Primeiramente, sei que dei algumas falhas no projeto BEDA, mas como tinha escolhido que eu ia postar em dias aleatórios, acabou que estava postando quase todos os dias.
É que as postagens do BEDA coincidiram com o período de licença médica que tive da metade de julho até a metade de agosto (e ainda tive um feriado prolongado de quase dez dias), e como tinha que ficar em casa por conta da cirurgia no olho e sair somente para ir ao médico, então aproveitava para estudar, ler, postar, assistir dorama, filmes, programas de TV atrasados... e postando para o BEDA que o tema é interessante.
Voltei a trabalhar na semana passada, e mesmo assim continuava postando regularmente (porque eu voltava para casa cedo, não estava tão quebrada assim), mas esta semana, foi o caos, porque estou voltando pra casa quase oito horas da noite, e, além de banho, botar a roupa pra lavar e jantar alguma coisa, chegava onze da noite, estava mais era querendo dormir.
Se o dia fosse de 48 horas, não ia dar conta de fazer tudo o que eu quero, certamente 24 horas seriam de trabalho, trabalho e trabalho. Aí você quer fazer as coisas que planejou, não consegue nem a metade.
Muitas vezes quando estou no meio do trabalho, pensando no que vou fazer depois que sair, como ir na Book-off procurar algum manga interessante que não tem mais nas livrarias e me distrair, ou no supermercado comprar uma fruta, ou chegar em casa e assistir episódios passados dos programas que costumava assistir. Mas sabem que nunca sai nada o que a gente espera.
Chega o final de semana, aí consigo fazer algumas coisas que tinha deixado de fazer durante a semana. Digo algumas, porque teve finais de semana que acabei acordando tarde e fiz metade. Mas ao menos descansei, estava precisando. Diferente do quase um mês que fiquei afastada por conta da cirurgia, em que conseguia fazer muita coisa, mesmo saindo só pra ir ao médico e farmácia (mas nessas saídas, eu fazia outras coisas, afinal, só não podia pegar peso nem ambientes quentes).
Esta semana só comprovou o quanto o trabalho está consumindo parte da minha energia. Antes eu ter recusado essa transferência e, se eu fosse menos procrastinadora, teria marcado consulta no oftalmologista que era perto da outra casa que morei, porque lá era clínica cirúrgica também. Poderia até demorar meses na fila tamanha era a procura. Mas ao menos talvez estaria lá até hoje. E aproveitando melhor meu tempo, já que muita coisa era facilitada. Principalmente as amizades.
Agora, no momento, teremos que aguentar mais um pouco para termos condições financeiras para outra mudança, porque nesta a gente teve muita despesa, além da cirurgia...
Nesta semana corrida, cansativa e até estressante, só tive momento de paz quando cheguei em casa e ouvi (novamente) o podcast do Otaku no Kissaten, sobre cultura otaku, um dos assuntos que gosto e me faz rir, porque os hosts são divertidos. Ou quando assisto a programas de variedades que perdi e dá pra assistir de novo no aplicativo. Mas têm dias que o negócio é banho e cama.
Se tem uma coisa que muitas vezes me deixa frustrada é o fato de não ter feito nada o dia todo, sendo que eu poderia ter feito, mas o corpo e a mente não ajudam. Ainda se minha mente está em ordem, eu consigo ter ânimo em fazer ao menos algumas coisas mesmo meu corpo estar cansado, mas se minha mente está acabada, aí nada funciona de jeito nenhum. Ou vai na inércia e nada sai como se espera, e piora.
Depois de ler as postagens da Taís e da Aline sobre escolher nossas batalhas e que nem tudo cabe em nossa vida, eu tenho que aos poucos ir fazendo as coisas, sem ter que abraçar o mundo e não dar conta de mais nada.
Ir aos poucos, muitas vezes alcançamos o que queremos. Hoje escolho fazer uma coisa. Amanhã, outra. Daí os resultados vão chegando mesmo em pequenas doses, como foi a renovação do meu visto, a cirurgia, as consultas e as atualizações dos meus documentos.
Porque nem tudo que queremos dá pra fazer tudo de uma vez, e mesmo se tivéssemos todo o tempo do mundo, não iríamos dar conta. Como as duas jovens comentaram - você escolhe uma batalha hoje. Amanhã, outra. E se for aquela que te deixa feliz, melhor ainda.
Ah, sim. O que os figures dos Beatles estão fazendo no meio disso tudo? Eles fizeram parte de duas postagens aqui no Emporio - Watashi no Takaramono e Hobbies, Coleções, Surtos e Vamos Ser Felizes. E adquirir eles foi uma "saga" na época - quando a empresa McFarlane Toys lançou os figures dos Beatles baseados na animação "The Beatles Cartoons" (estou até hoje tentando encontrar TODOS os episódios, passou na MTV norte-americana e nunca vi em DVD oficial - ou se saiu, não soube), claro que fui procurar onde estariam vendendo aqui no Japão em loja física (porque uns vinte anos atrás mal sabia o que era comprar on line), e fui descobrir que estavam em uma loja que ficava a quase uma hora de onde eu morava (na época).
Aquelas que no dia de folga pega o trem e vai até a loja - que dava quase meia hora andando da estação, e se perguntarem para mim qual era o nome da loja, não me lembro mais, nem quanto eu paguei, porque tinha que levar os quatro que eram vendidos em separado. Mas dá pra ter uma idéia do estrago que fiz - não bastava serem importados, tinha que levar tudo (e acho que, se não me engano, o figure do Ringo Starr era um pouco mais caro por causa da bateria), porque cada um tinha uma parte do palco para ser montado, e outra, seria muita falta de noção de minha parte levar somente um (ainda mais que sou fã assumida dos Beatles).
(E assumo também que naquela época eu ganhava relativamente bem, estava numa fase boa da vida e no trabalho.)
Levar pra casa era o de menos, felizmente a loja colocou em uma sacola bem resistente e discreta. Não que os figures chamavam a atenção, mas era o tamanho de cada caixa. E ainda voltar pra casa de trem (tive que pegar pelo menos duas linhas de trem tanto na ida como na volta), tanto que nem deu para dar uns rolês naquela cidade naquele dia (por causa do tamanho da sacola que eu carregava).
Uns meses depois, descobri que tinha uma loja especializada somente em itens dos Beatles (desde álbuns até goods) vendia uma caixa COM OS QUATRO JUNTOS e mais um jacaré no meio, que era um dos episódios do desenho animado (a caixa que menciono era o DeLuxe Boxed Set), só que como eu já tinha feito um estrago financeiro com os quatro em separado, acabei não comprando o boxed set - que me arrependo até hoje, porque era edição limitada e se encontrar por aí, certeza que vai metade do meu rim junto.
Quando morei em Yokohama, eu havia montado na estante, bonitinho (só que pra tirar a poeira, só com pincel, porque os figures são cheios de detalhes). Daí vieram pelo menos mais cinco mudanças em quinze anos, e toda vez que eu montava, não demorava muito, era mudança, e toca guardar nas caixas.
Será que se eu montar de novo, teria a possibilidade de mais uma mudança? hehehe
Vários objetos que eu tenho aqui, têm uma história de como consegui, como soube, e como foi a "saga" para ir até lá. Meio que também se remete o "planejamento" de viagem que tenho que fazer para ir até a loja física (têm algumas coisas que não são vendidas on line), como aproveitar melhor o tempo. Na época em que comprei meus figures, fui primeiro na loja porque não tinha certeza se iria estar disponível se eu deixasse pra depois, e poderia ter aproveitado melhor a ida para outra cidade se eu tivesse usado um pouquinho a cabeça e ter colocado num guarda-volumes na estação onde eu teria que fazer baldeação para ir de volta para casa, e nessa estação tem muito mais lugares para "bater perna".
Daí volto no tópico de "aproveitar o tempo que tem" que já postei uma vez aqui, de pelo menos fazer as coisas que dá pra fazer, e se não der, deixar para outra oportunidade (na época que morei em Yokohama e trabalhei em Tóquio, eu sempre aproveitava o tempo de ida e volta para ir em outros lugares, mesmo em dia de folga). Até antes desta última mudança, aproveitava muito mais, porque ir para outras cidades não dava tanto trabalho, não saía caro por causa do passe de um dia, e era muito mais feliz.
Pode ser que no dia anterior, tudo saiu fora do controle, mas no final do dia ao menos tem que ter uma compensação, e que outro dia sabemos do desafio a enfrentar, mas se no final tiver algo que valha a pena, sai um pouco no lucro. Porque, embora a gente não consiga fazer tudo num dia, ao menos fazer algo que nos deixa feliz e ter um resultado que vai tirar um pouco do peso que fica em nossos ombros.
Imagem: da autora, no tempo que morei em Yokohama por quase dez felizes anos.

Oi Kiyomi! É bem isso mesmo, se a gente quiser abraçar o mundo ficaremos doidinhas hahaha é tanta coisa que não cabe mesmo. O trabalho sugar nossas energias é muito triste, né? Quando sobra um tempo pra fazer algo por nós, estamos tão cansadas... é horrível esse sistema. Mas resistimos e seguimos encontrando coisas boas que deixam a vida mais leve <3
ReplyDelete