se fotografa num dia em que tem muita gente, o resultado dá nisso - falta de foco, noção e vergonha na cara porque até hoje não investe nem numa câmera semiprofissional simples de segunda mão e fica usando smartphone antigo...

- Economizar. Por mais que eu tente, eu falho miseravelmente no quesito juntar uns cobres para poder ter uma boa quantia para eu poder viajar. E quando falo viajar, é pra bem longe mesmo. Isso porque eu vivo juntando pontos, participando de promoções, campanhas, eventos para conseguir alguma coisa de graça. E faço isso sem pudor nenhum, fora ir no supermercado quase no final do expediente para garantir o jantar (ou o almoço do dia seguinte) pela metade do preço. E mesmo assim, meu cofrinho de porquinho (literalmente falando mesmo!) anda magro. No que num mês eu consigo juntar, noutro mês acontece um imprevisto, e acabo esvaziando o cofrinho. Pior quando chega no meio do ano, meus artistas favoritos inventam de fazer show no final do ano. E acabo conseguindo, porque nunca se sabe o que pode acontecer...

- Trabalhos manuais. Isso é quase ninguém sabe, mas eu tive uma fase na vida em que eu passava finais de semana em casa, ouvindo música ou assistindo filmes no vídeocassete (entreguei a idade) e ao mesmo tempo, tricotando... Acho que isso durou bons anos e quase uma dezena de blusas, cardigãs e cachecóis feitas por mim para uso próprio (nunca tive coragem de pegar encomenda), fora que eu bordava em ponto cruz (desconsiderem o verso do tecido). Vim parar no Japão, e o que aconteceu, nem preciso falar mais nada. Uns anos para cá, bem que estava tentando fazer um cardigã que vi numa revista (inclusive comprei tudo de novo - agulhas, lãs, a tal revista, acessórios), mas empacava. Bordar, então, estou com um parado no meio e estou tentando criar paciência para descobrir onde foi que parei. Péssima mania que eu tenho de querer fazer duzentas coisas ao mesmo tempo e nada sai completo...


Para que eu diminua minha procrastinação, eu tenho que saber administrar meu tempo livre:

- quando vou para muito longe (geralmente para Tóquio, onde quase todo mês vou para eventos de manga independente), levar ao menos um caderno e um estojo pequeno com lapiseira, caneta três cores básicas, borracha e grafite reserva, pois como vou muito cedo, paro numa cafeteria e fico estudando (anotando dados importantes das apostilas) ou, como estou tentando fazer uns amineko, levar a sacola com o livro e material juntos;

- como ultimamente (lá se vão três meses) estou saindo mais cedo do trabalho, como não jantamos muito (salada e sopa), tenho que aproveitar o tempo vago para sentar em frente ao notebook e pegar firme nas traduções do projeto, ou estudar para o JLPT não somente para este ano, mas para o outro;

- finais de semana que acabo ficando em casa, botar as coisas pendentes em ordem (desde fazer aquela limpeza no quarto até botar os doramas em dia), e, claro, estudar nem que seja duas ou três horas. Já tive sábado (especialmente quando chove) que passei a tarde toda estudando para o JLPT, organizando meu HD externo, traduzindo para o projeto...

- uma das coisas que dificilmente eu faço, mas quando cheguei a fazer, deu mais ânimo, foi tirar uma soneca da tarde no dia de folga que fiquei em casa. Só tive que tomar cuidado para não hibernar (como já aconteceu: fui tirar um cochilo à tarde num sábado e acordei três da manhã num domingo);

- voltar à academia, algo que não faço desde setembro. Embora esteja fazendo mais caminhadas e comecei a consumir menos carboidratos e beber mais água, em dois meses consegui diminuir seis quilos. Se eu voltar aos exercícios na academia, ou me inscrever em hot yoga, talvez consiga eliminar mais peso extra combinando com a alimentação, mas isso vai depender de mim mesma...

Bem dizendo mesmo: tudo isso vai depender de mim mesma, independente se tiver algum fator que possa atrapalhar ou não os planos. Se eu quiser, consigo, nem que eu leve tempo, mas vou atingir os objetivos.

Fotos: da autora, exceto o que abre o post, caption da cena do desenho animado "Charlie Brown e A Grande Abóbora", que, por sinal, esqueci de fazer uma postagem sobre Dia das Bruxas e A Grande Abóbora...