Thursday, August 31, 2006

O Fim do Mês do Cachorro Louco

Quando eu era mais nova, eu nunca entendia porquê mês de agosto era chamado o "Mês do Cachorro Louco". O tempo passa, a gente lê mais e pesquisa mais ainda, a gente acaba descobrindo que, segundo os veterinários, agosto é o mês propício dos cães (e outros animais) contraírem raiva, doença terrível que afeta o sistema nervoso dos animais, e se não for tratada a tempo, pode matar tanto o animal, como a vítima que por esse animal foi mordido. Por isso em agosto começava em todas as cidades a campanha de vacinação contra raiva. Este
artigo explica mais detalhadamente sobre essa enfermidade.
Mas também dizem que agosto não era um mês de bom agouro. Dizem considerar o mês em que tudo de ruim acontece. Agosto foi o mês que:

- Getúlio Vargas suicidou-se no Palácio do Catete;
- Duas bombas atômicas (quase) acabaram com as cidades de Hiroshima e Nagasaki;
- Elvis, Marilyn Monroe e Carmen Miranda morreram;
- Houve o maior desastre aéreo com maior número de vítimas (a queda do avião da JAL no interior de Gunma).

Isso só pra citar alguns, neste site descobriram mais muito mais. Sem falar do teor supersticioso que rodeia este mês.

Mas... Aqui, agosto, até onde sei, é o mês que muitos estudantes estão de férias, muita gente tira folga, muita gente vai para a cidade dos antepassados prestarem homenagens fúnebres... Mais conhecido como obon, o Finado japonês. Mas também é o mês mais quente do ano. Verão + férias = Hospital (ou crematório, que seja).

Porém agosto não é de todo ruim assim.
Em São Paulo, o Playcenter promove "A Noite do Terror", que se torna uma das atrações mais frequentadas do ano.
Agosto é o mês de "Criança Esperança", show beneficente para auxiliar crianças carentes, bem como o similar japonês de "24 Hour Television" que também tem este mesmo propósito.

Tudo bem que agosto foi o mês em que os Beatles fizeram seu último show, no dia 29 de Agosto de 1966, no Candlestick Park, em San Francisco, mas agosto também foi o mês em que eles conseguiram fazer shows no Japão.

Se colocarmos tudo isso na balança, agosto seria um mês... equilibrado!



Este sim, está com as vacinas em dia.

Saturday, August 26, 2006

Cultura Brasileira no Exterior

Por mais que eu esteja quase uma década longe da terrinha, existem coisas que ainda gosto do Brasil. Tudo bem que não sou chegada a Carnaval, tanto que nem ia a bailes nem blocos. Se bem que antes de vir pra cá, minhas férias em Santa Catarina foram no meio do Carnaval e acabei indo ver um bloco de rua.
Há vinte e seis anos, em Asakusa, bairro tradicional de Tokyo, mais conhecido pelo templo de Kaminarimon, sempre tem um carnaval de rua. Com direito a carro alegórico e tudo! Desde que passei a morar em Yokohama, sempre fiquei de ir, mas sempre calhava do sábado ir trabalhar. Este ano prometi que, se não fosse trabalhar, iria até Asakusa ver três colegas minhas de trabalho sambar. Exatamente, blocos e grêmios recreativos na avenida principal por seis horas! Dúvidas, vejam aqui. E a reportagem não exagera - tinha gente pra caramba! Só que as minhas colegas ficaram do lado oposto onde eu estava (eu ia saber?) e não deu pra tirar fotos legais, mas espero que nos próximos anos eu consiga melhor ângulo. Na pior das hipóteses, participar de um bloco, nem que seja pra tocar surdo, coisa que fiz durante três anos de colégio técnico, quando participei de uma fanfarra.
Quem pensava que no desfile era só brasileiro que participava, ledo engano! Tinha muito japonês mandando ver no samba e batuque! Mesmo nas bandas marciais, mesmo no carro alegórico da Fuji Television!
Confesso que fiquei impressionada e eu perdendo tudo isso. Mesmo não curtindo Carnaval. (Ironia: não ia nem no Brasil e vai no do Japão!). Acreditem, minha colega que participou, foi até entrevistada?! Deixa o pessoal saber disso...
Setembro está chegando e junto novamente o festival de Cinema Brasileiro, no Kokusai Forum, em Tokyo. O bom é que um dos filmes que quero assistir, vai ser no dia da minha folga! Informações e detalhes aqui!!!
E pior que encontrei esse site num site pra brasileiros aqui que é uma baixaria só e ainda teve gente que teve a pachorra de dizer que é só pra japonês fanático... Bléééééé pra alguns brasileiros sem cultura mesmo...



Estou falando sério, acha que é só brasileiro que se espreme pra ver samba??

Thursday, August 24, 2006

Variações no recheio ou cobertura de seu pão

Não sei quanto a vocês, mas para mim, pão sem recheio somente pão francês (ou pão de água, na minha terra) saído do forno na hora e pão de leite. Do resto, pão pra mim tem que ter algum recheio ou cobertura. Mesmo com margarina.
Por mais que falem que pão engorda, pra mim é a salvação pra aqueles dias que nada tem na geladeira, só pão e margarina (manteiga, não, porque é meio caro). Quando cheguei nesta terra, ao lado da primeira casa que morei nos confins de Hyogo, tinha uma padaria misto de mercado ou vice-versa, depende da interpretação de qualquer um. Bom, essa padaria-mercado, tinha além dos pães, uma variedade de petiscos e bebidas para complementar seu café da manhã. A sorte é que essa padaria abria às sete da manhã, portanto, dava tempo pra comprar um pão fresco e comer com calma antes de pegar o batente. Naquela época, andava demais de bicicleta, tanto para ir ao serviço, como para passear nos finais-de-semana (e depois ir na casa do kinguio encantado, oito meses depois ), portanto, tinha que repôr a energia gasta no pedalar das horas. O que era baseado meu café da manhã? Pão torrado na margarina, leite e cereal. Na falta do cereal, era leite e pão com alguma coisa. Essa "alguma coisa" leia-se geléia, margarina, queijo derretido e furikake de chocolate. Epa! Furikake de chocolate?
Pra quem não manja muito de culinária japonesa ou quem manja e não lembra, furikake é um misto de kombu (alga), nori (alga prensada) picado, farelo de ovo, peixe e tudo o mais, tudo isso transformado em granulado, que usamos para comer junto com arroz. Sim, pra não dizer que a gente come arroz branco sem nada. Bom, esse furikake, a gente coloca em cima do arroz cozido e come. Confesso que, na hora do aperto, quando só tem arroz branco mesmo, vai isso com furikake. E chá em cima, aí vira ochazuke, e isso é outra história.
Esse furikake de chocolate na verdade é chocolate granulado com nozes moídas. Só passar margarina no pão, jogar esse furikake em cima e pôr pra tostar. Olha, depois de comer uma fatia (deveras grossa) dessas, já ficava satisfeita até o almoço. E pensar que nos tempos que trabalhava na Cervejaria, eu tinha que tomar um copo de vitamina de laranja e cenoura com iogurte e pão torrado com queijo pra ver se agüentava o tranco até meio-dia.
Comprava quase que todo dia esse furikake - chamado "Toppi" - nessa padaria, vizinha da minha antiga casa. Quando juntei as escovas de dente com o kinguio e mudamos pra Kanagawa, nunca mais encontrei esse dito furikake. Procurei tudo o que era padaria, supermercado, mercado de vizinhança.... e nada! Perguntei pra muita gente e ficaram com aquela cara de interrogação, se é que me entenderam.
Fiquei com aquela lembrança do bendito furikake de chocolate por anos. Comia pão com margarina, com queijo, com um projeto de requeijão (da Dinamarca, pote pequeno e preço enorme), com presunto e queijo, manteiga com alho, geléia de tudo o que era fruta, mas ainda ficava com aquele bendito furikake na cabeça. Acho que nessas alturas do campeonato, devem pensar, "Carilho, vai gostar de 'Toppi' assim nos...". Mas tenho culpa se era gostoso?!
Recentemente, num desses dias que resolvi ficar em casa, assistindo programa de TV, vi um comercial da Nagataen, com aquela atriz/talento de Hong Kong, a Becky, fazendo propaganda do... Toppi!!!! Bastou eu ver a torrada com aquele furikake... que logo passei a semana toda atrás! Tudo o que era mercado que eu conhecia, não encontrava, até um dia que fomos no Daiei (rede grande de supermercados) e encontrei!!! Levei quatro pacotes, só pra garantir. A embalagem diminuiu, mas o sabor ainda é o mesmo!!!
Imaginem qual foi meu café da manhã de hoje?

Thursday, August 17, 2006

Sol e chuva...

Um lado meio ruim do verão é que a semana toda chove chove chove e depois faz um sol de rachar mamona. Este verão foi a mesma coisa, pelo que me lembro, ficou algum tempo chovendo (mas refrescar que era bom...) e depois sol de fritar miolo. Quem me conhece sabe que detesto calor. E sou friorenta também, apesar de gostar mais do frio.
O lado ruim do calor é que além do que foi citado no parágrafo anterior, a gente se sente muito desconfortável - calor, suor e o corpo melado, mesmo depois de ter saído do banho. Sem falar da falta de apetite, vontade de tomar água estupidamente gelada ( refrigerante não vale, ao menos pra mim, pois depois você fica com vontade de beber água depois ), vontade de tomar sorvete, vontade de ficar o dia todo debaixo de um ar condicionado a 18 graus. Sem falar que mesmo usando roupa clara, você parece esturricar de calor. Tenho pena dos salarymen daqui que vivem de terno e gravata. Será que o cool biz* não pegou neste verão?
Pior que este verão, o calor de matar, deixa a gente tão indisposta que na verdade para eu escrever este texto, tive que parar algumas vezes para tomar sorvete, tomar água e ir ao banheiro... er... deixa pra lá....



Aceito de bom grado tudo isso, e em dobro!

* cool biz: termo criado entre os fabricantes de roupas japonesas para a moda dos salarymen irem trabalhar sem gravata, camisa de mangas curtas e calças de tecidos leves, que refletem o calor e refrescam o usuário. Engraçado que este ano não vi comercial a respeito...

Saturday, August 12, 2006

Lembranças Guardadas em uma Foto

Quando temos alguma coisa ou algum acontecimento que queremos registrar para sempre e nunca esquecer e ficar lembrando também, a fotografia foi a melhor invenção que existiu até hoje, bom depois do sorvete, claro. Imagine registrar todos os acontecimentos, os flagrantes, as lembranças tristes e alegres em um pedaço de papel.
Eis a história da fotografia, segundo a Wikipedia:

"A primeira fotografia reconhecida é uma imagem produzida em 1825 por Nicéphore Niépce numa placa de estanho coberta com um derivado de petróleo chamado betume da Judeia. Foi produzida com uma câmera, sendo exigidas cerca de oito horas de exposição à luz solar. Em 1839 Jacques Daguerre desenvolveu um processo usando prata numa placa de cobre denominado daguerreotipo. Quase simultaneamente, William Fox Talbot desenvolveu um diferente processo denominado calotipo, usando folhas de papel cobertas com cloreto de prata. Este processo é muito parecido com o processo fotográfico em uso hoje, pois também produz um negativo que pode ser reutilizado para produzir várias imagens positivas. Hippolyte Bayard também desenvolveu um método de fotografia, mas demorou para anunciar e não foi mais reconhecido como seu inventor.

O daguerreotipo tornou-se mais popular pois atendeu à demanda por retratos exigida da classe média durante a Revolução Industrial. Esta demanda, que não podia ser suprida em volume nem em custo pela pintura a óleo, deve ter dado o impulso para o desenvolvimento da fotografia. Nenhuma das técnicas envolvidas (a câmara escura e a fotossensibilidade de sais de prata) era descoberta do século XIX. A câmara escura era usada por artistas no século XVI, como ajuda para esboçar pinturas, e a fotossensibilidade de uma solução de nitrato de prata foi observada por Johann Schultze em 1724.

Recentemente, os processos fotográficos modernos sofreram uma série de refinamentos e melhoramentos sobre os fundamentos de William Fox Talbot. A fotografia tornou-se para o mercado em massa em 1901 com a introdução da câmera Brownie-Kodak e, em especial, com a industrialização da produção e revelação do filme. Muito pouco foi alterado nos princípios desde então, além de o filme colorido tornar-se padrão, o foco automático e a exposição automática. A gravação digital de imagens está crescentemente dominante, pois sensores eletrônicos ficam cada vez mais sensíveis e capazes de prover definição em comparação com métodos químicos.

Para o fotógrafo amante da fotografia em preto e branco, pouco mudou desde a introdução da câmera Leica de filme de 35mm em 1925."

Interessante, não? Como é possível reproduzir tanta coisa em um papel! Ser fotógrafo pode lhe dar fama mas também muita dor-de-cabeça, como os paparazzi. Mas cada retrato pode vir futuramente marcar história, vide o flagrante durante a Guerra Espanhola de Robert Capa ou o beijo do mariner americano em uma moçoila francesa em frente ao arco do Triunfo após a vitória dos aliados na Segunda Guerra.
Recentemente, a FujiFilm japonesa, para incentivar os amantes da fotografia, lançou a campanha "Photo Is...", que depois os narradores complementam. Quem iniciou (perdoem-me os mais fanáticos) a campanha foi a Yoko Ono, passando por Tulio Tanaka (jogador de futebol brasileiro naturalizado japonês) e Masaharu Fukuyama. Sem falar também do comercial da mesma FujiFilm sobre revelação rápida para quem utiliza cameras digitais, tendo desde o ano de 2005 os artistas Tomoya Nagase (do grupo TOKIO) e Kiki Kirin, ambos em situações bem cômicas.



Momentos que precisamos deixar registrado para a posterioridade!!!

Thursday, August 10, 2006

Acidentes Domésticos Fatais

Quando a gente pensa que a tecnologia japonesa chega a ser avançadíssima a ponto de que o MP3 novinho que você comprou há pouco na loja, dentro de três horas já ficou obsoleto. Exagero? Bom, exagerei um pouquinho. Mas pode contar um mês que já está surgindo um novinho saído do forno quentinho, como pão.
Porém tanto hi-tech tem seu preço. E chega a ser alto.
Quando cheguei aqui, oito anos atrás, eu achava que tudo era perfeito, tudo era certinho, tudo era pontual. Bom, trem até onde eu comecei a utilizar, horário pontual, melhor que a dos ingleses. Atendimento impecável, tudo controlado. Até que o dia quando comecei a entender melhor the way of life aqui, bom, certas coisas tive que dar o braço a torcer.
O famoso recall nos carros, achava que só no Brasil existia. Aqui também. Teve uma época que uma famosa montadora de carros teve que fazer recall em vários modelos de carros devido a um defeito que poderia ser fatal. Bom, isso depois de ter acontecido três mortes por acidente com o mesmo modelo de carro, já é digno de mandar ver tudo a fundo. Bom, o dia que nosso Skyline 94 estiver em alguma lista de recall, poderemos é dar fim nele, isso sim.
Quando mudamo-nos para Kanagawa, comecei a mais freqüentar as aulas de japonês e assistir muito noticiário. Pra descobrir que aqui não é tãããão 100% perfeito, bastaram alguns finais de semana em que dinheiro estava curto e não tinha o que fazer mesmo, para eu assistir muito àqueles programas sensacionalistas. Tipo o "Aqui Agora" se é que tem gente que ainda lembra ( e depois me chamam de velha...). Fora os crimes passionais ( que depois falarei em uma hora oportuna ), vi muito acidentes e mais acidentes. Comecei a presenciar o atraso de trens, defeitos de fabricação de muitos utensílios domésticos... Fenômenos naturais como taifus, tsunamis e terremotos, isso não contam.
A respeito de atraso de trens, no tempo que eu morava em outra cidade, a linha que costumávamos pegar (no tempo que não tínhamos carta nem carro) era perfeito. Sem brincadeira - o mesmo o trem "pinga-pinga" (aquele que pára em todas as estações), sempre na estação em que se fazia baldeação tinha um trem expresso. E olha que a pontualidade dos trens desta linha era bem melhor do que a inglesa. Sai e chega na hora certa... acho.
Acidentes e atrasos de trens aqui, sempre teve e sempre terá, seja por algum doido que resolve fazer um passeio sem volta, seja por acidente no sentido literal da palavra. Mas pra quem quase não andava de trem como eu, uns quatro anos atrás, achava tudo perfeito. Até quando mudamo-nos de mala, cuia e duas viagens de mudança pra "Segunda Maior Cidade do Japão", mais conhecido como Yokohama, claro.
Como trabalho em Tóquio, de casa pro serviço necessário e cômodo pegar trem. Todo santo dia, nem no meu dia de folga também perdôo, pois pra onde costumo ir, tem que se de trem, pois de carro não compensa, devido ao estacionamento caro. Aí, sim, fui ver o quanto é duro sentir na pele aqueles que vivem pegando trem todo dia. Como dizem, pimenta nos olhos dos outros...
Além de sofrer no empurra-empurra na hora da ida e na hora da volta, parecendo uma sardinha em uma lata, as paradas repentinas e o maquinista avisando pra esperar pois tem algum problema. A espera pode ser uns minutinhos que se tornam horas! Pra desespero dos passageiros, pois além do aperto, imagine isso num dia de verão a 40 graus à sombra... Nem ar-condicionado salva!
Perdi a conta de quantas vezes tive que pegar trem de outros trechos e outras companhias para chegar no meu serviço. Minha sorte é que costumo sair meio cedo de casa para aproveitar e dar umas bisbilhotadas nas vitrines e novidades nas lojas e livrarias, por isso, quando acontece algum problema no atraso dos trens, basta descobrir qual seria a linha com a estação mais próxima ao seu destino. E pegar o comprovante de atraso, não paga a viagem quando pega outra companhia e ganha o dia se chegar atrasado. Bom, nesse ponto ainda bem que carrego o mapa dos trens de Yokohama-Tóquio, senão estaria perdida como muita gente que conheço ( por isso que eu falo que, minhas aulas de japonês não foram perda de tempo! ). Lembro-me de um dia que o Yamanote (linha circular de Tóquio ) parou de vez e foi no dia da reunião geral. A reunião foi cancelada e remarcada para o semana seguinte, pois muita gente chegou uma hora depois. Isso porque eu e mais uns sortudos (ou CDFs demais) conseguimos chegar antes e tivemos que ficar explicando para alguns perdidos os trechos e linhas de trem ou metrô pra chegar no escritório...
Acidentes de trem sempre existirão por mais modernos que sejam as máquinas. Quando os trens da linha Fukuchiyama se espatifaram em um prédio em abril do ano passado, foram apontado duas coisas: falha humana e falha mecânica. Falha humana porque aqui tem muita cobrança em relação aos atrasos. Atrasou um pouquinho, tem que correr pra recuperar o tempo perdido. Isso porque o pobre do condutor era novato, então imagine o que poderia acontecer com ele se atrasasse um minuto, que diria cinco! Como dizem, a pressa é inimiga da perfeição, o pobre coitado não viu a curva adiante...
Mesmo com a velocidade acima do permitido, também teve a falha mecânica - as linhas férreas daquele trecho simplesmente não possuíam um sistema de frenagem quando o trem atinge uma velocidade acima do esperado. O chamado dispositivo de emergência.
Como em muitos países, aqui, depois que acontece um desastre envolvendo gente no meio, fazem-se muitas medidas de segurança e fiscalização pesada pra que acidentes destas proporções não ocorram. Ou que não matem tanta gente, vamos dizer assim.
Mês passado veio à tona que durante 20 anos, uma companhia que fabrica aquecedores de água à gás admitiu que por um defeito de fabricação, quinze pessoas morreram devido a inalação desse gás. Depois de vinte anos vão tentar consertar o erro?? Depois que quinze pessoas foram desta pra melhor? Conta outra! Eis a reportagem
aqui, em inglês.
Isso porque ano passado outra companhia e famosa mundialmente que fabricava aquecedores a gás mandou um comunicado para todo o país que determinados modelos estavam com defeito de fabricação e mandaram todos eles trocarem. Se era gratuito, desconheço, pois não tenho e não podemos (o contrato do meu prédio não permite ter aquecedores a querosene nem a gás pois já tem o ar-condicionado e pagamos taxa mensal de uso a vontade ). Mas que o comunicado foi deixado na minha caixa do correio... Bom, nisso eles são atenciosos mesmo (depois que faz a meleca, quer consertar de qualquer forma).
Lamentável mesmo, foi no ínicio deste mês uma menina de sete anos morrer ao ser sugada por um tubo em uma piscina pública. Motivo? A grade de segurança da entrada (ou saída) do tubo estava simplesmente... amarrada com arame!!! Depois disso, imagine se a fiscalização não baixou em cima e descobriram mais de 2.300 piscinas inseguras... Entendam o ocorrido aqui, aqui e aqui.


... e toca os responsáveis pedirem desculpas ao público...