Dando continuidade dos 20 anos deste blog que aguenta firme na blogosfera (só kamisama sabe como), uma postagem que eu deveria criar vergonha na cara e ser algo mensal. Sim, a DISCOTECA BÁSICA DO EMPÓRIO, que desde o ano passado não atualizo direito e olha que andei ouvindo muito álbum de artista bom (não tenho culpa se desde 1998 boa parte do meu repertório é j-pop ou pop japonês), mas resenha que é bom pro pessoal conhecer...
Essa postagem foi inspirada na finada revista BIZZ (quem viveu os anos 90 vai entender) que tinha na última página, a seção "Discoteca Básica" em que jornalistas especializados em música faziam resenha dos melhores álbuns do Brasil e do mundo. Era claro que os álbuns mais óbvios estavam na lista, como "Sgt. Pepper's...", "Exile on Main Street", "LOW", e por aí vai.
Até o momento, fiz a resenha de 52 álbuns e três colaborações. Muito pouco para quem tem 20 anos de blog, mas também fazer resenha todo mês, nem é tanto de ouvir, mas é de dar meu parecer de algum álbum que gostei inteiro (sem criticar e sem puxar a sardinha). E para esta postagem, escolher os 20 melhores já foi uma dor-de-cabeça...
(Só se eu escrever os nomes em papéizinhos, dobrar, botar num saco e pegar no aleatório com a gente fazia antigamente...)
Boa parte da "Discoteca Básica" são de coletâneas, os chamados "Best of..." ou "The Greatest Hits", porque no momento que o ouvinte pega essa coletânea pra ouvir, acaba tendo dois caminhos - ou fica no "Best of..." mesmo, ou acaba gostando e sai correndo atrás do resto. Pois é, de muita gente eu acabei indo pelo segundo caminho...
Revendo as postagens, realmente eu preciso mesmo variar meus gêneros musicais, ainda mais que tenho streaming de músicas, no quesito música "do estrangeiro" eu estacionei em 2010, quem vê minhas postagens, é muito da cultura pop japonesa (quase 3 décadas aqui, fica difícil ignorar ainda mais que só morei em lugar onde a quantidade de estrangeiros... deixa pra lá), mas convenhamos que blogs que postam sobre cultura pop japonesa (seja indie, underground ou lugar-comum) são raros hoje em dia (acompanho alguns, tem um que já conhece Shimokitazawa na palma da mão).
Lá vou eu listar os álbuns que até eu mesma deveria dar mais uma ouvida, ou seja, aqueles que não saem da minha playlist. Daí no final do ano no balanço geral, o streaming me chamou de velha porque ouço muito artista dos anos 60.
Lembrando que não está na ordem de preferência...
1.
The Beatles "Live At The BBC" (1994): E ainda tem o volume dois. O primeiro, que foi lançado em 1994 depois de muito fã já ter ouvido via meios alternativos, foi uma maravilha para aqueles que nunca tiveram tal oportunidade - de 1963 a 1965, os Beatles tiveram alguns programas de rádio na famosa BBC de Londres, onde eles conversavam com os DJs, contavam piadas, fatos divertidos e interessantes e cantavam e tocavam ao vivo, desde música própria mesmo algumas semanas antes de lançarem o
single até música de seus artistas favoritos, desde os megaconhecidos até desconhecidos pela grande maioria. E isso no meio de turnês, apresentações e filmagens.
2.
Carpenters "From The Top 1965~1983" (1995): Os irmãos Richard e Karen Carpenter começaram com gravações em fita caseira, estúdios pequenos e participando de eventos locais, tocando
jazz. Até que assinaram com uma gravadora recém-fundada e foram a melhor dupla que tinha repertório de baladas,
soft-rock e
pop da melhor qualidade. A coletânea, que foi lançada em 1995 são quatro CDs que compreendem desde gravações caseiras até o derradeiro "Now" de 1982, incluindo gravações inéditas,
jingles e
lives. A mais completa, pelo menos para mim, é o "The Essential Collection 1965~1997" lançado em 2002, embora ainda não tenham a gravação de "The Girl From Ipanema" que eles, em 1966, tocaram num concurso de bandas no Hollywood Bowl, e as duas músicas que foram inclusas no
dorama "Koi ga shitai" - "Leave Yesterday Behind" e "Rainbow Connection".
3.
Masaharu Fukuyama - "M Collection Kaze o Sagashiteru" (1995), "Dear ~Magnum Collection ~1999" (1999), "SLOW" (2000) e "Single Collection 5-Nen Mono" (2006): Desde 1990 na ativa (embora de 1996 a 1998 ficou em hiato musical para se dedicar à fotografia), o cantor, compositor, ator, produtor, fotógrafo,
radio personality, Masaharu Fukuyama lançou pelo menos quatro coletâneas (e vamos dizer que ele está vinte anos sem lançar outra coletânea) que compreende desde 1990 até 2006. Depois disso, três álbuns de estúdio, mais uma coletânea ("The Best BANG!", de 2010) e diversos
singles seja formato físico ou digital. Ele varia e muito - desde
rock passando por
folk, baladas e
pop-rock, com temas variando do cotidiano ao romance, e sua vida em Nagasaki, sua terra natal. Tanto que muita gente associa Nagasaki com o Masaharu de tanto que o moço divulga a cidade. Antes que me perguntem, sim, desde 2007 indo nos shows do moço quando consigo ingresso, porque mesmo sendo do fã-clube, corro o risco de não conseguir nem na repescagem.
4.
Franz Ferdinand - "Franz Ferdinand" (2004), "You Could Have It So Much Better" (2005) e "Tonight" (2009): Foi por causa de um finado fórum sobre os Beatles que me apresentaram o então quarteto escocês, o Franz Ferdinand com "The Dark of the Matinée". A banda era muito conhecido no cenário
indie nas ilhas, e aqui só ficou conhecido por causa da música "Do You Want To" do segundo álbum (que foi usada como tema de encerramento do
anime "Paradise Kiss"). Embora a
line-up foi mudada, dos membros originais restaram o vocalista e o baixista, a banda continua na ativa, excursionando e sem mudar o estilo
alternative rock como vinham sempre fazendo (se bem que depois de "Right Thoughts..." eu não consegui mais acompanhar a banda). E antes de mais nada, eu fui no show deles na época de "Tonight" (quando ainda eram os membros originais), mas me arrependo de não ter ido no último que teve em dezembro, no Tokyo Garden Theater...
5.
Legião Urbana "Mais do Mesmo" (1998): Quando eu era uma estudante no antigo Magistério, o
rock brasileiro estava aflorando. Diria que eu e minhas colegas do curso pegamos o início e o auge do
rock brasileiro, com bandas como Blitz, Titãs, Paralamas do Sucesso, Legião Urbana, Ira!, RPM, e outras muitas bandas que tiveram sucesso com uma música só, ou que ainda continuam na ativa. Praticamente passamos a adolescência e a vida universitária ouvindo as bandas direto via rádio, porque nem todo mundo conseguia adquirir os vinis, e CD... era algo que nem era concreto. E Legião Urbana era uma das bandas que a gente gostava de ouvir, por causa dos temas, do estilo, e da sonoridade. A gente nem ligava da vida particular deles, o importante era ouvir e aproveitar. A coletânea "Mais do Mesmo" só foi lançada por insistência da gravadora com a condição de ficar um ano no catálogo (mas depois estenderam tamanha foi a demanda
aka pirataria). Quem tiver a coleção completa da banda, guarde e ouça com carinho, porque trazem mensagens para quem precisa de ajuda.
6.
Os Paralamas do Sucesso - "Arquivo" (1990): Outra banda brasileira que faz parte do "Quarteto Sagrado do Rock Brasileiro" (as outras três bandas são Legião Urbana, Barão Vermelho e Titãs), o trio Os Paralamas do Sucesso continuam na ativa mesmo com o vocalista, guitarrista e compositor Herbert Vianna ainda com algumas limitações depois do acidente que vitimou sua esposa e quase a ele mesmo. A coletânea "Arquivo" vai até 1990, a época que lançaram "Big Bang", e é claro que depois disso houveram muito mais sucessos e álbuns. O forte do trio era a mistura de
ska,
reggae com batidas de samba,
funk e
rock sem perder a identidade. Um
power trio de respeito que começou em festinhas de universidade, passando pelo Circo Voador, na primeira edição do Rock in Rio e uma das primeiras bandas a se apresentar no prestigiado Montreaux Jazz Festival na Suiça.
7.
Paul McCartney - "Pure McCartney" (2016): Lançado em 2016, saiu em duas versões, mas a que está na postagem no link, é a versão
de luxe. Traz a fase pós-Beatles, com as músicas conhecidas e outras nem tanto, mostrando a versatilidade e sem medo de experimentar outros sons e ritmos, inclusive algumas músicas faziam parte de um projeto que fez sob pseudônimo, para ninguém achar que ele estava querendo "se exibir", embora falte uma música aqui e ali, mas o som "puro" de Macca está registrado nesse
box-set.
8.
SMAP - "SMAP 25 YEARS" (2016): Uma das maiores
boy bands que o Japão já teve nos anos 90~2000 quando tiveram seu auge, seja com as músicas ou com os programas de variedades que possuíram durante duas décadas e meia. Quando completaram 25 anos de
debut, o grupo resolveu encerrar as atividades, mas sem antes lançar uma coletânea de músicas mais pedidas pelo público via votação no site da gravadora que pertenciam e um DVD/Blu-ray com TODOS os
promotion videos desde o
debut, sem cortes. Por mais que hoje a possibilidade de uma reunião é zero, muita gente tem que reconhecer que, o grupo influenciou muitos
kouhais de alminhas semiperdidas, desde as músicas até show de variedades.
9.
TOKIO - "TOKIO 20TH HEART" (2014): Nos anos 90, vários
idol groups invadiam as paradas de sucesso, os programas musicais e de variedades numa disputa saudável, porque tinha pra todo mundo, sendo
idol ou não. Naquela agência, nos anos 90, se destacavam o citado SMAP, a dupla KinKi Kids (hoje DOMOTO), o sexteto V6 e a banda TOKIO. Sim, tinha uma banda no meio de tanta gente. TOKIO se destacava por destoar completamente daquele
idol bonitinho e fofinho idealizado pelas fãs - imaginem um vocalista com cara de mau, um baterista de penteado moicano e sempre de óculos escuros e um guitarrista que gostava de usar roupa com estampa de oncinha, fora um baixista que usava camiseta regata só pra mostrar os músculos e um tecladista ligado nos 220. Pois é, TOKIO era mais banda de
rock do que grupo
idol. As músicas variavam de
rock pesado para as mais calminhas pra alentar os corações do público. A coletânea que marcou os 20 anos da banda, é um belo registro da fase da banda, que hoje acabou de forma muito melancólica e injustiçada.
10.
Uru - "Orion Blue" (2020): O público atual conhece a cantora e compositora Uru por causa de músicas que foram usadas em temas de
doramas como "My Family" e "Kyojo 0" e em
animes como "Yashahime" e "Kusuriya no Hitorigoto", mas quem acompanha desde o início dos anos 2010, ela tem um canal no You Tube até hoje e cantava na rua com uma banda. O
debut mesmo veio em 2016. A voz suave, melancólica mas carregada de emoção agradou a muita gente que estava cansada de ouvir música com
autotune no talo, e
girl groups com o mesmo estilo (gosto nunca se discutiu...). Além de lançar álbuns de música de maioria autoria própria, ela inclui bônus de
cover songs de artistas conhecidos. Raramente aparece em programas musicais e faz
shows em lugares menores, pois dizem que ela é tímida demais, mas recentemente tem divulgado seu novo álbum nas redes sociais, por causa de três músicas estarem em um
anime, um
anime movie e no filme que encerra a série "Kyojo".
11.
Spitz - "Himitsu Studio" (2023): Este ano, a banda Spitz completa 35 anos de carreira (a partir de seu
debut em 1991), e a banda continua na ativa graças às músicas compostas por Masamune Kusano, que acaba se identificando com o dia-a-dia das pessoas. Além da melodia cativante, e olha que a banda queria ser uma de
punk-rock. A banda ficou muito mais conhecida pelo público jovem atual por causa que suas músicas dos anos 90 foram usadas no
dorama "silent" (2022) para contar a adolescência dos protagonistas (interpretados por Ren Meguro e Haruna Kawaguchi). O álbum "Himitsu Studio" ficou em segundo lugar na Oricon na época do lançamento por causa que muitas de suas músicas foram usadas como temas de
anime movie e filmes, mas também porque o estilo musical da banda agrada muita gente de todas as faixas etárias até hoje.
12.
SUPEREIGHT (antes Kanjani Eight) "GR8EST" (2018): Grupo formado em 2004 por oito membros para serem um grupo
enka (estilo de música da era Showa pós-guerra, tendo uma de suas maiores representantes a cantora Hibari Misora), bem que tentaram, inclusive o primeiro
single acabou sendo
top one na categoria. Mas como toda pessoa vinda da região de Kansai (Osaka, Hyogo, Wakayama, Kyoto, Nara), era inevitável que o grupo acabasse variando tanto de estilo, desde
rock, paródias,
pop e baladas e virando banda. Por muitos anos, o grupo/banda Kanjani Eight era odiado pela maioria por causa de sua irreverência, dialeto Kansai, músicas divertidas e nem queriam posar de
idols fofinhos e queridinhos da mamãe, mas são idolatrados pelo público e outros músicos que viram neles que sabem o que ser uma banda de
rock. O
best album compreende a fase mais criativa, de 2009 a 2018, quando passaram a ser um sexteto, e hoje aparece como quinteto, mas continuam em plena forma tocando em estádios e festivais.
13.
Official HIGE DANdism - "REJOICE" (2024): Uma banda que começou de forma independente na província de Shimane e, por causa de uma música que foi inclusa em um dos mais conhecidos
doramas na temporada de 2018, a banda mais conhecida como "Higedan" tornou-se uma das mais populares até hoje. Com estilo que varia de
rock mais pesado até melódicas, as músicas da banda agradam muita gente. Muitas de suas músicas foram usadas ou como tema de
doramas e filmes como em
animes (os mais conhecidos foram em "Tokyo Revengers" e "SPY X FAMILY") e ainda continuam fazendo tanto
shows próprios (incluindo estádios - o Yanmar Nagai Stadium e o Nissan Stadium) e em festivais (Summer Sonic e Rock In Japan).
14.
King & Prince - "Re:ERA" (2024): Entre novembro de 2022 até final de 2023, o grupo enfrentou alguns contratempos ao ponto de muita gente, incluindo fãs desde que eles ainda nem pensavam em debutar, achar que o grupo ia acabar de vez. A resposta veio com o álbum "PEACE" (agosto de 2023) e a
tour em que fizeram em dupla. Com o álbum seguinte, já pensaram em fazer no estilo "álbum temático" - pensam num tema e aplicam nas músicas, na divulgação, nos vídeos (e na turnê também). No caso do sexto álbum de estúdio, "Re:ERA", o tema foi viagens espaciais com seus habitantes de diferentes espécimes. Entre o estilo dos anos 90,
pop-rock, baladas,
dance music e
techno, provam que não apenas conseguem dar conta do recado como dupla, como souberam dar a volta por cima e tocar uma empresa, produzindo seus próprios trabalhos.
15.
George Harrison - "Best of Dark Horse 1976~1989" (1989): Dos Beatles, George Harrison era aquela pessoa reservada mas que tinha muito talento como guitarrista. Porém, como compositor, ficava muito limitado por causa da dupla Lennon-McCartney, e na época compôs muito pouco. Tirou o atraso quando lançou o álbum triplo "All Things Must Pass". Entre altos e baixos, uma turnê desastrosa, processo por plágio e perdeu a esposa para o melhor amigo, levou tempo para que Harrison voltasse à velha forma, com o álbum "Cloud Nine" (1988). Embora tivesse duas coletâneas ainda em vida, na verdade falta uma que faz jus ao seu talento oculto, que compreendesse desde o experimental "Wonderwall" até o póstumo "Brainwashed". "Best of Dark Horse 1976~1989" é uma das coletâneas da boa fase do Beatle, com inéditas (na época) e as mais conhecidas, e que hoje encontra-se fora de catálogo.
16.
Naniwa Danshi - "1st. LOVE" (2022): Se tem um grupo que levou ao pé-da-letra o conceito de
idol group, foi o septeto Naniwa Danshi. Formado em 2018 mas debutado em 2021, o grupo já vinha se destacando tanto pelo visual como pelo repertório, sem falar que alguns membros já atuavam antes do grupo ser formado. Com roupas com muito brilho, músicas que vão do fofo estilo
idol mesmo até baladas, passando por mais animadas até sombrias, e como bom grupo de Kansai que se preze, aquelas músicas cheias de comédia
aka "tonchiki songs". No primeiro álbum, o grupo resgata o que estava faltando nos tempos da pandemia - alegria, músicas dançantes e visual cheio de brilho e purpurinado. E detalhe que o grupo já passou do quarto álbum e realizaram o sonho de fazer concerto no Tokyo Dome (
junto com outros grupos não conta).
17.
Diversos Artistas - "Natsume Yuujincho Shudaikashuu" (2012): Um dos poucos animes e
mangas que acompanho fielmente mesmo esperando um ano pra sair um volume do
tankobon e sei lá quando vai sair nova temporada, é "Natsume Yuujincho". A história de um menino que consegue ver e interagir com espíritos, que carrega um livro contendo os nomes deles e tem um gato como guarda-costas, até hoje é um dos mais populares da revista Gekkan LaLa. Claro que se tratando de
anime, tem música de abertura e encerramento. Na época que foi lançado o álbum, estava na quarta temporada, e são de artistas mais conhecidos no mundo
anisongs mas nada de canções gritantes e daqueles artistas de voz anasalada que chega a ser irritante - são músicas que poderiam facilmente entrar na categoria de j-pop tradicional, bem acessíveis e baladas emotivas. Até a sétima temporada e dois
anime movies, podemos dizer que pelo menos duas artistas são conhecidas fora do nicho - Aimer e Uru, que já tem mais público geral. Diria que está na hora da Aniplex lançar uma outra coletânea.
18.
Arashi - "Time" (2007): De toda a discografia que o grupo Arashi tem, o preferido de muitas fãs é o sétimo álbum de estúdio - "Time" - que saiu em duas versões (uma que foi edição limitada contendo cinco músicas solo e a regular, que traz uma faixa bônus que não tem na limitada). Na época do lançamento, eles estavam ainda restritos a fazerem concertos em arenas, embora a turnê asiática para promover o álbum anterior tinha sido bem-sucedida, inclusive foi a primeira vez em sete anos desde o
debut em que fizeram concerto nos dois famosos Dome - Tokyo e Osaka. "Time" traz de tudo um pouco - músicas românticas, com
rap, com toques eletrônicos, um pouco de
folk, de
college music,
rock e pop que grudam e ficam, sem ficar datado. A turnê de "Time" ficou marcada tanto pelo repertório como pelos extras - o
bungee jump tanto solo como em grupo em "Fight Song" e a apresentação do grupo Hey!Say!JUMP anunciando seu
debut.
19.
The Monkees - "Pisces, Aquarius, Capricorn & Jones Ltd." (1968): Para muita gente, a banda The Monkees até hoje é - injustamente - chamada de "banda pré-fabricada", "imitadores de grandes bandas", "não sabem tocar um instrumento" e por aí vai. Embora tenham sido selecionados para serem uma banda para competir com os Beatles, tendo uma série de TV - bem-sucedida por sinal -, todos os membros sabiam tocar, só que o produtor não queria. Precisaram dois álbuns e mandar o produtor embora para que a banda andasse com as próprias pernas. "Headquarters", de 1967, mostrava que sabiam fazer tudo sozinhos, chamando quem eles bem entendessem, mas o ápice da criatividade veio no quarto álbum, com temas controversos, baladas,
country-folk e psicodelismo, inclusive foram os pioneiros de usarem um sintetizador. Depois disso, os posteriores foram irregulares, mas "JUSTUS" (1996) que traz de volta os quatro membros e o póstumo "Good Times!" (2016) ainda provaram que eles ainda faziam boa música.
20.
Snow Man - "THE BEST 2020~2025" (2025): Quando o grupo eram apenas seis membros, se desdobravam para fazer o famoso "Takizawa Kabuki" usando força física, acrobacias, aparecerem em programas de variedades, e nem eram tão conhecidos pelos fãs entre os grupos Juniores. A coisa mudou quando liberaram o You Tube pra meio mundo, contrataram mais três membros de outros grupos e debutaram. Hoje, o grupo de nove membros lidera as paradas de sucesso e outras mídias quando lançam algo novo, tem presença fixa em outros programas de TV e rádio mas nunca esqueceram o passado e nem perderam o lado zoeiro que tem desde a era Junior nos vídeos que fazem semanalmente no YT. As músicas são voltados para a dança, coreografia e
performance, que variam desde o
techopop até voltando aos anos 90, com direito a
para-para dance (vide a recente "CHARISMAX"). E não param, com a recente "STARS", tema dos Jogos Olímpicos de Inverno em Cortina, Itália, pela emissora TBS.
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Tá, eu demorei muito para fazer essa postagem por diversos motivos que se eu citar, ninguém acredita, mas a verdade é que diversos tópicos que eu postava regularmente estão bem atrasados, ano passado trabalhei em turno inverso e quando voltei ao "horário de gente normal", levei quase um mês para me recuperar, porque passei janeiro inteiro dormindo muito cedo e acordando no meio da madrugada e as idéias estavam embaralhadas. É, gente, trabalho noturno pode ser compensador financeiramente, mas seu relógio biológico e social vão pro espaço.
Tenho muito mais artistas e álbuns que andei ouvindo e gostando e que merecem uma postagem na seção "Discoteca Básica", mas como disse no início desta postagem, a grande maioria é artista japonês, porque é o que eu mais ouço direto, e mesmo indo em lojas e departamentos nem tem como evitar, mas a questão em si é eu criar mais vergonha na cara e explorar outros e redescobrir aqueles que andei deixando de lado, mas como gosto nunca se discutiu mesmo, né...
Fontes (no sentido de dados técnicos, ficha técnica): dados da gravadora de cada artista, oricon, showbizz discoteca básica, MOJO, etc.
Imagens: todas das gravadoras oficiais (Universal Music, EMI-Odeon, avex trax, Victor Entertrainment, Aniplex, A&M Records, RCA Victor, Storm Records, Dark Horse Records, IRORI Records, Sony Music, MPL Communications, Infinity Records).
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