Antes tarde do que nunca, certo? Fiquei devendo umas postagens especiais dos 20 anos deste Empório e ainda tenho uma retrospectiva de 2025, mas como janeiro é mês que eu costumo dedicar as primeiras semanas para fazer uma recapitulação do ano anterior, podem ter quase a certeza de que atualização mesmo vai ser depois do feriado do dia dos jovens aqui (que é na segunda segunda-feira de janeiro, este ano será dia 12), isso se eu fizer postagem diária...
Sem mais delongas, quando fiz um novo blog em dezembro de 2005, eu nem ia imaginar que eu ia durar tanto assim, porque eu nem postar com freqüência eu faço. Tem gente que consegue, mas no meu caso, haja assunto (e tempo, já que trabalho das 8 às 5 e nem é home office). Vinte anos depois e quase duas mil postagens aleatórias, fui dar uma pesquisada de vez para saber quais as 20 postagens mais populares (aquelas que foram muito visualizadas) e vi que eram as postagens mais antigas, do tempo que eu tinha mais inspiração (e cara-de-pau inclusa). Claro que por serem de quase 20 anos atrás, muita coisa mudou, a mentalidade e o público idem.
Vamos às 20 postagens mais populares nesses 20 anos e algumas considerações da autora... (Dividi em duas partes porque não basta a postagem ser longa, a autora tem que comentar)
1. Requeijão caseiro (21 de novembro de 2010):
| Essas mini-torradinhas não fazem mais... |
Oito fatias de queijo tipo lanche e creme de leite eram os ingredientes para fazer um requeijão quase parecido com o do Brasil. Na época, eu morava em uma cidade que a loja de produtos brasileiros mais próxima era longe demais mesmo de carro e, os similares que eu tinha encontrado em lojas de produtos importados eram muito caros pela quantidade, e o nacional a mesma coisa. Minha ex-kouhai de escritório havia me ensinado a versão caseira que, valia a pena quesito custo-benefício, mas hoje, com a alta de preços que deu aqui, tá compensando mais comprar pronto mesmo e o preço nem tem tanta diferença assim. Sem falar que encontro outras marcas como Koiwai, Yotsuba (dizem que é o melhor por ser de Hokkaido, conhecido pelos melhores laticínios) e o dinamarquês Arla que encontro em lojas como Gyomu Super, conhecido por vender produtos em quantidades de atacado a preços ótimos.
Update: De uns bons tempos para cá, passei a comprar cream cheese mais cremoso ainda, porque compensava mais comprar o pronto mesmo sendo genérico, do que fazer em casa. O dinamarquês que comprava no KALDI COFFEE FARM já não tem mais, passei a comprar ocasionalmente o da Koiwai quando encontrava, e recentemente o dinamarquês Arla, que encontro no Gyomu Super onde moro. Uma brasileira que mora em Kita-Kanto e posta sobre produtos japoneses que ela usa e compartilha a experiência, indicou o cream cheese spread da Yotsuba, mas não encontrei nos dois maiores supermercados que tem na cidade onde moro.
2. Desafio: Os Sete Itens da Moda que Eu não teria Coragem de usar... (21 de agosto de 2010):
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| Só a Haruna Ai tem a envergadura pra usar esse tipo de sapato. |
Foi um meme criado por um blogueiro brasileiro que mora aqui (mas perdi contato, nem sei onde ele sumiu, porque ele deletou TODAS as contas inclusive o blog que dava link na postagem) sobre sete itens da moda que você não teria coragem de usar.
Um dos itens, o wire turbant, eu tenho na versão elástico pra prender cabelo, mas as orelhinhas são tão pequenas, que dá pra disfarçar como se fosse um laço de enfeite, mas na postagem, eram bem piores.
A sandália-bota ou gladiadora, recentemente teve um revival, mas nem sei direito se aqui a moda pegou de novo. Mas sapato plataforma, tá cada vez mais alto. O que me dá raiva são as meninas que vão em concertos com esses sapatos, e se levar azar de ficar atrás de uma dessas especialmente na arena, acaba não aproveitando é nada.
Legging eu confesso que tenho mas é quando eu uso uma túnica que fica abaixo dos joelhos e fica ruim usar como vestido e sem as pedaleieras, porque, se tem algo mais wtf do que usar legging mostrando o contorno da retaguarda e as sobras, é a pedaleira esticada demais à mostra. Sem falar que a maioria delas fica transparente mostrando o que não se deve.
Mas não tem jeito, se a roupa lhe faz bem, deixa pra lá, mas que tenha um pouquinho de noção. Ou tem lugar apropriado para esse tipo de roupa, mas como aqui quase ninguém fica reparando tanto, especialmente Harajuku... Se eu fosse fazer uma nova postagem, eu trocaria o laço de fita estilo Minnie Mouse, porque eu tenho uma presilha parecida com a da foto que postei da Haruna Ai, mas quando eu usava, ficava mais abaixo, e postaria sobre roupas que povo indica de acordo com sua idade...
Nota da autora: Haruna Ai continua na ativa, aparece em alguns programas mas de visual mais discreto. Mas em eventos, ela se produz lindamente. Este ano, na NETFLIX, sairá um filme biográfico dela, "This is I", que está previsto para 10 de fevereiro.
3. Hoooooooooorray! (25 de maio de 2006):
Muito antes do politicamente chato que o pessoal anda sendo hoje em dia, os desenhos animados que eu assistia nos anos 70 e 80 beiravam muito o nonsense e, claro, tudo politicamente incorreto. Se até hoje nunca botei fogo na casa ou acertei o irmão com um martelo, foi da educação que meus pais deram, sem falar que os desenhos animados eram para diversão mesmo (eu também assistia os desenhos educativos da Rede Cultura e a TV Globinho, que tinham animações de massinha). Um dos mais polêmicos hoje, seria o Pica-Pau, especialmente o da fase maluca. O enredo era tão nonsense que uma de suas histórias virou tema de estudo em sociologia e psicologia infantil ("A Auto Estrada").
Mas eu listei dez deles que para mim continuam sendo os clássicos, que se eu assistir, eu não canso e continuo rindo do mesmo jeito. Quem ainda não se lembra do bordão do funcionário da linha telefônica ("em tantos anos nesta empresa vital, isso é a primeira vez que me acontece"), o som do robô do puxa-frango, "vodu é pra jacu" e as cataratas do Niágara, que até tinha gente fazendo flash mob com direito a capa de chuva amarela?
4. Histórias Meio Mal-Contadas (Parte 1) (8 de junho de 2009): CUIDADO QUE ESTA POSTAGEM TEM TEMÁTICA SOBRE ATENTADO CONTRA A PRÓPRIA VIDA.
Eu não lembro direito o que me fez fazer uma postagem sobre artistas daqui que resolvem partir de forma trágica e repentina, talvez porque - pelo menos aqui - não se aprofundam tanto no caso deles resolverem tomar decisões nada agradáveis, e ficam somente na especulação, especialmente em revistas de imprensa marrom e fofocas de salão de beleza. E as quatro personalidades que mencionei, que eram cantores e compositores, são lembrados até hoje pelo trabalho que deixaram.
Isso porque eu havia feito uma postagem antes, mas era sobre a dieta das bananas (sério, minha gente, levaram o fato tão à sério mesmo que, no dia seguinte do programa, as bananas SUMIRAM nos supermercados e quitandas, e quando encontrava, o preço estava inflacionado), ator pego com erva que passarinho não fuma (eu nem lembro quem foi), crime passional... e um mês e meio depois fiz a segunda parte no âmbito internacional, como dúvidas se o homem foi mesmo à lua, conspirações políticas, seres extraterrestres e até hoje muita gente acha que Elvis e Jim Morrison estão vivinhos da silva e passeando incógnitos por aí.
*Nota: a segunda parte da postagem eu havia feito por causa da partida de Michael Jackson, que foi de forma muito inesperada, daí lembrei de alguns casos aí.
5. Quando Brincar de Cosplay e Crossdresser vira assunto sério (Parte 3) (21 de março de 2018):
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| Queremos a volta da Ninoko para conselhos amorosos |
É uma série que estou tentando dar continuidade sobre idols e artistas sérios que resolvem fazer crossdressing e brincar de cosplay para diversão em programas de variedades e até em shows que fazem. Os mestres nisso seriam os idols da hoje agência STARTO ENTERTRAINMENT que antes era aquela agência que não posso mais citar o nome senão sou cancelada. Volta e meia essa turma faz ensaios de crossdressing em revistas de idols, mas como liberaram canais no You Tube, não teve mais desculpa.
Um dos motivos que esta postagem em especial chamou a atenção, foi que foquei muito nos membros do grupo Arashi que, no auge de sua popularidade, mandaram ver nos cosplays e crossdressing tanto nos programas de TV que eles possuíam como em shows, e até em comercial.
Estou devendo mais postagens do gênero, porque se antes essa turma fazendo cosplay era pura diversão, teve gente que levou a coisa no sério mesmo (oiê, Toshiya Miyata e Daisuke Sakuma!!)
6. [J-Drama Lista] J-Doramas da Fuji Television ~ De Onde a Audiência pega fogo (13 de abril de 2013):
Até uns anos atrás, dorama que passasse na Fuji Television, era sinônimo de audiência alta, mas vamos combinar que os doramas aos domingos 21 horas da TBS possuem enredos melhores. Mas na temporada da primavera de 2013 que os doramas que foram transmitidos pela emissora, foram as que realmente deram uma boa audiência, como a segunda temporada de Galileo, a versão dorama de "Kazoku Game", além de terem atores de ponta como Shingo Katori, Nao Matsushita, Ryoko Shinohara e Arata Furuta.
Pagando com a língua: na época eu não conseguia engolir muito a Atsuko Maeda atuando, muito porque o remake de HanaKimi foi só pra promover ela como center do grupo AKB48. Maeda subiu no meu conceito quando ela interpretou uma ilustradora superando seus traumas e cozinhando para amigos em "Kashimashi Meshi" e a ex-yankee esposa, mãe e amiga em "Chubou no Alice".
7. [Mangá Time] As Guerreiras Mágicas de Rayearth (Maho Kishi Rayearth/Maho Kishi Reiaasu) Volume 1 (20 de Abril de 2020): E eu devendo o resto, que são mais dois volumes da primeira fase e três da segunda...
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| Meu primeiro mangá shoujo que li na vida... |
Quem me conhece muito bem, sabe que eu amo a versão manga dessa história, e se for a primeira edição que saiu em 1994, melhor ainda, porque depois relançaram sem os bônus e um reboot que o design ficou muito estranho... Estou é aguardando a nova versão do anime, que é para este ano e espero que o enredo siga o manga. Sabe quando lançaram o anime Fullmetal Alchemist com o mangá em andamento e final estranho, e depois que o mangá estava perto do fim, lançaram o anime Fullmetal Alchemist Brotherhood? Então... Rayearth foi a mesma coisa!! Mataram quem não devia, incluiram outros personagens, quando saiu a segunda temporada, tiveram que dar desculpa para "ressuscitar personagem", mudaram o enredo todo, daí quando fui ler a coleção do manga todo (são seis volumes, tá), claro que achei o manga melhor, mas quem prefere o anime, tudo bem, questão de gosto ué.
A história não é somente três estudantes do ensino médio de escolas diferentes e nunca se viram na vida que vão parar num outro mundo para salvar a princesa de um reino que pode ruir se ela sumir. Parece RPG, mas a história faz com que elas amadureçam como pessoas, que nada na vida é fácil de se conseguir, e nem tudo é o que parece ser. Além de ter representatividade subliminar muito antes das bandeiras serem levantadas.
O manga não precisa de um terceiro arco como aconteceu em um OVA nos anos 90. A história terminou da forma que precisa ser. Só um dos trabalhos da CLAMP que eu seguia fielmente até hoje estou esperando o final, seria "X", que parou no volume 18 e só teve um complemento que saiu na revista Newtype.
8. Assim não dá (24 de agosto de 2020):
Um desabafo em plena pandemia sobre pessoas que amam ser puxa-saco de superiores para conseguir melhor cargo, melhor trabalho, enquanto quem faz tudo direitinho, só leva bronca. Pior que isso tem em todo o mundo e nem tem como passar batido. A gente fica num misto de raiva, decepção e frustração, porque a gente faz tudo certinho pra não levar bronca, e quem leva a glória são aquelas pessoas que nada fazem, só enchem linguiça.
Não deveria nem ligar, mas não tem como. Se a gente que faz as coisas certinhas, bonitinhas pra não levar bronca, acaba levando, imagine se a gente fizesse as coisas de qualquer jeito, então.
Espero que este ano eu encontre menos pessoas assim, porque o ano passado, foi meio difícil de engolir, sabem.
9. Aizuchi (相槌) (18 de maio de 2020):
"Aizuchi" seria uma forma de expressar que está entendendo o que outra pessoa está falando, como "un-un","sou desuka", "eh~", e por aí vai. Eu achava que fosse rude, mas lendo em vários artigos de recursos humanos aqui no Japão, é a forma mais normal possível, inclusive diversas formas de aizuchi conforme o grau hierárquico da pessoa no trabalho.
O duro quando isso vira exagero, como aconteceu logo no programa reformulado do "Kanjani Chronicle", protagonizado pelo hoje SUPER EIGHT. Na ficha de cada um dos membros, trazia a biografia completa, detalhes interessantes, aí temos o do You Yokoyama, que além da observação que ele tem o hábito de aizuchi, tinha até provas de que o negócio foi exagerado...
O episódio viralizou tanto que, quando fizeram uma enquete de "melhores momentos selecionados pelos espectadores", o episódio do aizuchi ganhou disparado, inclusive uma versão da música "Hajimete no Chuu" do Anshin Papa com o repertório dos aizuchi do Yokoyama e chegaram a contar quantos "un-un" ele disse em duas horas de gravação de um episódio (205).
10. Calada Noite Preta (12 de novembro de 2009): Tipo de postagem mais aleatória possível e que fiz antes de dormir. Não sei se era sono ou o quê, mas só eu mesmo para postar sobre a polêmica da universitária brasileira e uma minissaia, o japonês que enterrou viva uma professora britânica, fugiu, fez trocentas plásticas e foi pego tentando ir para Okinawa, e um apagão que aconteceu no Brasil na época que fiz a postagem com direito a piadinhas infames que terceiros postaram em outras redes...
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Se eu for ver bem, meu período de muita atividade foi entre os anos de 2009 a 2011, e olha que eu voltava para casa muito tarde, saía muito cedo, dias de folga era muito difícil eu ficar em casa. E só kamisama sabe de onde eu tinha muita inspiração para postar. Mas também teve ano que praticamente era uma postagem por mês e olhe lá.
Não posso prometer que vou postar com mais freqüência porque depende muito do meu cotidiano, afinal eu tenho contas a pagar e outras atividades que gosto de fazer nas minhas folgas. Mas o Empório é um lugar que eu me sinto mais à vontade de fazer postagens, trazer algumas curiosidades, reclamar um pouco (até que no ano passado eu pouco reclamei, mas também nem poderia, porque no geral foi um ano bom pra mim)...
Logo loguinho eu trago a segunda parte desta postagem, porque colocar vinte itens numa postagem só, do jeito que gosto de complementar, cansa até esta que vos escreve aqui.
Imagens: Todas dos arquivos do blog da autora.








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