Com um certo atraso, porque o trabalho atual está comendo parte de minha vida social, mas até eu voltar nos eixos...
Pouca gente sabe que gosto muito de música japonesa, e isso vem desde faz tempo (por causa de parentes que traziam alguma coisa para a gente ouvir), mas foi quando eu vim parar aqui, em 1998, que passei a ouvir muito mais por causa do pessoal do prédio onde eu morei.
O grupo Arashi eu conheci quando eles debutaram em single no dia 3 de novembro de 1999, justo no mesmo tempo em que mudamo-nos para outra província (Kanagawa) e foi música-tema para a transmissão dos jogos de voleibol pela Fuji Television. Mas ouvir de vez mesmo, foi a partir do dorama "Yoiko no Mikata" com o Sho Sakurai, cuja música de encerramento era "Tomadoi Nagara". Mas confesso que demorei um pouco para conhecer o grupo de vez, mesmo assistindo aos programas da madrugada que eles faziam, como o "CDG no Arashi" e o matutino "Mago Mago Arashi".
E nem foi por causa de "Hana Yori Dango" que me engatou de vez, foi até antes, por causa dos programas "HEY HEY HEY Music Champ" e "Music Station", além de varar madrugada de sábado assistindo ao "Countdown TV".
As músicas variavam e muito, desde o estilo pop idol que gruda até hoje, passando por hip-hop graças aos Sakuraps (marca registrada do Sakurai), e baladas como "Hitomi no Naka no Galaxy" (composta por Fumiya Fujii) e "Aozora Pedal" (composta por Shikao Suga), além da pauleira "PIKANCHI".
Eles demoraram para atingir o topo? Ninguém disse que na vida nada é fácil. O grupo teve que se virar nos trinta em programas noturnos, fazer shows em lugares menores, atuar em doramas em horários aleatórios, mas ainda bem que teve o projeto "Engimono" em que todos eles atuaram em short movies junto com seus sempais. E foi inegável que, graças à série "Hana Yori Dango" em que o grupo começou a subir de vez, mesmo ainda fazendo shows em arenas e poucas passagens em algumas cidades na Ásia, como Taipei, Hong Kong e Seoul.
Arashi teve seu tempo certo de atingir o ápice, a popularidade, o respeito e carinho que tiveram (e ainda têm) com seus fãs. Até mesmo pessoas que nem eram nascidas quando debutaram, não escapam de estarem cantarolando algumas de suas músicas mais conhecidas (quem nunca "reclamava" que em tudo o que era programa musical depois de 2007, eles vinham como "Love So Sweet" e daí logo no primeiro refrão tava todo mundo fazendo o coro "Omoide zutto zutto wasurenaide..."?), e também seu tempo certo de encerrarem o ciclo, sem tristeza, nem rancores, eles estavam se divertindo e eles queriam que todo mundo se divertisse também, porque nem todo fim tem que ser triste.
Mesmo trilhando em caminhos separados, eles ainda continuam juntos no coração de cada fã que conquistou, seja nas músicas, seja revendo os doramas que fizeram sucesso, seja pelos sempais e kouhais que apoiaram e se inspiraram neles.
Qualquer semelhança com um famoso quarteto de Liverpool, é mera homenagem. O que a gente pode comparar Beatles e Arashi, é no quesito popularidade e legado, porque não importa o tempo que permaneceram em ativa, o importante é deixar para as futuras gerações também.
O momento mais icônico do programa Music Station em 2013, em que marcou a 99a. apresentação do Arashi, num especial de 3 horas. Na retrospectiva de suas apresentações, via VTR, no final, o quinteto, no auge dos trintinha, apareceram com o infame traje transparente do debut em 1999, pagando peitinho em rede nacional com a música "A-RA-SHI", mas com o corpinho em forma, ainda bem.
Imagens: Yomiuri Shimbun, JAL, NTV Arashi ni Shiagare, Music Station 2013.
Nota: o título é o trecho da música "Kansha Kangeki Ame Arashi", um dos diversos hinos que o grupo teve e era indispensável em todos os concertos.




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