Dez Curiosidades Sobre Mim

1. Eu era para ter cursado Letras ou Tradução (ou os dois) mas não sei porquê eu ter cursado Processamento de Dados e ainda ter trabalhado três anos na área. Muitas vezes me pego querendo voltar a trabalhar com programação ao mesmo tempo querendo saber como ser tradutora...

2. Cursei Magistério, cheguei a lecionar, mas como paciência nunca foi o meu forte, exerci por três anos seguidos (isso porque eu disse que paciência nunca foi meu forte). Ainda por cima, se pedirem para eu ensinar alguma coisa, dependendo, perco a paciência rapidinho.

3. Acompanho o trabalho de uma mangaka que começou como doujinka (que faz manga independente e divulga em eventos como Comic Market por exemplo), e ainda conheci pessoalmente quando eu ia muito nesses eventos. 

4. Desde que vim parar no Japão, perdi a conta de quantos concertos eu fui, e não é de somente um artista, mas de vários (90% japoneses, 9% da Inglaterra e Escócia - quem me conhece, sabe quem são - e 1% do Brasil, que foi o show do Kid Abelha no Yoyogi Koen no Festival do Brasil em Tóquio). Quando estava no Brasil, o primeiro e único que fui foi... Paul McCartney no Maracanã em 1990.

5. Sou do tipo de pessoa que não desiste tão fácil mesmo se levar uma crítica pesada. No trabalho, por exemplo, se na hora dizem que não estou fazendo nada certo, daqui a uma hora já estou fazendo do jeito que pediram e não me torram mais meu saco só de verem minha cara de séria, não falar nada e ainda ter calma diante disso tudo. Em outras palavras, aprendo na força do ódio e desforra mesmo, sabendo que isso não é legal.

6. Para me acalmar no meio do trabalho caótico, ou eu fico lembrando de cenas cômicas de doramas e animes que andei assistindo, ou eu fico mentalmente cantando qualquer música, preferencialmente dos Beatles, mas já teve dia que foi a discografia completa deles. Se me verem trabalhando, quieta e na maior calma, certeza que estou fazendo uma dessas coisas. Pra mim, funciona.

7. Sou detalhista ao extremo, especialmente para descrever algum lugar ou indicar qualquer caminho. Mas já aconteceu de eu ter informado o lugar e o dito fechou e eu não sabia. Mas percebe-se nas minhas postagens do Empório, tanto que alguns estabelecimentos que andei frequentando na época, hoje não existem mais...

8. Tirei carteira de motorista aos 18 anos por necessidade mesmo, não porque ganhei carro ou algo parecido, porque só fui ter meu próprio carro sete anos depois de muita economia (antes disso, eu dirigia... motocicleta!!!) e porque quando fui aceita para trabalhar como programadora, a empresa era longe e minha família inteira achou muito perigoso eu pegar rodovia de moto (dei a moto como entrada no meu carro).

9. Falando em família, sou neta de japoneses no Brasil, o que chamam de sansei ou terceira geração de nikkeis. Uma das coisas que eu tenho que pesquisar se realmente sou descendente de algum ainu (uma tribo que existe em Hokkaido), porque meu avô materno nasceu numa cidade fundada por uma tribo ainu, e ainda por cima, pesquisando, o sobrenome dele é muito raro. Apesar disso, metade da minha descendência vem de Kumamoto (sul do Japão) porque meus avôs paternos eram desta província.

10. Lugares prováveis de me encontrarem caso se perderem de mim em algum shopping center - livrarias, loja de CDs e itens de papelaria, porque são os lugares que eu costumo ir muito e ver com calma. Se deixarem, fico o dia todo em uma livraria, especialmente a Kinokuniya que fica ao lado da loja de departamentos Takashimaya, em Shinjuku, Tóquio.


Os raros dias em que de vez em quando uma selfie dá certo, foi quando fui na exposição de fotos do Paul, no último andar do Mori Tower em Roppongi, Tóquio, no verão de 2024 (na época eu morava em Kisarazu, Chiba).


Esta postagem faz parte da seleção de temas do nosso grupo de blogagem coletiva Entreblogs - tema 014: 10 Curiosidades Sobre Mim


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