Wednesday, November 04, 2009

Quando Ela é Ele!


No domingo que passou, após voltar do trabalho (sim, tem domingo que eu preciso fazer plantão), debaixo de chuva, com vontade de comer polenta frita feito pelo namorido, como de costume, ligo a TV para assistir aos noticiários e navego na internet para... bem... torrentar as novelinhas que perdi e enquanto torrenta, vejo também noticiários.

Quando eu, navegando pelo Mainichi em japonês, logo na parte de entretenimento (é um dos poucos assuntos que me interessa, vai), constava a notícia do concurso que tem na Tailândia - o Miss International Queen - que elege o mais bonito travesti (ou transsexual, ou transformista, ah, nunca sei a diferença entre um ou outro, muito embora pesquisadores franceses já tentaram explicar) do mundo. Veja bem: do mundo...

Qual foi minha surpresa ao ler a notícia que o travesti cantor/ator/e mais um pouco Ai Haruna ganhou o concurso e o equivalente a 900 mil ienes em dinheiro (ou 10 mil dólares). Se Haruna não se empolgasse ao falar, passaria batido como mulher, pois engana e muito bem. Lembrando que, neste concurso a maioria são das Filipinas, Tailândia, Cingapura... (se pensaram se o Brasil não tivesse um ou uma representante, estão enganados, pois teve um (ou uma, ah, sei lá) que ganhou o terceiro lugar.)

Falando em mulheres que antes de entrar na mesa de operação eram homens, no programa matinal do Tamori - o "Waratte iitomo", tem um dia da semana que traziam os new-half - que seria o equivalente ao travesti - para os convidados do dia descobrirem quem é ou não mulher. Bem como no programa do grupo Arashi (o da noite, pois de sábado de manhã é mais família) que vinham dez new-half e tinham que descobrir quem investiu mais pra turbinar, cortar, ajeitar e tudo o mais pra virar a top star nos host clubs de Tóquio e outros lugares. Se o indivíduo gastou mais de um milhão, pode ter certeza que foi pra tirar o que incomodava.

Se no Brasil temos a Roberta Close e a Rogéria (e se tiverem mais, me falem, pois minha memória está fraca, fraca), no Japão tem muito travesti que engana e muito de tão perfeito que fica, até conversando. E ganham bem, trabalhando nos host clubs que tem nos grandes centros. Claro, esses clubes além de chiquérrimos, são caríssimos! (E o primeiro que falar que sei disso porque andei muito vendo a esquete "Hikaru Host Club", paródia do Kimura e Inagaki, vai ter)

E pensar que a mulher mais bonita do Brasil nos anos 80 era um homem...

Certo post, no blog da Dona Luria e Seo Diogo, eles falaram sobre os travestis japoneses famosos. Até onde conheço, os já ojisan ou obasan, como queiram, Akishino Miwa e Peter. E os atuais, o maquiador Ikko e a citada Ai Haruna. Se tiverem mais, eu não sei, pois os new-half preferem o anonimato e trabalhar com entretenimento noturno, se me entenderam.

Akihiro Miwa, nos anos 50-60 já se apresentava como mulher, cantando chansons no estilo francês. Embora em sua forma normal fosse bem apanhado, inclusive já apareceu in natura em um ensaio fotográfico nos anos 60, no underground nipônico. Conta que ele foi amante do escritor Yukio Mishima. Hoje aparece em programas de variedades, vestido como aquelas matronas européias, mas aquela peruca (ou cabelo proprio, vai saber) da cor de fio de ovos, por favor... Apesar das aparências, Miwa é ferrenho crítico em parte política, principalmente na parte pós-guerra. Motivo: tinha dez anos quando a bomba caiu em Nagasaki, sua cidade natal. Ele também fez a dublagem no desenho animado "Howl's Moving Castle", de Hayao Miyazaki.

Peter, ou Shinnosuke Ikehata, hoje faz mais teatro. Nos anos 60, meio que chocou os conservadores ao aparecer na mídia fazendo o estilo andrógino, mas ganhou o Record Taisho em 1969, com a música "Yoru to Asa no Aidani". Filho de ator de teatro kabuki (sim, aquele tradicionalíssimo onde os homens fazem papéis femininos), Ikehata logo enveredou pela arte, mas não como o pai pensou... Muito embora use seu nome verdadeiro "de homem" no teatro e cinema (ele trabalhou no filme "Ran", de Akira Kurosawa, versão samurai de "Rei Lear". Peter usa seu nome verdadeiro nos créditos do filme. Quem assistiu, ele representa o bobo da corte), Peter costuma aparecer nos programas e entrevistas totalmente vestido de mulher mesmo. E não colocou nada a mais. Mantém a forma e o bronzeado surfando, pescando de barco, tanto que possui duas casas de praia (uma em Hayama e outra em Atami). E outra: conta a lenda que muitas mulheres pensaram que ele fosse homossexual, então não teriam problema de trocarem de roupa na frente dele entre um show e outro, mas parece que não é bem isso não... Recentemente, desligou-se da agência que fazia parte há anos e faz mais teatro musical (usando o nome verdadeiro). O último, foi a vida da cantora Fubiki Koshige.



Ikko, ou Kazuyuki Toyoda, é conhecido nos programas de tv com a frase "Dondakee", tanto que virou verbete. Seu nome artístico provém de seu próprio nome em kanji que pode ler de várias formas (一幸). Maquiador formado em Fukuoka, abriu seu próprio salão em 1992, depois de anos trabalhando com outros. Costuma aparecer nos programas de variedades sempre de vestidos de decotes profundos e curtos, para mostrar as pernas torneadas, paramentadas sobre saltos plataformas altíssimos, que matam muitas mulheres de inveja. Inclui-se aí os produtos importados e muita caminhada. Embora no seu site oficial e no blog que possui, Ikko se identifica como mulher, apesar de não ter turbinado os peitos (algo que poderia ser possível, já que usa roupas decotadas) e pra provar, certo desfile, mostrou o peito sarado ( e não dois enormes melões como a maioria dos new half costumam fazer).

Pelo visto, se Ai Haruna se der melhor (pois ela/ele vive aparecendo nos programas de variedades, mas, como disse, o problema é quando se extrapola e a voz engrossa mais do que já é, pois ela/ele falando parece que sofre de constante rouquidão), poderá garantir a aposentadoria, e manter as trocentas plásticas que teve que fazer, pois, afinal, mudar de sexo, dependendo da pessoa, vai muito dinheiro em cima (ou dentro) nisso.
Mas existem casos que eu vi no programa do grupo Arashi, que um new-half não gastou nadica de nada para fazer sucesso nos host clubs pois quando a genética ajuda, a natureza não precisa ser mexida, mas também quando se mexe, das duas uma: ou o resultado fica quase perfeito ou fica entre o trágico e o catastrófico...

Sunday, November 01, 2009

Quem disse que morte tem que ser triste?


Antes que muita gente já lotem minha caixa de comentários dizendo que eu pirei de vez, que sou insensível, que nem respeito pessoas falecidas, vou logo explicando: já que 90% de meus, nossos, vossos amigos blogueiros falaram sobre o Halloween ("Dia das Bruxas"), por que não posso mencionar sobre o Dia dos Muertos, que seria o Finados do México?

Data celebrada nos dias 1 e 2 de novembro, o dia dos Muertos tem origem asteca. Segundo consta na "Folha de São Paulo":

(...)"diz que a crença popular que os mortos têm permissão divina para visitar parentes e amigos uma vez por ano. Na época de Finados, as pessoas dão boas-vindas às almas que já partiram oferecendo-lhe flores, incensos, alimentos especialmente preparados, velas. Considerado um dia de paz e contentamento e não de morbidez (...) Bonecos de açucar, pães e guloseimas são decorados com caveirinhas, acreditando que os mortos absorvam seu aroma e essencia, mas quem come tudo são os vivos(...)"

Quando eu era mais nova, ainda no Brasil, muita gente achava estranho missa de japonês: rezava-se, acendiam-se os incensos e depois todo mundo (geralmente os parentes) sentava à mesa para comer, geralmente temakizushi, onigiri, inarizushi, manjyu e se tivesse, youkan (lembrando que, vinte e tantos anos atrás, pra minha mãe conseguir o tal do feijão azuki e arroz mochi tinha que : ou alguém ir pra São Paulo, na Liberdade, ou algum parente que está de passeio no Japão e trazer na mala). Quem não fosse descendente ou não entendesse direito o que se passava, achava muito estranho mesmo.

Imagine: reza a missa pro falecido e depois todo mundo fica comendo? Não sei vocês, mas como minha família é católica, mas mantém as raízes do xintoísmo, é estranho. Mas a gente respeita as raízes, acreditando que nem toda morte significa "acabou por aí". Acreditamos que, a pessoa foi para descansar e que ela continua sempre presente entre nós, por isso lembramos todos os dias rezando no hotokosan (réplica de um altar xintoísta), oferecendo algum alimento.

Muita gente acha estranho também velório de japoneses: ao final da cerimônia, tem-se alguma coisa para comer e beber. A família do falecido entende que, como muita gente veio de longe para dar "o último adeus", fica de péssimo grado não oferecer algum alimento e bebida.

Sim. Em meus onze anos aqui, fui uma vez num velório daqui. Triste, com certeza, não dá pra negar...

No dia de Finados, se no Brasil é tido como data triste, cuja visita aos cemitérios aumenta mais do que no dia normal, no Japão faz-se em agosto e uma semana ( facultativa) para irem ao furusato (terra natal) rever parentes e visitar os antepassados, no México vira carnaval. Acaba virando uma festa alegre, com direito a comida, bebida, doces e fantasias, como disse, os mexicanos ( também ) acreditam que os mortos estão vivos em um segundo plano, e em novembro, segundo a crença, os mortos vêm visitar o mundo dos vivos. Mas uma vez por ano.

Se tem uma das coisas que eu gostaria de conhecer, seria as culturas de outros países. Enquanto estivermos aqui, dá pra aproveitar e bem, sim. Basta dar um pulinho em Chukagai (Chinatown) e Yamate (Yokohama); ir em restaurantes e procurar eventos de outras nacionalidades (sabe a revista Metropolis? Sempre tem um guia de eventos, vale a pena dar uma conferida)...


Ontem, fui em Honmoku (bairro onde fica o lar doce lar da Elisa) conhecer a
festa do "All Hallows Eve", muito bem divertida, lugar bem diversificado e com grande miscigenação cultural. E claro, principalmente conhecer pessoalmente a Elisa, muitíssimo simpática, culta, esposa e mãe dedicada. Não temos foto porque a privacidade é nosso forte. Ah sim, cozinheira de mão cheia. Claro que também quero conhecer todos que frequentam este lugar, quando retornar ao Brasil, coloquem água no feijão que quero visitar todos, na medida do possível e se o tempo der...
Fontes de pesquisa: Folha de São Paulo, Wikipedia. Foto: Giancarlo Calabrese.

Saturday, October 31, 2009

Não Vale a Pena...


Dando prosseguimento a semana totalmente quebrada sobre as curiosidades (tá bom, tá bom, fofoquinhas) no mundo variado da j-pop, que aliás, as paradas de sucesso andam mornas ultimamente. Pra dizer a verdade, um dos poucos programas de TV que traz os cinquenta melhores da semana, passa num horário terrível (uma da matina de sábado pra domingo) e os programas semelhantes ao MTV são todos por assinatura.

Muita gente diz que vida de artista é linda, maravilhosa e tudo o que seria bom e do melhor, mas lembrando que eles são iguais a todo mundo, ter que trabalhar pois tem contas para pagar, família a alimentar, pagar pensão dos filhos, ex-conjuges; fazer compras, comer, beber, viver (mas se compram produtos de marca, possuem carro do ano, viajam aí são outros quinhentos)...

Ontem, lendo o blog da minha amiga MaiK, ela contou o "antes da fama" do finado grupo visual-kei Shazna, que tinha o vocalista Izam, que se apresentava vestido de mulher, como o Boy George nos aureos tempos do Culture Club, lembram? Mas o Izam enganava bem mais como mulher. Voltando: o grupo publicou um livro contando a vida dura que levaram antes da fama. Chegaram a morar na rua, tiveram que se virar com a grana dos temporários e fingirem ser casal de namorados pra entrar num motel pra tomar banho e lavar os cabelos. Pra ver que existem casos que pra chegar lá o caminho é tortuoso...

Sabe que o preço da fama é alto. Muito alto. Se não souber lidar, pode causar resultados do desastroso ao catastrófico. Eu cheguei a falar sobre os casos mal contados, como as mortes de causa mortis suspeitas, mas também além suicidios, teve tentativas, uso de substâncias ilícitas... Existem fatos que não vale a pena fazer ou ter feito, pois o resultado acaba sendo pior.

Noriyuki Makihara: Quem passou os anos 90 acompanhando as paradas de sucesso, ouviu muito "Donna Tokimo". Compositor, cantor e pianista, Makihara tinha muitas músicas animadas com conteúdo "pra cima". Só que, em 1999, foi pego com anfetaminas em sua casa e confessou que utilizava há mais de um ano. Resultado: a gravadora com quem tinha assinado contrato recentemente, rescindiu-o; pagou mais de 3 milhões de ienes de fiança, condenado a um ano de reclusão com três anos na condicional e demorou quase cinco anos pra voltar a credibilidade, com a já citada canção recordista de vendas "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana". Ainda aparece regularmente em alguns programas, mas não com o mesmo impacto nos anos 90. Porém ainda mantém sua marca registrada: o dente da frente encavalado.

Akina Nakamori: A aidoru dos anos 80, era a grande rival de Seiko Matsuda em matéria popularidade e sucesso. Enquanto Matsuda tinha especialidade em baladas, Nakamori era também baladas, mas de cunho mais forte, letras profundas e tinha visual mais, hã... sensual. Mas tinha fãs fiéis. Namorava firme o também cantor, o Masahiko Kondo (lembram?), mas quando soube que ele deu uma escapadela e ainda com a rival Matsuda, Nakamori não pensou duas vezes e cortou os pulsos no apartamento do Matchy. Resultado: relacionamento terminado, suas músicas passaram a ser mais melancólicas, mas Nakamori ainda mantém a carreira regularmente, às vezes atuando em novelas. Um de seus álbuns causou impacto visual ao aparecer totalmente careca ("Zero Album - Utahime 2, gravado em 2002). E parodiou Jessica Rabbit (lembram do desenho?) na coletânea "Utahime Double Decade". Mesmo não lançando material novo, Akina continua bem em popularidade: foi eleita a 5a. melhor vocalista (a rival Matsuda ficou em 7o. lugar) e em 4o. lugar em matéria de ter seus singles nas primeiras colocações nas paradas de sucesso (21 singles, no total).

Koji Tamaki: O líder do grupo Anzen Chitai por pouco não foi vítima de uma tragédia. Embora casado, tinha um relacionamento extraconjugal com a atriz Mariko Ishihara. Mas a base entre o amor e pancadaria, como revelaria Ishihara anos depois num livro em que lava totalmente a roupa suja. A quase tragédia se consumou num pacto suicida mas felizmente não deu certo. Mais de vinte anos depois, Tamaki e Ishihara se reencontraram, resolveram esquecer o passado e casaram-se em fevereiro deste ano. Só que em setembro, separaram. Pra ver como as coisas são...

Eu sei, eu sei. Pode ser que tenham mais casos semelhantes, mas o pessoal não divulga. Fica tudo na surdina. Ou pagam uma nota pros paparazzi - yes, aqui também tem - ficarem de matraca fechada....

Desnecessário falar sobre os casos de Manabu Oshio ( sim, ele era cantor também) e Noriko Sakai, pois por dois meses seguidos, eram notícia em todos os canais. Tinha hora que até na roda de conversa com minhas colegas japonesas já nem falava mais do assunto.

Tetsuya Komuro: Produtor, compositor e ex-tecladista dos grupos TM Network e Globe (talvez o mais conhecido), teve seu auge nos anos 90 até meio dos anos 2000. A carreira declinou, a ponto de vender os direitos autorais das músicas. Foi aí que entornou o caldo e a carreira: no início deste ano, Komuro foi acusado de fraude - recebeu dinheiro (mais de 500 milhões de ienes) sob promessa de venda de direitos autorais. Só que ele havia vendido antes para outra empresa. No julgamento, foi sentenciado a 3 anos de prisão, mas como Komuro confessou a pataquada que cometeu (justificando também que era para pagar a pensão da ex-mulher, o que não era pouco), cumpre a pena em liberdade, tanto que, em agosto de 2009, no evento da gravadora que pertence, apareceu de surpresa junto com os outros membros do Globe - a vocalista e atual esposa Keiko e o supporter Marc Panther.

Tomomi Kahala: Descoberta em 1995, através do citado Tetsuya Komuro, Kahala fazia o tipo kawaii de músicas meigas (porque ela falando, a casa cai). Enquanto estava com Komuro, seus singles era top one nas paradas. Isso porque os dois tinham um relacionamento dentro e fora da gravadora. Mas, quando o relacionamento desgastou, Kahala tentou suícidio várias vezes, mesmo ainda nos anos 2000 estar com outra produtora e com relevante sucesso. Porém, devido a problemas pessoais se misturarem com os compromissos que tinha, a agência que era contratada a demitiu. Sabe aquela história: "o primeiro amor é que marca"? Quando Komuro foi preso, Kahala começou a sofrer de insônia. E recentemente foi parar no hospital. Motivo: excesso de tranquilizantes. Pergunta: se ela voltará a cena artística novamente? Só o tempo vai dizer...

Claro que tem os casos das ex-Morning Musume, mais falado foi a de Ai Kago, que foi pega bebendo todas e fumando. Nada de mais, se ela não fosse menor de idade na época (é, aqui, beber e fumar só é permitido depois dos 20 anos). Foi demitida do grupo, tentou se matar, mas deu a volta meio por cima e publicou um livro contando tudo. Que dois membros do NEWS, na formação inicial também foram suspensos por terem sido flagrados bebendo antes da idade permitida...

Existem casos que "todo mundo erra" mas volta a normalidade, nem que for aos poucos, mas depois bem, cai no quase esquecimento. A não ser que reincide.

Créditos das fotos: pesquisa Google. Figura que inicia o post, pintura de Norman Rockwell.

Thursday, October 29, 2009

O Mundo Mágico dos Grupos do Johnny's Jimunsho - Complemento


Devido a minha postagem de ontem de manhã, fiquei devendo mais sobre os grupos da agência mais famosa do Japão, em matéria de rapazes ainda na flor da idade, pois todo mundo sabe que a maioria dos artistas são agenciadas ( se não sabiam, agora sabem). A Amuse, agencia o grupo Southern All Stars, o cantor (e faz-tudo) Masaharu Fukuyama e o ator Haruma Miura, só pra constar; a Stardust tinha a falecida Izumi Sakai nos tempos de modelo e Erika Sawajiri (que foi demitida); a Sun Music (que ficou muito mais conhecida devido ao incidente com Noriko Sakai) tem a tarento Becky...

Voltando a vaca congelada.

Respondendo a querida e dedicada Elisa: as fotos eu procuro no seo gugol, o lado ruim é que a maioria não credita, então vamos creditar de onde encontrei as fotos pra não dar pepino eheh. E quanto ao fato de eu saber tanto assunto, a verdade é que assisto muito a programação japonesa, leio revistas, acesso noticiários... e além de sites de fofocas, ops, assuntos aleatórios...

E atendendo a pedidos da Elisa ( e também de muitos leitores que já estão me olhando torto), vamos dar um complemento ao anterior. Senão fica muito comprido e sei que o pessoal não vai ler tudo.

V6 - Três grupos num só. O grupo V6, formado por seis rapazes ( Junichi Okada, Go Morita, Ken Miyake, Yoshihiko Inohara, Hiroshi Nagano e Masayuki Sakamoto) na verdade são dois trios (Coming Century e 20th Century) que se uniram para ser um só. Só voltam a serem dois trios quando tem algum evento ou algo especial (coisa confusa, não?). Apesar de que não aparecem tanto como grupo cantando, mais no programa de variedades que possui ( o VVV6 ), quem tem mais destaque é o Junichi Okada, que além de rapaz-propaganda das câmeras da série Cybershot da Sony, fotografa, escreve (tem uma página só dele na revista an-an; estavam pensando que era só o Goro Inagaki garante o espacinho dele a cada quatro semanas quando fala de cinema?), atua (quem puder assistir ao drama "SP - Special Police", e "Kisarazu Cats", vale muito a pena)...

O significado do nome do grupo - V6 - muitos dizem ser de "Voices of 6 boys" (vozes de 6 rapazes), mas dizem ser de "Victory", mas às vezes o próprio grupo diz ser de "Volleyball" (já que o grupo começou lançando o primeiro single como tema de campeonato de volei em 1995 - isso soa familiar - vide casos do Arashi e NEWS...), outras como "Versus" (Coming Century versus 20th Century), outras vezes como "Vegetable" (a família de Sakamoto tinha uma quitanda), ou "Vicycle" (corruptela de "bicycle", devido aos pais de Nagano terem uma loja deste tipo) ou "Veteran" (segundo Inohara) ou mais aceito "Volume" devido ao primeiro álbum que lançaram.

Houve boatos mais ou menos confirmados que, logo após a cantora Namie Amuro ter divorciado do dançarino do TRF, Sam, Ken Miyake andou saindo com ela, inclusive ela quase morando no apartamento dele. Obviamente com a mídia caindo matando em cima da Amuro, o relacionamento parou por aí mesmo.

Por pouco o grupo não acabou de vez em 2000, devido a uma (falsa) acusação de estupro e atentado violento ao pudor em cima de Go Morita. Duas mulheres o acusaram de ter consumido o fato e depois que passaram por investigção, ambas confessaram a farsa.

Em kanji, o primeiro nome de Morita é fácil de confundir (剛) pois além de "Gou", lê-se Tsuyoshi (o mesmo nome de Kusanagi e Domoto). Tanto que num programa de variedades, Takuya Kimura confundiu tudo e achava que Morita também se chamava Tsuyoshi...

Quando um (ou dois) se destaca mais... Quem tem menos de trinta anos, nem sei se lembram de dois trios que surgiram nos anos 80 - o Shonentai e o Shibugakitai. Depois que resolveram encerrar as atividades como trio, cada um foi tentar prosseguir. Quem ainda aparece na mídia até hoje são Noriyuki Higashiyama (Shonentai), que atua em novelas e no teatro (nota: ano passado, Higashiyama apareceu nuzinho nuzinho na revista "Tarzan", e diz que seu corpo só tem 10% de gordura!!!), Hirohide Yakumaru (apresenta o programa diário "Hanamaru Market" e faz parte do programa de sábado "AdMatic Tengoku") e Masahiro Motoki (ator, mais conhecido hoje pelo filme vencedor do Oscar de Filme Estrangeiro "Okuribito" e genro da atriz Kiki Kirin). Os demais integrantes, praticamente não se falam mais deles, exceto o fato do filho de Katsuhide Uekusa fazer parte hoje da mesma agência que o pai trabalhou...

Licença pra dirigir (em alta velocidade): Que Masahiro Kondo (aka Matchy) ficou famoso pela (novamente digo: infame digna de trocadilho) música "Gin Gira Gin ni sarigenaku" e "Yoisho", e várias outras, e também pelo incidente que envolveu Akina Nakamori (depois a gente fala sobre isso), todo mundo sabe. Mas muita gente não acreditava que ele pudesse dar um tempo como cantor e ator e ser piloto de carros, ter sua própria equipe e até ser comentarista de Formula-1. Dizem que ele conseguiu a equipe de automobilismo com a renda dos shows e singles vendidos, mas quando ele volta a cena artística, muita gente diz na brincadeira que "será que está precisando de renda pois o automobilismo não está dando dinheiro?"

Outro que parou com a vida artística (pero no mucho, pois eu juro que vi uma noite destas comercial sobre motociclismo) foi o Katsuyuki Mori. Lembram no post de segunda que de 1991 a 1996 o agora quinteto SMAP era um sexteto? Pois é: em 1996, Mori resolveu sair do grupo para ser motociclista profissional, com o apoio da família. Muito embora não esteje mais cantando, esporadicamente aparece como rapaz propaganda de campeonatos de motociclismo (o mais famoso fica em Motegi, província de Tochigi).

Mais fofoquinhas... digo, curiosidades...

- Lembram que na postagem de ontem mencionei que Tomohisa Yamashita e Jin Akanishi são muito amigos? Segundo meu amigo Leosan: houve um baita dum comentário que os dois deram um chá de sumiço e levaram foi uma baita bronca depois. Não vejo nada de errado nisso tudo. Será que ninguém pode ter alguns dias de folga pra viajar, colocar a fofoca em dia, visitar amigos que depois muita gente leva na maldade?!

- Por pouco o quinteto Arashi não terminou em 2005 devido a mudança de gravadora (da major Pony Canyon para a subsidiária da Johnny's J-Storm). Como eles já eram tidos como "veteranos", ficou difícil competir com os novatos da mesma gravadora. Só voltaram a tona quando uma de suas músicas foi tema de novela que um dos membros - Jun Matsumoto - protagonizava.

- O quinteto Arashi é o terceiro grupo da agência a conseguir fazer o famoso "Five-Dome Tour", que eram shows nos grandes estádios outrora construídos para a Copa do Mundo (Tokyo, Osaka, Nagoya, Fukuoka e Sapporo). Os outros dois grupos anteriores eram o Smap e Kinki Kids.

- No tradicionalissimo festival de final de ano, o Kouhaku Utagassen - a apresentação final, geralmente pelo time branco (Shirogumi), era sempre cantores de enka. Em 1978, foi quebrado o protocolo com a apresentação de Kenji Sawada (ex-Tigers). Em 1996, era para o septeto Checkers encerrarem, já que era o último show deles, mas não deixaram. Em 2003, devido ao grande sucesso (e as rádios não pararem de tocar a música) de "Sekai ni Hitotsu Dake no Hana", o grupo Smap foi quem encerrou a noite.

- Não sei se entendi ou se é pras lojas: a marca de roupas Russ-K, desde setembro, está com a campanha tendo o grupo NEWS como cabides das roupas a serem disponibilizadas nas lojas que vendem a roupa desta marca. Agora, se os cabides vêm de brinde quando se compra a roupa, eu não comprei uma peça pra saber...

- Significados de alguns grupos: KAT-TUN seriam as iniciais dos sobrenomes dos integrantes (Kazuya Kamenashi, Jin Akanishi, Junnosuke Taguchi, Koki Tanaka, Tatsuya Ueda e Yuichi Nakamaru); NEWS, quem pensou que significaria "Notícias" ou "Novidades", errou - seriam os quatro pontos cardeais, já que os membros vieram de cada direção; Tokio seria a forma "inglesada" para Tokyo, a fim de soar de forma internacional; V6 ( eu acabei de tentar explicar o significado logo no começo deste artigo) e SMAP (Sport and Music Assemble People).

Creditando: fontes Wikipedia. Fotos pesquisadas pelo Google.

Wednesday, October 28, 2009

O Mundo Mágico dos Grupos do Johnny's Jimunsho



Dando sequência a semana... eu sei que o pessoal que frequenta este sítio pode sentir sono ao ler meus post-biblia (como diz Bah...), mas quando a gente se empolga, o assunto pode levar dias. Acho que vou ser comentarista de j-pop faltando alguns anos pra me aposentar hohoho.

Se nos anos 80 o boom dos boy-bands a la Menudo tiveram os discípulos (ou genéricos, tanto faz) no Brasil ( Dominó, Polegar...), na Argentina (Tremendo), nos Estados Unidos (New Kids on the Block), por que não no Japão?

A Johnny's Jimunsho (ou "Janiisu") na verdade, já trabalha com grupos formado por jovens mancebos desde 1961. Na década de 70, descobriu artistas como Hiromi Go e Otokogumi, porém, quando o fenômeno Menudo estourou, fatalmente uniu o útil ao agradável e foram vários grupos um atrás do outro. Alguns ainda na ativa, outros com o one-hit wonder. Pra não encompridar mais do que já encomprido, vamos a algumas curiosidades dos grupos mais famosos da empresa que mais prolifera de artistas no Japão...

Kinki Kids - Já estaria na hora de trocar de nome...

- A dupla "de dois" Kinki Kids, formada por Koichi Domoto e Tsuyoshi Domoto, ao contrário que muita gente pensa, não são irmãos, não tem grau de parentesco algum, apesar de terem o mesmo sobrenome e serem da mesma região. Kinki, pra quem não sabe, é a região ao sudeste do Japão onde ficam as províncias de Shiga, Kyoto, Hyogo, Osaka, Nara, Mie e Wakayama. (Se esse nome vai pro estrangeiro, a pronúncia "kinki" nos Isteites ou qualquer país de lingua inglesa, tem conotação pra "pervertido")

- A dupla já está quase nos "enta", por mim, eles deveriam mudar de nome. Por que eles não usam então o nome que usam no programa de TV "Domoto Kyodai" ou "Domoto Brothers"? E daí que eles não são irmãos? Até hoje eu tenho minhas dúvidas sobre o White Stripes, se Jack White e Meg White eram irmãos ou ex-marido e ex-mulher...

- Ainda do Kinki Kids: eles entraram no livro Guiness de Recordes. Motivo: terem tido quase todos seus singles no top one das paradas de sucesso consecutivamente. Nada mau pra quem no início de carreira, em 1992, foram supporter do SMAP.

Arashi: Tempestade que dura uma década

- O quinteto Arashi este ano faz dez anos de carreira. Muita gente achou que esse grupo não iria vingar, pois começaram como grupo-símbolo no campeonato mundial de voleibol e com a música que leva o nome do grupo. O tempo passa, o tempo voa e o quinteto amadureceu, além de cantar, dançar, fazem novelas, filmes, tem alguns programinhas de variedades...

- Se o SMAP fez comercial vestidos como o Gatchamen (alguém aí lembra?), o grupo Arashi, pra divulgar o single "Believe", viraram desenho animado, cada um dos membros incorporando os personagens da série Time Bokan, da Tatsunoko Pro. (a mesma que criou os animes Gatchamen, Speed Racer, Guzulla, entre outros) e como naquela época, Sho Sakurai protagonizava o filme "Yattermen", ele aparece no anime como tal.

- Sho Sakurai era para ser o líder do quinteto, mas perdeu no jan-ken-po com o Satoshi Ohno.

- Jun Matsumoto, certa feita, por pouco não entrou no tapa com Jin Akanishi (do KAT-TUN) em um programa de variedades. Isso porque Akanishi começou a provocar o quinteto e Matsumoto não deixou barato e travou o maior bate-boca na frente das câmeras e a apresentadora teve que apartar a briga.

- Kazunari Ninomiya contracenou com Ken Watanabe no filme "Cartas para Iwo Jima", dirigido por... Clint Eastwood.

TOKIO - Cantam, tocam, dançam, atuam...

- O quinteto mantem um programa aos quase domingos na Nippon TV (quando não tem jogo de beisebol) chamado "Tetsuwan DASH!", no qual uma dupla percorre a costa do Japão em uma minivagon movido a energia solar. O problema quando anoitece, o carro pára onde estiver. E tem a fazendinha cujos produtos são feitos de forma rudimentar mas mais natural possível.

- Acreditem: o único do quinteto que casou e tem filhos é o baixista Tatsuya Yamaguchi. E enquanto isso, Tomoya Nagase (sim, o ex da Ayumi Hamasaki) continua enrolando a Saki Aibu pra casar...

- Masahiro Matsuoka, o baterista, é responsável pela direção dos promovideos do grupo. Se no final estiver o nome Mabo creditado como diretor, é ele (Mabo é apelido dele).

- Em 2004, para comemorar os 10 anos do grupo, lançaram o álbum "TOK10", contendo covers dos vários artistas da Johnny's, incluindo aí a infame "Gin Gira Gin ni sarigenaku" (do Matchy, quem era da época vai entender o trocadilho), "Ginga no Paradise" (do Hikari Genji, grupo que o Tokio fazia suporte), e até a self-cover "Love You Only".

... e os novos (pero no mucho):

- O sexteto NEWS dependendo do evento viram sete ou oito, eu nunca entendi essa confusão (Leosan, socorro, me ajuda nesta!), tem os principais artistas Tomohisa Yamashita e Ryo Nishikido.

- Yamashita ou Yamapii, é formado em comércio exterior especializado em marketing pela Universidade Meiji. Apesar do jeito calado, é o mais modesto do grupo. E que põe ordem na casa também. Dizem, mas se foi verdade, melhor perguntar pra ele: nos bastidores da novela "Nobuta no Produce", que contracenou com Kazuya Kamenashi (do KAT-TUN) os dois sairam no tapa. Mais estranho é que Yamapii é muito amigo do Akanishi (que muita gente não gosta)...

- Hideaki Takizawa, o Tackey, faz mais sucesso como ator do que como cantor com dupla com Tsubasa Imai. Recentemente ele é o Knight Seimin, da companhia de seguros Daichi Seimin.

Pode ser que tenha mais curiosidades sobre os inúmeros grupos que essa companhia mantém (qualquer coisa, comprem a revista mensal "Myojo", que fala tudo sobre esses grupos. Não, não é marca de lámen!). O problema aqui no Japão, até onde sei, porque não sei mesmo como está fora daqui, é que diariamente aparecem candidatos a tarento (nome designado para artistas que além de cantar, dançam, atuam, fazem comerciais...) e dá certo de aparecer uma ou duas vezes na TV e se tiver sorte, a carreira deslancha. Senão volta aquela vidinha ordinária que levava...


Novo cavaleiro-propaganda de companhia de seguros tradicional daqui.

Monday, October 26, 2009

De Cinco em Cinco anos... e estamos aí!


Semana Cultura Inútil, mas que vale a pena rir ou desacreditar de novo sobre J-Pop

Antes que muita gente vá reclamar na caixa de comentários de que "pô, só fala mais de música", vou logo avisando: não sou crítica musical, mas eu gosto e queria ver se conseguia dividir com os leitores. Se bem que existem fatos que todo mundo sabe, uai...

No mundo da j-pop (fazer o quê, se muita gente ouve inclusive eu) existem fatos e fatos que muita gente esconde, mas que muita gente escarafuncha e descobre. E existem fatos que se for pensar bem, acaba ficando entre o cômico e "coincidências acontecem".

Pra começar a semana da "Cultura-inútil-pra-quem-não-conhece-nada-ou-muito-pouco-do-mundo-doido-da-j-pop", já que muita gente conhece música americana, britânica, até mesmo dos outros países da Europa, brasileira, latina, vamos por partes como diz o esquartejador...

De cinco em cinco anos, a Lei de Murphy ataca (ou azar muito é bobagem): Por mais que estejam agora "por cima da carne seca", o quinteto SMAP parece que carrega uma sensação de que "a cada cinco anos acontece algo de errado porque não era pra dar certo no começo". Já começou que levaram dois anos para aparecerem ao público isso porque os chefes da Johnny's Jimunsho não levavam fé no grupo...

- Logo que resolveram aparecer, em 1991, Shingo Katori apresentou de perna quebrada, muletas e tudo devido a uma queda durante os ensaios. Segundo relatado pelos proprios no especial "Gambarimasu", em janeiro deste ano, foi na hora de ensaiar de como se faz uma cambalhota com a ajuda de duas pessoas. Não lembro quem foram as duas pessoas...
- Em 1996, o sexto membro, Katsuyuki Mori deixou o grupo logo antes da turnê de verão, o que gerou boatos de que o grupo ia acabar, pois saiu para dedicar-se ao motociclismo.
-Em 2001, devido a uma infração de trânsito antes de irem pra Nagoya, Goro Inagaki ficou quase meio ano afastado, o que levou o grupo fazer o resto das apresentações como quarteto (o/a primeiro/a que pensou também que com a notícia do Takuya Kimura dando adeus ao celibato fosse uma tragédia, bem...).
- Em 2006, o show em Niigata (durante a turnê Pop Up!) quase foi cancelado devido ao terremoto no ano anterior. Mas devido a uma distensão muscular na perna esquerda, Masahiro Nakai passou o resto da turnê a base de gelo, emplastros e nem poder se mexer direito nas apresentações (está no backstage video "Pop Up").
- Só que como em 2009 aconteceu esse mal entendido com Tsuyoshi Kusanagi, diremos que se a teoria de "algo dá errado a cada cinco anos" voltar, vai ser em 2014 e não em 2011 (ano que o grupo completa a maioridade)...

Mais detalhes (ou fofoquinhas ou troca de informações, que seja):
- Que Masahiro Nakai (o líder) dança bem, bom mestre de cerimônias (tanto que por muitos anos era o supporter do time Shirogumi no Kouhaku Utagassen) e apresenta bem, já comentei neste sítio... Mas os dotes culinários são da mesma proporção do talento (aham!) como cantor. Prova disso são os fatos de que 1) ele é o maître do Bistro desde que existe e 2) quando teve que substituir Inagaki em 2001 durante aquele incidente, o grupo Morning Musume, que era convidado do bistro, dispensaram o recheio dos cachorros quentes que fez para elas...

- Mais Nakai: sua coleção de bonés, chapéus e gorros chega a mais de 60 unidades. O que foi bem útil pra ele quando, no ano passado, precisou raspar a cabeça para viver o protagonista no filme "Watashi wa Kai ni Naritai". No Bistro, como ele é o maître, precisou por um bom tempo usar peruca, pois não pegaria muito bem usar chapéu (ou aqueles gorros beanies, como ele costuma usar).

- No comecinho de carreira, Goro Inagaki e Masahiro Nakai literalmente sairam no tapa. Coisa de adolescencia: Inagaki era o mais sossegado e Nakai o mais agressivo. Numa briga que o grupo teve com um grupo de arruaceiros, Inagaki ficou dentro do carro escrevendo na agenda (no programa semanal, no "julgamento", exageram na acusação de que estaria arrumando o cabelo). Resultado: numa discussão, Inagaki jogou o espelho na direção de Nakai, que deu o troco com uma bofetada (fato confirmado anos depois em ambas as partes).

- Inagaki é canhoto, apesar de algumas esquetes aparecer usando mais a mão direita (na paródia de "Galileo", ele escreve com a direita). Adora gatos, tem um que não fala o nome de jeito nenhum (nem sob tortura do Kimura na esquete "Identity"), sommelier estudado diretamente na França, cozinha bem. Defeitos: rói unhas e vive arrumando o cabelo a toda hora.

- Takuya Kimura estudou com Masahiro Nakai no ultimo ano do colegial em Tóquio. Devido ambos terem entrado no Johnny's no segundo ano do colegial, ambos tiveram que pedir transferência (Kimura morava em Chiba e Nakai em Kanagawa).

- O nome do cachorro labrador retriever de Kimura se chama Bonita, em homenagem a uma música de Madonna ("La Isla Bonita"). Quando a mesma foi no Bistro, Kimura mencionou, mas se ela gostou...

- Mais Kimura: além de recordista de ser o preferido na enquete anual da revista an-an, ganhou quatro vezes seguidas o prêmio de Best Jeanist, este ano foi a pessoa quem tem mais empresas que o contratam: 11 ao todo (só pra citar: Tama Home, Toyota, SoftBank, Mandon, Samantha Thavasa...)

- Se Kimura e Nakai estudaram no mesmo colégio, em Tóquio (Yoyogi), Inagaki e Tsuyoshi Kusanagi também, mas em Horikoshi, no distrito de Nakano, em Tóquio.

- A maioria das biografias relacionadas a Kusanagi, consta que ele nasceu em Kasukabe (Saitama), mas algumas constam que ele nasceu na cidade de Seiyo, na província de Ehime, e a família mudou para Saitama quando nem tinha dois anos de idade. Acabou sendo registrado também em Saitama, o que muitas vezes causa confusão.

- Mais Kusanagi: nos batsu game dos programas especiais desde 1998, já teve que cumprir a prova seis vezes - em 1998 e 1999, escalou o Monte Fuji (com Nakai e Kimura, respectivamente), passou 27 horas limpando a praia (com Shingo Katori, outro que vive cumprindo essas tarefas), teve que fazer trekking e escalar montanha (com Inagaki), triatleta por um dia (com Kimura) e percorrer a muralha da China inteira com a perna amarrada com a do Katori. No programa de julho deste ano quando foi transmitido, ele já avisou que da próxima vez, fazer rodízio, pois setima vez não dá...

- Shingo Katori, todo mundo sabe que ele é o mais novo do quinteto. Adora maionese (não é a toa que a empresa alimentícia Aji-no-Moto o contratou como rapaz propaganda da maionese), dizem que toma cerveja como se fosse água mineral, e come demais. Tanto que fez dieta, publicou o livro como conseguiu, mas voltou a engordar (o temido rebound), agora mantem a forma (embora ainda acho que ele está entre o malhado e fofo).

- Mais sobre Katori: sem falar que ele muda de penteado como se muda de roupa (já deixou na cor natural, descoloriu, deixou comprido (mas não igual ao Kimura no final dos anos 90), raspou, cortou estilo moicano...). Até então estava mantendo curto e na cor natural (cof cof) devido ao personagem Ryu-san do Kochikame, agora descoloriu de novo. Das duas uma: ou ele deve torrar uma nota pra fazer tratamento pra não estragar o cabelo ou o cabelo deve ser muito resistente pra aguentar tanta tintura assim...


No programa semanal "SMAP X SMAP" (alegrando lares de 1996), a parte das paródias, como disse anteriormente, eles não perdoam nada. Já imitaram Ayumi Hamasaki (Inagaki, como RoboAyu); parodiaram Kumi Koda (Kusanagi, na interpretação de "Cutie Honey" que virou "Cutie Tsuyoney"); novelas ("Galileo" - lembram?); filmes ("Spiderman" e "Titanic", com Kimura como Leonardo Tacaprio); séries ("Sex and The City", os cinco devidamente de vestidos, batom e salto alto) e até comerciais deles mesmos (a autoparódia do Kimura do comercial de produtos da Gatsby).

- Paródia com "Resevoir Dogs" (ou "Cães de Aluguel", de Tarantino): parte 1, parte 2 e parte 3 . Só não encontrei o vídeo que Quentin Tarantino aparece como convidado especial nesta paródia. (Detalhe: as cores são quase as mesmas que eles usam no uniforme do Bistro, só que atualmente Nakai usa uniforme rosa - quando precisa - e Inagaki usa o azul).

- Kimura como o poodle cor de rosa de estimação da família formada pelo pai (Inagaki) e o dono (Katori), chamado P-chan. Nesta esquete, contracena com Aya Ueto, Dante Carver e Otosan (personagens do comercial da SoftBank).

- Lembram do mangá, anime e filme "Death Note", no qual um estudante encontra um caderno estranho e ao descobrir pelo Shinigami que, se escrever o nome da pessoa ou descrever a mesma, a mesma vai desta pra melhor? Imaginem se o SMAP não ia deixar passar batido e fazer a paródia "Debu Note". "Debu" significa pessoa (muito) gorda. Nesta paródia, Inagaki é o estudante entediado que encontra o tal caderno. Efeitos colaterais na atriz Karina (que atualmente está na novela "Real Clothes").

Por enquanto é só, qualquer informação adicional, escrevam pra autora...

Sunday, October 25, 2009

Semanada

Como esse ano passou rápido. Daqui a dois meses estaremos no inverno, comemorando timidamente o Natal, o Ano Novo e começa tudo de novo...

Mas, a autora responsável deste sítio continua na ativa, mesmo postando nem todo dia, mas pelo menos regularmente pra alegria (ou tristeza) dos fiéis leitores ou leitores fiéis, tanto faz.

Como posto de quase tudo um pouco, esta semana será mais ou menos dedicado às curiosidades (e barbaridades) no mundo da música pop japonesa. Por quê??? Quem mora aqui, sabe superficialmente sobre a música daqui, inclusive eu. Quem já morou aqui, quem sabe relembra (ou esquece de vez, depende). Quem nunca ouviu falar, vai saber pra depois nunca mais querer saber de novo.

Muita gente conhece a música brasileira, americana, européia, um pouco de outros países menos cotados. Mas a música japonesa - sem ser o enka e outras tradicionais, que infelizmente conheço muito pouco - tem também o lado "sinistro" da coisa.

Pra quem pensa que os cantores e cantoras daqui são comportados, é que eles tentam disfarçar, mas todo mundo sabe, que enquanto o mundo for mundo, sempre aparecerá o "outro lado da vida" ( e não estou falando do filme "Ghost").

Se preparem que a partir de segunda feira a autora vai surtar e passará o lado curioso, sinistro, divertido, e algo mais dos artistas da música japonesa (ou j-pop como queiram, acho mais fácil de escarafunchar, ops, procurar sobre isso).

E com direito a alguns videozinhos (isso se não desabilitarem de vez).

Nota: agora que este sítio fecha de vez...

Saturday, October 24, 2009

Plantão Piggy Sakura: Promessa Cumprida!


Desde que estou aqui no arquipélago, dá pra contar nos dedos quantas vezes pedi ou comprei pizza nas redes daqui, como Pizza Hut, Pizza-La e Domino Pizza. Quando morava em Minamiashigara (quase perto de Odawara, Kanagawa), a Pizza-La ficava perto de casa, mas quem pensou que eu e namorido kinguio passávamos lá todo sábado ou domingo porque a preguiça de cozinhar batia, errou feio.

Quem mora aqui sabe como são as pizzas daqui: massa fina feito papel, cobertura exótica como frutos do mar, teriyaki, berinjela... Mas temos as tradicionais de queijo por exemplo. Mas eu sinto falta mesmo da famigerada pizza de frango com catupiry. Nas minhas férias (curtas) no Brasil, quase matei minha futura sogra de susto ao pedir duas pizzas de frango com catupiry e mais uma que eles preferiam.

Quando mudamo-nos para Yokohama, sete anos atrás, ao descobrir que tinha além da Pizza-La, tinha a Pizza Hut e Domino Pizza. Sempre falava pro namorido kinguio toda vez que deixavam o folheto das pizzas pra entregar em casa que um dia iria comprar uma pra gente.

E toda vez que a gente recebia a cebola... ops, o salário, eu pensava em comprar uma pizza com bordas recheadas, sei lá.

Depois de sete anos, cumpri a promessa: passamos hoje na pizzaria e comprei uma pizza meio queijo e meio bacon com borda recheada. E com queijo frito como complemento. Nem precisa dizer que tudo acabou-se em menos de duas horas...


Tudo devidamente devorado em questão de duas horinhas....

Piggy Sakura Ouve: Legião Urbana - Mais do Mesmo


Início dos anos 80 no Brasil. A ditadura ainda existia, embora muitos presos políticos anistiados, mas o voto direto era sonho distante. Censura então, corria solta. Criticasse a política, falasse sobre a real situação do país, mensagens subliminares então... já era motivo de ir preso era pouco.

Brasília, capital federal, foi um dos palcos de muitas bandas de rock brasileiro nos anos 80. Influenciados pela cena punk vinda do exterior (com um certo atraso), a música, letra e atitude combinavam perfeitamente para os jovens vindo da pesada mão da ditadura militar.

Um dos grupos vindo da safra "bandas de Brasília", foi o grupo Legião Urbana. Formado inicialmente em 1982 com Renato Russo, Marcelo Bonfá, Paulo Paulista e Eduardo Paraná, apresentaram-se com esta formação em Minas Gerais, mas logo depois os dois últimos integrants sairam e cederam lugar para Dado Villa-Lobos e Renato Rocha.

Logo após gravarem uma fita demo durante o show em 1983 no (famoso) Circo Voador, no Rio de Janeiro, a gravadora EMI interessou-se pelo som do grupo - que misturava entre o punk, letras de protesto e crítica e canções de amor (sem soar "brega") - e os contratou.

Por treze anos (1983 a 1996), o grupo manteve a linha entre o rock de protesto e canções sensíveis, misturando alegria e depressão, vida e morte. Muita gente que viveu os anos 80 e 90, quando o rock brasileiro teve seu auge e boas bandas que surgiram, sabe disso. Embora no final dos anos 80, quando o vocalista e compositor Renato Russo entrou em depressão (e quase se matou), as músicas do Legião tivessem ficado mais "pesadas" para o tipo de som que faziam no início, o grupo manteve (e mantém) fãs fiéis.

A discografia do grupo é pouca pelo tempo que durou, mas as músicas cujo conteúdo é o que ficam. Ficaria difícil fazer um "best of" do grupo, pois cada disco era uma fase totalmente distinta da outra. E escolher o melhor pra este artigo mensal que a autora faz, fica pior ainda (vivi essa época e sei como é), se bem que, na minha opinião, ainda fico com "As Quatro Estações" (1989).

"Mais do Mesmo", lançado em 1998, na verdade nem era para ter saído, pois os dois membros remanescentes - o guitarrista Dado Villa-Lobos e o baterista Marcelo Bonfá - não queriam. Mas acabaram cedendo sob uma condição: que ficasse apenas um ano no mercado. Mas sabe como é: empresta aqui, baixa acolá, a pirataria correu solta depois que acabou o prazo. Acabaram por deixar voltar distribuir o album novamente no mercado.

São dezesseis faixas que foram compiladas dos oito álbuns (não significa que foram duas músicas de cada), mas fica aquele gosto "faltou isso" ou "faltou aquilo", mas quando se trata de uma coletânea, nada é 100% perfeito.

Os politizados "Geração Coca-Cola", "Indios", "Que País é Este" (o verso final "o país vai ficar rico/ vamos ganhar um milhão/ quando vendermos todas as almas/ dos nossos índios no leilão" fica claro o quanto já desde aquela época estava a situação do país), "Perfeição" (um verdadeiro contraste entre as tragédias e o final de esperança); as de cunho amoroso "Será", "Ainda é Cedo", "Tempo Perdido", "Giz"; envolvendo crise emocional "Há Tempos", "Pais e Filhos" (a preferida de muitos jovens, muito embora Renato dissesse várias vezes - inclusive lembro no programa extinto "Matéria Prima" - que "não entendo como vocês gostam tanto de uma música que fala de suicídio!"); a adolescência "Dezesseis" (descreve claramente as consequências de um racha); novelinhas "Eduardo e Monica" (os opostos se atraem de uma forma muito divertida); "Faroeste Caboclo" (cento e cinquenta e quatro versos que não se repetem, com direito na época a um sonoro piiiiiii em um deles); a depressiva "Vento no Litoral"; a confessional "Meninos e Meninas" (foi quando Renato assumiu sua preferência sexual); a calmaria "Antes das Seis". Sim, faltaram "Angra dos Reis", "Metal entre as Nuvens", "Teatro dos Vampiros"...

Mesmo treze anos após sua morte, as músicas de Renato Russo ainda acabam sendo influência de muita gente. Embora não tenha sido o melhor, mas até agora não se ouvia tamanha veracidade nas letras cantadas com sentimento. Por mais que o grupo se divida entre "eu gosto" e "eu odeio".

Não estou conseguindo disponibilizar os videos, então, antes que retirem de vez, vale a pena (re)lembrar algumas músicas:


- Perfeição (do álbum "O Descobrimento do Brasil").

- Angra dos Reis (do álbum "Que País é Este - 1978/1984").

- Pais e Filhos (do álbum "As Quatro Estações").

- Faroeste Caboclo (do álbum "Que País é Este - 1978/1984").

- Eduardo e Monica (do álbum "Dois").

Friday, October 23, 2009

O que a gente acaba lendo na internet...



Mulher do futuro será menor, mais gordinha e mais fértil: Stephen Stearns, biólogo evolucionista da Universidade de Yale, estudou 2.238 mulheres que haviam passado da menopausa, e cruzou os dados com as respectivas vidas reprodutivas. Para este grupo, Stearns testou a altura, peso, pressão arterial, colesterol e outras características correlacionadas com o número de crianças a que elas deram a luz e confirmou que mulheres mais baixas e gordas tendem a ter mais filhos, em média, do que outras, mais altas e magras. Mulheres cujos colesterol e pressão eram baixos também tinham mais filhos, e tiveram seu primeiro na juventude e entraram na menopausa mais tarde. A surpresa foi que estas características foram passadas para suas filhas que, por sua vez, também tiveram mais crianças.Caso a tendência persista por dez gerações, calcula Stearns, a mulher média em 2409 será 2 cm mais baixa e 1 kg mais pesada do que ela é atualmente. Ela dará à luz o seu primeiro filho cinco meses mais cedo e entrará na menopausa dez meses mais tarde, em relação à média atual.

(Nota da Autora: se for assim, eu teria então a grande probabilidade de deixar muitos herdeiros, pois pra quem tem um metro e cinquenta e tantos, alguns (muitos) quilos acima do ideal, ter pressão despencando a ponto do médico perguntar como é que ainda estou viva e colesterol baixo graças a Deus... Isso porque o pesquisador é um homem, queria ver ele estar na nossa pele pra saber se ia falar isso ou não...)

Pessoas feias ganham menos: Nos teste realizados, a produtividade das pessoas consideradas bonitas foi a mesma que as “comuns”, mas elas mostraram muito mais confiança, característica atraente para os empregadores, informa a pesquisa da Why Beauty Matters, publicada pelos economistas norte-americanos Markus M. Mobius e Tanya S. Rosenblat na revista American Economic Review.A avaliação final mostra que de 15% a 20% da vantagem da beleza provém da autoconfiança. A comunicação oral contribui com 40%, e a visual com outros 40%.
(Nota da autora: a pesquisa só pode ter sido feita numa agência de modelos que precisam de gente muito mais do que bonitas, só pode!)

Malabarismo aumenta o poder do cérebro: Pesquisadores da Universidade de Oxford, na Inglaterra, analisaram 24 adultos que não sabiam fazer malabarismo durante um período de seis semanas.Os participantes foram divididos em dois grupos - o primeiro recebeu seis semanas de treinamento de malabarismo e praticaram a atividade 30 minutos por dia. O segundo grupo permaneceu sem a atividade.Os resultados indicam que os adultos que praticaram malabarismo apresentaram um aumento de 5% na chamada massa branca. O aumento foi identificado na parte posterior do cérebro chamada de sulco intraparietal, que contém nervos que reagem quando tentamos alcançar objetos incluídos na visão periférica.

(Nota da Autora: Então, se mais dia menos dia eu aparecer no Teste Anual de Proeficiência Japonesa andando de monociclo e fazendo malabarismos com objetos, posso dizer que estou exercitando meu cérebro, pra ver se entra no tranco na hora de fazer a prova?)

Ser malvado ajuda você a ganhar mais: Pesquisadores da Universidade de Essex, Inglaterra, estudaram a personalidade de 3 mil homens e descobriram que os que tinha comportamento mais agressivo e predatório, ganhava em média 6% a mais do que os colegas considerados legais.
(Nota da Autora: Se o seu, meu, nosso chefe disser que ganhou promoção, desconfie: no mínimo deve ter posto limonada purgativa no suco/café/chá/qualquer bebida do superior dele...)

Fontes: G1, Unesp, Superinteressante, Folha de São Paulo e vistos aqui.

Brincando no serviço? Não, exercitando o cérebro....

Thursday, October 22, 2009

Se Vaidade Matasse...


... eu já tinha ido desta pra melhor faz muito tempo.

De um ou dois anos pra cá, do nada, ou talvez numa revista da an-an sobre maquiagem, acabei munindo uma necessaire com 90% da linha da Mary Quant - desde limpeza facial a maquiagem quase completa (digo quase pois eu quase nem uso lápis pra contorno de olhos, rímel e lápis de sobrancelha). E quase todo dia (exceto meu dia de folga, a não ser quando vou levar kinguio pra passear) eu "reboco a cara".

Na verdade é um rosa bem mais forte, mas claridade + posição da câmera do celular = rosa claro cintilante (esmalte da marca OPI, não sei que cor era realmente, gomen Gesiane - que adora uma unha bem pintada)


Isso sem falar que, outra coisa que dificilmente eu faço, mas quando dá aquele estalo de que "de vez em quando faz bem", é ir em manicure ou eu mesma (arriscar) a fazer as unhas. Pelo menos as pouquíssimas vezes que fui, nunca arrancaram a carne junto.


Mas o que não dispenso é perfume. Nisso podem dizer que sou mão de vaca ou não sei variar, mas como dizem que perfume é a personalidade da pessoa... Sim, há mais de sete ou oito anos uso o mesmo perfume: Eternity, do estilista americano Calvin Klein. O tradicional de caixa branca. Se bem que eu já usei a edição limitada "Eternity Moment", de caixa rosa, o que estou penando até hoje pra encontrar aqui no Japão (muito embora eu já usei alternadamente "Tommy Girl", do Tommy Hilfiger e "True Love", da Elizabeth Arden, outro que pra encontrar terei que andar Harajuku inteira, pois na loja que costumo comprar - mais barato - já não tinha mais).

Eternity by Calvin Klein, perfume que a autora usa fielmente por sete (ou oito?) anos... Se quiserem presentear a autora no próximo (des)aniversário, eis uma dica...

Quanto a quesito de roupas... Isso ficaria pr'uma outra história.


(*) Este post foi somente encheção de linguiça (ai, que vontade de colocar o trema...), pois hoje estou sem nada pra postar mesmo. Isso também porque fiquei dois dias com a mão esquerda inchada, não me perguntem como aconteceu, mas fui ao médico e estou melhor - a custa de três comprimidos por dia e emplastros na mão...