Posso soar muito pessimista nesta frase que sempre ouvi "agosto, mês do desgosto" mas isso vai de pessoa para pessoa, do estado físico-mental-emocional, do humor, enfim tudo.
No meu caso, agosto teve a primeira quinzena muito boa - estava de merecida licença médica, livre do trabalho estressante, participando avidamente do BEDA - que foi muito divertida -, mas depois da segunda quinzena foi ladeira abaixo, e posso me defender porque NÃO FOI TOTALMENTE CULPA MINHA (vamos dizer que 5% foi minha, sim).
Sem mais delongas, vamos ao que aconteceu em agosto...
Filmes e Doramas
Aproveitando o período que não podia sair de casa sem necessidade por conta da cirurgia que fiz no final de julho (por duas semanas eu teria que ficar em casa, só saindo para as consultas e comprar remédios), tirei um pouco o atraso em doramas e filmes, como acompanhando dois nesta temporada - "Kimi wa Natsu no Naka" ("Você é Meu Verão") e "Natsu no Kumo ga Koi to Arashi o Makiokosu" ("Seu Verão, Minha Tempestade") - e filmes como "Ano Hoshi ga Furu Oka de, Kimi to mata Deaitai" ("Quero te encontrar de novo na colina onde caem as estrelas") por exemplo, porque andei revendo vários filmes que já assisti graças aos streamings que assino. Afinal, eu preciso fazer uso do dinheiro investido mensalmente né. E também porque preciso assistir coisinhas levinhas para que meu corpo e mente acalmem, porque depois da segunda quinzena, foi necessário.
Animes e Mangás
Assisti a segunda temporada de "Frieren", voltei a maratonar "Kusuriya no Hitorigoto" porque outubro vai sair a terceira temporada e quero assistir em tempo real com as idéias fresquinhas, e reassisti "Tonari no Totoro" que reprisou na TV japonesa no programa "Kinyoubi Roadshow", quadro que tem todas as sextas na NTV e reprisam (ou não) filmes. Em agosto, reprisaram três filmes do Studio Ghibli - o citado "Tonari no Totoro", "Nausicaa" e "Arriety" (que não deu para assistir porque nas duas sextas tive compromisso e voltei muito tarde).
Mas criei vergonha na cara e assisti "Look Back", baseado no manga do Tatsuki Fujimoto. Ainda bem que achei nos streamings, e aguardo pelo filme que sairá no meio de setembro (e a Kiyomi aqui vai aproveitar o Silver Week para maratonar no cinema).
Quesito mangás, continuando a ler "Kimi to Natsu no Naka" (é a sequência do manga "Kimi wa Natsu no Naka", agora os protagonistas já na universidade) e comecei a ler a versão manga da novel do Toshiya Miyata (sim, o otaku-mor do grupo idol Kis-My-Ft2), "Kyokai no Melody", que logo sairá o volume 2. Fora que li "Look Back" o manga do Tatsuki Fujimoto. É one-shot volume que me impactou duas vezes - primeiro o anime e depois o manga.
Chegando a conclusão de que realmente só leio shoujo manga quando compro a revista Gekkan LaLa todos os meses, e olha que esta revista tem mais temas de fantasia e mistério (e algumas histórias fofinhas), porque o resto dos mangas que ando lendo é mais voltado ao público seinen (mais adultos).
Na Playlist
Além do podcast do Otaku no Kissaten (que entrou de férias, mas espero que setembro eles retornem), as músicas mais recentes que ouço quando os artistas se apresentam nos programas musicais, como CountDown TV Live Live, Music Station e STAR, e olhe lá, porque, como disse, fora isso, é muito raro eu ouvir música internacional e nacional a não ser o pessoal postando nas redes nada sociais.
Redes Nada Sociais
Raramente o Twitter (que só acessava para saber dos meus ídolos), mais ou menos o Instagram (porque para mim é o que salva, basta eu filtrar) e muito o Entreblogs e Blogueiros Raiz, porque blogs são interessantes, bacanas, criativos e divertidos. A gente tem um desabafo ou outro, porque provamos que nossas vidas não é um comercial de margarina onde tudo é perfeito. Perrengues fazem parte da nossa vida, mas desde que isso não vire um hábito.
O BEDA com o tema Guardiões da Blogosfera foi um dos mais divertidos e interativos que eu já tive em todos meus anos de blogueira. A gente poderia postar quando desse na telha durante o projeto, mas a maioria acabou postando diariamente, prova maior que a blogosfera está mais forte do que nunca.
Eventos
Então, por conta desta cirurgia que tive que fazer quase no fim de julho, pelo menos duas semanas sair de casa só se fosse consulta médica e farmácia (supermercado eu aproveitava para fazer quando eu ia no consultório, porque era tudo perto). Mas, logo que a médica havia me liberado parcialmente de fazer algumas coisas - como lavar o rosto decentemente (antes era na base de lencinho demaquilante), lavar o cabelo (nunca agradeci de terem criado o dry shampoo, que muita gente inclui na mochila de salvamento) e sair (desde que eu use os óculos de proteção) -, menos ir trabalhar (por causa do tipo de trabalho que faço, a médica pediu restrição total por um mês, contando do dia da cirurgia). E no dia seguinte à consulta, estava eu indo para o Tokyo Dome, no concerto do Masaharu Fukuyama - ingresso eu já tinha comprado EM ABRIL, antes de eu saber da mudança. Afinal, eu merecia um pouco de diversão né.
Fora que o homi anunciou o concerto tradicional do fim do ano, o "Fuyu no Daikanshasai", que ele faz em agradecimento pelos fãs terem esperado seu retorno em 1998 (ele ficou dois anos afastado da carreira artística para poder se dedicar a projetos particulares como fotografia, ajudar as crianças órfãs da Romênia e o evento Act Against AIDS, que é realizado anualmente em dezembro). Estou aguardando agora, abrir o horário para tentar garantir o meu ingresso.
Como o título é meio auto-explicativo, agosto foi isso mesmo - começou muito bem, tranquilo, duas idas ao consultório, um evento, uma ida ao cinema, e mesmo tendo que dormir com óculos de proteção até a liberação final (que foi no fim da primeira quinzena de agosto), mas o fato de não ter que encarar aquele trabalho que está acabando com a gente, é mais do que óbvio que estava tudo bem (ainda mais que eu estava recebendo salário durante a licença). Mas bastou eu voltar ao trabalho que tudo piorou. Parece que, depois que voltei da cirurgia, o clima pesou dez toneladas, o ambiente idem, e estava voltando para casa tão estressada, tão esgotada que não pensei meia vez para entrar em contato com a relocadora que nos botou naquele lugar e passar relatório. Não é pra isso que eles pedem? Agora só kamisama sabe se vai ter algum resultado, ou seja, uma nova mudança já que soube que eles estão precisando de pessoal numa cidade perto de onde morei uns dez anos atrás.
Desde então, todos os dias eu oro para eu não perder a paciência e entornar o caldo e que me dê saúde, paciência e muita tolerância todos os dias para eu aguentar até o dia que confirmarem a transferência, porque se eu pedir força, eu perco meu réu primário rapidinho.
Quando eu disse que 5% é culpa de minha parte, é que eu poderia ter recusado a transferência alegando que sou alérgica a alguns produtos alimentícios, o que não é mentira - uma vez que fiz trabalho temporário em uma confecção de doces para uma rede de conveniência, além do clima ser muito ruim, ganhei uma alergia na mão esquerda que levou quase um ano para sarar.
Mas entramos em setembro, espero que tenha uma luz no fim do túnel, porque justamente é o mês mais crítico e todo mundo sabe (o famoso Setembro Amarelo e não preciso explicar muita coisa). Mas pelo menos nos streamings aka prime video, vão liberar os concertos do Arashi, bem como o final que foi no dia 31 de maio, e mais um documentário dirigido por nada mais nada menos que Hirokazu Kore-eda (quem não ligou a obra com a pessoa, ele foi diretor de sucessos como "Soshite Chichi ni Naru", "Shoplifters", "Monster", "Makanai" entre muitos).
Imagem: da autora, quando fui ao Tokyo Dome no início de agosto no concerto do Masaharu Fukuyama. O tempo estava claro, limpo, perfeito para o dia, embora estivesse quente pra caramba, mas agosto é o pico do verão, então...

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