Agosto foi um mês que mais postei, quase diariamente, porque os temas do BEDA (Blog Every Day in August) estavam (e são) ótimos, além do mais a gente se divertiu muito conhecendo outros blogs igualmente legais.
E também porque até a primeira quinzena de agosto eu estava ainda de licença médica e emendei com o feriado prolongado que teve onde eu trabalho, então por isso que até esse dia eu estava postando diariamente, e olha que optei por postar quando desse na telha. Então...
Agora, entrou setembro, e só AGORA que estou tendo condições de postar qualquer coisa, porque depois que voltei ao trabalho, estou tendo a impressão de que o clima no trabalho piorou, ainda mais que fiz uma cirurgia que demandou essa longa ausência. Já não estava lá aquelas coisas o clima lá, agora que a situação piora a cada dia que passa, chegando ao ponto de eu sair no final do expediente chorando, literalmente.
Mas eu não posso ficar postando coisas negativas, ainda mais que o mês de setembro, sabem, né. Mas também não dá pra ignorar muitas coisas na vida.
Fazemos de tudo para que tudo fique bem, que levemos a vida tranquilamente, mas a realidade é que, depois que transferiram a gente de emprego e cidade, eu tenho que tomar cuidado para que minha saúde mental não deteriore (porque o físico têm dias que ele resolve sair do meu corpo e me deixar largada na cama logo cedo). Eu sei que qualquer lugar a gente passa por perrengues, nenhum lugar é 100% perfeito, já passei em cada situação que só kamisama sabe, mas em momento algum eu passei o que estou passando atualmente.
Já começa que dentro do lugar, parece que ninguém sabe o que é ter um ar-condicionado, ou seja, o lugar é quente, ainda mais se tratando de produto alimentício, eu sei que a parte da cozinha é quente mesmo, mas tudo, inclusive os banheiros, a temperatura chega a ser sufocante (o único lugar que é mais ou menos fresco, é o refeitório, e mesmo assim tem gente que não liga o ar condicionado).
E para completar, o pessoal não ajuda em nada. É triste ter que trabalhar num ambiente em que ninguém reconhece e ainda insulta. Assim não dá.
Antes que piorasse mais a situação, a solução que tivemos foram pelo menos duas - relatar ao superior todos os problemas (porque ele pede um feedback toda semana) e também para a empresa que nos relocou, pedindo transferência para outro lugar mesmo tendo que pagar (de novo) outra mudança.
Como a relocadora tem que conversar também com a empresa que estamos, por enquanto estamos levando o trabalho como dá, mas claro, sem avacalhar para não dar má impressão (pelo menos comigo, sou assim - mesmo sabendo que meus dias estarão contados, trabalhei como se fosse um dia qualquer). Até o momento desta postagem, o responsável da relocação entrou em contato com os dois chefes da empresa para relatar o que aconteceu e uma reunião pessoal.
Hoje, no momento que estou postando aqui, estou em casa, de "molho", porque hoje acordei com dor no corpo inteiro, ânsia de vômito (que já passou), nariz escorrendo (desconfio ser alergia de outono que tenho) e zero vontade de sair (quando fico nesse estado, se eu sair, é médico). E esses sintomas estava com eles desde semana passada (exceto o nariz escorrendo), mas teimosa que sou, fui trabalhar (e carregando peso) mesmo assim. Aí o corpo cobra da pior forma possível, né.
Namorido já me alertou diversas vezes que, onde estamos atualmente, não vale a pena investir nossos esforços, porque ninguém nos reconhece, só insultam (exceto nossos dois chefes que, eles sim, têm alma humana, acreditem se puder). Tenho a certeza que, quando concretizarem nossa transferência, quase todo mundo lá vai dar graças a kamisama e soltarem fogos de artifício fora de época. Quem vai dar graças a kamisama vai ser eu e namorido, isso sim. Tanto que, quando posso, vou ao templo pedir e agradecer (não me interpretem mal, minha família tem esse hábito de orar, e eu tenho o hábito de fazer as primeiras orações do ano indo em templo desde que vim parar aqui).
Daí a gente entra naquele dilema do "e se tivéssemos recusado essa transferência", talvez a gente estaria em Kisarazu até hoje, ou ter sido transferido para outra região a longo prazo, e talvez fosse um lugar cujo ambiente fosse um pouco melhor (e sabendo que outros meus kouhais de Kisarazu também estariam lá, o que já ajuda no quesito amizade).
Por um lado, eu tenho só que agradecer aos dois chefes da empresa atual que entenderam o motivo da minha ausência por causa da cirurgia (também, tive que apresentar a lista enorme que a médica me deu sobre "o que não posso fazer durante quase um mês") e também por entenderem sobre o quê está acontecendo. Mas por outro, realmente cheguei a um ponto que não dá mais para aguentar muita coisa. O corpo cobra, o psicológico cobra.
O físico a gente recupera com descanso e tratamento, mas e o psicológico? Teve dias em que eu voltava para casa, depois de fazer todos os deveres de casa, eu pegava pra assistir aos programas de variedades que eu tinha perdido, ao invés de rir eu já estava era chorando. Quando chego nesse estado, é hora de dar um basta e tomar providências mais drásticas, como o que fiz nesta quarta-feira (ligar para o responsável da relocação e falar tudo o que estava acontecendo). Aguardando maiores detalhes desta saga.
No que era para ser uma postagem legal sobre o pós-BEDA, acabou se tornando uma postagem "pesada", mas é uma das formas que tenho para desabafar, bem, todo mundo que bloga, não romantiza a vida, tem os perrengues, dramas, lágrimas, mas a gente também enxerga alguma luz no fim do túnel, assim como aos poucos vou conseguir enxergar uma.
Mas Kiyomi, sorvete logo cedo? Sim, logo cedo, mesmo enjoada, ao menos é meu confort food para tudo, seja em dias de folga, dias de trabalho e dias turbulentos.

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