Sunday, December 13, 2009

[Discoteca Básica do Empório]: SMAP - "SMAP 011 ス"


Pra compensar novembro que esqueci da coluna mensal "Discoteca Básica", este mês vou tirar o atraso e vai ser duas (leiam bem: duas...) resenhas. E pra detonar de vez esse tópico, agora que o pessoal me interna num casa de repouso sem data pra ter alta, pois se não bastasse a autora aqui ter toda a discografia dos Beatles, ter ido no show do Masaharu três vezes, agora faz resenha de um grupo que hoje mais atua que canta...

Mas a resenha de hoje, o álbum do quinteto (nem dá mais pra falar hoje que seria "boy band" com a idade que eles estão) SMAP - "SMAP 011 ス" (leia-se o ideograma "su"), lançado em 6 de agosto de 1997, foi tido com um dos 100 melhores álbuns da j-pop dos anos 90-00 segundo a Oricon e a What's In?, duas boas revistas que abordam de tudo um pouco da música japonesa.

Por quê? Quem ouviu os dez álbuns anteriores, as músicas eram bem estilo pra desenho animado, lembrando também a época do Menudo e genéricos. Mesmo conforme a idade chegando e acompanhando o que tem de novo no estrangeiro, a música deles foi diferenciando. Um pouco, mas dava pra sentir a mudança. Um dos exemplos era "Oretachi ni ashita ga aru", de 1995, antes da saída de Katsuyuki Mori (sim, de 1991 a 1996 o grupo era um sexteto).

O nome do álbum "ス" dá várias interpretações: de "subarashii" (legal), "suteki" (maravilhoso),
"sugoi" (incrível), até do nome do grupo. E mantendo a numeração dos álbuns (a partir daí passaram a manter um subtítulo, tais como fizeram com os anteriores - "SMAP 006 - Sexy Six", "SMAP 007 - Goldsinger", "SMAP 008 TACOMAX"), muito embora o décimo álbum na verdade seria a coletânea de singles, inéditas e remixes "Wool".

O álbum - contendo 13 músicas - traz músicos convidados como Nile Rodgers (produtor de David Bowie), Masayoshi Yamasaki e Kiyoshiro Imawano, então vão imaginando como é que ficou. Pra surpresa de muita gente, o álbum agradou até a crítica e ficou em 3o. lugar na Oricon. Entre o dance bate-estaca, baladas dançantes, hip-hop, rap com merchã, acústicas e rock, o álbum fica como referência de que o grupo era bom e ninguém sabia.

A capa não traz a foto do grupo (somente no poster que contém as letras e créditos), e na parte interna do CD original o grupo caricaturado por Shingo Katori numa brincadeira com a febre do tamagochi. De brinde vinha um adesivo com o símbolo do álbum, que vinha num encarte de papel cartão.

Como tradição que mantêm até hoje, o álbum abre com "Theme of 011 - ス", instrumental produzido por Nile Rodgers, usando sintetizadores, metais, e samplers, dando clima meio dance eletrônico.

"Everything is Cool", também de Nile Rodgers, é bem do estilo do grupo - dançante e alegre ao mesmo tempo, como nos primeiros álbuns.

"Dynamite", o carro-chefe e lançado primeiro como single para divulgar o álbum, é o famoso dance bate-estaca que a autora costuma falar. Impossível ouvir e ficar parado. Isso porque o single já avisava: "toque bem alto". Começa com Goro Inagaki e Masahiro Nakai na primeira estrofe, passando por Takuya Kimura e Tsuyoshi Kusanagi e a parte antes do refrão com Shingo Katori. O PV já falei várias vezes que seria um exemplo de como economizar na produção: só eles mesmos terem coragem de ficarem dançando em cima da caçamba de um caminhão em movimento em plena Tóquio e a mulherada correndo atrás pra acompanhar. Acabou ficando depois como sendo música obrigatória nos shows e ai se não cantarem...

"Ai ga nai to tsukareru", baladinha dançante com Kusanagi em vocal solo. Bom pra ouvir num lounge com a companhia de alguém e... ok, não exageremos, mas é uma das poucas baladas que Kusanagi se dá melhor. O solo de saxofone é de embalar.

"Koko ni Iru Koto", composta pelo Shikao Suga, é Kimura quem canta em dupla com Katori. Outra balada mas acústica, estilo do Suga, quem já ouviu algumas músicas dele, vai entender (pra quem não sabe, Shikao Suga é quem compôs também "Yozora no Mukou", que no ano seguinte foi million seller). Só não sei dizer se Kimura também toca violão nesta música (mas nas apresentações ao vivo de músicas acústicas, ele faz questão).

"Butterfly", entre o rock e dance poderia ter saído facinho, facinho num single também, mas acabou sendo música de divulgação do álbum no programa "Music Station", que ainda está no ar toda sexta as oito da noite pela TV Asahi. Quem mais cantam nesta música são Inagaki, Kimura e Katori. Com direito a solos de guitarra com distorção, que não distorce a música.

"Oresama Crazy Man", composta por Shingo Katori (sob alcunha de "oresama"), é uma mistura de hip-hop com rap, que só mesmo Katori consegue cantar, pois é muito rápido demais, bem estilo dele mesmo. O coro é pelos outros quatro. Quem ouver um "piiiiii" no meio de uma frase, não tinha nada de obsceno. Era apenas uma piada estilo Katori que colocou o sinal em cima da palavra "Hawaii".

"Minna Hitori Janai noda?!", composta por Masahiro Nakai (aka N.Mappi), é um rap de auto-piada de si mesmo misturando merchandising. Explicando: a narradora do início da música, imita aqueles avisos da prefeitura sobre vinda de tsunamis, taifus e outros assuntos, avisando que o tufão Nakai estaria vindo, com grande potência e risco de causar danos aos ouvidos. Quando digo que Nakai faz piada de si mesmo (é ruim de voz, senso fashion duvidoso e até pedem pra diminuir o volume), usa de merchã (na época, Nakai fazia comerciais da NTT-ISDN, Mitsubishi, Lotte (o chocolate Crunky) e Daikin ("12 jo koetara - Daikin Waido Ribing Eacon" era o slogan) e até usa personagens do programa - "Maabou", era o personagem lesado que Nakai fazia no programa semanal, - ele não tem nem como achar ruim. Outro exemplo seria "FIVE PERFECT" (do album "SMAP 015 - Drink! Smap!", de 2003). Quem acompanha Nakai na música, é Kusanagi (creditado como Tsuyoshi).

"Celery", de Masatoshi Yamasaki, foi tema da novela "Ii hito". Com ritmo dançante, estilo mezzo bossa-nova mezzo cubano, a música saiu em single antes do álbum, mas já era possível ser ouvida na novela "Ii hito", que tinha começado em abril de 1997 (protagonizado por Tsuyoshi Kusanagi). O PV traz o quinteto junto com outros músicos e Kimura no violão. Tanto que, no 56o. Kouhaku Utagassen, durante uma enquete, a música ficou em 42o. lugar das preferidas.

"Sore wa tada no kibun sa", solo de Inagaki, é bem lenta. Pra contraste do álbum, o que diria que seria uma das mais ou menos (além de lenta, pra não dizer que dá um sonífero da hora, atípico de Inagaki, que é o que canta mais ou menos melhor do grupo).

"Yowai Boku Dakara", solo de Kimura com Kiyoshiro Imawano. O falecido guitarrista do grupo RC Succession é ídolo de Kimura, tanto que nem pensou duas vezes em chamá-lo pra contribuir no álbum. Resultado: uma amostra do rock japones que tinha nos anos 70. Kimura homenageou Imawano na apresentação do grupo na divulgação do single "Superstar" usando uma T-Shirt com a foto do guitarrista.

"The Road" e "Hi-Fi", pra encerrarem o álbum, trazem um rock melódico estilo anos 60 com direito a guitarra distorcida (se eu falar que lembra um pouco os Beatles entre o rock e o psicodélico, vou apanhar aqui) e a segunda música pra descontrair e encerrar o álbum.

Quem puder dar uma ouvida, tente alugar, torrentar, ou ir no You Tube (só dá pra encontrar as citadas "Dynamite" e "Celery". Quem encontrar "Butterfly", faz parte do encerramento do programa, que eles costumam fazer).

7 comments:

  1. esse post foi bem caprichado,e eh sempre muito bom ler sobre o smap.
    beijao.

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  2. Sabe que eu tinha o maior preconceito da música desse tipo de grupo por achar que era coisa feita pra adolescente, menininhas?
    Mas eles tem talento.
    Gostei do review. Achei bem interessante.
    Fico besta o tanto que vc sabe sobre os detalhes das músicas, composições, uma enciclopédia!

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  3. Andreia, eu tive que dar uma pesquisada pois pra entender o conteúdo... Foi um dos primeiros albuns que ouvi quando cheguei aqui. Também, a mulher com quem eu dividia o apartamento antes de eu conhecer namorido, nao perdia um programa deles ahahahah

    Alexandre, eu entendo você, afinal tenho dois irmãos que até hoje não se conformam comigo pelo fato de eu gostar de tanta música variada (eles gostam música de animê), ahahahahah. Uma coisa que não mencionei nos posts sobre algo sobre mim é que por três anos no Brasil, tinha uma coluna de crônicas, resenhas e outras coisas mais no jornal da cidade onde morei. Parei porque vim pra cá. Xi, vai render um post sobre isso...
    Como eu disse... é que eu pesquiso muito antes de postar alguma coisa pra não dar algum fora (mais do que eu dou ahahah).

    Beijos e abraços e boa segundona!

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  4. Conban-uá Piggy! Genki descá!!!
    Encontrei seu blog por acaso e devo confessar que não consigo mais parar de ler!!!
    Acho engraçadíssimos os seus posts do dia-a-dia...
    Kissu!

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  5. Kiyomi,
    Gosto do Smap.
    É verdade que o suma suma vai acabar esse ano?
    bj

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  6. Não entendo de nada disso rsss mas já vi mto DVD e CD do smap nas lojas... ficava achando q era uma paródia do Snap ahahhaha aquela banda dos anos 90 de dance rsss... lembra?

    Kisu!

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  7. Elisa, eu ouvi esse boato, mas se for verdade, as noites de segunda ficarão sem graça! Dizem que está sendo a audiência baixa, mas nas revistas TV Guide (minha biblia pra programacao de TV) e TV Life não falaram nada, muito pelo contrario...

    Bah, eu lembro desse grupo Snap, de dance. Er... era do meu tempo. Mas Smap, no passado, bem no comecinho, era o genérico do Menudo, mas hoje... quanta diferença ahahahah

    Saudades de vocês aqui!!!

    Beijos!

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