Thursday, April 30, 2009

Memória Curta, ou quando um assunto termina em outra coisa nada a ver...

Quando eu falo que muita gente tem memória curta, eu não estou brincando. Acontece algo entre o banal e escandaloso, a semana toda fala, fala, fala e na semana seguinte, a poeira abaixa e fica por isso mesmo. Logo de cara cortam-se contratos, aparições na TV e por aí vai. Depois...

E esta semana a gripe suína que assola quase todo o mundo? Viajar pro México já ficou zona de risco e a pandemia pode surgir a qualquer instante. Agora estou com um olho no teclado e o ouvido na TV e parecia suspeita de surto de nova influenza aqui. Prevenção: lavar MUITO bem as mãos, usar máscara e carne de porco bem cozida ou frita. Se depender de mim, a carne frita vira carne esturricada.

Outro dia destes, não me lembro se foi numa mesa de algum pub, a gente conversava vários assuntos até que ...

- Fulano, você dirige?
- Não, mas no Brasil, meu pai usa meu carro pra ir na fazenda cuidar da horta...
- Realmente, a gente tem que pensar no que fazer quando voltarmos em definitivo. Dependendo
da idade ou no pé que estivermos, temos que ter negócio próprio.
- Um amigo meu entrou no programa de demissão voluntária no banco e está pensando em ir pro litoral. Em (cidade) dá muito camarão? Ele pensa em fazer viveiro de camarão.
- Vixe, meu filho. Lá é o que mais dá! Mas fazer criação de ostras. Olha, o negócio é bom e não agride a natureza...
- Eis que muita gente resolve unir o útil ao agradável. Onde eu moro, além da horta, vendemos palmas também.
- Mas isso é flor de enterro. A não ser que tenha sociedade com a agência funerária.
- Bom, a casa onde meus pais moram e tem a horta, fica no trecho que o cortejo funerário passa...
- Meu ex-colega de quarto nos tempos de tal lugar resolveu investir em vendas de caixões. Mas ultimamente no Brasil, o pessoal dificilmente está usando caixões. Estão cremando.
- E alguém já foi em algum velório aqui?
- Olha, eu cheguei a ir em uma cerimônia de cremação. Até então, eu pensava que era só o corpo ir ao forno crematório e voltava cinzas. Talvez alguns ossinhos que restaram. Mas sabe que depois deste dia, tudo que eu imaginava de uma cremação se dissipou no momento que pediram para a gente ficar em fila indiana e encarar a caveira do falecido e alguns ossos e ir pondo o que restou com uma pinça em uma caixa. Agora eu entendi porque muitos possuem uma baita caixa embrulhada em um pano branco e fica num altar. Se quiser que vire cinza mesmo, o processo
é beeeeeem mais caro, por isso que a grande maioria fica na primeira fase...

As identidades e locais foram omitidas pela autora para não comprometer ninguém, pois depois deste papo, todo mundo pediu pra fechar a conta e ir pra casa...

2 comments:

  1. Tenho a impressão que participei desse talk....e como Principal Guest..hahaha

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  2. ahahahahah.
    Existem certas coisas que omitimos lugares e nomes pra não queimar o filme...
    Olha, mas a história da cremação, tudo que eu imaginava foi por forno abaixo...

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