Friday, December 23, 2016

Fim de um ciclo e início de outro

Eu sei que estamos em dezembro, quase na semana final. E aquela velha história: "ai este ano foi ruim, pior que o anterior", essa reclamação toda. Tá, eu entendo que a situação não está lá aquelas maravilhas, mas se a gente parar pra pensar, é a gente mesmo que não toma alguma atitude pra melhorar. Vamos dizer: se você não melhora a si mesmo, parar pra pensar nas atitudes do cotidiano, você tem poder para reclamar do que os outros fazem?

Se eu for fazer meu balanço a respeito deste ano, não posso reclamar. Pelo menos, estou trabalhando e tendo como pagar minhas contas e se manter. E com saúde, o mais importante.

Embora eu tivesse que mudar de cidade por causa do emprego, eu não posso reclamar, apesar do salário não ser aquelas maravilhas, mas como disse no parágrafo anterior, tendo saúde para continuar trabalhando e recebendo o esperado salário para pagar contas/tendo o que comer/ e se divertir um pouco (para não pirar)...

Não é de hoje que me preocupo com o quesito saúde. Desde que me conheço por gente, meus pais sempre deram a importância dela. Isso porque tive rubéola e caxumba quando criança e era horrível ficar em casa passando mal (o lado bom era que eu estava liberada para ler gibis e assistir desenho animado). Mesmo quando na fase escolar, na faculdade e no trabalho, o máximo que peguei foi resfriado (mas quando pego, é daqueles que me dá febre que me derruba por dois dias). Felizmente, nada grave.

Quando você mora no exterior, seus cuidados dobram, melhor dizendo, multiplicam. Começa com a barreira da linguagem. Segundo, mesmo sendo fluente e até com ajuda de tradutor, pode correr o risco de derem diagnóstico errado. Fora que sai MUITO caro se não estiver pagando seguro-saúde.

Voltando ao foco sobre o ano que está terminando. Eu diria que mais um ciclo se fecha, e temos que aprender com o quê aconteceu durante o ano para não [tentarmos] repetir no próximo. A mesma coisa que a gente fala todo ano, certo? Só que a gente dificilmente cumpre. Ou esquece. Ou acontece muita coisa no percurso que as resoluções do ano Novo ficaram para trás. (E bem que a gente tenta anotar na agenda, no calendário, num pedaço de papel e prega na parede, na porta da geladeira, sei lá...)

Como a gente sempre diz: melhor não planejar tanta coisa (experiência própria), mas algumas coisas necessitam de planejamento, como adquirir algum bem, ou poupar para alguma eventualidade. Ok, a gente tenta, ao menos.

O ano já está no fim, mas não significa que não dê pra aproveitar nada. Até acho que dá pra fazer muita coisa. Só sabermos aproveitar o tempo. (O que eu gostaria de aproveitar muito mais)

Este ano fechamos mais um ciclo na vida. Que o ano seguinte iniciemos um novo ciclo e que este possamos realizar nossos sonhos, atingirmos nossos objetivos, mesmo sabendo que nunca é fácil.

Wednesday, December 14, 2016

[Pequenas Coisas que me fazem Feliz] Mangás



Hábito de ler histórias em quadrinhos, eu tenho desde criança. Segundo minha mãe, eu aprendi a ler aos quatro anos, com os gibis da Turma da Mônica, que meu pai fazia questão de comprar todo mês. Embora eu não compre (porque acho difícil encontrar aqui), eu ainda leio no site oficial.

Tuesday, December 13, 2016

Onze Anos

Dia 4 de dezembro este Empório fez mais um ano de vida e eu sempre esqueço de fazer alguma postagem especial no dia, sempre acaba sendo bem depois. Mas ainda estamos em dezembro, então está valendo.

Um tempinho atrás estava dando uma percorrida no Empório - que começou com postagens bem aleatórias e ainda continua sendo -, realmente, eu postava BEM mais, sendo que na época eu tinha a vida muito mais corrida do que hoje. Se bem que de cinco ou seis anos pra cá, passei a postar com menos frequência. Muitos dizem, "melhor postar pouco mas com qualidade, do que postar todo dia e nada prestar".

Se perguntarem pra mim "qual o propósito de seu blog", eu responderia: "nenhum, eu posto assunto muito aleatório e não tenho público definido". Embora tenha gente querendo saber como é morar no exterior, trabalhar, etc. Eu vejo que a maioria dos blogueiros que moram no exterior, possuem outras ocupações como na área de TI ou similares, ou são intercambistas. Se eu fosse postar como é a vida aqui, haverão controvérsias, ou vão dizer que estou tapando o sol com a peneira ou estou exagerando demais, então fico na descoberta de lugares pra comer, cafeterias, entretenimento e olhe lá.

Eu sei que estou devendo mais postagens sobre a região onde estou hoje, mas eu quase nem saio da região metropolitana de Nagoya (as vantagens de ter o do-nichi pass, que um dia desses eu vou tentar explicar como funciona), então, se eu falar da região será... COMIDA!!! Claro que a região possui outras coisas boas (como o Museu da Ciência, a Torre de Nagoya, o Porto e o Jardim Botânico), só questão de eu criar vergonha na cara e sair aos domingos.

Uma das coisas que eu evito de postar seriam assuntos polêmicos. Já basta a gente ler nas redes sociais, blogs e outros lugares, então o assunto fica tão saturado a ponto de deixar qualquer um irritado. E mais gente postando, chega, né? Eu sei que a vida não são flores, mas também não vamos ficar plantando espinhos.

Quem pensa que não estou ciente do que se passa no mundo, estão enganados. Mas eu procuro nem comentar, porque sei que vai sair briga, discórdia, desrespeito, então melhor eu ficar no meu canto e quieta. Posso até nem concordar, mas prefiro guardar pra mim o que penso do que ficar discutindo com os outros correndo o risco de ser ameaçada. Sim, tem essas coisas.

Mas a vida segue, e vamos fazer com que ela seja melhor.


Monday, December 12, 2016

Hit Parade Particular ~ Primeira Semana de Dezembro

Atrasada e ainda esqueceu de fazer o da metade de novembro. Dar a desculpa de que falta tempo, já nem cola mais. Como a vida continua, vamos viver o presente e pensar no futuro. Claro que do passado, a gente PRECISA lembrar das coisas boas.

O mesmo a gente se aplica para músicas. Claro que existem aquelas que a gente quer botar no fundo da caixa e esquecer, mas são aquelas que a gente acaba lembrando não sei porquê.

Sunday, December 11, 2016

Quando brincar de Cosplay e Crossdresser vira assunto sério - Parte 1

Na programação da TV japonesa, acontece de algum artista aparecer vestido de mulher, mais para fins de comédia mesmo. Ou fazer cosplay de algum personagem de anime/manga ou parodiar/homenagear algum artista favorito. Seja como for, a maioria dos programas quase sempre vai acontecer de alguém aparecer vestido de mulher, com direito a salto alto e maquiagem, ou cosplay de algum personagem.



Tuesday, December 06, 2016

[J-Dorama] Relação entre sempai - kouhai da JE em doramas (parte 5)

Continuando com a saga (sim, saga porque o assunto vai ser looooooongo muuuuuuito looooongo) sobre os artistas da JE que protagonizam um dorama e traz um outro membro da agência a tiracolo (piada interna: filme/dorama que tem um membro da JE, traz outro de brinde). Mas por qual razão fazem isso? Quem falou "pra ver se dá mais audiência", claro que seria a resposta mais óbvia. Se bem que dependendo de quem for/que tipo de dorama é, nem aparece pro cafezinho.

Confesso que, quando pensei em fazer esse tópico, achei que ia ter um montão de doramas de sempais e kouhais da JE (porque toda temporada tem pelo menos três ou quatro doramas com eles), mas nããão...

Tsuyoshi Kusanagi (SMAP)


Kusanagi e Yuko Oshima em "Zeni no Sensou", último trabalho dele em dorama.

Tuesday, November 22, 2016

[Pequenas Coisas que me fazem Feliz] Cinema



Cada um tem o seu jeito de ser feliz, e uma das coisas que me alegram, é ir ao cinema, assistir um filme, pra me divertir e esquecer os problemas da vida caótica. Além de melhorar meu nível de compreensão da língua japonesa ouvindo, porque 99% dos filmes que assisti aqui são todos em língua japonesa.

Na minha coluna "Cine Pipoca", eu comento de filmes que assisti no cinema. Os que não tive tempo de ir ver na telona, acabei assistindo quando saiu em DVD e as vantagens de morar perto de uma locadora aqui. Eu consigo assistir quando realmente dá tempo, quando não tenho o que fazer mesmo depois de ter feito todo o dever de casa, e quando consigo desconto. Ok, não é porque eu tenho desconto que vou ficar assistindo filme que não me interessa.

Quando o enredo e o elenco me atraem, eu reservo um dia para ir ao cinema mais próximo de casa. Se bem que já teve filme que falaram tanto, tanto, tanto, fui assistir e foi uma tortura aguentar até o final. Aí teve filme que fizeram pouco caso, mas eu gostei. Bem, gosto nunca se discutiu né.

Eu procuro evitar ler críticas, porque isso pode acontecer de eu acabar nem assistindo tamanha a repercurssão negativa. De um bom tempo pra cá, parei de ler críticas e somente saber o enredo, quem vai atuar e ponto final. Uma coisa eu aprendi: é ir pra se divertir, relaxar e esquecer o mundo. A mesma coisa eu faço com doramas. Se as críticas são boas ou ruins, deixo de lado porque nem eu sou crítica. Posso até opinar, mas aconselhar a assistir, vai de cada um.

Em meus quase vinte anos aqui, eu comecei a ir ao cinema depois de 2006. Dois ou três filmes que assisti, me decepcionaram, mas a maioria eu gostei. Gênero que eu gosto é comédia, mas drama familiar e romance também são bem-vindos. Já assisti filme tenso e violento, mas filme água com açúcar eu curto.

Por mais que eu tente evitar, eu não consigo ficar sem comprar um balde de pipoca com refrigerante (minha cota: um copo por semana). Já teve filme que no meio estava sem pipoca nem refrigerante, mas teve outras vezes que acabei levando a pipoca pra viagem. Em casa, é a mesma coisa: tem que ter pipoca. No cinema, já consegui o combo na faixa porque eu tinha tanto desconto no point card que tive que dar um jeito de gastar.


Outra coisa que eu compro quando vou ao cinema, seria o panfleto do filme, contendo fotos, informações e tudo o mais. Teve filme que não consegui comprar porque tinha esgotado, mas acabei encontrando depois em outro cinema. Até loja de segunda mão, achei (e a precinho bem camarada).

O duro é quando você acaba gostando tanto do filme que acaba comprando o DVD especial, aí seria outra história.


Fotos: todos da autora.

Monday, November 21, 2016

Duplas Dinâmicas (Parte 2)

A nova dupla do momento ~ Sakura Daikon ~ formado por Sakurai Sho e Ohno Satoshi e... não, pera

Bem, se é pra fazer, vamos fazer direito, certo?

Sunday, November 20, 2016

Hit Parade Particular - Quinzena Especial da JE



Nada melhor do que a gente ter diversão ouvindo alguma música aleatória no rádio, no iTunes, ou sei lá onde quiser. Muitas vezes eu seleciono algumas no DHits (aplicativo da DoCoMo) e ficam no aleatório. Mas procurar músicas da JE (aka Johnny's Entertrainment) vira caso pra procurar de outras formas (ou quem morar aqui, apela pra alugar CDs no Tsutaya mais próximo de casa, com as vantagens que pode acumular pontos e usar depois *aloka dos point-cards*), porque quem conhece, sabe como é esse maldito esquema dessa agência, mas se os fãs se unirem, quem sabe a coisa mude (o fato de terem site oficial com fotos, nos sites dos doramas eles aparecerem ao invés de serem silhuetas, já foi um avanço).

Wednesday, November 16, 2016

[Pequenas Coisas que me fazem Feliz] Café



De um tempo para cá, percebo que as pessoas estão cada vez mais amargas, mais irônicas (levando pelo lado mau da coisa) e com muito rancor para dar e vender. O chato é que até de gente conhecida. Ok, a gente não dá pra ser 100% feliz e rindo a toa, porque a vida é dura. Mas também não dá pra ficar tacando vinagre na ferida ralada que aí fica difícil.

Muitas vezes a gente esquece das pequenas coisas que nos deixam felizes. Até coisinhas bobinhas, mas são o suficiente para esquecermos o quanto o mundo anda conspirando contra nós. Para alguns pode soar coisa idiota, sem noção, mas para quem quer um pouco de alegria na vida, já é algo muito importante.

CAFE 
Nem no Krispy Kreme escapa: CAFE COM LEITE GELADO



Isso todo mundo que me conhece, sabe: sou viciada em café. Não importa como, se é aqueles enlatados que compro nas máquinas, ou na cafeteria qualquer, ou passado na hora em casa ou na visita. Eu adoro café ao ponto de seguir alguns sites a respeito (mais conhecido como "grupo dos viciados amantes de café") e culminando com um cursinho relâmpago no Tully's. (Por sinal, eu deveria ter continuado o curso, mas nããão...)

Cafe Latte com leite de soja porque sou saudável :P

Uns dizem que café estimula, outros dizem que relaxa. Na maioria das vezes, me enquadro no segundo grupo, apesar que, nos dias de trabalho, acabo bebendo uns quatro ou cinco copos. Dos médios, porque eu trago de casa e ainda faço no almoço com aqueles coffee sticks, práticos e saborosos. Basta carregar um tumbler e ter água quente. Voltando, não existe coisa melhor do que encontrar azamiga de longa data, bater perna, e botar as novidades em dia numa cafeteria ou qualquer lugar que tenha mesa, cadeira e café (ou alguma outra bebida, de repente uma das partes pode não gostar/estar enjoada de café e essa pessoa não sou eu). Olha, não existe algo mais revigorante do que isso. Ok, sei que existe, mas no meu caso, voltei mesmo a ser uma consumidora assídua da iguaria. Acho que até mais do que chocolate...

Não basta apenas consumir, tem que APRENDER como se prepara....

Mesmo em casa, depois que volto do trabalho, assistindo noticiário ou dorama atrasado, acabo bebendo mais uma xícara.... digo, uma CANECA de café. E ainda consigo dormir, sério. Mas eu gosto dessa forma - a maioria das vezes que estou fazendo algum post, ao lado do PC, tem uma caneca de café. Já teve chá, suco, água, mas café faz parte da minha rotina. Sim, sei que pode me fazer mal ou não surtir mais efeito, mas até lá, deixem eu tomar meu cafezinho passado na hora, que seja.


(Assistindo "Cain and Abel" via Fuji On Demand porque não tenho como assistir em tempo real e bebendo o quê? Café com leite...)

E saudades do tempo em que eu fazia faculdade. Nas manhãs de sábado, era enfrentar a fila na cantina para comprar uma média - café com leite e pão com manteiga na chapa - para encarar quatro aulas de uma disciplina em comum a todos os cursos. Ou o chamado "pingado", que era somente café com leite (a gente pedia mais café que leite), que fazia a alegria de quem varou a noite em claro na sexta-feira (se era estudando, eu tenho até hoje minhas dúvidas).

Se bem que às vezes eu vario - pode ser algum matcha, ou suco de tudo o que tiver pra limpar o organismo -, mas tudo termina com café. Mesmo se for aqueles de latinha que a gente acaba comprando no meio do caminho.

Fotos: todas da autora, via celular, dá pra notar a linda qualidade que sai.











Wednesday, November 09, 2016

Low Life



Eu bem que tento estar bem mais ativa no que for possível, mas chega dia de folga/saio cedo do trabalho/feriado prolongado, eu não consigo dar conta em muita coisa que eu quero fazer e acabo nem fazendo 1% do planejado. Pior que o final do ano se aproxima, aí que vai ter coisa que nem vou conseguir fazer, mesmo tendo uma semana de folga.

Tempo eu estou tendo. Acho que até demais. Têm dias que eu consigo sentar diante do PC e fazer alguns posts, assistir meus doramas perdidos, ver noticiários antes de dormir (como eu estou trabalhando à noite, meu relógio biológico foi pro saco). Mas têm outros que eu fico horas diante da tela do PC e nada da inspiração chegar. Aí no meio do trabalho dá aqueles lapsos de inspiração... (papel e caneta, onde?)

Para terem uma idéia, eu cheguei a escrever quase 160 posts em um ano. Mas depois que mudei de emprego, caiu pela metade. Parece que eu tinha assunto pra caramba. Ou não.

Eu postava sobre doramas, agora nem isso. Nem resuminho do que andei assistindo estou fazendo. Imagine sobre kouhai-sempai da JE que estava tentando fazer e empacou. (Espero que volte o mais rápido possível). Agora, sobre assistir, uma boa parte estou assistindo via aplicativo das emissoras, que disponibilizam o último capítulo por uma semana de graça.

Isso também se aplica no quesito tarefas domésticas. Fazer faxina, separar o lixo e lavar roupa são tarefas que faço sempre sem pestanejar. O problema está sendo na cozinha, mais conhecido como lugar onde eu testava algumas receitas aleatórias e postava. Há quanto tempo eu não posto mesmo? Fico me perguntando até hoje porque eu sigo alguns sites de receitas rápidas, como Tastemade Japan, Delish Kitchen e outros... já que nem testei uma receita sequer!!

No assunto: cursos extracurriculares como eu fazia antigamente. Melhor nem falar... E olha que desde que mudei pra região Tokai, não foi falta de procurar (perdi a conta de quantas vezes fui no Nagoya International Center para obter informações, mas o que pegava pra mim era a turma - a não ser que eu comece tudo de novo, porque nunca se sabe se esqueceu de algo). Tentar nos próximos meses frequentar cursos de um dia de culinária ou artesanato, ou qualquer coisa, só pra não ficar parada. Literalmente.

Apesar de tudo, pelo menos ir nos eventos que eu costumo ir, em shows e cinema, ainda tenho um ânimo que nem eu sei de onde arranjo, mas aquela história: se você gosta, vamos lá. E chegando final de ano, já sabem: concertos e eventos como JPop Style e Comic Market. Afinal, se eu tenho ânimo de encarar seis horas de viagem, ficar o dia todo sem dormir direito, aproveitando o máximo tudo isso, então eu tenho que ter ânimo pra fazer as coisas que eu quero e não vou deixar como resolução de ano Novo porque sei que nunca funciona.

Vamos arregaçar as mangas e partir para a luta... diária.

Foto: Inazawa Park, tirada via celular mesmo, da autora.

Sunday, November 06, 2016

Hit Parade Particular - Mês de Outubro



Outubro acabou e nem fiz a postagem do que andei ouvindo no mês. E olha que eu ouço música enquanto estou tentando fazer postagens, ler a TL do Twitter (no celular), brigando com o computador e a internet (que volta e meia me faz perder a paciência)...

Monday, October 31, 2016

Redes [Nada] Sociais



Um dos motivos que me fizeram estar meio sumida nas redes sociais, seria o tempo. Eu sei que seria mais uma questão de eu administrar melhor o tempo, mas para quem trabalha e tem que cuidar da casa, da vida, entrar nas redes sociais só pra dar uma olhada por cima no que interessa e acabou.

Mas quando entro, eu tenho vontade de chorar. Acabo saindo e fazendo outras coisas para matar o tempo, como ler mangas, assistir o último capítulo do dorama que perdi...

Eu não sei o que acontece com essa gente nas redes sociais, que a cada dia que passa, eu fico impressionada o quanto essas pessoas têm o coração cheio de ódio. Cada postagem que leio, os comentários são diversos, desde os legais, passando para os engraçados e culminando com os ódio extremo, que só faltava matar o leitor com as palavras.

Eu entendo que ninguém é obrigado a concordar com tudo que o outro fala, mas que saiba discordar de forma mais civilizada, melhor dizendo. Porque vira um festival de xingamentos de baixo nível, que nem esfregando a boca com soda caústica adiantaria. Nessas horas que eu quase nem comento no FB para evitar a fadiga (*Jaiminho feelings*). Quem vê, no máximo eu comento nas postagens dos (poucos) amigos, nas comunidades de meus ídolos, doramas, comida e café, e compartilhando postagens fofas, porque num mundo como esse, um pouco de fofura nunca matou.

O Twitter para mim ainda continua sendo a salvação, porque foi através dessa rede social que conseguimos nos comunicar no dia do terremoto. E foi através dessa rede que conheci muita gente legal e bacana e continuamos a nos comunicar até hoje, e que muitas vezes me faz acreditar que o mundo sim, ainda tem esperança.

Só que às vezes existem pessoas que fazem a gente diminuir as esperanças de um mundo melhor. E cada comentário que dá vontade de retrucar, mas o jeito é ignorar, senão piora (ou melhor dar unfollow de uma vez, assim poupa muita dor de cabeça). Não é tanto como no FB (porque lá sim, a coisa pega fogo!), mas já li cada coisa que, quem ler, fica chateado mesmo.

E' normal a gente reclamar da vida (eu também tive minha fase de pessimismo tanto que levei muita, mas MUITA bronca mesmo), mas quando se torna constante, nem os mais fortes aguentam, outros acabam dando diretas. Dói, eu sei, mas só assim pra acordar pra vida.

Gente que reclama comparando a vida do lugar atual com o do anterior:  E' batata: se alguém morou muito tempo num lugar fora da sua terra natal e retorna, comparações são inevitáveis. Eu sei como é, porque quando fiquei um mês de férias, senti a diferença, mas procurei mais ver o lado bom - família, especialmente. Mesmo se a gente muda de uma cidade para outra, é normal sentir falta ou excesso de alguma coisa. O duro quando tem gente que leva ao extremo. Começa a falar mal de tudo, que tudo é uma droga, o povo é uma droga, e compara TUDO com a vida que levava no outro lugar. Já tive vontade de dizer na caruda "levanta o rabo da cadeira e vá fazer algo de útil, e se quiser voltar a tal lugar, que se esforce pra conseguir e sossega o facho", mas até hoje não fiz isso porque a probabilidade da pessoa me mandar pro inferno seria grande.

Gente que fala mal de um fandom para defender o outro: Acontece e muito. Já fui dessas e hoje me arrependo até o fio do cabelo. Portanto, hoje eu fico quieta, assisto/ouço as músicas nos programas de rádio/TV e comento somente o necessário. Só porque não gosta de tal grupo/artista que vai ficar tacando pedra e falando impropérios. Pode até não gostar, mas se a gente se limitar "ah, não faz meu gênero", até dá pra passar batido. Agora, quando desce o nível... Pior ainda quando o artista que a gente não gosta vai num programa onde o seu favorito está, aí o circo pega fogo. Já li comentário pesado mesmo, daquelas declarações de ódio ao ponto de dizerem "tomara que morra porque falta não fará". MELDEUS pra que isso???

Se bem que, no caso de fandom, ultimamente eu só observo. Nem meto mais a colher porque sei que não valerá a pena. Dói muito ler comentário de gente que fala mal horrores de tal fandom para defender com unhas e dentes o outro. Aí eu me pergunto: que raios de fã é esse que fica falando mal de um para proteger o outro? Foi numa dessas que um conhecido meu deu-me a maior bronca mas que me fez acordar pra vida: "Você fala mal de artista X, mas se a gente falar mal do seu, você iria gostar?"

Como eu havia mencionado alguns parágrafos antes: nem tudo está perdido, porque existem pessoas que ainda dão aquela luz de esperança que tudo vai melhorar. Gente que não se mete nem briga; que compartilha coisas boas, mensagens de otimismo, fotos e vídeos alegres. Puxa, o mundo já anda carregado de tanta maldade, porque não compartilhar alegria para dar um sopro de alívio nessa maluquice toda?

(E quando a gente compartilha algo fofo, muita gente ignora.)


Thursday, October 13, 2016

[TAG: Roteiro Gastronômico] Cafeterias

Antes de mais nada, dia 29 de setembro foi o Dia Nacional do Café.

Quem me acompanha nas redes sociais (Twitter, Instagram e FB quando eu resolvo compartilhar algo) e quem me conhece pessoalmente, sabe que eu sou aquele tipo de pessoa viciada em café, já tentei cortar esse hábito porque sei que sempre que recebo resultado do exame médico, dá carência de ferro, médico já me deu bronca e acho que só vou parar de vez quando for desta pra melhor, porque nem mesmo quando quase fui parar no hospital porque quase me deu úlcera na etapa final do TCC, eu cortei esse hábito. Posso ter diminuido, mas TODO DIA eu tenho que, ao menos, beber uma xícara ou copo da bebida.

Wednesday, October 12, 2016

[TAG: Instagrando por aí...] Coisas randômicas


Um dos meus grandes problemas em fazer a postagem coletiva, tal como a Lominha faz todo mês no Instagram, é conseguir postar alguma coisa relacionada ao tema do dia. Bem que eu tento, mas devido ao meu horário ingrato de trabalho que eu fui escolher + minha vida = vira um desastre.

Tuesday, October 11, 2016

Hit Parade Particular - Segunda Quinzena de Setembro



Tamos entrando na primeira semana de outubro e ainda nem postei a lista do que andei ouvindo na segunda quinzena de setembro, mas juntaram muitas coisas de uma vez, que melhor nem falar...

Friday, October 07, 2016

Outubro Rosa

Oasis 21 e Nagoya Tower ao fundo com a iluminação rosa (creditos na foto)


Acredito eu que muita gente deve ter ouvido a respeito de Outubro Rosa (ou Pink Ribbon), mês dedicado a prevenção do câncer de mama. Por esse motivo, muitos lugares conhecidos em todo o mundo, ganham iluminação rosa (no Japão, por exemplo, o Marine Tower de Yokohama, a torre do Porto de Kobe, Rainbow Bridge, Tokyo Tower, Sky Tree e Oasis 21 de Nagoya, ganham essa iluminação no dia 1o. de Outubro).

Já tinha comentado sobre o evento em posts como estes anteriores, especialmente um dorama da vida real que resultou numa das melhores campanhas que já teve aqui. Na verdade, as campanhas são muito discretas, raramente vejo propagandas a respeito em larga escala. O que eu já vi sobre o Pink Ribbon, foi na farmácia que passei a comprar produtos de uso diário - o algodão que costumo usar, o fabricante dá apoio a campanha e a própria farmácia também.

Eu sei que o mais correto seria a divulgação na TV, revistas e outros meios de comunicação (aka dentro dos trens, onde os vagões possuem uma grande variedade de cartazes), mas como disse, a campanha é bem discreta e ganha destaque quando chega a época e/ou alguma pessoa bem conhecida descobre que está com esse mal. Mesmo assim, em comparação em relação a quase duas décadas atrás, quando eu cheguei no Japão, só descobre tarde demais quem não pesquisa ou corre atrás (volta e meia as prefeituras enviam informativos sobre exames diversos).

A verdade é que a grande maioria das mulheres aqui ainda têm um certo receio de abordar temas como prevenção de doenças ginecológicas, tanto que pra ir fazer uma consulta, por mais que tenham clinicas e anúncios em revistas direcionadas para elas, eu raramente ouço alguma dizer que foi ao ginecologista. Ok, pode falar que foi ao médico e morre o assunto por aqui. Mas acho incrível a maioria delas nem em joshikai da vida conversam sobre isso.

Apesar desse grande porém, o site Pink Ribbon Japan felizmente acredita que esse quadro pode ser revertido e se depender de nós. E ultimamente vem dando resultado: além dos pontos famosos serem iluminados de rosa, campanhas e caminhadas pela cidade (Tóquio, Sendai e Kobe).

Momoimoto, mascote da campanha Pink Ribbon Japan (prtimes.jp)


Mas outras províncias também aderem a essa causa muito importante e a gente acaba descobrindo através de outros meios de comunicação. No caso de Nagoya, eu descobri numa revista que vem mensalmente e gratuita em casa. O Pink Ribbon Nagoya também faz a campanha e se estende para outras duas províncias - Mie e Gifu. No dia primeiro de outubro, um dos símbolos da cidade, o Oasis 21, ganha iluminação rosa, bem como a Nagoya Tower, que fica quase ao lado.

Sobre o Outubro Rosa (ou Pink Ribbon, como queiram), o certo seria eu fazer a postagem sobre a saúde feminina - no assunto sobre conscientização, ler mais sobre prevenção de outras doenças, bem-estar, etc. -, mas o que eu posso fazer é compartilhar eventos e notícias, como no FB (sigo duas páginas, uma delas feita por um grupo de estudantes de Psicologia da PUC-Campinas). E indicar o filme que passou em 2009 (e eu só fui assistir um ano depois quando saiu em DVD), "A Noiva Que Restava Um Mês de Vida" (Yomei Ikkagetsu no Hanayome).

Que o eventos e campanhas sejam divulgados sempre, não somente em outubro, porque informação é tudo.

Fotos: mikaest777.tumblr.com e prtimes.jp

Thursday, October 06, 2016

[J-Dorama] Relação entre sempai - kouhai da JE nos doramas (Parte 4)

Quando sai anúncio de dorama para a próxima temporada, escreve que é batata: quem da JE vai protagonizar e quem será o coadjuvante-que-serve-de-escada-mas-acaba-roubando-a-cena domina nas redes sociais, gerando até cada teoria da conspiração furada que nem te conto...

Goro Inagaki (SMAP)


Programa "Goro DeLuxe", exibido pela TBS nas madrugadas de quinta porque o humor é ácido demais.

Wednesday, September 21, 2016

Tuesday, September 20, 2016

Eight Days A Week



Setembro, para muitos fãs do quarteto de Liverpool, está sendo um mês especial: além do grupo completar 54 anos do lançamento de seu primeiro single, foi o lançamento da versão remasterizada do álbum ao vivo "The Beatles at the Hollywood Bowl", que foi lançada em vinil em 1977 e permaneceu inédito em DVD até o dia 9 de setembro de 2016, quando resolveram relançar em versão remixada e remasterizada para coincidir com o lançamento do documentário dirigido por Ron Howard - "The Beatles: Eight Days a Week - The Touring Years".

Quem me conhece há MUITO tempo, sabe que sou fã do quarteto, tenho a coleção em vinil, livros, essas coisas. Mas como meu acervo está na minha outra residência, eu bem que tentei fazer a coleção em CD, mas quem disse que consigo...

De uns bons tempos para cá estou tentando fazer a série Beatles e Japão, mas a tarefa não é fácil, porque no j-pop, referências não faltam desde os anos 60, então sintam o drama, por isso que vai ser bem aos poucos mesmo.

Sobre o álbum relançado neste mês: gravado nos shows dos dias 23 de agosto de 1964 e 29-30 de agosto de 1965 no lendário Hollywood Bowl. Quem ouviu na época que saiu em vinil, dava pra sentir o quanto era difícil para os Beatles conseguirem tocar e cantar para um público que gritava (por isso que, quando eles fizeram os shows no Budokan, ficaram impressionados com a platéia que quase não gritava).

Agora sobre o documentário: o diretor Ron Howard, com a colaboração de Paul McCartney e Ringo Starr, e de Yoko Ono e Olivia Harrison, dirigiu e produziu o filme, que compreende desde os primórdios das apresentações no Cavern Club de Liverpool, terminando com o show em Candlestick Park em 1966.

Além das performances em si, traz também 30 minutos do show no Shea Stadium em 1965 (o primeiro show que fizeram em um estádio de baseball para 50 mil pessoas, um recorde na época), que desde 1966 não era exibido.

Bem, o filme entrou em cartaz na Inglaterra e Estados Unidos nos dias 15 e 16 de setembro respectivamente. No Japão, será no dia 22. Mas também daria para assistir pelo site HULU, e seria o primeiro documentário a ser adquirido pela empresa, fazendo parte do acervo de documentários.

Pelo menos na semana passada, quando fui na Tower Records de Nagoya, o álbum "The Beatles at the Hollywood Bowl" estava em primeiro lugar nos mais vendidos da semana (na categoria música estrangeira), provando que, mesmo o grupo ter acabado em 1970, eles continuam em evidência.

Monday, September 19, 2016

Arigatou ~ 25 Anos




Dia 9 de setembro, um dos grupos mais famosos do Japão (e no final das contas todo o mundo ficou conhecendo devido à bomba que caiu nos jornais em agosto), completou 25 anos de carreira. Se a gente for falar dos 25 anos de carreira do quinteto SMAP, vai levar muito tempo, então, vamos lembrar de coisas boas.

Wednesday, September 07, 2016

[J-Dorama] Relação entre sempai - kouhai da JE nos doramas (Parte 3)

Vamos que a fila anda, a vida continua.

Dando ainda sequência da relação amistosa e saudável entre os sempais e kouhais na JE no caso de doramas...

Masahiro Nakai (SMAP)






Sunday, August 28, 2016

Yokohama Arena, nove anos depois... (Arashi - Japonism Tour Arena, 9 de Agosto de 2016)



Uma vez fiz uma postagem do Yokohama Arena (aka YokoAri. Por ter esse apelido, a mascote é uma formiga, porque "ari" em japonês...). Só que tinha um porém: desde março de 2007 que sequer fui a um show ou evento naquele lugar. Embora eu tivesse morado a uns 30 minutos (de carro) do lugar, não significava que eu estava sempre batendo ponto em tudo o que era show e evento no YokoAri - primeiro que não era fácil conseguir ingresso antecipado devido ao sistema de sorteio; segundo, quando um dos meus artistas favoritos fez shows lá, esqueci a data de solicitar ingresso e acabei indo em outro lugar.

Nesses nove anos, aconteceu de tudo comigo, que nem preciso contar a história, pois quem me conhece, sabe. E o máximo que consegui em Yokohama, foi o Natsu no Daisougyousai no Nissan Stadium, a um quilômetro do Arena.

Depois de umas e tantas traulitadas na cuca, eu passei a comentar que vou a um show ou evento DEPOIS que eu já fui e estou sã e salva no novo cafofo do lar. Normalmente acabo comentando meses depois que eu fui numa conversa aleatória, como por exemplo, o Japonism Tour 2015 do Arashi que fui no Nagoya Dome em novembro do ano passado (tirando as meninas com quem eu fui, acho que só fui comentar que assisti o show algumas semanas depois).

Voltando ao Yokohama Arena.



Ultimamente, a maioria dos artistas que eu gosto, raramente estão fazendo no YokoAri, porque o lugar tem capacidade para 17 mil pessoas (incluindo a parte central), ou seja, artista que não tem tantos membros de fã clube oficial, consegue fazer o show numa boa (por exemplo, artistas da JE que têm menos de 10 anos de debut ainda fazem a tour em arenas, encerrando no YokoAri, como, por exemplo, o grupo Hey! Say! JUMP, cuja tour anual só fazem em lugares menores). Quando em meados de janeiro, não estou me lembrando agora, recebi a notícia que o Arashi ia estender a tour Japonism para lugares menores (melhor dizendo, em cidades onde faz MUITO tempo que o grupo não fazia show, porque desde que começaram a fazer o Five-Dome Tour, ficou muito difícil estenderem para outras cidades), eu não sabia se ficava feliz, se ficava triste ou se chorava. Porque se já pra conseguir ingresso para qualquer um dos dias em qualquer Dome - na altura do campeonato eu aceitava até ser sorteada pra Hokkaido ou Fukuoka - , vai imaginando nos Arena.

O Japonism Tour Arena começou em abril e terminou em agosto deste ano (fizeram em Fukui, Hiroshima, Shizuoka, Kagoshima, Nagano e Yokohama). O que gerou a maior discussão calorosa nas redes sociais foi o fato que, para se inscrever para obter os ingressos, era somente cadastro via celular, limitado a dois ingressos por membro, sendo que o segundo ingresso teria que ser para alguém TAMBEM membro do FC e... enviar foto para fins de identificação facial.

Nem melhor me estender, senão vou fugir mais ainda do texto.

Quando recebi o e-mail de que eu havia sido sorteada, eu não sabia mesmo se eu ficava feliz ou chorava mesmo. Aquele pavor da identificação facial: já passei em cada situação quando eu ia prestar o JLPT, que o fiscal ficava olhando para a foto que a gente envia na inscrição e para você ao vivo, e como em quatro meses meu corte de cabelo muda, aí a pessoa fica na dúvida se é você mesmo... *chora*

Quando chegou o dia, que foi numa terça-feira, nessas alturas do campeonato, eu já tinha a noção do que como tinham sido os shows anteriores, via twitter. Tá, a um certo ponto cheguei a perguntar pra Saori (que é como eu, tem o Sakurai como ichiban) como tinha sido o show em Kagoshima, um dos lugares que teve o menor público porque o lugar em si já não comportava tanta gente como se pensa (5 mil, imaginem!!! Para um grupo que costuma fazer em lugares que comportam até 60 mil pessoas...).

No mesmo dia, a Akemi (que mora em Kanto) também tinha sido sortada depois de CINCO anos sem conseguir ir a um show deles. E olha que ela tem mais tempo de membro de FC que eu. Só que eu havia conseguido arena e ela center. (N. da A.: fomos descobrir o que era center e arena no site do YokoAri: diferente dos domes, que arena era perto do palco e stand era arquibancada, no YokoAri, arena é arquibancada e center é perto do palco)

Deu-me aquela sensação de voltar em 2007, quando fui no YokoAri no final da turnê "WE'RE BROS. 2007 ~ 17 Nen mono" do Masaharu Fukuyama. Embora eu tivesse ficado as cinco horas em pé, na área chamada "tatime" (fica no terceiro piso, literalmente em pé mesmo), estar dentro do YokoAri era lindo. Mesmo depois da reforma que durou quase meio ano.

Visão do palco onde eu estava e foi na pressa porque sabem...

Como eu havia mencionado, embora o YokoAri em quesito de arenas no Japão tenha a maior capacidade do que até o Saitama Super Arena, o lugar interno parecia menor. Por um lado era bom porque dava pra ver tudo sem precisar de binóculo (peguei lugar bom) e os telões ajudaram. Claro que ficar no center seria bem melhor, porque quando o moving stage passou no center, minha amiga disse que deu pra ver tudo, se bobear até as pintas do rosto do Jun (ia falar das marcas das espinhas, mas deixa quieto ou eu apanho da Tathy).

O show em si: quem tinha ido no Japonism Tour em qualquer dos Domes, obviamente sentiu falta de algumas músicas e performances mas vamos combinar o seguinte: levem em consideração o tamanho do lugar e ainda eles fizeram dois shows num dia só. E por eles terem ficado tão próximos do público, senti que as apresentações foram bem mais elaboradas, e misturaram um pouco de tudo - mantiveram os solos originais do Satoshi Ohno e do Kazunari Ninomiya (somente a parte da dança), do Sho Sakurai foi somente a parte do tambor e do Masaki Aiba em que ele ficou suspenso na corda no meio do center (durante a música "Bolero"). Jun Matsumoto atacando como DJ (o solo dele no Dome Tour foi uma demonstração do que ele aprendeu no quadro dele no programa Arashi ni Shiyagare, o "This is MJ" em que ele pulava de um lugar para outro, como nos filmes de ação).

Falando em solos, eles fizeram um flashback dos solos das turnês anteriores - Ohno com "Rain", Nino com "Himitsu" (com direito aos backdancers com fantasias de bichinhos, como foi no original), Jun com "Shake It" (não, infelizmente ele não pagou peitinho como nos anteriores), Sho com "T.A.B.O.O." (sem aquela roupa vermelha, snif), e Aiba com "Disco Star", com direito aos quatro seguindo na infame mas hilária coreografia com direito a tombos de vergonha alheia (leia-se Nino).

Incluiu também as músicas que lançaram este ano, como "I seek", "Daylight" e "Fukkatsu Love" - esta última uma das performances mais bonitas que vi, com direito a background de luminosos a la Broadway.

Durante a música "Mikkazuki", a roupa branca com luzes, que deixou a coreografia bem mais densa - que eram as cores de cada membro.

Outra novidade era a nova música - "Power of Paradise" - que foi usada como tema dos Jogos Olímpicos transmitido pela Nihon Television (e só vai sair em single físico dia 14 de setembro).

Outro lado bom dos shows em Arena, é que dá pra ver bem melhor, a acústica ajuda e se levar sorte, ganha até um high five do seu artista - se eu estivesse a uns dois ou três fileiras abaixo, eu estaria bem ao lado do Ohno, porque na hora da performance do Aiba no aerial tissue, ele ficou bem em uma das entradas onde tinha uma plataforma individual (o Sakurai ficou do outro lado *chora*).

Apesar do show ter sido curto (duas horas e vinte minutos), valeu muito a pena. Mesmo eu estando na arquibancada, aproveitei muito bem (e esqueci dos problemas que me cercam).

Ah sim, obviamente na estação de Shin-Yokohama, onde é o acesso para o Yokohama Arena, a publicidade ganha espaço. Melhor dizendo, um bom ponto de referência para marcar encontro com a pessoa nesses casos...



Hitachi Appliances aproveitando o espaço e o momento para divulgar seus novos produtos e seus garotos-propaganda.

Pelo menos dois pontos eu e a Akemi notamos nesse dia:

- Apesar do horário que chegamos (por volta das 11 da manhã) e coincidia com a venda dos concert goods, desta vez não pegamos fila como a gente costuma pegar quando são os shows nos Domes, que muitas vezes a gente tem que chegar quase de madrugada, passar horas esperando e correndo o risco até do item acabar antes da gente comprar. Foi a compra mais rápida que tive em toda a minha vida: questão de dois minutos já tínhamos comprado o que queríamos. Uma explicação até justificável: teve a pré-venda um dia antes e quem foi no Kyocera Dome e no Tokyo Dome nos eventos Waku Waku Gakkou, também estavam vendendo os goods do Arena (menos o penlight).

- A identificação facial era simples, mas pecou no quesito revistar bolsas como fazem nos outros shows. Não houve revista de bolsa e, vai que acontece alguma coisa e aí?

Felizmente não houveram incidentes nem problemas, todo mundo se divertiu e voltamos para nossos lares felizes e esperando para a turnê que vai acontecer no final do ano. E torcer para conseguir esse dito ingresso de forma justa, né.

Fotos: todos da autora, via celular, desconsiderem a falta de foco.

Saturday, August 27, 2016

[J-Dorama] Relação entre sempai - kouhai da JE nos doramas (Parte 2)

Para quem não lembra da parte 1, com o Noriyuki Higashiyama, dê uma passada aqui.

Continuando a saga que, quando algum membro da JE atua em dorama, vem aquela velha pergunta: quem será o kouhai que vai ajudar? Porque, como já comentei ad nauseaum: a crença de que, se dois ou mais membros da JE atuam, é garantia de audiência lá em cima (hoje eu tenho minhas dúvidas depois de "Galileo","Kaiseifu no Mita", os taiga dorama da NHK...)

Vamos lá que a vida continua...

Takuya Kimura (SMAP)


Adivinhem quem é esse menino perdido que está ao lado do Kimura.

Até mais ou menos em 2010 ou 2011, dorama que tivesse o Kimura no elenco, era batata: audiência ia nas alturas e todas as emissoras queriam ele. Doramas como "Asunaro Hakusho", "Long Vacation", "Love Generation", "Beautiful Life"  continuam sendo os mais lembrados do público em geral, assim como "Good Luck!", "Engine", "Pride" e "HERO", em que ele conseguia ser piloto de avião, piloto de carros, jogador de hóquei e promotor acima de qualquer suspeita, ao mesmo tempo conquistar a mocinha e enfrentar as dificuldades (não exatamente nessa ordem).

Lembrando que Kimura era chamado "o rei do getsukyu" porque a maioria dos doramas que protagonizavam eram da emissora Fuji Television, no horário nobre da segunda-feira.

Pode ser impressão minha, mas depois de "Moon Lovers ~ Tsuki no Koibito", parece que Kimura errou a mão, salvo alguns posteriores como "Mr. BRAIN", "PRICELESS", "I'm Home" e a segunda temporada de "HERO", em 2014.

Uma das características nos doramas que Kimura atuava: era MUITO difícil algum kouhai da JE atuar junto (participação em um capítulo não estou contando. Diz a lenda que Kimura com os kouhais era osso duro de roer) e era raro ter a música do grupo como tema de encerramento/abertura (tópico que abordarei em breve). E quando tinha algum kouhai atuando, dependendo do papel, acabava se sobressaindo mais que o protagonista...

Jiro Kanzaki (Kimura) e as crianças do orfanato Kaze no Oka. Algumas tornaram-se conhecidas posteriormente.

Engine (Fuji Television, 18 de abril a 27 de junho de 2005): Com Takuya Kimura, Koyuki, Masato Sakai, Yuki Matsushita, Juri Ueno, Erika Toda, Kaho, Reiko Takashima, Takuzou Kakuno, Yoshio Harada, Daiki Arioka, Yuto Nakajima.

Jiro Kanzaki (Kimura) era segundo piloto de F3000 na Europa. Devido a um acidente que provocou no piloto principal da mesma equipe, acaba perdendo o emprego. Como era considerado muito velho para ser piloto na Europa, acaba voltando ao Japão para tentar voltar à sua antiga equipe, o que também não o aceita de volta. Jiro retorna à casa de seu padrasto e descobre que ele transformou a casa em um orfanato.

Embora deteste crianças, ele acaba as conquistando porque Jiro também foi uma criança órfã. Para poder ficar morando na casa, aceita ser motorista do orfanato ao mesmo tempo que tenta voltar às pistas de corrida.

Trivia:

- Pelo menos cinco crianças do orfanato "Kaze no Oka" tornaram-se bem conhecidas do público: Juri Ueno, Erika Toda, Kaho, Daiki Arioka e Yuto Nakajima. 

- O dorama, que foi getsukyu da Fuji Television, teve a média de 22,6%.

- Por ter os direitos da transmissão da F1, a Fuji Television chegou a inserir alguns trechos das corridas no dorama. 

- Na época, Kimura fazia uma série de comerciais para a Toyota. E era óbvio que os veículos utilizados nas filmagens era da marca (inclui o microonibus que dirige para levar e trazer as crianças da escola).

- O dorama utilizou duas músicas - "Angel", da banda Aerosmith (a favorita de Kimura) e "I Can See Clearly Now" de Jimmy Cliff.

- No último capítulo, o sempai Masahiko "Matchy" Kondo faz uma participação especial. Kondo chegou a dar um tempo em sua carreira musical para se dedicar ao automobilismo e, quando a Fuji Television transmite a prova da F1 no Japão, torna-se comentarista.

Kouhai(s) da JE: Para quem chegou agora, na época que participaram no dorama (em 2005), Daiki Arioka e Yuto Nakajima ainda eram de um grupo dentro do Johnny's Jr., o JJ Express. Só em 2007 passaram a integrar no Hey! Say! JUMP. 

Muito bem antes disso, Arioka chegou a atuar no tokusatsu "Gaoranger" e no curta-metragem "Fastener" (da série JAM FILMS), que está no PV do Mr. Children (procurem no YT que encontra o show ao vivo da banda). Até então era mais coadjuvante em vários doramas e especiais, até que ganhou destaque na quarta geração da série "Shonen Kindaichi no Jikenbo" (interpretou o colega de Kindaichi, Ryuji Saki) e como Nuru Narikawa, detetive e ajudante do escritório e cafeteria Sandglass no dorama "Okitegami Kyoko no Bibouroku" (2015). Em 2017, estará atuando no filme "Kodomo tsukai", como jornalista investigando caso de crianças desaparecidas.

Nakajima, logo após o término de "Engine", atuou no drama especial do 24 Hour Television - "Chiisana Untenshi Saigo no Yume". Embora tivesse atuação quase frequente, incluindo a co-atiuação com Masato Sakai em "Hanzawa Naoki", e ter protagonizado seu primeiro filme - "Pink and Gray", foi somente na temporada de verão de 2016 que conseguiu ser protagonista em um dorama em horário nobre pela Fuji Television ("HOPE"). 

Em janeiro de 2017, Nakajima protagonizara seu segundo filme - "Bokura no gohan wa asu de matteru"



Daiki Arioka e Yuto Nakajima: eram respectivamente Tooru Sonobe e Shuhei Kusama, as crianças do lar "Kaze no Oka". E faziam parte do mesmo grupo - o JJ Express. Depois, fizeram parte do Hey! Say! Seven, que teve curta duração, para depois fazerem parte do grupo Hey! Say! JUMP. 

Além de terem atuado juntos em "Engine", Arioka e Nakajima estiveram em "Sensei wa erai!!" (primavera de 2008) e "Scrap Teacher" (inverno de 2008).




Acreditem se quiserem: 

- Arioka é dois anos mais velho que Nakajima (esqueçam o quesito estatura, porque, bem, nem precisamos dizer nada, basta dar uma olhada nas revistas como Myojo e duet quando o grupo aparece.. Mas que fica difícil acreditar que Arioka tem 25 anos e Yuto 23, isso fica).
- Fizeram o colegial na mesma escola, a famosa Horikoshi High School. Em anos diferentes, claro (Nakajima formou-se no mesmo ano que Ryosuke Yamada e Yuri Chinen).
- Nakajima é considerado o rei dos hobbies, porque faz de tudo um pouco e ainda consegue fazer bem: pratica equitação, toca bateria, fotografa...
- Além de ser o DJ do grupo, Arioka é MC do programa "Hirunandesu!", às terças-feiras, junto com Hikaru Yaotome. Desde 2015, mantém uma coluna na revista mensal "with" com Kei Inoo.






PRICELESS ~  Aru wake needarou, nanmon ~ (Fuji Television, 22 de outubro a 24 de dezembro de 2012): Com Takuya Kimura, Kiichi Nakai, Karina, Naohito Fujiki, Taisuke Fujigaya.

Fumio Kindaichi (Kimura) era um gerente de marketing de uma empresa e se dava muito bem com seus colegas. Um belo dia, acaba sendo acusado de espionagem industrial e acaba sendo demitido. Além de sem emprego e sem dinheiro, acaba ficando sem casa.

Acaba conhecendo duas crianças (Oshiro Maeda e Kanau Tanaka) que ensinam como sobreviver nas ruas, e conseguir os 500 ienes diários para pagar o albergue mantido por Ichirin Marioka (Mari Natsuki). A partir daí, Fumio começa a ter uma outra visão que o dinheiro pode proporcionar.

Trivia:

- Foi o primeiro dorama que Kimura protagonizou que logo no primeiro capítulo não passou a audiência de 20%, esperado pela emissora (no mesmo horário, a TV Asahi estava passando o dorama "Doctor X").

- A cena onde corre os créditos finais, foi filmado no COSTCO Warehouse em Kawasaki (Kanagawa). 

- Haruna Kojima (AKB48) aparece em 4 capítulos, como Moe Tomizawa, artista idol.

- Oshiro Maeda, junto com seu irmão mais velho Kouki, faz a dupla humorística Maedamaeda. Um de seus trabalhos mais recentes foi no filme "Chokosoku Sankikotai" (2014).

- A música de encerramento do dorama foi "Jumpin' Jack Flash" da banda Rolling Stones.

Kouhai(s) da JE: Taisuke Fujigaya é um dos membros do septeto Kis-My-Ft2 (por seis anos os membros eram tidos como um grupo dentro dos Juniores, até que conseguiram debutar, em 2011). Dos sete, Fujigaya é o mais prolífico em doramas e filmes.. Depois são Hiromitsu Kitayama e Yuta Tamamori (os três são considerados "a comissão de frente do grupo", porque se destacam mais).




Antes de "PRICELESS", atuou em doramas como "Ikemen Desu ne!" (o primeiro que atuou como protagonista, com Yuta Tamamori e Hikaru Yaotome), "Misaki Number One" (antes do grupo debutar), "Ritsu no Musuko" (era um dos coadjuvantes; o protagonista era Ryosuke Yamada) e"Beginners" (junto com Hiromitsu Kitayama). Co-atuou em "Nobunaga Concerto" (tanto no dorama como no filme) e recentemente no live version do mangá "MARS: Tada, Kimi o aishiteru", cujo filme saiu recentemente, em junho.

Fujigaya já ganhou dois anos seguidos o prêmio "Best Jeanist" (2014 e 2015), pelo voto popular. Se ganhar a edição deste ano, na nova regra do prêmio, entrará no seleto grupo "Eternal Jeanist" (e não pode mais concorrer, assim como aconteceram com seus "sempais": Takuya Kimura, Tsuyoshi Kusanagi, Kazuya Kamenashi e Masaki Aiba)



Fontes: DramaWiki, J-Wave, The Doramas, blog udn, girlschannel. 

Monday, August 22, 2016

Dekamori Haikaropa [Itadaki High Jump - 4 de Novembro de 2015]

De alguns bons anos para cá, em alguns programas de TV japonesa, mencionavam muito de pessoas que conseguiam comer grande quantidade de comida. Quantidade o suficiente para alimentar uma família de 10 pessoas, mais ou menos.

Lembro de um dorama que passou em 2000, chamava-se "Food Fight", onde um simples funcionário de uma empresa participava de um campeonato de quem consegue comer mais em um certo tempo. Se bem que campeonatos de quem come mais, existe desde o século passado.

Aí, apareceu uma garota que conseguia comer muito. Quando digo muito, é o que mencionei no primeiro parágrafo: se descuidar, ela comeria o prato dela, o seu e do vizinho. E aquele tipo de pessoa que muita gente tem raiva: come, come, come e a danada não engordava. 

Natsuko Sone, mais conhecida como "Gal" Sone, apareceu em um programa de TV em meados de 2006, como competidora de quem consegue comer muito. A fama dela cresceu tanto que, em 2007 o verbete "Oogui" (glutão/glutona) ficou no top ten pela empresa U-can, no dicionário de verbetes e frases do momento.

E também o famoso Takeru Kobayashi, que quase todo ano ganhava o campeonato de comer cachorro-quente, promovido pela rede Nathan's. Além da youtuber Yuka Kinoshita, que é como a Gal Sone: come pra caramba e não engorda. Por favor, passe-me o segredo, porque eu só de pensar já engordo.

Achei que essa história de comer muito e ainda pedir sobremesa porque não está satisfeito, tinha diminuido (mesmo nos programas de variedades, o máximo era buffet restaurant...), até um belo dia eu pegar pra assistir alguns vídeos do programa Itadaki High Jump (vide aqui e inclusive mencionei alguns episódios sobre o assunto)...

A produção chama alguns membros do grupo (podem ser em dupla, trio e quarteto) para realizar uma determinada tarefa solicitada pelos telespectadores. Obviamente ninguém sabe do que se trata até quando as cobaias, digo, os membros recebem o quadro devidamente coberto contendo o que irão fazer...

As felizes cobaias, ops, membros escolhidos para realizar a tarefa do dia: Daiki Arioka, Yuri Chinen, Ryosuke Yamada e Hikaru Yaotome, chegando às nove da matina em Shibuya...
No programa do dia 4 de Novembro de 2015, no estúdio, somente Ryosuke Yamada, Yuri Chinen, Daiki Arioka e Hikaru Yaotome sabiam o que haviam realizado - tanto que o restante achou que era muita gente pra fazer a tarefa (porque normalmente vão em duplas ou em trio). Os quatro disseram que faltou é gente devido a missão que tiveram que cumprir...


Tem que estar cheio de motivação para começar o dia sem saber O QUE vai fazer....
"Apetite de Outono! Dentre muitos lugares que servem DekaMori [grande quantidade de comida], diga qual é a que possui HaiKaropa [Alto Indice Calórico]"

HaiKaropa ou "High Calorie Performance" é o quanto você consegue sentir-se satisfeito e empanturrado com o quanto você come um item com maior índice calórico por iene. Daí os telespectadores que enviaram a enquete via site do programa, queriam saber qual o melhor lugar e qual o prato que tem maior indíce calórico por iene para que possa ir sem pestanejar.

A condição para que os quatro realizem essa missão é encarar alguma iguaria com grande quantidade e altamente calórica sem deixar sobrar nada (seria falta de educação deixar sobrar comida). E seriam os quatro a cumprir a tarefa (para alívio de Arioka, pois da última vez que encarou comida a vontade, teve que fazer sozinho).

Tentarei descrever o que cada restaurante possui de peculiaridades, pois obviamente ainda não cheguei a ir (porque eu precisaria chamar pelo menos 10 pessoas pra encarar toda aquela quantidade de comida), e deixarei as observações pro final. Antes disso, esclarecendo:


  1. A tarefa que Arioka, Chinen, Yamada e Yaotome realizaram, foi enquete dos telespectadores que enviaram no site do programa. Não significa que é uma pessoa sozinha que vai comer tudo isso de comida, o que dá pra entender é que a pessoa quer saber qual o lugar que serve grande quantidade de comida a um preço razoável, ou seja, se sai mais em conta ir em mais gente e dividir o prato (todo mundo sabe que compensa dividir um prato em mais gente, né?).
  2. Tudo foi feito com antecedência. Alguns estabelecimentos não funcionam logo de manhã ou no horário de almoço. Eles abriram em horário especial somente para a gravação. Caso quiser ir no local, consulte antes. Por exemplo, izakaya só funciona depois das cinco horas da tarde e aconselha-se fazer reserva devido ao tamanho do lugar X quantidade de pessoas que frequentam no horário.
  3. Nem os próprios membros sabiam do valor calórico da comida. No programa (dividido em duas partes), todos teriam que adivinhar qual o prato mais calórico por iene. Valendo um prêmio muito valioso quem acertar. (em japonês: 高価賞品プレセント, ou "kouka shouhin puresento").
  4. Uma dica do programa para os membros saberem mais ou menos quantas calorias o prato possui. Baseando na quantia de uma tigela de arroz branco de 150 gramas, que equivale a 250kcal.
  5. A regra do programa para o dekamori haikaropa era comer sem deixar sobrar (seria muita da falta de educação desperdiçar comida). Caso não conseguirem, das duas uma: ou eles comeriam tudo mesmo que levasse o dia todo; ou apelariam para um food-fighter.
  6. Para requisitar a ajuda de um food-fighter, os quatro teriam que participar de um jogo conforme escolhessem no quadro (devidamente tapado). O quanto eles conseguissem cumprir o jogo, era o tempo que dariam para o food-fighter ajudar a terminar de comer. ATENCAO!!! EM HIPOTESE ALGUMA TENTE FAZER ESSES JOGOS EM CASA!!!! Foi feito somente para o programa e sob supervisão de gente responsável.


Só mesmo aqui no Japão para comer um prato de macarronada logo de manhã (será que os costumes mudaram tanto assim?), porque logo que explicaram o motivo dos telespectadores pedirem para resolver o caso do haikaropa, os quatro já foram para o primeiro restaurante.

SPAGHETTI NO PANCHO (Shibuya, Tóquio):

Localizado no Center Gai, em Shibuya (dá uns 3 minutos andando da estação), uma das filiais da rede Spaghetti no Pancho fica em uma das ruas próximas ao famoso prédio Shibuya 109. Como o nome do lugar diz, é servido somente espaguete, especialmente a napolitana. Os complementos variam - desde o tradicional, com salsicha, frutos do mar, carne moída, bacon, queijo, curry e até tudo o que tem direito.

Os valores vão de 690 ienes (o napolitan simples) a 1240 ienes (o napolitan zembunose). Só que no site não informa se pedir tamanho médio ou grande, o valor muda (o que seria normal), mas se acessar o site, às vezes eles colocam promoções (o Meat Sauce Napolitan chega a custar 390 ienes).

No que os quatro pensavam que iriam servir macarronada em quantidade suficiente para eles, a surpresa veio quando chegou a comida:


Não parece, mas o Napolitan Seijin Mori Zembunose (com tudo o que tem direito: espaguete a napolitana - salsicha, pimentão e molho de tomate - com queijo flambado, hamburguer, um tira grossa de bacon e ovo frito em cima) pesa quase DOIS QUILOS E MEIO e serve tranquilo para... DEZ PESSOAS!!!

No caso do programa, cada um acabou comendo o equivalente para duas pessoas e sobrava. Ou seja, 600 gramas de espaguete para cada um. Teriam que estar de estômago vazio para conseguir encarar logo pela manhã.

Conseguiram limpar o prato, apesar da quantidade enorme de macarronada, cheio de molho e complementos, mais uma tira grossa de bacon, hamburguer caseiro e ovo frito (de gema mole, o famoso "medama"), apesar de estarem quase passando mal. E olha que estavam comendo bem devagar.


(Nota: o Napolitan Seijin Mori Zembunose, custa 2200 ienes e possui 8000 calorias, o que daria 3,6 caloria/iene. O que fez ter esse índice, foi devido ao hamburger e bacon incluso.)

TAISHU SAKABA CHIBACHAN KASHIWA (Kashiwa, Chiba-ken)

A segunda etapa, era karaage, ou frango frito, estilo japonês que muita gente (inclusive esta que vos escreve) gosta. E um dos lugares que muita gente resolve apreciar essa iguaria, é num izakaya (bar estilo japonês).

Normalmente, os izakaya daqui, abrem depois das 5 da tarde para receber os salarymen e office ladies na maioria, que voltam do trabalho, mas antes de ir embora, param nesses estabelecimentos para tomar algumas cervejinhas e comer alguns petiscos... O estabelecimento Chibachan, que fica a um minuto da estação Kashiwa (na cidade do mesmo nome, província de Chiba) abriu excepcionalmente na hora do almoço para a gravação do programa, e serviu um dos pratos principais da casa: Wakatori no karaage oobakamori.


Enquanto eles conversavam a respeito de que tipo de dekamori haikaropa seria servido num izakaya, notem a expressão de Yaotome...


Imagine uma barca cheia de frango frito colocada na sua frente. Com quantidade suficiente para dez pessoas. Supondo que cada pessoa coma sete pedaços, tudo é relativo.

A iguaria consumiu cerca de 2,5kg de frango para fazer karaage, o que deu equivalente a 69 pedaços de carne em forma de petisco. Além de ter deixado o frango marinado em molho de soja, saquê, e vinagre de arroz, depois de frito, coloca-se um molho que é segredo do estabelecimento.

"Taishu Sakaba" significa "estabelecimento barato", ou seja, comida mais em conta. Tanto que os quatro se surpreenderam com o valor do Oobakamori": imaginaram comer 69 pedaços de frango frito por 1280 ienes? (Já fui em lugares onde uma porção com cinco pedaços custava 400 ienes)

Pelo que entendi no site da gurunabi (o estabelecimento não tem homepage própria ainda), as porções e bebidas são servidas em 3 tamanhos: normal, baka e oobaka. Do tipo: só mesmo doido de pedra pra pedir o que tem mais quantidade (apesar que, se chamar o grupo todo, talvez fique faltando) ou porque a quantidade é exagerada mesmo.

Também existe a opção de escolher o "baka set course", ou seja, muitos pratos são servidos do tamanho "baka" e o valor não sai caro: 3000 ienes por pessoa e são sete itens (inclui o karaage) mais o course de bebidas (por duas horas).

(Claro que pode perguntar se pode ser um para duas ou mais pessoas.... Por isso pede-se reserva antecipada.)

Pra ajudar, na hora de pedir bebidas (porque comer no seco é difícil), todos pediram Cola (a produção não permite que menores não consumam álcool e... não, pera....). A surpresa foi o tamanho "baka" (equivalente a um litro), tudo porque o atendente achou que eles pediram esse tamanho, mas Arioka se referia era ao diretor (Kenji Kuroda, aka "KeKeKe").

Ou seja, tem que tomar cuidado na hora de falar baka nesse estabelecimento, ou vão achar que está pedindo esse tamanho/quantidade de comida/bebida/whatever.

(Nota: o Oobakamori Wakatori Karaage possui cerca de 7000kcl, ou seja, cada pedaço tinha 100kcl. Como custava 1382 ienes, saiu 5,1kcal por iene. Até o momento, está sendo o prato mais calórico do programa.)

Curiosidades no programa:

- Curiosamente, chamaram dois membros do subgrupo Hey! Say! 7 (formado pelos membros mais novos, coincidência que nasceram no mesmo ano) - Ryosuke Yamada e Yuri Chinen. E dois do Hey! Say! BEST (formado pelos membros mais velhos) - Hikaru Yaotome e Daiki Arioka.

- Arioka e Yaotome são MCs de terça-feira no programa diário da NTV "Hirunandesu!!", inclusive o primeiro costuma visitar vários lugares que envolva comida e dá um de gourmet reporter, comentando sobre o que comeu e o lugar que frequentou. Tanto que no programa até mencionou o fato, tendo o tema do programa "Hirunandesu!!" tocando no fundo. (Prova que na TV japonesa, não tem essa de uma emissora proibir de mencionar a outra)

- Para quem não sabia, eles fazem um trocadilho com o famoso bordão do comediante Atsukiri Jason "Why Japanese People" quando comentam da fatia de bacon ("Atsukiri Bacon" e logo respondem "Why Japanese Omise").

- Kenji Kuroda, o diretor do programa que sempre acompanha nas locações ganhou o apelido de "Kekeke" por causa da risada que faz toda vez que sai algum fora por parte do grupo. O que deixa Yamada irritado (isso vem desde o episódio das pontes suspensas que tiveram que acordar de madrugada).



- Lá pelas tantas no episódio do karaage, os quatro começaram a mencionar a ausência de um certo membro do grupo que poderia estar junto com eles pra ajudar a comer todo esse frango...

Yaotome: "Por que o Keito [Okamoto] não está aqui hoje?"
Yamada: "Ele me disse: 'Yamachan, estou com quatro dias de folga, que eu faço?!' EU E' QUE SEI???"
Yaotome: "VENHA PRA CA, ENTAO!!!"

(*para quem não sabe, Okamoto é o glutão do grupo. Aí explicado o motivo de que, no início do programa o Hikaru ter comentado que gostaria que Keito estivesse com eles.)

- Por não aguentarem de tanto comer, tiveram que apelar para um food-fighter, pessoa que come muito em pouco tempo e chega a participar de concursos do tipo. Mas para chamar essa ajuda, os quatro teriam que participar de um jogo que teria que escolher o item no quadro. O que eles conseguirem cumprir, será o tempo que será dado para o food-fighter tentar acabar com o restante da comida.

- Takuya Yamamoto, que já participou de concursos de food-fight inclusive a nivel internacional, atualmente trabalha como chef em um izakaya em Hamamatsu (Shizuoka) chamado "Osakana ni koishite".

- Uma das provas que os quatro tiveram que fazer para ganhar tempo pro food-fighter Yamamoto, era pular corda em cima de um tapete massageador para os pés. Sim, isso mesmo. A cada seis saltos, equivaleria a um minuto. Para dar 10 minutos, teriam que pular 60 vezes, ou seja, 15 saltos cada um. E quem disse que eles conseguiram?

Arioka e o quadro contendo os quatro jogos que teriam que escolher para ganhar minutos pro food-fighter ajudar a comer o resto do karaage. Escolheram o número 3, que era pular corda em cima de um tapete massageador para os pés. Quem iria primeiro, decidiram apelar pelo meio mais eficaz que, quem conhece os grupos da JE, sabe qual é.

Na primeira parte, conseguiram 5m40s, mas não foi tempo suficiente para Yamamoto conseguir comer tudo. E os quatro também não estavam aguentando mais ver tanta comida. Apelaram de novo conseguir pelo menos 10 minutos, que era o tempo suficiente para o food-fighter conseguir comer na folga. E, pelo visto quem conseguiu salvar o grupo, foi Chinen (na ordem, ele foi o último a pular corda, e como ele tem muita habilidade pra coisa mesmo...).

Todo mundo empanturrado, mesmo com a ajuda de um food-fighter no final, descobrem que a saga do Dekamori Haicaropa ainda não tinha terminado. "Que sentido tem em fazer isso???"

Só que havia um pequeno porém: depois que eles terminaram de gravar, os quatro ainda foram encarar mais comida. No estúdio, todos acharam que eram somente dois pratos, tanto que já tinham até escolhido, até que Yamada interrompeu e disse que "ainda tem mais". E que ficou para a segunda parte do programa na semana seguinte.

- Fontes: wikipedia, U-Can, Fuji Television.

- Imagens: via YT janino.


Saturday, August 20, 2016

Eu e as Olimpíadas



Sendo muito sincera: eu estou acompanhando os Jogos Olímpicos no Rio de Janeiro por osmose, ou seja, nas redes sociais e quando assisto ao noticiário. Primeiro, o horário que me ajuda muito (durmo de dia e trabalho à noite, e a transmissão ao vivo, vara a madrugada, então já entenderam o drama, né?).

Daí que eu pra torcer em alguma modalidade, eu sou daquelas que vai pra fora da tangente. Eu costumo torcer para esportes que deveriam ser valorizados, como ginástica artística, esgrima e até hóquei. Tal minha surpresa que teve até rúgbi (a bem atualizada: eu não sabia que tinha time de rúgbi no Brasil, fiquei sabendo porque uma conhecida minha me contou). Se eu torço pra esportes coletivos? Voleibol e olhe lá.

Ao mesmo tempo que eu evito entrar nas redes sociais para não ler o que não se deve, eu acabo entrando para me atualizar devido ao motivo que mencionei no primeiro parágrafo. E têm horas que dá vontade de fechar o programa e ir fazer algo que preste, como ler um livro, assistir um dorama atrasado... Isso porque pra acompanhar os atletas brasileiros, eu tenho que usar as redes sociais (não, não tenho TV a cabo), porque, quem me conhece, sabe que eu assisto somente programação japonesa e, obviamente, vão falar dos atletas japoneses, quando não muito de quem se destacar mais (eu já disse que eu não tenho TV a cabo?).

Numa dessas, eu lembrei de um texto no finado blog Garotas que Dizem Ni!, e felizmente eu tenho o livro dos melhores textos, o "E' Impossível Ler um Só" que tinha a postagem da Clarissa Passos (a Clara McFly no blog) sobre as Olimpíadas (acho que foi nas Olimpíadas de Atenas, em 2004), o texto se chamava "Esporte de Macho". Apesar que muita coisa mudou nos últimos anos, eu tenho que dar o braço a torcer que esporte de macho mesmo é ginástica artística.

"Quer saber? Esporte de macho, mas macho mesmo, é a ginástica olímpica. Precisa ter colhão para aguentar um treinamento dolorido, até ser capaz de se dobrar toda; dar saltos mortais em cima de uma barrinha de dois dedos e, especialmente, escolher essa carreira num país que não dá a mínima para tal modalidade. Parabéns às nossas ginastas. Isso sim é que é esporte de macho - no bom sentido, claro."

Tem muita gente que me pergunta até hoje pra quem eu torço no caso de jogos da Copa do Mundo e nas Olimpíadas. Por eu ter nascido no Brasil, valorizo muito os atletas brasileiros, especialmente nos esportes que muita gente não conhece. Já nos coletivos, sou mais o voleibol (futebol eu não tenho interesse, até na Copa do Mundo eu meio que passava batido porque nunca conseguia acompanhar. Uma das minhas frustrações é eu não ter conseguido até hoje ir assistir a um Mundial de Voleibol que acontece anualmente em Tóquio.). Mesmo assim, devemos incentivar nossos atletas após os jogos, porque eles participam de outros campeonatos espalhados pelo mundo (e ninguém nota).

Ah sim. Quando o Japão disputa algum campeonato, meus dois lados nipônicos gritam mais forte. O duro é quando tem Brasil X Japão, aí acabo torcendo meio a meio (e confesso que muitas vezes, especialmente no futebol, torci contra).

Seja como for, duas semanas de eventos esportivos deu pra ter de tudo um pouco, para deixar o evento inesquecível. Em todos os sentidos da palavra, eu quero dizer.




Procuram-se: esses dois newscasters e um fotógrafo perdidos na cidade olímpica. Fora outros que estão brincando de "Onde Está Wally?" no meio do público. E com direito a "boa noitiiiii" logo de cara.

Fotos: screencaps via twitter.