Sunday, January 11, 2015

Sobre o Kouhaku Utagassen

Vitória do Shirogumi (time branco, formado predominantemente por homens) no 65a. Edição do Kouhaku Utagassen - essa cena não foi ao ar no final do programa (mas em muitas redes sociais, sim) em que os cinco membros do grupo Arashi (que representou o Shirogumi) seguram o estandarte contendo TODAS as faixas das 65 edições do evento (foto: via twitter, créditos na mesma)


Vou procurar não me estender muito no assunto, porque isso vai dar muito pano pra manga até o próximo evento.



Pouquíssima gente sabe que, na verdade, eu acompanho o Kouhaku Utagassen desde criança, ainda quando passava no programa "Imagens do Japão" (já entreguei de vez minha idade) e, quando cheguei aqui, assisti a quase todos os eventos. Quando me inscrevi no Twitter, uns cinco anos atrás, aí que no dia 31 de dezembro, o aplicativo travava porque eu havia excedido na quantidade de tweets no dia.

Desde que iniciei o blog, eu tentei fazer um apanhado geral do evento, mas de três ou quatro anos pra cá, eu desanimei de postar. Um pouco foi porque muita gente que conheço que tem blog faz a mesma coisa. Se eu fizer minha postagem, vai ter muito comentário negativo alegando que eu não tenho criatividade pra baixo. Outro motivo, foi desânimo de minha parte mesmo, eu leio comentários durante e após o evento e fico decepcionada. Não sei vocês ou pode ser impressão minha, mas o último evento, o de número 65, só faltou sair no tapa caso muitas pessoas que comentaram em alguns grupos e sites estivessem na mesma sala assistindo.

Bom, cada um tem sua opinião, eu dou a minha aqui. Não comentei nos grupos do FB e nem em blogs que falaram do assunto pra não piorar. No Twitter foi muito pouco, e dou graças aos céus que ao menos não rebateram (no máximo um belo dum unfollow, menos mal).

No geral, eu gosto de assistir ao evento, tentar conversar via Twitter com minhas amigas conhecidas e trocar idéias de cada artista que se apresenta, comentando das performances, das colaborações, e tudo o mais, porque nem só de um artista a gente ama - muitas de minhas amigas de Twitter gostam de outros gêneros musicais e outros artistas. Se virou rotina, cansa, tudo monótono, então muda de canal ou vai ser feliz de outra forma, mas deixa a gente ser feliz do nosso modo.

De muito tempo pra cá, estou pouco me lixando se faltou tal artista, que tal artista nem merecia aparecer, WTF essa apresentação, blablabla. Eu apenas quero assistir, curtir o espetáculo, ver os artistas mostrando o que sabem fazer melhor, as performances, as músicas. Se teve intriga, boatos, seja lá que raios for, nem quero saber (teve uma pessoa que fez um longo comentário em um blog contando os "podres reais" de alguns artistas e a outra que respondeu "eu não tenho a obrigação de ficar sabendo de tudo o que acontece com todos os artistas").

O que eu vi muito nas redes sociais foi a falta de conhecimento de muitos artistas que se apresentaram. Alguns comentários beiraram o lamentável. Ok, tem artista que não gosto, já cheguei a dizer que odiava mesmo, mas hoje eu limito a dizer não gosto porque não vejo graça da mesma forma que você não gosta do artista que eu gosto por que não vê graça alguma. Bem por aí.

O 65o. Kouhaku Utagassen, que foi transmitido no dia 31 de dezembro de 2014 pela estatal NHK, eu gostei no modo geral, independente se teve excesso de Johnny's (teve seis grupos que se apresentaram) e AKB48 e suas irmãs (SKE48, NBM48 e HKT48, este último que debutou no Kouhaku), ou porque raios Akina Nakamori interpretou seu novo single diretamente dos estúdios de Nova Iorque, ou que o show do Southern All Stars no Yokohama Arena foi sofrível, a ausência de artistas como aiko, Ayumi Hamasaki, Yuzu, Kumi Koda e Sachiko Kobayashi... Pra mim, esses eventos de fim de ano são pra entreter, animar e não pra gerar roda de discussão a foice e faca, como aconteceu.

Quando li alguns comentários, ignorei, fechei a janela do navegador e fui fazer algo de útil, como fazer bolo, limpar casa, tricotar, ler um livro. Até rever doramas que estavam empacados por falta de tempo (e vergonha na cara também), porque comentar o que pensa e depois receber resposta bem malcriada, nem os mais fortes vão aguentar.

Mesmo porque aqui eu sei que vou receber comentários diversos, mas cada um pensa o que quer, é fato. Assiste quem quer, ninguém forçou a assistir, ninguém vai te condenar caso não assistiu.

A atriz Emma Watson mencionou uma vez "Não se sinta um idiota se você não gosta do que todo mundo finge amar".





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