[Otaku Time] Mangás, Artbooks e Outras Leituras - Parte 2

Para saberem o quanto eu leio de shoujo manga e eu não sabia, leiam a primeira parte aqui.

Dando segmento a mais uma série (espero que seja curta), minha leitura de mangas vem desde nova, mas comprar ao ponto de necessitar mais uma estante na casa, foi logo que vim parar aqui, porque não basta ter somente mangas, tem que ter CDs, DVDs, revistas, photobooks, figures...

Sobre shonen manga, eu bem que tentei ler, mas a maioria acabei no anime mesmo. Antes que me perguntem, sim, tentei ler "Dragon Ball" mas não consegui ir pra frente. "Naruto", nem cheguei a ler de tanto que o pessoal andou dando muito spoiler. Mas um dos poucos shonen manga que consegui ler até o final foi "Ranma 1/2" da Rumiko Takahashi porque meu irmão mais velho tinha gostado tanto que conseguiu adquirir todos os volumes numa tacada só bem como os LD (Laser Disc) do anime original. 

Shonen manga eu tenho que tentar dar uma chance para ler, já que gostei muito de animes como "Fullmetal Alchemist", "MASHLE" e "SPY X FAMILY". Assim que eu conseguir a aquisição deles, aí terei o direito de comentar.

Mais fácil é eu ler e muito os seinen manga, que são temáticas mais maduras e mais slice of life mas também não deixam de ter um lado mais fantasioso. E se eu notar bem na minha estante, seinen manga em quesito quantidade, está quase batendo os BL manga que tenho, e olha que da última categoria ainda tem volume que estou procurando.

Dizem que o público-alvo de quem lê seinen manga são os rapazes na faixa etária entre 18~30 anos devido às temáticas, como "Berserk", "Vagabond", "Monster" e "Kingdom", mas isso não significa que mulheres não podem ler esse gênero. Ué, conheço tanta mulher que lê até shonen manga que essa classificação demográfica vale somente em que tipo de revista ela é publicada...

Mas se for esse conteúdo mais maduro for voltado ao público feminino, já é chamado de josei manga ou ladies manga, cujas histórias são publicadas em revistas como Monthly Flowers, Cocohana, Cookie, The Margaret, Office You, etc.

Ou seja, eu preciso frequentar muito mais as livrarias para ver melhor quais revistas estão atualmente no mercado, porque algumas revistas sairam de circulação. Eu ainda tenho dificuldade em diferenciar as revistas que são voltadas para o público adulto e para o juvenil...

Vamos a alguns mangas que até hoje eu fico na dúvida se são seinen manga ou ladies manga. Mas para mim o enredo vale a pena...

- Kinou Nani Tabeta? (Fumi Yoshinaga): Não lembro se foi por indicação da Eli Ivanski sobre um casal homoafetivo na meia-idade que vivem juntos, trabalham, fazem compras e tudo termina em uma saborosa refeição, preparada quase sempre pelo advogado Shiro (que, por causa de sua profissão, esconde que é homossexual) acompanhado pelo cabelereiro Kenji (que não tem vergonha de assumir). As histórias são sobre o cotidiano tanto de Shiro como de Kenji, envolvendo família, profissão, economia doméstica, o futuro de ambos. Ainda está em andamento, e já rendeu duas temporadas de dorama, um especial de Ano-Novo e um filme, tendo os grandes atores Hidetoshi Nishijima e Seiyou Uchino.

- My Girl (Mizu Sahara): Aquelas que assistiu primeiro o dorama (com Masaki Aiba e Momoka Ishii) para depois descobrir que foi baseado no manga do mesmo nome. Confesso que para encontrar os cinco volumes me deu um trabalho danado, porque não  encontrava nem nas Book-Off da vida, porque o manga tinha sido publicado entre 2007 e 2010 (o dorama foi ao ar em 2009, e o final foi diferente porque na época o manga não tinha terminado) e não sei se foi por causa do dorama, o manga esgotou. Claro que muita coisa difere tanto no manga como no dorama, mas a história de um homem na casa dos vinte e tantos anos descobre que tem uma filha de cinco anos, fruto de um relacionamento que teve com uma amiga que estava na faculdade e estagiava no colégio onde o rapaz estudava. A história sobre um pai solteiro tendo que criar a filha após a morte da mãe teve várias versões, mas talvez "My Girl" teve uma boa aceitação graças a interpretação de Masaki Aiba como Masamune e Momoka Ishii como Koharu.


- Kamisama no Karute (Sosuke Natsukawa/Saburo Ishikawa): Eu tenho a versão manga do livro de Natsukawa, que posteriormente foi adaptado em dois filmes do mesmo nome, tendo Sho Sakurai e Aoi Miyazaki como protagonistas. A história de um médico que trabalha em um hospital que funciona 24 horas por dia, 7 dias por semana e 365 dias no ano, entre a vida corrida, ainda consegue trazer algum calor humano para os pacientes. Tenho outro volume, publicado pela revista Cheese!, quando foi anunciado a segunda temporada do filme em 2014, ilustrado por Natsumi Honda (que foi baseado mais no filme).

- Aishiteru ~ Kaiyou/ Aishiteru ~ Kizuna (Minoru Ito): Tudo por causa de um dorama que acabei assistindo por acaso quando passou em 2009 na NTV, e o tema era bem forte - duas famílias acabam tendo as vidas transformadas quando o filho de uma acaba tendo a vida tirada pelo filho de outra. Embora no manga a história seja bem mais forte, mesmo assim a história faz a gente pensar e muito sobre criação dos filhos, sobre as conseqüências e sequelas. A seqüência "Kizuna" passa alguns anos depois do incidente. São dois volumes cada, e ambas as duas histórias foram publicadas na revista BE LOVE (engraçado que na época eu lia muito essa revista por causa da história "Gal Boy" mas eu havia parado de ler depois que a história acabou antes de Aishiteru iniciar).

- Koshoku Robot (Hisae Iwaoka): Um restaurante de bairro envia um presente caso o cliente tenha 3000 pontos no cartão de fidelidade do estabelecimento, no caso um robôzinho que ensina como comer e cozinhar melhor. Como a maioria dos clientes são pessoas solteiras ou que nem sabiam fritar um ovo, o robô serve além de ensinar a cozinhar e comer melhor, resolver problemas particulares. Mas se o dono arranjar um parceiro, o robô é devolvido para o estabelecimento e a memória apagada. 

Mais outro manga que eu acabei lendo por causa do dorama que passava tarde da noite na NTV. Embora algumas modificações aqui e ali, a história em si é mais para trazer conforto e para passar o tempo, sem tramas mirabolantes ou quebrar a cabeça tentando desvendar algo. Mas recomendo não ler o manga com fome, porque se trata de um tema envolvendo comida. São nove volumes completos.

- Migi to Dali (Nami Sano): Dois irmãos gêmeos idênticos são adotados por uma família que reside na mesma cidade onde sua mãe foi encontrada sem vida e eles precisam descobrir quem cometeu o crime. Só que, na adoção, a família só poderia adotar apenas um, então os gêmeos passam a agir como se fosse uma única pessoa para poderem investigar o caso. 

Eu tinha visto o manga em uma livraria na época que eu morava em Inazawa (Aichi), mas quando vi o Daisuke (do Otaku no Kissaten) comentando a respeito um tempo depois, acabei adquirindo os sete volumes completos na mesma época em que tinha sido anunciado o anime. Mas aviso que a trama traz muitas situações que podem dar muito desconforto para pessoas sensíveis, então esteja preparado se quiser ler o manga ou assistir o anime. Mas foi uma pena a autora ter falecido quando o anime estava já na fase da produção, pois ela estava acompanhando o processo, já que outra obra anterior - "Sakamoto Desuka" tinha sido adaptada em anime em 2016.

- Eine Kleine Nachtmusik (Kotaro Iseya/Ryo Ikuemi): Por causa de uma enquete feita no meio da rua em Sendai, Miyagi, Sato e Minako acabam se envolvendo, e nos dez anos de convivência, a vida deles se conecta com a vida e cotidiano de outras pessoas que vivem ao redor deles.

Foi por causa do filme do mesmo nome (que no exterior teve o título de "Little Nights, Little Love") e tendo Haruma Miura e Mikako Tabe (que já atuaram juntos na versão live action de "Kimi ni Todoke"), certamente é uma história entre o romance e slice of life. O manga foi baseado no livro de Kotaro Iseya, em dois volumes. Eu preciso rever o filme e ler de novo, porque faz um bom tempo que fiz isso, e com o tempo lembro de muita pouca coisa...

*Em tempo - eu tenho vários mangas de volume único ou dois, que foram baseados em filmes, mas farei uma lista posteriormente.


- Houtei Yuugi (Ritsuto Igarashi/Yumuko Tsuka): Um incidente acontece na faculdade de Direito, onde um colega é assassinado, e a suspeita pede para seu amigo de infância ser seu advogado de defesa. Mas por trás disso tudo, acabamos por conhecer o passado de cada um deles, e a conexão que existia mesmo antes de entrarem na faculdade.

Baseado no livro do mesmo nome de Ritsuto Igarashi (que é também advogado), na época que foi anunciado a versão filme, a versão manga foi publicada na revista Evening, da editora Kodansha, mas o manga foi baseado no livro, portanto, se assistiram ao filme e depois leu o manga (que foi o meu caso) tem muita coisa que difere, mas não perde a essência da história. 

- Watashi no Shiwase Kekkon (Akumi Akutogi/Riko Kosaka): Em uma Era Taisho alternativa, onde magia e poderes sobrenaturais existem, uma jovem que não possuia poderes sobrenaturais é enviada para ser noiva de um oficial tido como frio e impiedoso ao ponto das candidatas a noiva desistirem em três dias. Sem outra opção devido à sua condição, a jovem acaba aceitando viver com o oficial, que, aos poucos percebe que é uma pessoa completamente diferente do que imaginava, e sua convivência faz com que o coração de ambos comece a se abrir.

Embora tenha a novel que deve estar um pouco adiantado, eu consegui ao menos completar os cinco volumes na versão manga, pois na verdade, eles foram e voltaram por motivos diversos. Foi por causa da versão live-action que me fez correr atrás do manga, que ao menos o filme foi fiel à história (na época, estava sendo publicado o terceiro volume), mas ainda não conferi a versão anime que tem duas temporadas.

- Wagahai no Heya de Aru (Riki Taoka): Um universitário morando sozinho com seus dilemas - projeto de conclusão, pesquisa, moradia, cotidiano e se a sua crush vai corresponder. Enquanto ele fica imerso em seus dilemas, os objetos que possui "conversam" entre eles observando as atitudes do rapaz.

São seis volumes fechados, a história virou dorama pela NTV em setembro de 2017, quando saiu o quinto volume, portanto o final difere ao do manga, porque o último capítulo foi publicado em fevereiro de 2018 pela revista Gessan da Shonen Sunday Comics. Talvez seja um dos pouquíssimos shonen manga que eu possuo, embora a história mais seja um slice of life de um universitário morando sozinho.

- Metamorphosis no Engawa (Kaori Tsurutani): Uma viúva de 75 anos que começa a ler mangas BL por ter achado a ilustração da capa bonita, e acaba fazendo amizade com uma colegial de 17 anos que trabalha na livraria que frequenta, e que é fujoshi (pessoa que consome conteúdo boys love) e sonha em ser mangaka.

Quem me indicou o manga foi a Umeko Mikan (do Otaku no Kissaten), quando ela havia comentado dele. Mas acabei adquirindo todos os volumes de uma vez só quando relançaram por causa do live action, porque era difícil encontrar até nas lojas de segunda mão que eu frequento. Embora tenha um pouco de conteúdo BL (os mangas que Yuki e Urara lêem e comentam), não é tido como BL, pois o foco é na amizade entre uma senhora viúva e uma colegial que compBom, por artilham os mesmos gostos.

Bom, por enquanto estes são os mangas que não dá pra dizer se seriam shounen, seinen ou ladies manga, porque eu leio não por causa do gênero, mas pelo enredo. Embora eu sei quais os mangas que são shounen, mas é que até hoje não consegui adquirir (mas alguns eu li via on line durante a pandemia, quando liberaram geral e disponibilizou de graça em diversas plataformas), mas ao menos dois títulos eu ainda vou conseguir adquirir logo que eu me estabilizar.

Imagens:  Gentosha, JUMP Comics, Kadokawa, Kodansha, Shogakukan, Shinchosha, Shueisha, Square Enix.

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