Sunday, June 10, 2018

Snoopy Cha-Ya ~ Nishiki Ichiba (Kyoto)

Da série: Japão não é somente Tóquio



Muito embora Kyoto seja uma cidade pra lá de visitada e muitos lugares já são tão conhecidos que muitas vezes eu me pergunto o que eu vou fazer lá, porque ir no Kinkakuji, Kiyomizudera, Fujimi Inari, tem que estar munida de paciência, porque esses lugares são extremamente lotados. Apesar que ano passado fui para Fujimi Inari, estava tranquilo. Talvez porque o tempo estava pra chuva (e choveu adoidado depois que desci as escadarias).

Neste mesmo dia, eu tinha ido ao Museu do Mangá (Kyoto International Manga Museum), algo que eu tenho que ir novamente, porque ir acompanhado, só se for com alguém que goste de mangá, ou sozinha, porque o espaço é amplo (antes era uma escola) e muitas particularidades que, se eu me conheço, levo horas para ver. E também procurar pesquisar mais sobre o lugar, para fazer uma postagem decente.

Mas Kyoto não se resume aos lugares históricos, turísticos e festivais famosos que muitos já cansaram de postar nas redes sociais. Uns meses atrás, fui com a Mina em Kyoto, mas na parte moderna mas que o tradicional ainda persiste - o Nishiki Ichiba, que um dia vou ter que voltar só pra me aprofundar no lugar, porque é CHEIO de estabelecimentos interessantes (em se tratando de comida, e não é a toa que os turistas chamam de "A Cozinha de Kyoto") e no dia que eu fui, era para fazer uma coisa e só fui pra almoçar.

Falando em almoço, foi em Nishiki Ichiba que fomos almoçar, mais especificamente no Snoopy Cha-ya, um café temático do personagem. Eu achava que tivesse somente em Kyoto e Ise (Mie-ken), mas quando fui pesquisar pra fazer essa postagem, descobri que tem mais dois lugares - Otaru (Hokkaido) e Yufuin (Oita-Ken). E o café temático abriu em 2014, em Yufuin, e o mais recente foi em Hokkaido.

Em Nishiki Ichiba, o lugar tem dois andares. O primeiro, é onde fica a lojinha onde vende-se goods inspirados na cultura japonesa, e omiyages, como manju, biscoitos e sembei. Pelo menos o lugar é espaçoso, sem tanto risco de trombar com outra pessoa enquanto tenta ver o que vai comprar.


Mas no segundo andar, onde fica o café temático, o lugar também é espaçoso, e não tivemos que esperar tanto assim, mesmo na hora do almoço.

Manju (bolinho com recheio de azuki) em formato do personagem. Calma, é apenas amostras para que os clientes vejam, não são para comer. Os doces são vendidos em caixas fechadas e lacradas.


Escolhi comer hayashi beef com legumes grelhados e arroz com açafrão em formato do Woodstock. Tem o famoso osechi, mas eu tenho uma relação nada amistosa com camarões, então deixei passar. Depois que acessei o site da loja, descobri que cada loja os pratos variam e muito. Bebidas e sobremesas também, conforme a época e usando os ingredientes locais. No caso de Kyoto, eles já fazem a tradicional culinária nipônica, e as sobremesas usam muito gergelim, matcha, mochi e azuki, cobertos com kuromitsu (feito de açúcar mascavo). Sem falar que algumas sobremesas usam muito tofu. Portanto, não esperem um bolo de chocolate ou lamen e sushi porque NAO TEM no menu de Kyoto.

Mas se verem no site os pratos servidos em cada loja, vão entender melhor porque essa variação, por causa da cidade. Exemplo, em Ise (Mie-ken), já tem muito udon; em Yufuin (Oita), usam muito kabosu (um tipo de fruta cítrica típica da região), as sobremesas já tendem pro lado ocidental (como panquecas e parfeits) mas com ingredientes como azuki e matcha. E em Otaru (Hokkaido), usam muito leite e melões.


Até o cardápio é inspirado no Japão.


A bebida, que também varia a cada estação do ano, traz um biscoitinho de amostra e um coaster que pode levar pra casa de lembrança. No dia que eu fui (em março), era de yuzu (um tipo de limão que tem somente aqui no Japão. Se tiver em outro país deve ser outro nome que não sei). Pra mim, yuzu com mel funciona nas minhas crises de kafunshoo.


Obvio que, quando vou nesses lugares é impossível eu sair de mãos abanando! Minha carteira pode não concordar. E olha que comprei pouca coisa - washi tape temático da loja, toalha de mão e arare (salgadinho feito de mochi frito) de abóbora. A lata tem várias utilidades - desde guardar chá a granel (tem uma tampa de plástico que funciona como tampa hermética) até outros doces e petiscos.

Se verem no site, em cada loja, também há variação dos itens e desenhos, conforme o tema do local. Mas, existem itens que têm em todas as lojas (como copos, talheres e pratos).

Sou suspeita de falar deste lugar, já que eu gosto do personagem e hayashi rice, mas em breve estarei indo novamente no Nishiki Ichiba para conhecer melhor.

Site oficial: snoopychaya.jp

Fotos: todas da autora, via smartphone Fujitsu F-04G Arrows

Thursday, June 07, 2018

Think For Yourself



Não sei se acontece com vocês, mas comigo, ultimamente, depois de ler muitas postagens em redes sociais, estava deixando de fazer muitas coisas que antes eu queria sem me preocupar com o que os outros iriam falar. Mas depois que parei pra pensar, essa história de agradar os outros, comigo não dá certo.

Lugares onde envolvem animais (terrestes, aquáticos, alados, whatever): Confesso que um dos lugares que tenho vontade de ir, seria num Cat Cafe, por motivos de: adoro gatos, mas onde moro, não posso ter um. E mesmo se eu pudesse ter, namorido só gosta dos gatos dos outros. Então, eu teria a alternativa de ir num lugar desses, mesmo tendo que pagar. Poderia ir na casa de alguém e ficar distraindo o bichano? Até poderia, desde que essas pessoas me convidassem. E tem o detalhe que tenho muito mas muito poucos conhecidos que possuem gatos.

Por que não vou? Depois de muitos amigos meus postaram nas redes sociais, a repulsa por esses lugares, que seria uma crueldade com os bichinhos, etc. Bem, eu não sei realmente como funcionam, se os bichinhos são bem tratados, essas coisas. Eu queria ir pelo motivo que mencionei: NAO POSSO por enquanto TER UM ANIMAL DE ESTIMACAO EM CASA!!! Daí se eu resolvo ir, vai ter gente me condenando, quando não muito me cortando a amizade. O jeito será eu ir e não comentar nada (muito embora queria ir pra dar meu parecer neste Empório aqui, como experiência), porque sei que vai dar confusão.

O mesmo se aplica no caso se um dia eu for a um zoológico, parque aquático, até mesmo se eu postar alguma foto dos veadinhos sendo alimentados em Nara (sim, eu fui mesmo e tenho provas). Isso porque já fazem uns bons anos que eu não vou em um zoológico, nem aquário (e olha que moro perto de ambos), e era a primeira vez que eu ia para Nara em meus 20 anos aqui!!!

Garanto a vocês que, se eu for num jardim botânico, vão dizer que as plantas estão sendo maltratadas por estarem numa estufa...

Mas você está apoiando o artista/banda/grupo que tá em desgraça? Aquelas bem chatas mesmo - o dinheiro é meu e compro o CD/DVD, assisto filme de quem eu quiser. Sabe aquele caso que o artista que a gente gosta, um belo dia jogou água fora da bacia e caiu nas trevas da desgraça popular? Aí nas redes sociais 90% do pessoal descendo o sarrafo. Que o indivíduo tem que pagar pelo erro, é verdade, mas condenar gente que ainda tem um pouco de consideração pelo trabalho dele...

Pior que a gente nem pode dar a nossa opinião, que a grande maioria já te elogia de inúmeros adjetivos que nem posso mencionar aqui.

Se eu fosse seguir essa linha de pensamento alheio, eu estaria perdida: nunca iria ouvir música, nunca iria ler livros, nunca iria ao cinema.



Não acha que já passou da idade pra isso? Eu ouço isso DIRETO de muitas pessoas aleatórias, incluindo colegas (cof cof cof) de trabalho de outras nacionalidades, quando eu falo que vou em eventos, shows e cinema. Isso porque nem menciono o tipo de evento, senão o comentário piora (só pra matar a curiosidade do pessoal, eu vou nos eventos de mangás, mas daqueles independentes, mais conhecidos como doujinshi. Os mais profundos já sabem do que se trata).

Até o momento, eu não aparento a idade que tenho, tanto que em alguns eventos, pedem minha ID para provar que tenho mais de 18 anos (vê se pode!). Enquanto eu puder aguentar, eu vou continuar indo. E graças a Deus, eu ainda tenho saúde boa, porque só os mais fortes e corajosos conseguem ficar mais de quatro horas em pé numa fila de concert goods (meu recorde foi oito horas no Kokuritsu, mas seria outra história), três horas em um show... Isso porque eu trabalho em pé mais de oito horas por dia com intervalo.

Enfim, bastou eu mencionar que tal dia não estarei disponível porque tenho compromisso, pra já jogarem verde pra colherem maduro. E olha que ultimamente nem posto direito fotos dos locais onde vou, mas como tem gente que já me conhece, dá nisso. Mas só dou uma risadinha e deixo pra lá, porque nem adianta justificar ou explicar, senão piora mais do que já está.

Isso quando não vem acrescido o seguinte...

... e como você gasta dinheiro com essas coisas? "Essas coisas" significam CDs, DVDs, idas ao cinema, concert goods, revistas, mangas (e derivados), alguns figures e até um docinho diferente que eu quis comer e compartilhar o projeto de food report. Pode até ser um brinde que veio na garrafa de água comprada na loja de conveniência, a gente posta nos SNS para informar que na compra de tal produto, vem um brinde sazonal, sempre vai ter alguém soltando essa pérola. Imaginem quando eu posto dos CDs, DVDs e figures...

Com tudo isso que muitas vezes me acontece, muitas vezes eu chego a triste conclusão de que postar algo que faz a gente feliz e quer compartilhar porque sempre tem a idéia de que pode trazer algum bem (como dar as dicas, endereço, como faz, trocar idéias), acontece o contrário, como gente dizendo que estaria me exibindo, humilhando aquelas que não podem ter/ir/whatever...

Uma vez, postei - não lembro se foi aqui, no Twitter ou no FB (ou ambos) - o ingresso de um show e um texto sobre isso, antes de ir. Recebi comentários depreciativos e pra piorar, o show foi cancelado. Depois disso, passei a postar sobre algum show que fui DEPOIS que aconteceu, para [ao menos tentar] evitar comentários maldosos. Sabe como é: um comentário ruim, acaba com vinte legais. Mas a gente tenta relevar e vai fazer coisas mais importantes.

Pode ser que eu esteja sendo um tanto egoísta contando esses fatos, mas tenho quase certeza que isso acontece com a maioria das pessoas. Na verdade, redes sociais existem para isso - para a gente compartilhar e estar preparado pras críticas.

Antes fossem críticas construtivas...

Mas a vida segue, vamos tentar relevar tudo isso e fazer o que a gente gosta. Afinal, nem dá pra agradar a todos.

Imagens: FB Snoopy e HSJ Funny.





Sunday, May 27, 2018

A Vida Continua

Acontece quase toda vez que estou trabalhando, eu acabo pensando demais sobre o que postar, o que fazer da vida, o que vou preparar pra janta. Nesse pensar demais, acabo nem fazendo metade do que planejo, o que seria um sinal amarelo pra vermelho, e pode ser tarde demais.

Mas existem muitas coisas que nunca são tarde demais para fazer, tal como estudar, passear, aprender, tirar um dia pra não fazer nada (o que eu quero dizer, não ter afazeres domésticos, só ficar assistindo doramas, ouvindo música, estudando em casa...).

Com muitos eventos acontecendo recentemente, eu só acompanhei, e sequer comentei nas redes sociais. Aí mora o perigo: qualquer coisa que você opinar, acaba voltando contra você. Ou concordo (meio que muito a contragosto) para não acabar com as amizades, ou tenta explicar seu ponto de vista e acaba terminando em choradeira mais término de amizade. O que já aconteceu comigo no passado e quero evitar depois dessa.


Muitas vezes eu me pego pensando: "amigo de verdade é aquele que entende o ponto de vista de outro, argumenta e no final a amizade continua na maior paz", mas isso na terioria, porque na prática a história muda... E para evitar a fadiga, prefiro nem discutir. E' ruim não participar de uma discussão em redes sociais? Dependendo do que for, é melhor. Mas por outro lado, pega a falta de comunicação na vida moderna.

Já mencionei até aqui no Empório que, alguns assuntos eu prefiro nem abordar pra não voar facas e pedras, como religião e política. Mesmo até sobre música corro o risco de terminarem amizade comigo porque, todos sabem, meu gosto musical é bem variado. Do clássico pra guilty pleasure (aka vergonha alheia). Se falar vida no exterior, então...

Confesso que no passado eu já fui uma pessoa que discutia, discordava e muito. Não sei se é que a idade vai avançando, eu paro muito pra pensar no que vou falar (embora algumas vezes já me exaltei), porque de cabeça quente nem pensar direito, eu consigo. Melhor esperar esfriar pra depois ver o que dá.

Conheço gente que se exalta, fala o que quer, o que pensa, o que acha. Mas eu procuro tentar entender o motivo de tanta revolta, tanta exaltação. Ultimamente, fico quieta, nem comento, a vida segue. Nem que for aos poucos, nem que por dentro a gente esteja devastado, mas temos que continuar, porque ficar parado, enferruja, estagna.

No meu tweet de 13 de maio, eu postei o seguinte " Não sei, mas mesmo com tanta coisa que aconteceu, só tenho em mente de que a vida continua e seguirmos em frente e guardar coisas boas do passado e aprendermos com os erros."


Muito porque eu li tantos comentários de raiva e desesperança, que muitas vezes eu parei pra pensar se essas pessoas não estão com algum problema (de qualquer natureza) e querem ajuda (conversar numa boa), mas quando estão num estado de euforia, tenho medo de falar algo que desagrade e eu acabe lendo/ouvindo o que não quero. Ou porque eu não sei como lidar com certas coisas sem que as pessoas levem pelo lado depreciativo.

Nessas horas, é melhor eu ficar no meu canto, somente observando. Porque eu sei que, se eu resolver comentar...

Mas a vida continua, seguimos adiante e enfrentemos as adversidades do dia a dia.

Imagens: facebook e da autora.




Friday, May 18, 2018

Da próxima, vê se me ouve!



Segundo domingo de maio, em (quase) todo o mundo, é dia das mães, e, claro, as redes sociais lotam de mensagens e fotos. Daí vão me perguntar: "você não postou a sua?". Bem, não. A verdade é que minha mãe detesta ser fotografada, e se tenho recente, são poucas...

Mas não condeno ninguém em homenagear a mãe, porque existem muitas formas de expressar nosso amor por elas. Desde que fui morar no exterior, costumo conversar com ela uma vez por mês, porque se eu ligar duas vezes num mês, ela já fica desesperada.

Mesmo eu quase entrando na versão 4.8 da vida, morando no exterior e já tocando a vida, ainda escuto as mesmas broncas que eu ouvia quando criança. Como não pensamos em ter herdeiros, às vezes me pego descontando no namorido (que também dá o troco, essas coisas acontecem), mas certamente, se tivéssemos filhos, eles iam ouvir as mesmas frases que a gente ouvia quando na tenra idade. Pois é, essas coisas a gente acaba herdando, não tem jeito...

(Observação: essa postagem foi inspirada no saudoso blog "Garotas Que Dizem Ni", no texto "Vou contar até três!". Quem tiver o livro "E' Impossível Ler Um Só", esse texto está lá.)

Tá pensando que sou dona da Eletropaulo?  Ou da Light, ou qualquer companhia fornecedora de energia elétrica onde mora. Desconsidere o erro de sociedade civil, pois minha mãe não estudou essas coisas, mas a frase até hoje perdura em casa, quando eu esqueço a luz acesa onde não precisa, especialmente do banheiro. Uma variante, era o do saudoso blog "Garotas Que Dizem Ni", que as autoras ouviam das mães "sócia da Light".

Da próxima vez, vê se me ouve! Mãe nem precisa assistir noticiário pra ver a previsão do tempo, pelo menos a minha, sempre acertava. Guarda-chuva e casaco eram itens que eu só lembrava deles quando chovia ou esfriava. E quando saía de casa, era minha mãe dizer "leva o casaco que vai esfriar", "leva o guarda-chuva", e era batata. Perdi as contas de quantas vezes eu voltava pra casa ensopada ou reclamando do frio ou as duas coisas, e minha mãe "eu avisei".

Doce só depois da janta! Ou almoço. Se tinha sobremesa, a gente só podia comer depois da refeição. Se a gente comesse antes, era minha mãe avisando "depois não vai conseguir comer nada". Isso ficou na minha memória que até hoje eu deixo pra comer a sobremesa depois do almoço ou janta. Mas isso não se aplica até hoje pro namorido, porque ele come a sobremesa primeiro e depois a refeição principal.

Esse é pra(s) Visita(s)! Pelo menos em casa era assim: era minha mãe fazer bolo diferente e algo mais, era certeza que vinham visitas. Normalmente, eram meus tios de cidade distante ou o ojisan que vinha fazer a missa em casa (quem é descendente de japoneses sabe do que eu estou falando). E nada de comer antes delas, tinha que esperar as visitas comerem primeiro, pra depois a gente tentar comer. Mas minha mãe sempre deixava feito a mais para nós, caso não sobrasse. Porém, essa frase vinha com um complemento...

... e não me faça passar vergonha, viu? Acho que de tanto que minha mãe falava isso, até hoje, quando vou na casa de outras pessoas, eu ainda tenho vergonha até de pedir um copo de água. Se o anfitrião não fala nada, bem provável que eu passe sede. Toda vez que vinham visitas ou a gente ia na casa dos outros (aka parentes), a gente tinha que tentar se comportar, evitar de falar alguma bobagem, porque no final era uma senhora de uma bronca...

Um dia, você vai me agradecer por isso!

Com certeza, mãe, com certeza.... ❤

Imagem: Snoopy FB page

Saturday, May 12, 2018

[J-Dorama] Tokio ~ Chichi e no Dengon (トキオ~父への伝言, 2004)

Relação entre sempai - kouhai da JE em Doramas (Parte 7)

Caramba, passou um ano e pouco depois que eu postei o último da saga que sei lá se vai ter fim???

Thursday, May 03, 2018

[Manga Time] Hagane no Renkinjutsushi



Hagane no Renkinjutsushi (2001~2010). A saga dos irmãos alquimistas Edward e Alphonse Elric em busca da Pedra Filosofal, que seria essencial para trazer seus corpos de volta, já que numa tentativa desastrosa de trazer a falecida mãe de volta, Edward perdeu a perna esquerda e, para recuperar a alma do irmão, sacrificou o braço direito. Mas para conseguir o tal artefato, Ed, que conseguiu o título de Alquimista Federal, tem que enfrentar os homúnculos, que também querem dominar o território.

Sunday, April 29, 2018

Trilha Sonora da Discórdia

Todo mundo prestando atenção na música -sqn


Ou: Quando a música do filme e/ou dorama não precisa ser necessariamente do grupo do protagonista ou até do próprio protagonista.

Monday, April 02, 2018

Primavera

Otogawa, Okazaki.

O tempo passa, ficaremos até o dia
O dia que nos encontraremos aqui novamente
Nós ficaremos aqui, acenando para você
Na trilha com fileira de cerejeiras

Estas cenas podem sumir com o passar do tempo
Mas nunca esquecerei da canção que nos uniu.

- Naotaro Moriyama "Sakura (dokusho)"


Minamishiike, Kiyome Chaya, Templo Atsuta, Nagoya.

Nagoya Castle (Nagoya-jo)
 Neste mundo, por que esta luz e sombra escolhem ficar juntas?
Nossos desejos, nossos sonhos, nossa solidão
Eles são decididos pelo destino.

- Arashi "Sakura"

Meijo Park, Nagoya.

Sabia que era amor
E ainda volta a primavera
Mas o sonho continua sendo sonho.

- Masaharu Fukuyama "Sakurazaka"

Tsuruma Park, Nagoya.

As flores das cerejeiras caem flutuando
Envolvendo cada pedaço do meu amor
Mesmo agora, estou lembrando do sonho 
que eu orava com você nessa primavera.
As flores da cerejeira no chão.

- ikimonogakari "Sakura"

Inaba, Inazawa.
A primavera chegou agora no meu lugar
Até mesmo nesta cidade cinzenta
As cerejeiras estão florescendo
Brilhando ao ponto de meus olhos se encherem de lágrimas.

- Hey! Say! JUMP "Sakura, saita yo"


Fotos: todas da autora, via smartphone Fujitsu modelo de três anos atrás, é o que posso fazer no momento até eu conseguir fundos para comprar uma semiprofissional.

Saturday, March 31, 2018

What The World Needs Now is Love

☆ Quem me encontrar no FB, vai ver eu postando alguma coisa do Empório, repassando frases fofas, fotos de gatinhos, fotos dos ídalos, alguma receita aleatória, café, e alguma coisa do meu Instagram. No máximo, alguma informação do Outubro Rosa e Pink Ribbon.

☆ Twitter ainda continua sendo meu meio de comunicação nas redes sociais.

☆ Final de ano é época de faxina, certo? Foi o que eu fiz no FB e Twitter, porque não estou a fim de ficar lendo mensagem pessimista e negativa no Ano Novo.

☆ Respeitar opinião alheia não dói. O que dói é desejar até a morte e romper laços de amizade.

☆ Confesso que já fui bem radical ao ponto de perder muitas amizades e tempo. Hoje eu tento equilibrar e separar as coisas. E parar para pensar se posto algum comentário, porque já fui na raiva e o resultado não foi dos melhores...

☆ Falando em postar comentário com raiva porque não gostou do que leu, antes só faltava entrar na porrada mesmo, hoje, ignoro 99,9% do que comentam (mas sempre tem aquele 0,1% que a gente acaba falando umas verdades...)

☆ Prefiro lotar meu feed do FB com imagens fofas e inofensivas, Ok, às vezes escapa uma xícara de café, um prato de comida, algum ídalo aleatório de quem vos posta aqui ...

Antes que muita gente venha me bombardear com mensagens de repúdio, eu explico: não pensem que estou tapando o sol com a peneira. Eu acompanho tudo porque rede social existe pra isso (via fontes confiáveis, claro), mas só observo, porque se for comentar, eu tenho certeza que só não sai porrada porque estou do outro lado da tela e do mundo, literalmente. Eu prefiro acompanhar e interagir com gente que batalha o dia a dia, faz sem reclamar, e põe a mão na massa. E' fácil ficar sentado e reclamar de tudo, mas tomar alguma providência que é bom, cadê?

Eu confesso que às vezes a preguiça me domina, mas nem sempre é cansaço físico. Tem horas que a gente quer desistir de acreditar na humanidade, mas a gente dá aquela refletida de um minuto e arranja forças pra lutar.

O que o mundo precisa agora é amor, doce amor
E' a única coisa que tem um pouco no momento
O que o mundo precisa agora é amor, doce amor
Não, não apenas para alguns, mas para todos...
                        - Jackie DeShannon "What the World Needs Now is Love"

Wednesday, March 21, 2018

Quando Brincar de Cosplay e Crossdresser vira assunto sério... (Parte 3)

(Qualquer dúvida, relembrem a primeira e a segunda partes...)

Na verdade, era para ter feito essa postagem faz algum tempo, e só criei vergonha na cara depois que no FB minha amiga Lene havia postado uma foto de anos atrás sobre o dia da Mulher versão ídolos da JE devidamente caracterizados como uma, com direito a maquiagem e tudo.

(yellowgold via weibo - essa montagem me passaram no FB em 2003, por isso que tá faltando gente aí. E como tem muito idol que não era/sou familiarizada, mesmo pedindo ajuda, a gente ficou sem saber ou tá na dúvida, porque a maioria fez esses ensaios em revistas como myojo, wink up, etc., e tá que a gente compra. Da esquerda pra direita - Yuma Nakayama, Satoshi Ohno, Kento Nakajima, Kazuya Kamenashi, Tomohisa Yamashita, Ryo Nishikido, Tadayoshi Ohkura, Yuta Tamamori, Ryosuke Yamada, Masaki Aiba, Yuya Tegoshi, Ryuhei Maruyama, (o 13o ninguém conseguiu identificar), Fuuma KIkuchi, Taisuke Fujigaya, Kazunari Ninomiya, Marius Yo, (o 18o. também ninguém descobriu), Yuuri Chinen e Toma Ikuta.)

Friday, March 16, 2018

[Lista] Os Gatos de Anime favoritos da Autora

(POR FAVOR MINHA GENTE, ESSE GATO NAO CONTA!!!)

Pouca gente sabe, mas eu gosto muito de gatos, embora nunca tive um de estimação (um dos motivos é que onde moro não posso ter, e mesmo se eu tivesse, acho que morreria de dó de deixar o bichano sozinho devido a minha vida de trabalho, se bem que tem gente que consegue conciliar, mas aí seria outra história). Mas se eu ver um bichano na frente, só falta eu dar uma de Felícia e não largar mais. Mesmo se eu levar uns arranhões do felino.

Aí que no dia 22 de fevereiro, no Japão, nas redes sociais instituiram o "Dia dos Gatos", porque, no japonês, a forma da data 222 vira "ni-ni-ni" ou já adaptam e vira "nya-nya-nya", que é o miado [dos gatos daqui do arquipélago]. Aí que no Twitter a gente floodou imagens de gatinhos fofinhos e meigos.


Foi a partir disso que pensei em fazer um post sobre os gatos que gosto nos animes e quadrinhos que ando lendo. Mas são poucos, porque senão a postagem vai longe demais e sei que muita gente não tem paciência pra ler.

Tá certo, eu deveria ter postado no dia, mas como depois que voltei das férias, eu logo peguei no batente, até eu conseguir ajustar o horário (que ainda está estranho), comer direito e fazer os deveres de casa, acabei postergando o artigo, mas ainda tá valendo.

Só lembrando que não está na ordem de preferência, e vai ser óbvio que vai faltar bichano aqui, mas são os que eu lembro mesmo...



Hello Kitty: Falar dela é chover no molhado, porque é a personagem mais popular do Japão e também em muitos países no Exterior. Embora a Sanrio (empresa que licencia a personagem) tenha diversos caracteres famosos (como My Melody, Little Twin Stars, etc.), a gatinha continua sendo a mais requisitada no assunto merchandise, com direito a várias parcerias com outros personagens (como Doraemon), lojas (Lawson e Mister Donuts) e até com artistas (SMAP e Golden Bomber). E vocês pensam que só as crianças gostam dela? Até senhoras e inclusive rapazes e adultos não resistiram. Tanto que tem um manga e anime relacionado aos personagens da Sanrio - o "Sanrio Danshi" (ou Sanrio Boys), publicado pela Flower Comics, em parceria com a empresa dos personagens.

Recentemente, nas férias no Brasil, soube que a única loja que existia, fechou, devido a uns indivíduos de mente fechada e com muito ódio no coração, relacionaram a Hello Kitty com o demo (vê se pode uma coisa dessas!!!)



Doraemon: Criado nos anos 60 por Fujiko Fujio, é também um dos personagens mais famosos no Japão, ao lado da Hello Kitty (tanto que em 2015, a Sanrio fez parceria com a Fujiko Fujio e sairam um monte de goods do Doraemon com a Hello Kitty, se bem que muitas lojas da Sanrio vendem goods do gato azul). Doraemon seria um gato robô que perdeu as orelhas porque um rato comeu-as, que todo mundo queria ter, especialmente a porta que leva para outros mundos. Por ele ser do futuro, Doraemon traz as bugigangas que nem existem no nosso tempo, para ajudar o atrapalhado Nobita e envolver em muitas aventuras.

 O anime ainda faz tanto sucesso que, quase que anualmente sai um OVA nos cinemas. E sempre tem um artista diferente que faz a música do filme, com direito até participação especial no anime regular, como Gen Hoshino, Perfume, Masaharu Fukuyama, miwa, Motohiro Hata, Ken Hirai, Masayoshi Yamazaki, Kis-My-Ft2, entre muitos.


Nyanko-sensei: Esse foi de tanto as minhas amigas do Twitter, FB e Instagram, a Eli e a Mika, mencionarem MUITO o anime "Natsume Yujincho". Resolvi conferir quando vi no YT alguns episódios aleatórios. Resultado: indo a busca de mangas atrasados, porque é publicado desde 2003 e já está no 22o. volume e continua seguindo. E fora tentar fazer a maratona das seis temporadas e três OVAs (ainda bem que minha operadora de celular tem o aplicativo que dá pra assistir animes antigos e recentes...). O mais engraçado é que, embora o protagonista seja Takashi Natsume, um adolescente que consegue ver espíritos, o gato de estimação (que na verdade também é um espírito) chamado Nyanko-sensei é quem virou o personagem mais popular da história!!! Também pudera - alguém aí já viu um gato branco com mancha laranja e cinza, gordo e gosta de beber, e ainda é como se fosse o guarda-costas do dono mas com segundas intenções (aka tomar posse do tal Livro dos Amigos assim que Natsume ir desta pra melhor)?

Nota mental da autora: vai acabar saindo resenha desse mangá em breve...



Luna: Quem assistiu ao anime Sailor Moon, vai lembrar da gata preta com uma lua na testa que foi salva por Usagi (Serena) Tsukino. Luna, na verdade, seria um dos três gatos guardiões do Reino da Lua e ela tornou-se encarregada em dar tarefas para Usagi, bem como entregou o broche de transformação para ela, e as canetas de transformação para as Sailors Mercúrio, Marte e Júpiter. A gata acreditava que Usagi era a reencarnação da Princesa da Lua, por isso que confiava nela, até dando inúmeros conselhos para a garota, que apesar de ter bom coração, era muito atrapalhada. O mais curioso é que, por alguns capítulos, Luna era tratada como macho, quando foi transmitido em Portugal (e Artemis, o outro guardião, era macho, mas em Portugal era tratado como fêmea).

Vergonha alheia da autora: Por mais que tenha passado, reprisado, e reprisado novamente, eu nunca consegui acompanhar esse anime, e olha que sei mais ou menos o enredo de tanto que minhas amigas comentavam. Na época que passou no Brasil, pela primeira vez, eu acompanhei muito mais "As Guerreiras Mágicas de Rayearth", me julguem.



Jiji: Na animação de Hayao Miyazaki, "Majo no Takkyuubin" (ou "Kiki's Delivery Service"), Jiji era o gato de estimação de Kiki, uma aprendiz de bruxa que faz serviços de entregas expressas

Vergonha alheia da autora parte 2: Até hoje NAO assisti esse anime, e só conheço a história de tanto que comentaram e descobri por causa da música da Yumi Matsutoya, "Rouge no Dengon" (estava creditada como Yumi Arai, seu sobrenome de solteira, porque a música foi lançada em 1975, antes de casar com o produtor Masataka Matsutoya).

Eu sei que tá faltando bichano, eu sei. Mas se eu postar todos que eu lembro, vai ficar muito mais extenso do que já está.


Bem, nem todos morrem de amores pelos simpáticos felinos, né.

Fontes: Wikipedia Japan. Imagens, Twitter, Google de sites aleatórios, que a gente esquece de marcar de onde coletamos, desculpas sinceras.

Thursday, March 15, 2018

Mangás e como fazer bom proveito disso tudo

Uma pequena amostra do que eu tenho, mas como essa foto é de uma encarnação passada, obviamente aumentou e muito, e tenho que fazer mágica nas minhas estantes para caber tudo.

Quem me conhece sabe que eu sou aloka dos mangás, mas não cheguei ao ponto de ser como meus irmãos que tem o cafofo repleto de prateleiras lotadas de mangás, mesmo porque espaço físico nunca foi o forte no meu apartamento, ainda mais no Japão, que a gente tem que dar um de mágico pra fazer caber as coisas, ou seja, quanto menos, mais fácil de achar as coisas.

Eu tenho uma coleção moderada, mas existem mangás que eu não consigo acompanhar nem pedindo (como "One Piece" e "Meitantei Conan", por exemplo, que já passaram de 100 volumes e continuam); nesse caso, eu prefiro já ler os que já encerraram. Apesar de que eu tenho uns três títulos que estão ainda sendo publicados e sei lá quando encerram.

Ultimamente, estou lendo alguns por motivos de 1) recomendação de amigos e 2) gostou do live action ou anime e resolveu saber mais do assunto. O duro que quando se empolga, resolve correr atrás pra saber como começou, como está o andamento...

É fato que existem pessoas que não curtem mangá ou anime ou as duas coisas, mas tenho que respeitar a opinião delas, afinal, gosto nunca se discutiu. (O duro é quando a pessoa generaliza ao ponto de perder a amizade) Mas a gente faz o que pode.

Além dos motivos mencionados, outros fatores contribuem para que eu leia mais e assistir mais ainda (era algo que eu tinha perdido o hábito depois que eu havia mudado de emprego):


Muitas vezes eu tenho que recorrer aos dicionários para tentar entender a frase. Mesmo com furigana junto aos kanji na maioria dos mangas, eu ainda não sei nem 50% do que deveria. Por isso que tenho na estante sempre à mão, o Kodansha Kanji Learner's Dictionary (eu recomendo, tem até os passos de como se escreve o caracter) e o Nihongo Bunkei Shiten Eigo Ban ou Guia de Dicas da Gramática Japonesa com tradução em Inglês, que traz a explicação e exemplos. Em Inglês, porque eu consigo entender melhor (e eu preciso voltar a estudar também).

Auxílio nos meus estudos da língua japonesa: No caso dos mangás, eu consigo ler e tentar entender ao menos boa parte do enredo. As palavras que eu fico com cara de interrogação, chego a anotar e procurar no dicionário. Na maioria das vezes, o dicionário fica ao lado pra qualquer eventualidade. Acreditem, se quiserem: foi lendo muitos quadrinhos quando criança, não tive dificuldades no aprendizado. E leio até hoje. Muito embora os mangás possuam linguagem coloquial demais, muitas vezes vale a pena procurar aqueles chamados "época do xogunato", que a linguagem seria mais formal, mas o duro quando se encontram palavras que ninguém usa mais hoje em dia.

No caso de anime, eu treino muito a audição, para entender o que falam. Se eu conseguir entender metade da frase, já seria lucro. Claro, o certo seria entender tudo para não entrar em desespero no próximo exame JLPT, mas vamos por doses homeopáticas. O mesmo eu faço com filmes: som original sem legendas, se bem que quando assisto meus doramas, eu costumo colocar com legendas (em japonês mesmo) para não ficar tão perdida mais do já fica (especialmente doramas médicos e doramas jurídicos). Agora, treinar como falar fluentemente que seria bom, necas, porque o mais chato nisso tudo é não ter gente pra conversar sobre o assunto, aí sobram as redes sociais e no fim acabo ficando mais fluente escrevendo e lendo do que ouvindo e falando...

Estimula a memória: Não sei vocês, mas eu consigo treinar minha memória com tudo isso - lendo, assistindo, ouvindo -, porque se eu memorizo, eu acabo guardando muitas palavras que podem ser muito úteis no meu cotidiano. Mas isso tem que ser um hábito diário, não de vez em quando quase nunca como aconteceu nos últimos anos, que até pra ler mangá eu tava num desânimo daqueles.


Japão não é só Tóquio - alguns mangas que andei lendo, fogem dessa área. "Sakamichi no Apollon", quase toda a história se passa em Sasebo, Nagasaki (algumas partes se passam em Tóquio). "Kamisama no Karute" (baseado no livro do mesmo nome, na foto, é a versão do filme. A história se passa em Nagano) e "Natsume Yujincho" (embora não mencione exatamente onde se passa a história, pelo cenário, e segundo que li em alguns sites relacionados, a história foi inspirada na cidade de Hitoyoshi, Kumamoto - aliás, é a cidade natal do artista Teruyoshi Uchimura)

Viagens: Existem muitos doramas, animes e mangás que fogem do cenário Tóquio. Quando existe alguma cena marcante, acaba virando ponto turístico (aka o famoso ponto de encontro entre Makino e Doumyoji em HanaDan, que fica em Ebisu), isso quando o ponto turístico já existente acaba virando parada obrigatória quando vai viajar para determinado lugar.

Confesso que tem muitos lugares que eu morro de vontade de conhecer, embora nos quadrinhos alterem muita coisa ou é criação do autor, e em filmes a maioria é cenografia, mas existem lugares que são reais e que valerá muito a pena conferir de perto, como o lado "velho" de Tóquio ("San-gatsu no Lion"), Nagasaki ("Sakamichi no Apollon") ou Fukui ("Ao no Honoo"), entre muitos.

Eventos Históricos: O filão mais explorado pelos mangakas, autores de doramas e na literatura, seria o período do xogunato, era Meiji até a Segunda Guerra Mundial. Muito embora muitas histórias colocam como pano de fundo esses eventos históricos, nunca é demais saber sobre o que aconteceu e o que mudou na história atual.

O mais engraçado é que eu quase nem leio esse tipo de mangá e olha que li o Rurouni Kenshin inteiro, mas se for contar filmes, pelo menos três ou quatro. Daí o pessoal quer saber mais sobre as cidades onde ambientam as histórias - típico no caso dos taiga dorama da NHK, onde geralmente a história se passa em província X. E por ser baseado em fatos reais, aí que a coisa esquenta. Uma dica pra taiga dorama: tem que ter paciência pra assistir, porque dura o ano todo, com capítulos semanais. Pra quem quiser algo mais levinho, assistam assadora da mesma emissora - são capítulos diários de quinze minutos cada e depois se transformam em dois ou quatro DVDs no final.

Voltando ao manga histórico: também pode ser útil para quem estiver estudando para pesquisar mais sobre o que realmente aconteceu nas eras passadas. Ou também conhecer a cidade onde se passa a trama (vide item anterior).

Baseado em Fatos Reais: Falando nisso no item anterior, existem aqueles mangás que adaptam de livros para melhor compreensão (confesso que estou tentando ler alguns livros literalmente falando, mas tenho que ter paciência e um dicionário de kanji ao lado, ou se viajo, usar os recursos no smartphone). Embora eu já tenha lido alguns comentários que no manga muita coisa acaba se perdendo ou mudando algum item ou outro, pra mim seria normal, já que quando faz um live action, a coisa fica mais diferente ainda, mas vamos tentar relevar e imaginar que seria uma história em universo [muito mais do que] alternativo. Porém, nos casos de mangas baseados em fatos reais, nem tem como a gente imaginar no universo alternativo. Em outras palavras, eu tento evitar ler esse tipo de manga.

Seja como for, para mim manga é uma das formas que eu tenho para me distrair e aprender. Também é tratado como hobby, tanto que em enquetes, perguntam "que tipo de hobby você tem", tem o item manga no meio das alternativas.

Mas, para quem não curte muito o assunto, não vou forçar ninguém a gostar. Vai de qualquer um, desde que respeite o gosto alheio.

Fotos: todas do acervo pessoal da autora.






Monday, February 26, 2018

Long Time Not to See You...



Depois de mais de um mês sem postar nada que prestasse aqui, bem, estou de volta.

Explicando porque eu andei bem ausente nas redes sociais e, principalmente neste Empório, que só não fecho porque é uma das coisas que eu ainda insisto em manter. Ou melhor, porque eu gosto de blog mesmo. Um dos motivos que andei meio sumida aqui, é que tirei um mês de merecidas férias e nem entrei direito nas redes sociais. Tanto que, quem ver meu Instagram, quase nem tem foto. Isso porque eu levei o meu velho mas bom smartphone (acho que foi o medo que botaram em mim, só pode). O outro motivo é que fiquei sem internet em casa e levaram uma semana pra resolver.

Eu disse férias? Sim, foi isso mesmo que eu disse. Passei 30 dias no Brasil, visitando parentes, encontrando amigos e comendo demais. Mas eu precisava, porque os últimos meses do ano, eu mais trabalhei do que me diverti. E quem me conhece, sabe: quando tirei folga, ou fui nos eventos que sempre vou, ou fui em shows.

Pra constar um pouco do que foram meus últimos meses...

Outubro: Foi o ápice onde eu trabalho. Como não bastasse trabalhar de segunda a sexta, com quase três horas extras por dia, incluí ainda todos os sábados, um domingo e um feriado. E quando folguei nos poucos domingos que tive, era me virar nos trinta para botar ordem na casa. Sem contar que NAO fui no Comic City Spark que costumava ir todo ano, mas consegui fazer inscrição pra um show e fui sorteada. E foi baseado no resultado do sorteio é que pudemos decidir a data das nossas férias...

Novembro: O ritmo de trabalho já estava diminuindo, mas mesmo assim estava trabalhando cinco dias na semana com quase três horas extras por dia. E no feriado. Ainda fui num evento que costumo ir, em Tóquio, e por conta dessa loucura toda, no dia seguinte acabei ficando de cama. Mas consegui resolver a viagem, fechar o negócio e pedir as férias. Acho que nunca resolvi um fechamento tão rápido - em menos de dez dias, reservei as passagens, paguei e recebi todas as informações.

Dezembro: Quinze dias de trabalho antes de entrar de férias. Recebi o ingresso do Fuyu no Daikanshasai. Recebi o e-mail do I/O Dome Tour. Prova de proeficiência. Festa de despedida de fim de ano dois dias seguidos e inclui um encontro das amigas fãs do Arashi no Nagoya Dome, só pra comprar mesmo (porque ninguém da turma conseguiu ingresso). Nota mental - festa de despedida de fim de ano num karaokê ninguém merece - mal deu pra comer direito, conversar muito menos e o pessoal escolhia a música pra cantar, mas não cantava.

Uma semana antes da viagem, merecida folga pra arrumar as malas, limpar a casa e botar tudo em ordem. Acho que só eu mesmo pra ter conseguido ser sorteada em dois shows na mesma semana - o Daikanshasai numa quinta e show no Nagoya Dome num sábado...

Apesar de ter sido apenas um mês, deu pra aproveitar pra fazer muita coisa. O que vai ficar pra um outro post.

Foto: da autora, via smartphone tirada nas pressas enquanto voltava pra casa dentro do ônibus.