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Monday, May 27, 2019

Quando ausentar é preciso

(Algo irrelevante, acredito.)

Via FB da Simplessmente Eli, que era de outra page que esqueci de marcar.

Quem me segue nas redes sociais (Twitter, Instagram, FB), deve ter percebido (ou passado batido, tanto faz) que de uns bons tempos para cá estou interagindo e postando muito menos do que anteriormente. Um dos motivos, obviamente, é meu horário de trabalho, pois desde fevereiro troquei o dia pela noite, mas por tempo limitado. Com isso, aconteceu da noite, turno que sempre estava mais ativa, estar no trabalho do que no computador/smartphone. E quando estou em casa, acabo é botando minhas coisas particulares em ordem (leia-se assistindo alguns doramas da temporada).

Outro motivo é que as redes sociais ficaram insuportáveis para mim. FB, podem esquecer, que só entro por causa de alguns grupos que pertenço (como j-doramas e j-pop), porque interagir lá, qualquer "a" que você abra, o pessoal já detona. Twitter ainda salva um pouco (sempre mencionei que o Twitter foi uma das poucas SNS que colocou o pessoal que mora no Japão a par do que aconteceu no dia 11 de março de 2011), mas mesmo assim está começando a ficar um pé no saco. Instagram, eu posto quando lembro, ou quando eu vejo algo interessante ou relevante.

Muitos vão me dizer que é mais fácil eu dar mute, filtrar e até excluir. Bem, para falar a verdade, fiz essas três funções, mas isso foi no inverno passado. Tenho que fazer logo a limpeza da primavera, pois daqui a um mês entraremos no verão.


Eu sei que a vida nem sempre é linda e maravilhosa, existe espinhos, pedras e muitos obstáculos, e não dá pra tapar o sol com a peneira. Mas toda hora falando de desgraça, coisas ruins, e outros desastres, atraem coisas ruins ainda mais. A vida já não está boa, a gente tenta com muito esforço ter uma luz de esperança e fazer as coisas com mais facilidade, e chega um e traz mensagem pessimista. Assim não dá.

Outra coisa que me faz diminuir meu ritmo de interação/postagem nas SNS, é o desânimo e guerra no fandom. Todo dia que eu entrava nas SNS, era gente desanimada, com raiva, e desmotivada. E isso me deixava muito mais triste, ao ponto de gente nem mencionar sobre um dos programas musicais que a gente fazia questão de maratonar ("The Music Day", que passa todo ano, no primeiro sábado de julho), e eu fiquei sabendo dias depois porque o programa entrou nos trendings no Twitter. Numa dessas e tantas que fiz uma postagem no meu Instagram:

"Várias coisas que eu fazia bons anos atrás, estou resgatando aos poucos: ouvir música, ler mangá, assistir DVDs. Eram hábitos que eu tinha e não sei porque diminuí. De uns tempos para cá, minha frequência até nos SNS diminuiu, mas o motivo é horário de trabalho. Mas também será algo que manterei, toda vez que entro nos SNS para saber algo novo, tenho vontade de chorar. Discussão, desânimo, guerra de fandom, outras discussões, etc. Por essas coisas, minha frequência ficou zero e só entro para outras coisas. No máximo RT de coisas alegres, interessantes e bonitos. Sei que tem a realidade, mas já vivo nela. Are You Happy? I can't answer."
Na verdade, guerra de fandom sempre existiu e não é de hoje. Mas parece que cada dia que passa, piora. Dias desses, durante o trabalho, eu estava pensando sobre a época que eu assistia os programas musicais, frequentava toda semana as lojas de CDs, locadoras e livrarias, e eu era feliz e não sabia. Porque a gente nem tava nem aí com fandom, essas coisas; era varar madrugada de sábado pra domingo assistindo CountDown TV, que era uma salada musical (desde enka, passando por anisongs e inclui o j-pop), com convidados aleatórios "ao vivo"... E tinha a Oricon Style, revista que trazia tudo e mais um pouco de música e entretenimento.

Bem, vinte anos atrás, nem lembro se tinha SNS, mesmo porque fui ter um PC depois de três anos aqui. E meu celular nem internet tinha. Enfim...

Por um lado, os SNS me fizeram conhecer gente muito legal, pude saber mais como se inscrever em FC, ir em shows, conseguir ingressos, etc., mas todo lado bom, tem o lado ruim. E gente maldosa existe em qualquer lugar, infelizmente. E numa dessas que acabei saindo de um grupo (eu estava numa pior fase da minha vida, qualquer coisa já me irritava, e teve gente que não entendeu. Resultado, levei suspensão e num acesso de raiva eu pedi para me excluir daquele lugar).


Recentemente, para não acabar brigando com gente que nada tem a ver (ou tem a ver, mas a gente gosta porque amizade fiel acima de tudo), resolvi apenas dar RT em coisas fúteis e fofas para quebrar o pessimismo que minha timeline tomou conta. Responder uma coisa ou outra, e olhe lá. Mas não a mesma frequência que eu mantinha anos atrás. Para evitar discussões que podem levar ao fim de amizade (e não estou querendo isso!).

Se bem que, na verdade, muita gente nem percebeu a minha baixa frequência nas SNS (especialmente no Twitter, onde eu era mais ativa), nem estou comentando sobre doramas da temporada. Mantenho o Empório ativo porque ainda sei que tem algumas alminhas semiperdidas que passam aqui. E tento, na medida do possível, postar alguma coisa diferente da vida aqui.

Talvez seja a hora de seguir conforme a primeira foto que abre a postagem -  eu relembrar quem eu era.

Monday, May 20, 2019

Lembrancinhas Temáticas (Parte 8 - Fukuyama Masaharu WE'RE BROS. TOUR 2018 ~ Osaka-jo Hall, 24~28 de janeiro)

Cada artista sabe como arrecadar mais fundos com a venda de limited goods, como todo mundo sabe, alguns artistas da JA fazem sem dó nem piedade para desespero dos fãs.


Pelo jeito, Masaharu Fukuyama também resolveu aderir e, na live tour que ele realizou em janeiro de 2018, ele colocou um item limitado - a mascote Mashamaro representando alguma característica na província onde estaria sendo o show, em forma de chaveiro e no design dos envelopes para otoshidama. Mas como a Amuse (agência na qual Masaharu é filiado) pensa diferente, colocou não somente os concert goods mas também os itens limitados no site oficial. Ou seja, se não deu pra comprar porque onde você vai no live fica em outra província, dá pra comprar on line sem problema algum. Bem, exceto se acabar logo tal como alguns goods no Fuyu no Daikanshasai (teve uma vez que uma caneca de louça acabou tanto na fila dos goods como on line).

Masaharu quando resolve fazer tour, o pessoal do fã clube já fica em alerta, porque primeiro abre as vendas para os membros e, depois para o público geral. Mesmo assim, sempre tem uma terceira chance. Ou seja, na tour do Masha, só se for muito azar não conseguir, especialmente quando for nos Domes da vida (em 2018 o que eu consegui na Arena e no Dome, não consegui no Daikanshasai do fim do ano, depois de 3 anos seguidos). E olha que um dos poucos shows que ele faz quase todo ano é o Fuyu no Daikanshasai. A última vez que ele fez live tour, foi em 2014 na época que lançou o álbum "HUMAN" e era a primeira vez que ele conseguia fazer o Five-Dome Tour.

Do dia 24 de janeiro a 30 de abril, Masaharu fez o live tour somente nas arenas e em onze cidades. Depois que ele anunciou o Live Dome, mas somente no Kyocera Osaka Dome e Tokyo Dome, em maio (não deu para acrescentar mais Domes por falta de data mesmo).

Obviamente, ele produziu os concert goods. Quem tem acesso ao site oficial do moçoilo, ele postou em partes o processo de concepção dos produtos, como design das camisetas, ecobag, toalhas, outros acessórios como chaveiros, material de papelaria, etc., com direito a alguns itens ilustrados por ele. Aí ele resolve dar um da turma da JA e resolve botar item limitado...

O item limitado seria um charm (tipo de pingente) com a imagem da mascote Mashamaro como daruma e quatro envelopes para otoshidama (quando dá dinheiro pras crianças no ano Novo). Aí, resolve caprichar e faz a imagem da mascote conforme o lugar onde fará o show.


O início da tour nas arenas, Masaharu começou em Osaka, no dia 24 de janeiro, mas neste dia, somente para quem é do fã clube (os demais dias era aberto para o público em geral). Além dos goods habituais como camiseta, toalha e ecobag, teve adesivos, mochila e o item limitado - o Mashamaro Daruma em formato da famosa torre Tsutenkaku.

Eu havia mencionado sobre essa torre quando fiz a postagem da tour do Arashi de 2017 por causa dos wallpapers que representavam os lugares e comidas típicas da região, mas como era um dos itens, fiz um pequeno resumo dessa torre.

O Tsutenkaku (em tradução literal, "a torre que alcança o céu), originalmente construido em 1912, e que fazia parte do Luna Park (era conectada ao parque através de uma passarela), tinha a estrutura inspirada na Torre Eiffel e do Arco do Triunfo. Na época, era a segunda torre mais alta da Ásia. A torre foi destruída num incêndio em 1943, e usaram o restante da estrutura metálica durante a Segunda Guerra.


Após o fim da guerra, os moradores se mobilizaram para reconstruir a torre. Contrataram os serviços da Tsutenkaku Kanko Co. para a reconstrução baseado no design do arquiteto Tachu Naito (chamado de "o pai das torres" pois fez o design da Tokyo Tower, Nagoya Tower, Sapporo Tower). A segunda versão da torre, octofacetada, foi inaugurada em 1956.

No quinto andar da torre, além do observatório, tem a famosa escultura da mascote Billiken, que originalmente foi trazida ao Japão em 1910 e colocada no parque no ano de sua inauguração. Quando o parque fechou, em 1923, a estátua sumiu e fizeram uma nova réplica baseada numa foto antiga. Em 1979, foi colocada no quinto andar da torre.

Tsutenkaku é famosa também por suas luzes de neon, que mudam de cor a cada dois meses, conforme o evento, como, por exemplo, durante a floração das cerejeiras, à noite as luzes ficam cor-de-rosa. Outro detalhe da torre, é que, quem vê pelo lado sul, tem o anúncio da Hitachi, que é o sponsor da torre. Um dos lados da torre é ocupado por algum aviso de serviço público. E as luzes no topo da torre indicam a previsão do tempo por combinação das cores.

Sites oficiais:

- Sobre informações de turismo em Osaka (em inglês) https://osaka-info.jp/en/page/tsutenkaku
- Home page oficial do Tsutenkaku: https://www.tsutenkaku.co.jp/

Fotos: OSAKA-INFO, Fukuyama Masaharu Official Site e ASMart

Nota da autora: recentemente fui para Osaka, fiquei dois dias mas ir no Tsutenkaku para conhecer que era bom...

Monday, May 13, 2019

Feliz Dia das Mães


Claro que a gente tem que lembrar das mães todos os dias, não somente na data especial. E antes que me digam que eu sou insensível porque eu telefono para ela todo mês, eu explico pela enésima vez: se eu ficar telefonando para ela todo dia, vou ouvir duas coisas:

"O QUE ACONTECEU????????" (sim desse jeito mesmo, dando pra ouvir pelo bairro todo)

"VAI FICAR CARA ESSA LIGAÇAO!!!" (até eu explicar que finalmente as ligações do exterior para o Brasil ficaram bem mais em conta... E não, meus pais não possuem computador para usar o Skype)

Mesmo assim, lembro dela todos os dias, apesar da distância bem gritante entre nós. Quem me dera ficar perto dela, mas quando a gente atinge uma certa fase na vida, temos que nos virar sozinhos e levar tudo o que aprendemos de nossas mães, desde conselhos até receita de como cozinhar feijão sem ter medo de explodir a panela de pressão.

A gente até brinca com as frases que ouvimos (até hoje) dela quando chega o Dia das Mães, como "Hoje é o dia de 'leva o casaco que vai esfriar'" ou "Hoje é o dia 'eu te avisei'", mas a gente sabe que tudo isso é verdade. Principalmente quando um dia a gente se torna uma e acaba usando as mesmas frases para as futuras gerações.

Existem frases que a gente ouve sempre mesmo depois que saiu de casa e levando a vida, mas temos que reconhecer que mãe é mãe, e quem se tornou uma, sabe do que elas queriam dizer... Já postei várias, algumas me baseei no livro das Garotas que Dizem Ni, e outras no nosso cotidiano.

"Leva o casaco que vai esfriar", frase muito ouvida para quem é principalmente paulistano, onde em um dia temos as quatro estações. Sim, nas minhas férias, teve dia que eu saí de casa com cardigã e voltei com um guarda-chuva.

"Tá pensando que sou dona da Eletropaulo?" Ou "sócia da Light", tanto faz. Minha mãe sacava da primeira frase quando a gente esquecia a luz do banheiro ou da sala acesa sem ninguém estar lá dentro. Na verdade, quando a gente era criança (e adolescente também) nunca tinha a noção do valor monetário das coisas. A gente vai se tocar disso quando é adulto e vai morar sozinho. Isso quando de vez em quando a gente esquece a luz acesa e vai dormir/fazer outras coisas/sair.

"Come que isso vai te fazer bem!", principalmente quando era algo que a gente torcia o nariz. E quando a gente se torna adulto, acabamos por comer o que a gente detestava e passa a não comer o que, quando criança, abria o maior berreiro porque queria que queria comer (leia-se doces e outras "besteiras" que nossos pais condenavam). Ou seja, quando ficamos adultos, parece que nosso paladar fica mais seletivo...

"Não volta tarde porque amanhã você trabalha/tem prova.", era os bons tempos em que sair de casa para ir ao cinema/balada/sair com azamiga não tinha perigo. Pelo menos onde eu morava. Acho que se fosse hoje, certamente minha mãe ia falar "porque é muito perigoso ficar na rua até tal hora". (Mas se ela morasse comigo, no Japão, ela ia falar a primeira frase.)

"Eu avisei!" , essa toda mãe fala quando alguma coisa deu fora de nossas expectativas. Quando são os outros que falam isso, a gente diz que seria inveja, botaram "olho gordo", e por aí vai. Mas quando é a mãe da gente...

"Não quero nada!", não sei a mãe de vocês, mas pelo menos a minha sempre fala quando eu pergunto se quer alguma coisa no supermercado, lembrança de viagem, presente de aniversário/Natal/Dia das Mães. No fundo, eu sei que ela quer, mas não quer falar para não dar trabalho para a gente. Mas a verdade é que ela quer nos ver bem, com saúde, tranquilidade e feliz, assim como nós queremos com a mãe da gente.

Mamãe, obrigado por sempre dar à luz! (Por Satoshi Ohno)



Imagens: pinterest (Lucy e Charlie Brown) e ninosan_1983 @ twitter.

Tuesday, May 07, 2019

Natsume Yuujincho Ten (Mostra dos Trabalhos sobre Natsume Yuujincho) - Daimaru Umeda, Osaka (24 de abril a 6 de maio de 2019)


Tsuruma Koen (Nagoya, Aichi)



Na verdade, eu era para ter feito uma postagem sobre um dos maiores parques da cidade de Nagoya no ano passado (foi quando eu fui na época que as cerejeiras estavam em full bloom), mas fui deixando para mais tarde (e ainda por cima, em maio do mesmo ano, fui de novo por causa do Vegan Festival em Nagoya), e resolvi criar vergonha na cara e fazer essa postagem, mesmo sabendo que vai ter gente achando e supondo que aproveitei a ocasião e fiz o post.