Sunday, February 14, 2010

Quando se arrebenta seu piggy-bank (de novo)

Eu sei que vai ter muita gente lotando minha caixa de comentários com um sem número de reclamações sobre minha atitude de novembro pra cá e só agora revelo o estrago (moderado) que fiz em matéria de compras, mas eu fiz de forma consciente: usando point cards, indo em promoções, encarando filas...

Quem me conhece pessoalmente e quem me conhece pelo blog, sabe: eu costumo comprar a maioria das coisas via liquidação, uso de point cards e idas na rede da Book-Off. E desde novembro, bem, vou dizer que acho que fiz um estrago, mas que poderia ser pior...

Troquei de aparelho celular: Pra quem ficou quase sete anos com um mesmo aparelho celular, o anterior bateu recorde de menor tempo em posse da dona aqui. Só que parece que os aparelhos atuais não duram mais que dois anos, o que aconteceu da bateria do meu Sony Bravia ter ido pro espaço. Aí a TV não funciona direito, a ligação cai no meio e olha que tem sinal de linha (o chamado "tem três pauzinhos no sinal de antena"?), o que já me fez correr atrás de outro novo. Ou um pouco mais atualizado. Ah, eu falei que dependendo do site que eu queria acessar pelo meu anterior, não aceitava devido ao modelo e por aí vai? Pois é: não aguentei e numa das minhas idas no interior de Kanagawa, encontrei uma loja cujo modelo que eu queria tanto, usando meus pontinhos acumulados da operadora, saía de graça.
Eis o modelo que troquei: Da DoCoMo modelo HT-03 que dá pra ouvir música, assistir aos vídeos do YouTube, telefonar, tirar fotos, ver e-mails, se localizar pelo Google Maps, ver previsão do tempo, trens, acessar este sítio e dos amigos...

Bem, quase de graça, pois o brinquedinho em questão, se eu quebrar, danificar, cancelar em menos de dois anos, aí vou sentir a dor no bolso. Leia-se: pagar pelo aparelho. Sem falar de que como o aparelho novo utiliza outro sistema de internet, se eu tirar o cartãozinho do meu aparelho atual e inserir no meu antigo, se acessar a internet do antigo, minhas economias entrarão em estado de choque (se não em coma profundo sem volta).

Ao menos, agora minhas longas viagens intermináveis de trem casa-trabalho-casa ficarão mais divertidas, pois dá pra matar um pouco o tempinho assistindo aos vídeos. Isso se a conexão não cair (nem tudo é 100% perfeito em tudo né...)

Meu aparelho devidamente personalizado pela própria. Papel de parede e com o devido penduricalho para encontrar o aparelho: do último show do Masaharu, o pingente que veio junto em forma de palheta de guitarra e os pingentes da autora: o coração gravado o nome dela e do namorido kinguio e o Snoopy, personagem favorito dela...


Visita nas lojas de revistas e CDs usados... Em algum post mencionei de uma rede de livros, DVDs, CDs e games de segunda mão, mas que se escarafunchar bem, encontra coisa boa, novinha e bem mais barata. A rede que começou com mangas e CDs usados, hoje até elefante vende. Exageros a parte, a rede Book Off, espalhada pelo arquipélago inteiro, é o paraíso de quem quer algo bom e barato ou a base de precinhos camaradas ou a base de troca de pontos ou escambo mesmo. Sim, levar seus mangas que você não lê mais, os CDs de artistas que na hora você gostou e agora odeia (isso não é o meu caso...) e trocar pelo qual você deseja. Fiz (e continuo fazendo) esse tipo de aquisição.

Aprendam com miss Piggy: quer o álbum de seu artista favorito e está com grana curta? Vamos na Book-Off, estes três sairam pelo preço de um novinho!


Recentemente acabei indo nessas lojas e com 1000 ienes fiz uma bela duma compra (ou um belo d'um estrago como muitos vão me dizer) e acumulando mais pontinhos no point card (eu falo: o dia que eu voltar de vez pro Brasil, vou sentir falta disso...): compra de três CDs (sendo dois deles duplos: os citados "Su", "Vest" e "Zard Golden Best") e três livros de culinária (sim, comprei os três livros do Bistro Smap a preço de um). Só resta criar vergonha na cara e dedicar-me mais nos afazeres culinários...
Receitas testadas pelos chefs Kimura, Inagaki, Kusanagi e Katori, garantidos pelo maître Nakai, e aprovadas pelos convidados, mas se alguma coisa der errado, como der indigestão, faltar algum detalhe ou o forno explodir, a gente sabe em quem pôr a culpa ou vai ser da pecinha que fica em frente ao fogão...

O dia que eu fizer, eu posto a receita e o resultado final. Do prato, claro.

Quando a sua folga coincide com o "lady's day" nos cinemas... Fazia um bom tempo que não ia no cinema. Falta de tempo não seria a palavra certa, mas foi meio pão durice de minha parte, querer ir ao cinema quando tem desconto ou no "lady's day", ou seja, mulher paga 1000 ienes a entrada (o precinho normal é 1800 ienes, a não ser que compre antecipado ou use algum cartão com fidelidade de pontos). E geralmente são todas as quartas-feiras do mês, o que fica impossível, pois minha folga cai na quinta.

Como em final de dezembro tive minha semana (merecida) de descanso de final de ano, na quarta-feira fui ao cinema. Fui assistir a animação da Pixar - "Up" (aqui saiu como "Carl no Ojisan" e no Brasil como "Altas Aventuras"). Quem não gosta, me perdoem, mas não consigo assistir filme sem pipoca nem algo pra tomar. E quem for comigo, não me reconhecerão no cinema (ou teatro): entro muda e saio calada. Uai, estou pagando uma nota pra fazer o quê no cinema???

"Mas Iwa*, por que não foi assistir ao 'AVATAR'???" Explicando: fui no cinema no dia 30 de dezembro e o filme Avatar foi só entrar em cartaz um pouco depois. (* O pessoal que me conhece só me chama assim. Ah, é: meu sobrenome é Iwasaki. Pronto, falei.)

... e o pessoal aqui adora uma fila... Eu confesso. No mesmo dia que fui ao cinema, da rede Toho, que fica no complexo Roppongi Hills, na verdade, fui muito cedo (pra não dizer sete e meia da manhã) pra Akasaka Sacas (que fica em Akasaka, oras) pra pegar uma senha. Vocês leram bem: senha. Tudo porque a lesada aqui, assistindo ao noticiário em casa (shouganai, em casa só dá pra assistir programação local e notícias do Brasil via blog dos amigos que estão lá, Estadão on line, Folha on line, ligando pra meus irmãos...) e eis que o quinteto-que-mais-atua-do-que-canta Smap abriu uma loja temporária (válido por vinte e cinco dias) onde fica a loja da rede TBS. Anualmente, acho que desde 2006, não lembro bem, eles fazem acordo com a loja da TBS e a emissora cede o local por quase um mês para fazer o evento. Geralmente alguns souvenieres exclusivos de temporada.

Loja do quinteto Smap em tempo sazonal: uma vez por ano, em dezembro, a administração da loja onde fica os souvenires da emissora TBS cedem o local para 23 dias pro grupo divulgar algum produto ou campanha nova. Em 2008 o tema foi Natal junto com a turnê "super music artistic performance". Em 2009 foi inspirado em Nova Iorque...

Nunca tinha ido, confesso que nem na época de "Sonomama" (2008) que os souvenieres eram mais bonitinhos (e foi também conveniado com a marca de acessórios Samantha Thavasa) consegui ir, primeiro por falta de tempo mesmo e segundo não sabia onde ficava o Akasaka Sacas (e olha que costumo pesquisar como faz pra chegar no local...). Desta vez resolvi ir, na campanha de 2009/10 "Chan to shinai no ne!", cujos souvenires foram inspirados no comercial da SoftBank que fizeram nos Isteites (dizem que faziam dez anos que o grupo todo não ia pra Nova Iorque, só individualmente de férias, de "castigo" (quando Shingo Katori e Goro Inagaki tiveram que fazer uma apresentação em um teatro como preaquecimento da platéia), a convite (lembra que mencionei que em novembro, o líder Masahiro Nakai foi convidado pro premiere do filme que seria o show do Michael Jackson?) e apresentação especial (o musical "Talk Like Singing", de Shingo Katori que agora está no Akasaka Theatre até dia 7 de março)).
Vitrine onde ficaram expostos os produtos. A caneca não tinha mais (mas se tivesse e comprasse, eu iria era apanhar lá em casa. Motivo: mais uma caneca ???), porém o livro de fotos tinha.

Eu não sabia logo na primeira vez que fui que tinha que chegar cedo pra pegar a senha, pois a entrada no local era limitado a 100 pessoas por hora. Bem, a quantidade dos souvenieres era limitado. Tanto que a caneca (mug cup) foi o item que acabou logo na primeira semana. Mas eu queria era comprar o livro de fotos (se tivesse o strap, aquele penduricalho pra enfeitar/identificar o celular, ficaria feliz também) por isso consegui a dita senha no mesmo dia que fui ao cinema. E como tem hora marcada, acabei ficando pra entrar as oito da noite. Claro que não fiquei das oito da matina até a hora marcada esperando em fila, pra que serve senha?


Amostra das roupas que usaram no comercial da SoftBank que fizeram em Nova Iorque, final de 2009. Na foto, as roupas, acessórios e sapatos de Tsuyoshi Kusanagi e Masahiro Nakai.

Ao menos valeu a pena: podia-se fotografar dentro da loja (algo difícil aqui). Dentro, as roupas que usaram no comercial, o cartaz promocional da nova campanha da empresa SoftBank ("Color Life") devidamente assinado pelo quinteto e os produtos. Se na segunda semana já vivia lotado, não gostaria de imaginar como ficaram os últimos dias... E dá-lhe fila! E parece que japonês adora fila: fila de cinema, fila de supermercado, fila de liquidação...

Liquidações desta vez nem pensar: Diferente das outras vezes, em dezembro e janeiro nem cheguei perto de liquidações, pois estamos em fase de contenção de gastos (leia-se fechar a mão e comprar o que precisa mesmo). Pra não dizer que não comprei nada de roupa em liquidação, foram "apenas" três blusas de lã e uma para usar por baixo destas blusas na rede de lojas "bom, bonito e barato" Uniqlo. Podem achar ruim, mas a maioria das minhas blusas de lã ou linha são desta loja. Quem me conhece (bem) sabe que a maioria das minhas roupas eram de cor branca ou tom pastel. O dia que apareci usando uma blusa cor de berinjela ou maravilha, ninguém acreditou. Oras, uma cor de vez em sempre faz bem né... Cá pra nós: outono e inverno são as estações que dificilmente uso camisa, sempre essas blusas de cores ... hã... quentes. Ah, tá. Cor de berinjela é cor fria?
Faltou a blusa côr de berinjela que pus pra lavar. Na foto, púrpura, pink e lavanda...

Sessão off topic ou coisas que nem tem nada a ver com a postagem do dia... Lembrando os Beatles na interpretação (mais ou menos) de Takuya Kimura ( "In My Life") e Shingo Katori ("Ob-La-Di, Ob-La-Da"). Gravado no programa semanal "SMAP X SMAP" em 4 de dezembro de 2000, no bloco final, em memória aos 20 anos de John Lennon, uma homenagem ao quarteto de Liverpool. Uma pena que, quem postou o video, faltou a primeira parte que tinha Masahiro Nakai com "Twist and Shout", Goro Inagaki com "Yesterday" e Tsuyoshi Kusanagi com "Help!". Imagino como deve ter ficado, mas uma homenagem justa.

Fotos: do porquinho quebrado e do celular frente e perfil: via seo gugol. O resto são da própria autora mesmo, via celular novo.

7 comments:

  1. aqui se a pessoa nao tiver preconceito em comprar coisas de segunda(que muitas vezes sao de primeirissima qualidade) encontra de tudo,no book off da para encontrar muita coisa por precos pra la de camaradas...
    e sem falar nas lojas de 100 yenes,nos shimamuras e uniclos da vida,e assim por diante.
    Afinal,a pessoa nao precisa comprar coisas carissimas para estar bem,roupas por exemplo,nao eh o valor que vai da estilo ne?
    e amiga,to vendo que vc eh fa roxa do smap.
    :D
    beijaooo.

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  2. hahaha Andreia, a rede Book-Off eu comecei a frequentar quando morava em Minamiashigara e na época só vendia CDs e mangás. Agora...
    Cá pra nós, as roupas da Uniqlo, tirando as calças (que não me caem bem nem fazendo dieta), o resto me cai e muito bem eheheh
    Quanto ao Smap... bem, quando cheguei aqui, ha doze anos, minha colega de quarto so assistia a esse programa. Como não tinhamos o que fazer... E ela era hiperfã deles, nem sei se ela chegou a ir a algum show deles.
    Eu, modestia a parte, fui no do Masaharu ahahah
    Beijao!

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  3. Enquanto isso, no Brasil, iPhone é para bacana ou para quem pede para um amigo trazer dos EUA ou do Paraguai mesmo.

    Eu na Book Off iria torrar minhas economias sem nenhum remorso em compras de CDs de música japonesa. Eu fico olhando os sites de lojas de CDs e discos de vinil japoneses e fico babando, que nem cachorro diante da máquina de assar frango.
    Ia ser mais ou menos como o Chaves no restaurante da Dona Florinda: Aponta o cardápio e diz: "Daqui pra cá, tudo!".
    Também iria montar uma tremenda biblioteca, só que bem variada: Livros de arte japonesa, culinária, música, literatura, língua japonesa, kanji... E alguns eu iria doar para o meu curso de japonês.

    Tenho uma dica para quem está fora do Brasil e quer assistir a programação brasileira (principalmente com a banda larguíssima do Japão): Baixe o programa MEGACUBO, que garante todos os canais de TV brasileiros, incluindo até algumas redes regionais.

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  4. Bem que eu queria morar ai pra poder comprar nessa loja de cds ._. Compro tudo no ebay, mas dependendo da cotaçao do dolar sai um roubo... e inveja do seu celular, o meu nem videos no youtube da pra assistir

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  5. MP Kouhaku, e o iPhone aqui o pessoal compra parcelado em 24 suaves prestações mensais e tem que ter cartão de crédito... Na rede da Book Off (cada cidade tem pelo menos uma loja), eu vou sem um pingo de culpa. Só que no dia que eu folgo, fico metade do dia procurando mesmo! Agora, vinil você tem que encontrar em lojas meio escondidas de Akiba ou Kudanshita.
    Beijo procê!

    Gabriela, isso porque o meu aparelho nem iPhone é, mas muito amigo meu desavisado pensou que fosse. Como disse no post, eu não paguei nada pelo aparelho, nao pago parcelado, mas se eu resolver cancelar ou o aparelho quebrar por desastre do usuario, aí sim eu vou ter que pagar...
    Beijao!

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  6. E eu que ainda não consegui meu iphone ahahahaha, mas tudo bem, trouxe meu celular do Jp mas não funciona nem com um chip pirata de tão moderno que o aparelho é. Fazer o q? gastei grana ai pra trazer pra cá e sai no prejuizo.. Tudo bem, faz parte.

    Kisu!

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  7. Bah, desculpa a indiscrição: que modelo é o aparelho que você possui?! O meu, pode ter certeza: no Brasil NAO vai funcionar...
    Beijao!

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