Estamos em fevereiro e a autora aqui fazendo a retrospectiva do ano passado. Relevem, minha gente, trabalhei quase o ano de 2025 no período noturno, algo que já tentei pela quarta vez e pela quarta vez quase acabei com meu organismo, realmente, é algo que não aprendo mesmo.
Os dois primeiros meses foram o de sempre - recuperando do feriado do fim de ano que dura uma semana, ida ao templo para agradecer (sim, eu tenho esse costume desde criança), indo em alguns poucos eventos que têm no começo do ano e tentando acompanhar mangas e doramas.
Maaaaaaaaas, de fevereiro a dezembro, foi tudo ladeira abaixo - devido a mudança de horário de trabalho, não consegui acompanhar um dorama sequer, anime foi somente a primeira temporada completa de "Diários de Uma Apotecária" (que vou ter que rever porque este ano vai ter a terceira temporada e nem assisti a segunda ainda), mangas os de sempre que acompanho, e acho que fui muito ao cinema, mesmo tendo meses que nem cheguei perto mas outros quase foi um filme por semana.
Diferente do ano anterior que dividi em partes, desta vez vou colocar de uma vez só, porque foi um ano que sei lá que andei fazendo, por isso que tenho que anotar tudo num diário, senão eu esqueço.
Trabalho:
O de sempre, com o diferencial que, de março a dezembro trabalhei no período noturno por motivos de... sim, grana!!! Não nego isso, tanto que hoje ainda tenho algumas "sequelas" de ter que dormir de dia e trabalhar à noite, muitas vezes no automático. Pois é, eu tenho mais disposição quando trabalho durante o dia, parece que aproveito muito mais os dias de folga e finais de semana...
Fora que tive que conviver com gente sem noção durante esse tempo todo, mas tive amizades que compensaram muito essa gente.
Diversão:
- Assisti 21 filmes no cinema fora alguns nos streamings. Talvez seja meu recorde em relação aos outros anos. Preciso providenciar um caderno para fazer registros dos filmes que assisti desde que estou aqui. E resenha no Empório que é bom, nada, né.
- Fui assistir a cinco concertos, duas exposições, um musical um evento e fui em quatro cafés temáticos. Vai grana e muita sorte, mas que valeram a pena. Não posso garantir se este ano vou conseguir fazer muita coisa, mas pelo menos dois concertos já estão agendados.
- Música só quando eu resolvia abrir o Spotify ou quando passam os programas especiais do meio do ano (The Music Day) ou no final de ano (Best Artist, FNS Kayosai e Music Station), porque os regulares passam durante a semana e à noite, e em 2025 adivinhem, né.
Saúde:
Tirando que meu relógio biológico ficou completamente confuso com essa mudança de horário de trabalho, acho que 2025 foi o ano que frequentei demais os médicos daqui desta cidade - clínico geral (peguei um resfriado tão forte ao ponto de me derrubar, que precisei trabalhar a base de antibióticos por uma semana), oftalmologista (vou ter que fazer uma cirurgia mas não pra agora, mas vou mudar de clínica pra ver se me receitam outro óculos, o antigo tá me deixando com dor-de-cabeça), ortopedista (o nervo de dois dedos de ambas as mãos inflamou, um melhorou e outro vou ter que ir num quiropata indicado por meio mundo do meu trabalho) e cardiologista (meu exame médico anual da empresa saiu um resultado assustador que, quando recebi o resultado, dois dias depois eu estava no cardiologista que, felizmente não era nada, estava tudo normal. Tudo porque eu fiz o exame médico depois do trabalho e não tinha descansado nada).
Ah, sim... Emagreci dez quilos além dos sete que eu havia perdido quando mudei-me de Aichi para Chiba. E nem era por causa da alimentação, mas o ritmo corrido do trabalho que eu fazia. Hoje, tenho que tomar cuidado com o rebound, porque voltei ao horário de "gente normal" e meu trabalho é mais tranquilo, ou seja, nos intervalos estou petiscando muita "besteira" como dizem (é, um pacote com dois a quatro biscotos).
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No geral, pode ser que eu fiz muita coisa ao mesmo tempo que parece que faltou alguma coisa. Queria ter viajado nos feriados prolongados, mas sabe aquela história em que todo mundo teve a mesma idéia, fora que ultimamente com o turismo aqui, a gente nem consegue andar direito nas ruas, quer ir comer num lugar diferente, tudo lotado, lojas e lugares turísticos então, deixa pra lá. Quando tive minha semana de folga fora de época, no máximo fui para Funabashi e Ikebukuro, e mesmo assim, em pleno dia de semana, o calçadão do Sunshine City estava congestionado, tanto que não consegui ir no Otome Road (que antes dava para andar de boa na lagoa).
Antes que muita gente venha dizer que, só porque moro no Japão eu deveria conhecer muito mais, melhor saber a diferença de pessoas que moram e trabalham aqui como muita gente faz e quem vem a turismo. Trabalhamos cinco dias e folgamos dois (e isso depende de cada empresa), algumas com escala de 5x2 com folga aleatória, dois turnos (conheci lugar que faziam três turnos, o que acabava com a saúde do indivíduo), temos que pagar impostos, aluguel, os insumos mensais (o trio água-luz-gás), telefone, seguro saúde, aposentadoria, além de fazer sobrar para comer e lazer. Mas isso vai de cada um, cada pessoa tem seu objetivo de vida.
Então, antes de julgarem as pessoas (eu, incluso, porque já fiz cada julgamento que melhor nem comentar), tentem pensar que elas estão por algum objetivo na vida. Algumas que perderam tudo e resolveram começar do zero, outras que querem fugir da violência, outras que querem fazer alguma economia e retornar. Em todos os meus anos aqui, já ouvi cada história que, é melhor nem dar minha opinião, porque cada um tem um objetivo a alcançar, então muitas vezes eu fico quieta do que dar pitaco e tomar na cabeça. Se a pessoa se acostumar a viver em outro país fora da sua terra natal, muito bom. Se não, vai com o tempo mesmo (mas não quero ninguém reclamando que aqui é uma m... fora do contexto, sabe aquelas, veio porque quis).
Este ano vai ser aquele em que enfrentar os obstáculos vai ser dobrado, com mudança política, de trabalho, e outras coisas mais que, melhor eu não sofrer por antecipação, que acabo ganhando dor-de-cabeça sem precisar.
Imagem: Da autora, no primeiro dia do ano de 2026 no templo de Yatsuragi Hachiman, em Kisarazu, onde amarramos nossos mikuji numa escultura de cavalo (é o ano dele) feito de palha trançada. Desde que voltei a morar em Kisarazu, faço o hatsumode, aka primeira oração do ano, lá. Quando morava em Aichi, ia no Konomiya Jinja em Inazawa, que é um dos maiores da região, onde todo mês de fevereiro tem o famoso Hadaka Matsuri.

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