Hábito de ler histórias em quadrinhos, eu tenho desde criança. Segundo minha mãe, eu aprendi a ler aos quatro anos, com os gibis da Turma da Mônica, que meu pai fazia questão de comprar todo mês. Embora eu não compre (porque acho difícil encontrar aqui), eu ainda leio no site oficial.
Manga é outro caso: eu comecei a ler ainda no ginasial, aquelas revistas grossas, mais que um livro, que traziam vários autores. E como no Brasil a gente teria que depender de alguém que fosse ao Japão, aí ficava difícil. Mas quando o boom dos Cavaleiros do Zodíaco e Sailor Moon surgiu, muita gente queria os mangas mesmo que fossem originais. E foi justamente a época que li "Dragon Ball", "Maho no Kishi Rayearth" e "Rurouni Kenshin" em versão original (ter irmão que conseguia comprar os mangas a precinho camarada...)
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"Hachimitsu to Clover", de Chica Umino - teve anime, filme e dorama. Um dos meus shojo manga favoritos. |
Reconheço que muito do meu acervo tive que desfazer devido a mudanças e outras coisas particulares que melhor nem mencionar, mas mantive os meus favoritos, mesmo nas mudanças que andei fazendo. E mais: foi também lendo manga que aprendi a ler japonês. Pode não ser um dos melhores métodos, por causa do uso de linguagem muito moderna, mas o básico a gente aprende.
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TODOS os volumes de "Ansatsu Kyoshitsu" (de Yuusei Matsui), incluindo dois guide books. Não, o Koro-sensei de pelúcia não veio de brinde. |
De vez em quando eu compro de primeira tiragem, ou seja, no lançamento, mas quando é tema que me interessa, como foi "Ansatsu Kyoshitsu" e os recentes "Shoujo" e "Bokura no gohan wa asu de matteru". Ok, eu leio versão manga de filme e/ou dorama porque acho mais fácil de entender "em termos" depois. Digo assim, porque nunca um será 100% igual a outro. E daí os mais afoitos descem a lenha criticando.
Eu já havia comentado sobre filmes/doramas que foram baseados em mangas, e que teve gente inconformada, mas relevo porque nem todo mundo gosta, fazer o quê. Mas não dá pra ser 100% fiel ao livro, imaginem colocar, por exemplo, os 180 capítulos de "Ansatsu Kyoshitsu" em dois filmes de duas horas e meia cada. Obviamente que cortou MUITA coisa e no anime também. E olha que o anime meio que seguia o manga e teve duas temporadas.
Ainda estou pensando seriamente em fazer postagens sobre alguns mangas que possuo, pode ser que muita gente não conheça alguns. E, em breve, estarei cogitando uma ida a Kyoto, onde tem o Museu do Manga. O problema é que eu terei que ir sozinha, porque se for gente comigo, sou um perigo nesses lugares: eu costumo ficar horas num mesmo lugar (quem foi comigo na livraria Kinokuniya, em Shinjuku, aquele que fica ao lado do Takashimaya, sentiu o drama).
Embora eu conheça muita gente que nem suporta ouvir falar de manga ou anime ou as duas coisas juntas, gente que acha que pessoas que lêem manga são bitoladas, eu não desanimo. Deixo o assunto somente com elas e nem discuto porque não adianta perder tempo argumentando e expôr meu ponto de vista. Mas conheço gente que não gosta, mas também não sabota. Pelo contrário: até chegam a me avisar que "olha, saiu manga novo sobre tal assunto". O que me deixa muito feliz.
E sim, ler algum manga (seja das antigas ou recentes), me deixa feliz e me faz esquecer, pelo menos, o quanto nossa vida é difícil e árdua.
Fotos: todas da autora.
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