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Saturday, September 19, 2020

Em busca do ânimo perdido


Quem me acompanha nas redes (nada) sociais, deve ter percebido que estou muito sumida e raramente estou interagindo em outras coisas (quando digo raramente, é de vez em nunca e olhe lá). E quando interajo, são assuntos do meu interesse, coisa bem óbvia.

Antes da pandemia, eu já estava meio parada, mais off line estudando e fazendo outras coisas longe das redes sociais, senão perdia o foco, inclusive as postagens aqui estão bem escassas. Mal fiz direito o BEDA em agosto (tem em abril também, mas quem disse que eu lembrei), estou com uma lista de filmes que assisti antes e depois do kinkyuu, só estou com o problema que sempre acontece comigo - bloqueio criativo que gera um desânimo desgraçado.

Recentemente, voltei ao meu hábito saudável de assistir j-doramas "antigos" (entre 2002 a 2011, época em que eu trabalhava em outra cidade e chegava muito tarde da noite e mesmo saindo em DVD, quem disse que eu assistia?), e percebendo o quanto eu havia perdido. Ou não tinha assistido por causa de terceiros que criticavam e eu caía nessa. De uns tempos pra cá, mandei tudo às favas e assisto o que desperta meu interesse e dane-se se tem gente descendo o pau. Embora conheço pessoas que criticam de forma positiva, do tipo "assista se quiser, cada um tem um gosto diferente".

Percebi meio que tardiamente que não adianta, por exemplo, assistir um filme ou um j-drama só por causa de fandom, meu artista favorito está atuando, e o enredo é uma desgraça. Já assisti muito por causa disso e não dei a segunda chance, de tão ruim que foi o enredo mesmo depois de anos. Mas já assisti muito por causa do enredo bom apesar do elenco ter alguém que meio que a gente torce o nariz. Isso eu consigo relevar (conheço muita gente que não assiste por causa de alguém no elenco mesmo o enredo seja muito bom), e estou dissipando, aos poucos, a imagem ruim de tal membro, e vamos assistir numa boa. 

Fora isso, meu ânimo para outras coisas tinha diminuido de alguns meses para cá, como estudar com mais afinco pros exames de proeficiência, fazer algum trabalho manual (para quem não sabe - eu sei bordar, crochetear e tricotar) e até ler alguma revista. E olha que estou saindo cedo do trabalho, dormindo na mesma hora de sempre e ainda consigo assistir algo na TV. Felizmente, estou voltando ao ânimo aos poucos, como ir ao cinema, ir na locadora e pegar uma série completa pra assistir, e cozinhar. Sim, até pra isso não estava prestando.

Um pouco talvez seja porque este verão foi muito quente, abafado e, muita gente sabe que eu detesto verão, seja aqui no Japão como no Brasil. Tenho queda de pressão, passo muito mal, fico irritada muito fácil e dificilmente consigo me concentrar. Daí para pegar algumas horas para ler um manga ou revista, já incomoda por causa do calor, mesmo com o ar condicionado ligado, até pra dormir é literalmente um inferno. Uma das coisas que gosto do verão é sorvete e as músicas, e olhe lá.

Felizmente, quando a temperatura começou a diminuir e ficar um pouco mais fresco, o ânimo está voltando - como fazer alguma comida diferente, assar um bolo, testar receitas novas, assistir j-drama, ir nas livrarias (devidamente protegida, claro). Porque não dá pra ficar no ritmo casa-trabalho-casa e passar o final de semana só dormindo (nos 45 dias que fiquei em casa, mantive meu relógio biológico em ordem, comendo na hora certa, passando o dia estudando, lendo e assistindo os j-dramas atrasados).

De vez em quando alguns conhecidos meus nas redes sociais postam sobre mudar de vida. Na real, isso vai de cada um. Obviamente necessita de muito planejamento, porque não dá pra fazer isso da noite pro dia, mas também não ficar procrastinando demais (olha quem fala!). Nos dias de hoje, qualquer coisa que a gente planeja, acaba mudando e temos que adiar por motivo de força maior, então, planejamento requer também, colocar um plano número dois caso o número um sofrer alguma alteração. Tipo fluxograma de sistema de dados, se me entendem.

O que muitas vezes me deixa chateada é o fato de muitas pessoas que mudaram de vida e "deram certo" (entre aspas porque dar certo 100% é um feitio muito difícil) esquecerem que, para conseguirem virar o jogo, teve muito trabalho envolvido antes. Especialmente aqui, onde muitas pessoas vivem no ritmo casa-trabalho-casa-e-finais-de-semana-dorme. Claro que existem pessoas que fogem um pouco da tangente e não estão nem aí e conseguem ser felizes, mas nunca esquecer que, para conseguir o que deseja, vai ter um monte de obstáculos pelo caminho, e, no meu caso, se não fossem os empregos que tive e tenho, nunca que iria conseguir fazer metade do que faço hoje. Infelizmente vivemos num mundo capitalista e para quase tudo precisamos de grana. Além de muita persistência e dedicação. 

Apesar da pandemia e muita coisa sendo restrita, ainda estou aos poucos recuperando meu ânimo, talvez a minha situação melhore depois que entrar o outono, mas não vou esperar até lá, se eu quiser fazer as coisas que eu mais gostava no passado, eu tenho que começar nesse exato momento, tal como eu estou fazendo agora, que é postar sobre coisas aleatórias. 

E pra buscar meu ânimo que se perdeu não sei mais, eu tenho que procurar de outras formas, seja indo novamente ao cinema ou testar alguma receita diferente, ou ver programas de variedades diferentes do que costumava assistir, se me entendem. Até mesmo mudar alguns hábitos, como li no desancorando, como por exemplo, deixar o celular longe da mesa de cabeceira, algo que eu de vez em quando acabo fazendo - um dos motivos era porque eu quebrei o despertador e, até achar outro, usei o celular como relógio. Resultado: acabava acordando no meio da noite e ficava horas na madrugada acessando, o que resultava em noites maldormidas e passava o dia irritada. Depois que comecei a deixar o celular na escrivaninha, longe de mim, passei a dormir bem melhor.

Acredito que, se eu buscar novas fontes para me entreter, eu volte a me animar cada vez mais. Até mesmo voltar a usar maquiagem (no verão é impossível, mas cuidados com a pele são triplicados). 

Só não posso deixar o desânimo bater na minha porta novamente, porque aí vai ser mais difícil encontrar o caminho de volta.


Thursday, September 17, 2020

Pílulas Aleatórias

 ☆ Depois que liberaram as sessões de cinema, em questão de um mês fui assistir três filmes em três semanas seguidas. E ainda vai ter mais. Apesar de todos os cuidados que estão tendo, eu ainda estou indo assistir na maior apreensão e mal consigo comer toda a pipoca durante a sessão, como era antes, e acabo levando pra casa e terminar de comer quando assisto algo na TV.

★ Ultimamente ando bem fria em quase todas as situações. Inclusive no trabalho. Sei que isso não é bom sinal, mas estou numa fase em que pouca coisa me anima, e o que me anima são coisas bem insignificantes mas de grande importância.

☆ Quando eu digo pra mim mesma "chega logo 17:30 de sexta-feira" na segunda-feira às 7 da matina, sinal que vou precisar planejar o mais rápido possível, desde reserva de fundos até me preparar para fazer novamente meu currículo.

★ Voltei aos poucos o hábito de assistir j-doramas, mas os da época em que eu trabalhei em Tóquio e devido ao horário, deixei de assistir por oito anos. Aquelas que pegou o tempo de jishuku e assistiu um pouco. E junta com as deste ano...

☆ Diminuí drasticamente meu consumo diário de café. Desde o verão do ano passado, ao invés de beber quase um litro por dia, ficou em uma colher de sobremesa diluído em leite. De vez em quando eu bebo uma caneca. E minhas idas no café da sereia diminuiram depois do kinkyuu. Resultado: perdi cinco quilos.

★ Estou só lendo o que me interessa nas redes sociais e dando RT no que acho que vale a pena. 

☆ De uns tempos para cá, deixei mesmo de interagir nas redes sociais em muitas coisas. Mas têm horas que dá vontade de eliminar tudo e começar do zero, porque é cada comentário que tenho vontade de chorar. Melhor coisa a fazer: fecha o site e vá fazer algo de útil, sei lá, fazer algum bolo ou bordar.

Antes que me perguntem qualquer coisa, eu estou bem. Mas existem aqueles dias em que o desânimo bate e acabo não fazendo nada que preste. E existem dias em que estou bem mais animada. Mesmo assim, estou entrando cada vez menos nas redes sociais para evitar maiores dores de cabeça.

Saturday, September 12, 2020

[Cine-Pipoca] "Jiko Bukken Kowai Madori" (2020)


Jiko Bukken (
事故物件) ou "propriedade estigmatizada", são casas ou estabelecimentos em que aconteceram algum tipo de incidente, como morte do morador, assassinato ou suicídio, e acreditam que essas propriedades sejam assombradas. Algumas imobiliárias não oferecem essas residências com receio de perder clientes mesmo por um preço bem mais baixo que os habituais.

Sinopse: O comediante Yamane Yamano aceita uma oferta de um programa de TV para desvendar casos de residências estigmatizadas, ou "jiko bukken", se realmente elas são assombradas ou possuídas por espíritos de pessoas que lá morreram. Para isso, Yamano teria que morar por um tempo nessas casas. Quando o programa começa a fazer grande sucesso, Yamano passa a ir mais além e fenômenos começam a aparecer de forma inesperada.

Em meados de 2012, o comediante Tanishi Matsubara aceita uma oferta de uma emissora de TV para participar no programa do ator e diretor Takeshi Kitano - "Kitano Takeshi no Omaera Ikuna" -, num quadro sobre fenômenos paranormais. A condição era morar em casas onde o morador anterior morreu (de alguma forma - natural ou trágica) e ver se realmente eram assombradas, já que as imobiliárias evitam de alugar essas residências com receio de perder clientela, além de acreditarem que existam espíritos dos falecidos moradores vagando no local. E, claro, filmar.

Enquanto esteve na primeira residência, Matsubara registrou em vídeo, a aparição de algumas luzes, que ele chamou de "orbe". Uns podem atribuir as luzes como fogo-fátuo, outros a existência de algum espírito, no caso a pessoa que faleceu na residência. Além de um conhecido de Matsubara, quando telefonou para ele, ouviu vozes do outro lado achando que estivesse numa festa (o que na verdade não estava. Matsubara estava na residência sozinho).


Suas experiências em morar nesse tipo de residências renderam dez episódios no programa de Kitano e dois livros - "Jiko Bukken Kaidan Kowai Madori" ("Histórias de Fantasmas em Casas Condenadas"), sendo que o primeiro volume saiu em 2018 e o segundo, em julho de 2020.

Não demorou muito para que fizessem um filme baseado no primeiro volume do livro. O filme "Jiko Bukken Kowai Madori" tinha sido anunciado em janeiro de 2020 (um pouco antes da pandemia), com direção de Hideo Nakata ("O Chamado") e roteiro adaptado de Burajiri An Yamada ("Kodomo Tsukai"), tendo Kazuya Kamenashi, Koji Seto, Nao, Megumi, Houka Kinoshita no elenco.

O filme: Baseado no primeiro volume do livro, conta como foi que o comediante Yamane Yamano resolveu participar de um programa sobre fenômenos sobrenaturais, morando por algum tempo em casas onde aconteceram algumas mortes e registrar em vídeo o cotidiano naquelas casas. No filme, foram apresentadas quatro residências, cada uma delas com histórico trágico.

O cenário para o enredo foi quase todo filmado em Osaka, e a parte final, em Tóquio e Chiba. 


Personagens principais:

- Yamane Yamano (Kazuya Kamenashi): Comediante que fazia parte da dupla humorística (manzai) Jonathan's, que encerrou a carreira. Recebe o convite de uma emissora de TV para fazer parte de um programa sobre fenômenos paranormais e começa a morar em casas onde outrora houveram algum fim trágico.

- Taisa Nakai (Koji Seto): Ex-parceiro de Yamano no manzai. Participa nos programas de TV como roteirista e chega a compartilhar a experiência de Yamano em morar temporariamente nessas casas.

- Azusa Kosaka (Nao): Fã da finada dupla Jonathan's, recebe a proposta de trabalhar como maquiadora em uma emissora de TV - por destino, a mesma emissora que havia contratado Yamano e Nakai. Ela possui o dom de ver espíritos, segredo que estava guardando até o dia que foi visitar Yamano em uma das casas.

- Junko Yokomizo (Noriko Eguchi): Uma das funcionárias da imobiliária em que Yamano foi consultar sobre casas do tipo "jiko bukken" para alugar. 

- Yuji Matsuo (Houka Kinoshita): Produtor de TV do programa em que Yamano e Nakai participam.

- Tsutomu Izaki (Junji Takada): Sacerdote que entrega um amuleto (mamori) para Yamano, quando este estava em Ueno.

- Nikusensha (Ryo Kato e Kyotaro Sakaguchi): Dupla manzai que atuava no mesmo teatro que Jonathan's.

- Shinya Arino e Masaru Hamaguchi: Artistas de um programa de variedades.



Ficha Técnica: 

"Jiko Bukken Kowai Madori" (2020). Direção: Hideo Nakata. Roteiro adaptado: Burajiri An Yamada. Original do livro "Jiko Bukken Kaidan Kowai Madori", de Tanishi Matsubara. Música: fox capture plan. Elenco: Kazuya Kamenashi, Nao, Koji Seto, Noriko Eguchi, Megumi, Houka Kinoshita, Junji Takada, Ryo Kato, Kyotaro Sakaguchi, Mao, Kurochan, Barbie, Shinya Arino, Masaru Hamaguchi.

Trivia e Curiosidades:

- O diretor Hideo Nakata é conhecido internacionalmente pelos seus filmes de terror, como "Ring" ("O Chamado"), "L Change the WorLd", Sadako, entre muitos. 

- Burajiri An Yamada é roteirista. Seu nome verdadeiro é Kunihiko Sugii. O pseudônimo veio do grupo de teatro chamado "Brazil". 

- O autor original, Tanishi Matsubara, nasceu em Hyogo. Na época em que fazia o programa de TV que depois tornou-o famoso, Matsubara fazia alguns serviços temporários, como atendente em uma casa de lamen. Ele e sua irmã Miho aparecem no filme.

- Como as residências onde Matsubara morou ficavam na região de Kansai, o elenco teve que aprender o dialeto local. Assim como o teatro manzai tem origem em Osaka.

- Shinya Arino e Masaru Hamaguchi são da dupla de comediantes Yoiko. Hamaguchi é mais conhecido por apresentar o programa de Aichi - DelSata - e colaborar com o grupo ABC-Z.

- Era a primeira vez que Kamenashi atuava em um filme de terror.

- Koji Seto já tinha trabalhado com o diretor Nakata nos dois filmes da série "Sadako".

- O trio fox capture plan já fez música para vários filmes e dramas como "Quarteto" e a série "Confidenceman JP". Sua especialidade é jazz instrumental.

- O site sobre localização de casas "jiko bukken" que Azusa mostra para Yamano realmente existe. Teru Oshima criou um site chamado Oshimaland onde traz um mapa contendo localizações de residências onde ocorreram mortes e causa mortis das mesmas. Tem um artigo (em inglês) interessante sobre jiko bukken e nele está o link para o site de Teru Oshima. 


Fontes: site oficial do filme; Japan Times (inglês)

Imagens: model press, cinema today

Thursday, September 03, 2020

Cinema em Tempos da Pandemia

Com a atual pandemia correndo em todo o mundo, muitos eventos foram adiados (para o ano seguinte) e cancelados. Filmes que iriam entrar em cartaz em meados de março em diante, foram adiados para quando saísse do estado de emergência (aqui no Japão) e os responsáveis pelos cinemas em todo o país tomassem as devidas precauções para o bem-estar dos espectadores e seus funcionários. 

No cinema Movix, em Miyoshi (Aichi): Doraemon e seus amigos explicando como se comportar no cinema nos tempos de COVID-19: Distanciamento social, higiene e desinfecção, além dos costumeiros bons modos.

Desde julho, os filmes que tinham sido adiados, foram ganhando novas datas de estréia. Mas alguns foram temporariamente suspensos até segunda ordem. Por serem salas fechadas e dependendo muito do filme e lugar, o cinema seria um dos grandes focos de contágio por aglomerar um bom número de pessoas. 

Pelo menos, os cinemas que andei frequentando nas duas últimas semanas, tinham feito as medidas de prevenção, como dar um espaço vazio entre um assento e outro, lavar bem as mäos, entrar com máscara, medição de temperatura e desinfecção do local entre uma sessão e outra. 

Claro que, se for comer, tem que tirar a máscara. Caso não estiver com seu balde de pipoca e copo de refrigerante tamanho litro, tem que ficar com a máscara, para evitar o contágio. Mas a gente logo acostuma com isso, se é pro bem nosso e da sociedade...

Tá bom, eu sei que vai ter muita gente reclamando desses procedimentos, que incomoda, etc., mas se não fizerem essa conscientização - por mais que vai ter gente criticando, dizendo que até os próprios habitantes não respeitam, bla bla bla -, o risco será muito grande e quem vai se responsabilizar por isso? Antes fazer toda essa prevenção do que não tê-la.

Confesso que ainda tenho um certo receio de ir ao cinema como eu ia um bom tempo atrás, mas se eu não vencer esse medo, nem pra ir ao mercado do bairro, eu vou prestar. Por isso que, quando remarcaram as datas de alguns filmes que estou no aguardo desde março, já garanti o ingresso antecipado e fui. E conferi o quanto os cinemas já estão fazendo o sistema de prevenção e deixar nós, espectadores, irmos assistir o filme com segurança, e os funcionários trabalharem também.

No cinema perto de onde moro, o balde de pipoca vem dentro de uma sacola. Para levar pra casa se não conseguir dar conta de comer durante o filme todo. Fui assistir "Jiko Bukken Kowai Madori", e esqueci que era um tipo de filme que, se eu comer algo, passo mal depois...

Na parte do combo favorito dos espectadores, pipoca e refrigerante, continua sendo vendido normalmente. Como disse antes, se não estiver comendo ou bebendo, mantenha a máscara no devido lugar (cobrindo a boca e o nariz, claro). Particularmente, dependendo do filme, eu compro o combo. Se não, o máximo é um copo de refrigerante.

Quanto ao distanciamento social, dependendo do cinema, tem sala que tem que deixar dois bancos vazios entre uma pessoa e outra, mas a maioria, é um banco sim, outro não. Se bem que, dependendo do filme, raramente lota ao ponto de esperar outra sessão, mas com essas mudanças, estão limitando o número de espectadores (aí explica o motivo de esperar a próxima).

Essas medidas estão sendo feitas, como disse, para garantir o bem estar dos espectadores e de quem trabalha no cinema (desde a comida até a limpeza). E gradativamente, podermos frequentar esses lugares com tranquilidade (e devidamente prevenidos).

Fotos: todas da autora. MOVIX Miyoshi e United Cinemas Inazawa. Em breve, voltarei com as resenhas (ou não).

Wednesday, September 02, 2020

The Blog Day 2020

Para não variar, olha eu postando aqui nos 45 do segundo tempo... E mega atrasada!

Como já havia postado nos outros anos, dia 31 de agosto é chamado de The Blog Day, porque graficamente fica o dia conforme a imagem que abre a postagem, e este dia costumamos indicar outros blogs (ou podcasts, já que muitos estão aderindo a essa idéia).

Meu problema este ano é que infelizmente não tenho como indicar algum blog porque a maioria eu já tinha indicado nos anos anteriores. E a maioria de uns tempos para cá estão diminuindo a frequência das postagens por diversos motivos.

Recentemente, conheci muita gente no Instagram que postam sobre j-dramas, j-pop e handmade goods e divulgam através desta rede. E porque fica mais fácil de visualizar e repassar (valorizem as pequenas empresas!).

Mesmo com atraso, fica aqui a postagem que indiquei alguns blogs e podcasts no passado.

(E espero que ano que vem eu consiga fazer um BEDA decente.)


Friday, August 28, 2020

Projeto BEDA (Blog Every Day August) ~ O importante é tentar

Muitas vezes eu tentei fazer o BEDA (Blog Every Day August, ou postagem todos os dias em agosto), mas eu só lembrava disso quando já estava no meio do mês. Mas também eu teria que ter assunto aos montes para postar todo dia, e com qualidade.


 

Se é pra postar só pra aumentar número e qualidade duvidosa, melhor nem postar.

Eu sei que muito tempo atrás, chegava a postar quase todos os dias. Daí que parei para pensar se realmente eu estava postando algo útil ou se era para encher linguiça e aumentar o número das postagens para ganhar público. Pra eu ganhar público, então melhor fazer algo decente, certo? Por isso que tem mês que só tem uma postagem.

Todo ano eu falo a mesma coisa - "vou tentar postar com mais frequência" -, mas nem mesmo os dias que fui obrigada a ficar em casa, melhorou. Afinal, eu usava o tempo livre para fazer outras coisas, desde ler aquela revista encalhada na mesa de cabeceira até testar receita culinária nova.

Depois que voltei a trabalhar, as postagens escassearam. Pior que assunto não me falta, como resenha de mangas, filmes (assisti muito pelo aplicativo da operadora do celular que tenho conta), j-dramas, animes, e outras inutilidades no meio dos rapazes da Johnny's and Associates. Por que não posto aqui? Sabem aqueles dias em que a inspiração vem na hora do trabalho e quando chega em casa, ela vai embora? 

Pior ainda quando tenho aqueles dias em que chego em casa, tomo banho, pulo o jantar e logo desabo na cama e acordo no dia seguinte. Aqueles dias em que nada se aproveitou. E ainda mais esses tempos de pandemia, estou saindo de casa pra trabalhar e ir ao supermercado. Cinema, só voltei a frequentar na semana passada, devidamente previnida e sem pipoca. Aulas de Desenho Gráfico e AutoCad presenciais, aguardando novo comunicado do governador da província. Agora, ir pros eventos que eu costumava ir até o ano passado, estou pensando mil vezes antes de fazer minha malinha e passar dois dias na metrópole.

De um mês para cá, estou tentando reorganizar meu tempo, minhas tarefas pessoais, até meus hobbies. Inclusive até minha cabeça - tentando livrar de pensamentos negativos e parar de criar problemas. E também limpar minhas redes sociais, para não esquentar mais a mente. Pois é, tenho que fazer aos poucos, mas felizmente estou melhorando.

Ah, sim. Sobre o BEDA. Faltam menos de três dias para o projeto terminar, e, apesar das postagens não terem sido diárias, ao menos eu tentei. Da mesma forma que tentei várias vezes o JLPT, o TOEIC e mudar de emprego, mesmo se o resultado não for o esperado, ao menos tentou fazer algo. Aquela história - "se não tentar, nunca vai saber". 

Tenho que ser otimista, mesmo nos dias sombrios de hoje, não dá para perder a esperança de que mais dia menos dia, uma luz vai surgir no fim do túnel.

Imagem: foto tirada pela autora, via smartphone Fujitsu F-01K, no Doutor Coffee, em Miyoshi-shi, Aichi (esperando dar a hora para entrar no cinema).

Thursday, August 27, 2020

[J-Drama] 0-Goshitsu no Kyaku (2009~2010)



Sinopse: O Hotel Point possui um quarto deveras estranho, chamado "Quarto Zero", que pode revelar ao hóspede o "grau de pontuação" do ser humano. Vários hóspedes em circunstâncias diversas, visitam o quarto na esperança de determinar seu próprio valor.

No outono de 2009, a emissora Fuji Television reservou uma temporada nas madrugadas de sextas-feiras, um projeto experimental em que revelariam novos talentos, como diretores, roteiristas e produtores, e fizeram um mini-drama, em que vários membros da Johnny's and Associates protagonizariam cada história (seis histórias no total de 22 episódios de 15 minutos cada, semanalmente).

Cada história trazia um hóspede diferente. Para determinar a pontuação, era colocar um fio de cabelo na capsula e enviar para pontuar. E a capsula retornava com um papel informando a pontuação. Quanto maior a pontuação, melhor pessoa seria (em termos).


You Yokoyama (Kanjani Eight) interpretava Shiina, o recepcionista do hotel e também o narrador da história.

Histórias e Elenco:

História 1 - Akogare no Otoko (O Homem Ansioso)

Um executivo de alta classe se hospeda no Hotel Point com uma hostess de um cabaré. E descobre que sua pontuação é bem abaixo que o dela.

Personagens:

Hiroyuki (Satoshi Ohno): executivo de alta classe que traz Miyuki, uma hostess de um cabaré para o hotel e se hospedam no Quarto Zero. 

Miyuki (Miho Tanaka): hostess de um cabaré que Hiroyuki frequentou e acabou gostando dele por tê-la tratado bem. Mas não sabia nada sobre o Quarto Zero.

História 2 - Sainou no Aru Otoko (Homem Talentoso)

Dupla de comediantes que ganharam um prêmio de novos talentos, tenta conseguir a fama na TV.

Personagens:

Shuu (Ryuhei Maruyama): membro do grupo Triple Dynamite. É o tsukkomi do grupo.

Jun (Shota Yasuda): membro do grupo Triple Dynamite. É o boke do grupo.

Tokito (Hikomaro): responsável pelo grupo Triple Dynamite. 

(Em dupla de manzai - tipo de comédia -, o tsukkomi seria a pessoa séria que tenta consertar o que o boke - o tolo - faz ou fala.)

História 3 - Kampeki na Otoko (O Homem Perfeito)

Um médico e uma enfermeira trazem uma paciente em estado terminal para o Hotel. Todos eles recebem uma pontuação. O médico recebe 98 pontos e o motivo de não ter atingido 100, será revelado no final.

Personagens:

Yazaki (Shigeaki Kato): Jovem médico e inteligente.

Karen (Ei Morisako): Jovem paciente de Yazaki, que sofre de uma doença incurável e tem esperança que o médico irá curá-la.

Yoshimi (Shiori Kanjiya): Enfermeira que acompanha o Dr. Yazaki e a paciente Karen.

Shirota (Shigeru Joshima): Um estranho que ocasionalmente se hospeda no Hotel Point.

História 4 - Oitsumerareta Otoko (O Homem Encurralado)

Um jovem quer ingressar no clã de um jovem mas poderoso yakuza. Mas as tarefas não saem como esperado.

Personagens:

Arashiyama (Shingo Murakami): O delinquente que quer ingressar no mundo yakuza.

Hattori (Hiroyuki Ikeuchi): Amigo de Arashiyama.

Kitou: Um homem que cresceu em meio a violência.

História 5 - Tatakawanai Otoko (O Homem que não luta)

Um jovem que falha no ingresso da universidade, acaba passando os dias na internet, idolatrando uma pessoa nas redes sociais com o apelido de "Rei".

Personagens:

Shigeto (Keiichiro Koyama): Universitário que falha nos exames e torna-se um desocupado e assíduo frequentador nas redes sociais.

King (Rei Ando): A pessoa popular nas redes sociais.

História 6 - Final - Rock no Otoko (O Roqueiro)

A pessoa misteriosa que sempre frequentava o Hotel Point na esperança de conseguir se hospedar no Quarto Zero, era um astro do rock cuja banda se dissolveu por problemas pessoais.

Shirota (Shigeru Joshima): Ex-guitarrista de uma banda de rock que já não vê mais esperança no casamento.

Nami (Kaho Minami): A esposa de Shirota.

Os 22 episódios foram exibidos nas madrugadas de sexta-feira, de 23 de outubro de 2009 a 19 de março de 2010, pela Fuji Television e suas filiadas.

Músicas-tema:

"Tokei Jikake no Umbrella" - Arashi (Histórias 1 a 4)

"Cry for the Moon" - TOKIO (Histórias 5 e 6)

Trivia:

- Coincidentemente, todos os membros dos Johnny's que atuaram nesse projeto, eram os que menos tinham feito trabalho de atuação (até o momento), embora no projeto anterior, "Gekidan Engimono" , quase todos eles participaram.

- O final de uma história dava sinal de início de outra.

- Subliminarmente durante as histórias, aparecem mais dois membros da JA, mas nos quadros de quem atingia a pontuação mais alta - Jun Matsumoto (história 1) e Ryo Nishikido (História 2).

- A fachada para o Hotel Point era o Marble Village Lockheart Castle, que fica em Takayama, Gunma. O mesmo cenário utilizado em outros dramas conhecidos, como "Yamato Nadesico Shichi Henge", "Yuukan Club", "Kaibutsu-kun", "Aibou", entre outros.

- A sexta história foi dirigida por Masahiro Matsuoka (baterista do TOKIO).



- A quinta história, tornou-se peça teatral em novembro e dezembro em Tokyo e Osaka. Além de Koyama e Ando interpretarem seus respectivos personagens, atuaram também Haru, Sakiko Bokumoto, Noriyoshi Tsumura, Makoto Arigawa, Keisuke Horibe. You Yokoyama, que interpretava Shiina, o recepcionista e narrador, aparecia em vídeo. A peça se chamava "0-goshitsu no kyaku ~ Kaettekita Otoko".

- Pelo menos membros de quatro grupos de Johnny's atuaram no projeto - Shigeru Joshima (TOKIO); Satoshi Ohno (Arashi); You Yokoyama, Shingo Murakami, Ryuhei Maruyama e Shota Yasuda (Kanjani Eight); Keiichiro Koyama e Shigeaki Kato (NEWS).

Fontes: ameblo, fuji television

Imagens: ameblo, The Globe Tokyo archives

Nota: Se for procurar com legendas em inglês (porque no DVD tem a opção de legendas mas em japonês), só vai achar somente da primeira história.

Monday, August 24, 2020

Assim não dá

Uma vez eu havia postado que pelo menos existem três coisas que não consigo fazer:


E o pior que ainda continuo a mesma coisa, especialmente a parte de puxar saco. Sério. 

Nunca fui de ficar bajulando superior para garantir algum lugar melhor no trabalho, ou para ganhar a simpatia deles, ou as duas coisas juntas. Talvez porque eu sempre penso que para melhorar de cargo e ganhar a confiança é através de esforço próprio (e um pouco de cara-de-pau também). 

Sabem aquela velha história: a gente que faz as coisas certinhas não ganha crédito algum, enquanto outras que puxam o saco e fazem tudo errado, levam a boa fama. Eu sei que não deveria nem ligar para essas coisas, mas às vezes essas situações me dão um misto de raiva, decepção e frustração. Respiro fundo e vou fazendo as coisas direito e esquecer dessa gente e desses sentimentos ruins que acontecem.

Essas situações acontecem com qualquer um e em qualquer lugar. Especialmente em ambiente de trabalho. Aquelas pessoas que querem "pisar em cima" das outras, "puxar o tapete" para conseguir o que quer, seja um cargo melhor ou garantir o lugar, ainda mais nos dias de hoje. Infelizmente, não temos muito o que fazer com elas, a não ser ignorar e cuidar da nossa vida, por mais injusta que a situação seja.

Sim, eu sei o quanto é duro conviver com essa gente todo santo dia, já que passamos boa parte trabalhando. E tentar ignorar, sempre tem que ter uma boa dose de paciência e tolerância, ou senão a situação pode piorar. Pro lado mais fraco, ou seja, o seu lado.

O mais agravante é que a maioria dos seus superiores acobertam essa gente. Ficava me perguntando a troco de quê fazem isso. Mas eu acabei dando de ombros e cuidar da minha vida, fazer o meu trabalho e esquecer dessa gente que nada tem a acrescentar. Por mais que a situação seja incômoda, é melhor ficar no seu canto e fazer seu trabalho em paz. 

E mesmo assim, a gente acaba pagando um preço alto por isso. Experiência própria. 

Quando chego ao ponto de acordar na segunda-feira e desejar que chegue logo a sexta-feira, sinal que alguma coisa está muito errada e preciso logo consertar isso. Desestressar, pensar em coisas boas, fazer as coisas que mais gosto (assistir filmes, dramas, ir nas cafeterias, estudar, traduzir, ler mangas...)

Se preocupar com a puxa-saquice alheia só resulta em dores-de-cabeça. Pra si mesmo.

Imagem: Página do Minions Sinceros no FB.

Saturday, August 22, 2020

[Cine-Pipoca] "Dakishimetai ~ Shinjitsu no Monogatari" (2014)

"Eu pensei que a felicidade fosse eterna".

Sinopse: Ao ir no Centro Esportivo da cidade para treinar basquete, o taxista Masami Koyanagi repara num grupo de jogadores de bocha que tinha agendado no mesmo dia. O que chamou a atenção de Masami era o fato dos jogadores serem especiais mas com muita determinação. Ao ir embora, dá uma carona para uma das jogadoras, Tsukasa Yamamoto, que não tinha como voltar para casa. Apesar de Tsukasa ter o lado esquerdo do corpo paralisado devido a um acidente ocorrido muitos anos atrás, sempre estava sorrindo. Toda semana, os dois se encontravam nos respectivos treinos e começaram a sentir algo um pelo outro. Mesmo enfrentando todas as dificuldades, resolvem se casar e começar uma nova vida, mas parece que o destino resolveu tomar outro caminho...

"Dakishimetai ~ Shinjitsu no Monogatari" (ou em tradução livre: "Quero te abraçar ~ Uma história real") foi baseada na vida real do casal Masami Koyanagi e Tsukasa Hagita, que moravam na cidade de Abashiri, Hokkaido. Quando estava no segundo ano colegial, Tsukasa sofreu um grave acidente e passou meses em coma. No que poderia ser desenganada pelos médicos, ela desperta, mas as sequelas foram várias - o lado esquerdo do corpo paralisado e perda de memória (ela lembra na hora mas logo esquece, por isso anotava tudo em um diário para não esquecer). Com a ajuda da mãe, Tsukasa consegue se recuperar com a reabilitação, termina os estudos e forma-se em serviço social. 

Masami e Tsukasa no dia do casamento, em 2010

Em julho de 2011, a afiliada da emissora TBS em Hokkaido, fez um documentário contando a história do casal, desde o acidente, a reabilitação, a vida em casal, o casamento e o nascimento do único filho. Um dos motivos do documentário ter sido feito, foi o fato que, em 2006, a diretora Keiko Suzuki, tinha visto uma notícia sobre um simpósio e a palestrante era a Tsukasa Hagita, que tinha sofrido um grave acidente, ficou em coma e voltou a ter uma vida normal mesmo tendo o lado esquerdo paralisado e perda de memória. E Suzuki resolveu acompanhar a trajetória de Tsukasa depois que ela se formou. 

Cerca de dois anos depois, em 2013, o diretor Akihiko Shioda e o roteirista Hiroshi Saito resolveram transformar em filme, a pedido do produtor da TBS, Takashi Hirano, que tinha visto o documentário (mesmo tendo passado de madrugada!). Saito já tinha feito um roteiro adaptado sobre o mesmo tema - história de amor tendo alguma deficiência ou doença no meio, como "April Bride" ("Yomei Ikkagetsu no Hanayome", 2009).

A maior parte das filmagens foi feita na cidade de Abashiri, Hokkaido. Embora alguns fatos tenham sido modificados, a essência da história permanece.

Personagens principais:


- Tsukasa Yamamoto (Keiko Kitagawa): Quando estava no colegial, sofreu um grave acidente, deixando-a em coma. Teve o lado esquerdo do corpo paralisado, fazendo com que se locomova em cadeira de rodas e, como sequela, perda instantânea de memória. 

- Masami Koyanagi (Ryo Nishikido): Motorista de táxi da cidade de Abashiri. 

As famílias;

- Hisako Koyanagi (Kazue Tsunogae): Mãe de Masami. A princípio estava preocupada com o destino do filho ao anunciar o casamento com Tsukasa, mas mostrou-se prestativa com a nora.

- Takeo Koyanagi (Jun Kunimura): Pai de Masami. Foi completamente contra o casamento do filho com Tsukasa. Mudou de idéia quando foi visitar Tsukasa e percebeu que ela conseguia fazer tudo sozinha, e foi ele quem a levou no altar.

- Yamamoto-san (Jun Fubuki): Mãe de Tsukasa que acompanhou o tratamento da filha, registrando em vídeo a reabilitação depois do acidente. Era totalmente contra o relacionamento da filha com Masami, ao ponto de fazê-lo assistir todos os vídeos para ver se ele mudava de idéia.

- Nagomi Koyanagi (Junya Katagiri): Filho único de Tsukasa e Masami.

Colegas:

- Donten (Yusuke Kamiji): Colega de trabalho de Masami.

- Natsumi (Aya Hirayama): Colega de Tsukasa antes do acidente. Trabalha numa instituição de proteção as crianças.

- DAIGO e Norio Shusa (Noumahi Brothers): Colegas do time de bocha com Tsukasa.

- Junpei (Masataka Kubota): Funcionário do parque de diversões que possui uma deficiência na perna e faz reabilitação.

- Sonomura (Takumi Saito): Pai de Kenta, colega de Nagomi no jardim-de-infância. Assim como Masami, também é viúvo.

Ficha Técnica: 


"Dakishimetai ~ Shinjitsu no Monogatari" (2014). Direção: Asahiko Shiota. Produção Geral: Takashi Hirano. Roteiro Adaptado: Hiroshi Saito e Asahiko Shiota. Fotografia: Tokusho Kikumura. Música de Encerramento: Namie Amuro ("Tsuki"). Elenco: Keiko Kitagawa, Ryo Nishikido, Yusuke Kamiji, Aya Hirayama, Eriko Sato, Jimon Terakado, Kazue Tsunogae, Jun Kunimura, Jun Fubuki, Masataka Kubota, Megumi Sato, Takumi Saito, Noumahi Brothers (DAIGO e Norio Shusa).

Trivia e Curiosidades:

- A atriz Keiko Kitagawa já tinha atuado em um filme semelhante em 2010 - "Matataki", em que ela sofre um grave acidente de moto, onde ela perde a memória (não lembra o que aconteceu na hora do acidente).

- Kitagawa e Nishikido chegaram a visitar Masami Koyanagi e o filho Nagomi, que ainda residem em Abashiri, Hokkaido. A família Koyanagi (creditada no filme) autorizou e deu suporte para a realização do filme.

- As filmagens em Hokkaido foram feitas em fevereiro de 2013 e terminadas em abril do mesmo ano (por isso a maioria das cenas contém neve). Por isso que a parte em que Masami carrega Tsukasa nas costas para subir os 110 degraus no parque Higashimokoto Shibasakura Koen não consta no filme, mas no documentário, sim.

- O sobrenome de solteira de Tsukasa era Hagita. Foi mudado para Yamamoto no filme. Bem como o nome real do pai de Masami era Akio (no filme era Takeo).

- Na realidade, a primeira vez que Tsukasa e Masami se encontraram, foi porque ela telefonou para a empresa de táxi onde Masami trabalhava para levá-la para a reabilitação. 

- A dupla Noumahi Brothers são humoristas de manzai, que apareciam na NHK. Eles têm paralisia cerebral (DAIGO não fala normalmente e Norio é paralítico, mas ambos encaram as próprias deficiências com humor).



- Quando anunciaram as filmagens, no início de 2013, a revista Petit Comics (Shogakukan) publicou a história em forma de mangá, ilustrado por Tsukiko Kozumi, mas baseado no documentário da HBC. Os dois volumes sairam no dia 15 de janeiro de 2014, duas semanas antes do filme estreiar (tanto que os volumes originais, vinham com o obi (faixa que traz alguma propaganda ou informação do mangá ou livro) anunciando o filme, tendo a foto do cartaz com Keiko Kitagawa e Ryo Nishikido.

- O filme estreiou no dia 1 de fevereiro de 2014, em 314 salas de cinema em todo o Japão. Nos dois primeiros dias de exibição, ficou em segundo lugar de maior bilheteria (o primeiro tinha sido "Eien no Zero", que estava batendo a sétima semana de maior bilheteria no Japão).

- Após os créditos finais, são mostradas as cenas reais do casamento de Tsukasa e Masami. No dia seguinte ao dar a luz o único filho Nagomi, Tsukasa entrou em coma e faleceu dez dias depois. A causa mortis foi esteatose hepática gestacional (mas não tinha relação com o acidente que ela havia sofrido na adolescência).

Notas:

Existem três filmes que possuem quase o mesmo tema - romance envolvendo uma das partes com alguma doença ou deficiência:

- "Matataki" (2010), protagonizado por Keiko Kitagawa, em que sofre um acidente de moto e com o choque de ver o namorado morto, acaba por ter estresse pós-traumático e perda de memória.

- "8-nen koshi no Hanayome - Kimi no Megasametenagara" (2015), em que a noiva (Tao Tsuchiya) entra em coma e quando desperta, não lembra nada do que passou com o noivo (Takeru Sato). Foi baseado na vida real do casal Hisashi e Mao Nakahara.

- "Perfect World - Kimi to iru Kiseki" (2018), baseado no mangá do mesmo nome de Rie Ariga. Sobre a história de um arqiuiteto cadeirante (Takanori Iwata) após sofrer um acidente e uma designer de interiores (Hana Sugisaki).

Fontes: Panfleto original do filme "Dakishimetai ~ Shinjitsu no Monogatari", documentário "Kioku Shougai no Hanayome - Saigo no Hohoemi" (HBC/TBS, 2011), mangá "Dakishimetai", ilustrado por Tsukiko Kozumi.

Imagens: junski07.blog89.fc2, bibi-star.jp, mercari.

Monday, August 17, 2020

O Direito de Ser Canhoto (Versão 2020)

 

Bem, eu havia feito postagens sobre a data aqui e aqui, mas aquelas que lembra depois que passou a data (mas não esqueceu no Twitter e FB, vai entender). Para quem não sabe, dia 13 de agosto, é o Dia Internacional dos Canhotos, data criada em 1976 pela Lefthanders International com o intuito de conscientizar a maioria dominante aka os destros de que os canhotos também são gente normal como qualquer um, a diferença é que eles possuem melhor habilidade com a mão esquerda.

Desde que fabriquem utensílios destinados para eles, desde tesouras até carteira escolar.

Nas duas postagens linkadas no começo do texto, mencionei um programa daqui chamado  "Getsuyo kara yafukashi" (NTV, todas as segundas-feiras, pra lá da meia-noite), com Shingo Murakami (Kanjani Eight) e Matsuko DeLuxe. Teve um episódio que foi o Kazunari Ninomiya (Arashi) para comentar sobre os problemas que os canhotos possuem, já que ele mesmo também é canhoto. Os clássicos como usar tesoura e abrir latas com abridor. Mas alguns muita gente poderia achar exagero, mas vamos tentar nos colocar no lugar deles e ver se funciona...


Ano passado, a rede Tokyu Hands chegou a vender alguns itens para canhotos, como baralho, utensílios domésticos, tesouras. Este ano, como dia 13 caiu num dia de semana e, apesar de ter sido minha folga, tive que usar esse dia para outros compromissos e nem deu para passar em uma loja da rede para conferir se tinha novamente essa seção.

No Twitter, no dia 13 de agosto, pelo menos no Japão, o Dia do Canhoto trendou, mas mencionando itens que poderiam ser adaptados para esse pessoal. Até um tipo de chaleira que é usado aqui para servir chá verde, o kyusu (急須), cujo cabo é lateral. 


Embora hoje em dia usam com o cabo em cima (como as chaleiras que conhecemos).

Os canhotos também são pessoas dotadas de muita criatividade, inteligência e habilidade. Isso a gente tem que admirar muito essas pessoas, porque só elas mesmas terem uma paciência master e malabarismo (beirando ao contorcionismo) para encarar o mundo dos destros. E, antes que me perguntem, eu não sou canhota, mas algumas coisas eu tenho mais facilidade em fazer com a mão esquerda.

E, claro, temos personalidades famosas que são canhotas, tal como o moçoilo que abre a postagem. Alguns nasceram com a habilidade na mão esquerda, mas por pressão da sociedade, acaba fazendo parte das coisas com a mão direita e outra parte com a esquerda (como Ninomiya, o baterista Ringo Starr e o compositor Gen Hoshino, por exemplo).

Como muita gente deve saber, na Idade Média, quem era canhoto, corria o risco de virar assado, então forçavam todo mundo a escrever e usar a mão direita. Leonardo da Vinci dava indícios que era canhoto, porque seus manuscritos eram escritos da direita para a esquerda (mas ele escrevia assim pra facilitar a vida dele).

Feliz dia dos canhotos e que continuem com essa criatividade toda.

Imagens: google, da autora, dinos japan

Fontes: Lefthanders International.


Saturday, August 15, 2020

Quando o uso exagerado de Aizuchi (相槌) chega às últimas consequências (Parte 1)

 Na linguagem japonesa, aizuchi (相槌) são expressões (ou interjeições) frequentemente utilizadas durante uma conversa que indicam que o ouvinte estaria prestando atenção ou entendendo o que o interlocutor estaria dizendo (mas não significa que entendeu tudo).


Numa postagem sobre aizuchi, tinha mencionado o exemplo do programa "Kanjani Eight Chronicle F", que logo no primeiro episódio, no perfil do You Yokoyama, tinha um detalhe em que, durante a reunião para definir o novo formato do programa, foi um festival de "un-un-un" que teve até gravação provando o quanto ele fazia uso dessa expressão (para alegria dos demais membros) e ainda por cima o agravante que o interlocutor nem estava ouvindo direito.

Isso me fez lembrar os tempos em que cursei Magistério, em que quase todas as disciplinas, tínhamos que fazer uma explicação em forma de aula. Bem, essa era a finalidade do curso. Eu tinha uma colega que ela tinha uma mania de falar "né" em todo final de frase. Como se fosse um ponto final ou vírgula, dependendo da situação. De tanto que ela falava "né" em todas as aulas explanatórias, teve uma vez que uma professora começou a contar. Ou seja, não prestou atenção na explicação. 

Mas a professora fez isso no intuito de explicar para nós que, se tivermos um cacoete na linguagem, o risco do aluno prestar atenção nos cacoetes é muito grande. Eu não sei hoje como ela está, se ela diminuiu o uso do "né", mas sei que ela ainda leciona.

Voltando ao aizuchi. O primeiro episódio do Kanjani Eight Chronicle F ficou tão memorável (mais do que a turnê gastronômica de Yokoyama e Okura em comer um... corvo!), que os produtores foram tão bonzinhos que chegaram a contar quantos "un" o Yokoyama conseguiu falar em uma gravação do programa!! (Contaram: deu 205 vezes em duas horas em que gravaram uma parte do programa que foi ao ar no dia 4 de maio.)


Essa cena foi inclusa na pasta "Yokoyama no Fushigi", ou "O Mistério de Yokoyama", com direito a BGM daqueles programas de casos sobrenaturais ou estranhas. Para deleite dos demais membros do grupo, que chegavam a chorar de tanto dar risada.

Como disse, teve um assistente de diretor com um contador (sim, aqueles manuais, que faz aquele bendito barulho de "tic-tic-tic") enquanto assistia a cena, no que deu 205 "uns". Isso contando com outras interjeições no meio da conversa. O mais interessante nisso tudo é que até mesmo o próprio Yokoyama dá risada de si mesmo (se fosse outra pessoa, ia mandar todo mundo pra... vocês sabem onde).

Não que a gente não deva usar aizuchi, muito pelo contrário. Só temos que tomar cuidado no uso excessivo para não tornar uma situação séria para constrangedora (ao ponto de ficarem contando, ao invés de prestar atenção em alguma conversa).

Imagem: Twitter

Vídeo: editado do original enviado por Anna-chan.


Monday, August 10, 2020

Dia Internacional dos Gatos (e motivo pelo qual não tenho um)

 Dia 8 de agosto, nas redes sociais japonesas, estava a hashtag #猫の日 ou dia dos gatos. Mas não vi tanto o #InternationalCatDay. Bem, seja como for, quem ama gatos mas não pode ter um (como eu) ou possui gatos (como a maioria das minhas amigas), certamente lembram da data. Apesar que, no Japão tem o dia 22 de fevereiro, que foneticamente vira "nya-nya-nya no hi" (nya é a onomatopéia aqui para miado de gato). 

O dia foi criado em 2002 pelo Fundo Internacional do Bem-Estar Animal (IFAW), cuja sede fica em New Brunswick, Canadá, com a finalidade de conscientização para gatos, bem como saber como protegê-los e cuidá-los.

Acho que já mencionei muito sobre o fato de eu gostar de gatos tanto aqui como no Instagram, tanto que meus personagens favoritos de manga ou desenho animado são gatos (como Garfield, Mingau, Nyanko-sensei e Fukumaru, só pra citar). E tenho amigos que amam e possuem gatos. Mas eu mesma ser dona de um... 

Tenho um motivo muito forte para não ter um em casa: todos os apartamentos que morei NÃO permitem animais de estimação (e os que permitem, tem que pagar o valor de um mês de aluguel adicional na hora de pegar as chaves). E ainda até hoje fico no impasse de querer ir num Neko Cafe para ficar alguns momentinhos com os bichanos - tem gente que tem repulsa e tem gente que é de boas (ou seja, melhor eu ir e nem comentar nada).


Sério. Teve horas que me deu vontade de ir procurar um apartamento onde aceitam animais de estimação, mas na hora de pesquisar, a maioria das imobiliárias cobram uma taxa adicional na hora de pegar as chaves. E outra maioria, não aceita de jeito maneira.

O jeito, por enquanto, é eu manter um enorme Nyanko-sensei de pelúcia que fica em cima do painel do meu carro, disfarçado de porta-lenços de papel.

Mas você pode ir em um Neko Cafe, ficar alguns momentos brincando e alimentando gatinhos... Eu confesso que tive a vontade de ir em um, e em Nagoya tem alguns, mas faltaram dois requisitos: dinheiro e coragem, porque esses lugares não são tão baratos assim (tem que pagar pra entrar, pagar pela comida, pagar pelo tempo). Entendo que para manter um lugar como esse deve custar uma boa fortuna, pois não é só a comida, mas também inclui a licença para manter o local, aluguel, folha de pagamento, veterinário, limpeza... Mas ultimamente tenho que usar o dinheiro para outras coisas (como supermercado, impostos e outras despesas de adulto).

Recentemente, uma empresa de equipamentos eletrônicos, a Yukai Kogaku, criou um tipo de almofada redonda com um rabo de gato, que se mexe conforme acaricia a almofada, chamado de Qoobo. Eu vi essa almofada na minha TL no Instagram, que apareceu da forma mais aleatória possível. Tem a versão menor, o Petit Qoobo. Funciona da seguinte maneira: dentro da almofada de pelúcia (que imita bem o pelo de gato), existem uma série de sensores eletrônicos que, ao contato com eles, faz mover o rabo. Sem falar que essa almofada é sensível a ruidos também.

Tem a versão Qoobo Marie

A finalidade do Qoobo e Petit Qoobo é proporcionar ao usuário momentos de relaxamento ao acariciar a almofada e ela "responder" ao toque, mexendo a cauda. 

No episódio do dia 8 de agosto, recente, no programa de variedades da dupla KinKi Kids - o KinKi Kids no Bunbubu~n (FujiTV) -, com a dupla Asagaya Sisters, no final, a produção deu de presente quatro Qoobo (um para cada um). Certamente, vai se popularizar mais ainda, pois no Twitter, o programa ficou nos trends.

Tsuyoshi e Koichi Domoto se deleitando com o Qoobo (eles ganharam a versão normal).

Na verdade, eu era para ter postado no dia 8 mesmo, mas devido a alguns contratempos que toda vez acontece comigo, acabei postando agora. Mas o importante é tratar muito bem os animais, não importa se é um cachorro, ou um gato, ou um hamster ou uma lontra. E se possível, adote e cuide bem dele, porque animal vivo não é brinquedo.

Imagens: Nyanko-sensei gif magazine, yukai engeineering, twitter


Thursday, August 06, 2020

BEDA - Blog Every Day in August ... Meio Atrasado

Para não variar, estava esquecendo do projeto BEDA, que é "Blog Every Day August", como já havia feito uma postagem ano passado a respeito. O ideal seria eu postar todo dia durante o mês de agosto, mas já estamos no dia 6 e se fiz uma postagem, foi muito e nem tinha me tocado sobre o projeto.

Antes tarde do que nunca mais, certo?

Quando tinha o grupo Rotaroots no FB, o pessoal dava os temas para as postagens. Mas como eles entraram em hiato (de novo), o que resta para quem vos posta aqui, é usar a criatividade. Aliás, para tudo a gente tem que pensar bem e criar algo novo. Ou melhorar, sei lá. 

Na verdade, eu tenho que buscar inspiração e ânimo para postar qualquer coisa em outros blogs que minhas colegas blogueiras indicavam, mas a maioria está postando de forma tão irregular, que nem eu sei como eu ainda continuo postando no meu, mesmo como uma frequência nada aceitável.

Eu tive épocas em que eu postava todo dia, e nem posso ter a desculpa de que "o trabalho me consome o tempo e não dá pra ficar postando todo dia", porque eu postava antes ou depois de ir ou voltar do trabalho. Acredito mais que naquela época eu tinha mais assunto para postar. Não que hoje eu não tenha, mas...

Mas, o quê? 

Pode achar ridícula minha explicação, mas realmente têm dias que eu chego em casa e mal entro no notebook para postar alguma coisa. Ou eu estou estudando, ou estou assistindo algum programa favorito na TV, ou lendo os mangas e revistas acumulados na minha mesa de cabeceira, ou dormindo mais cedo (às vezes, eu quero me desligar de tudo e acordar no dia seguinte, mas por causa do cansaço mesmo). E quando eu resolvo postar alguma coisa, demoro uma semana para terminar - do nada, a inspiração resolve sair de casa, o que não seria aconselhável nesses dias de Covid-19.

Vamos ver se até o dia 31 de Agosto, em que é o The Blog Day, eu conseguirei cumprir esse projeto. E que sejam ao menos postagens úteis, porque postar todo dia mas sair uma droga, então melhor nem postar.

Imagem: Retirada do blog Garotas Rosa Choque, em 2015 sobre o BEDA: https://garotasrosachoque.com.br/2015/08/beda-o-que-e-e-porque-o-garotas-entrou-nessa.html

Saturday, August 01, 2020

Sem Peso na Consciência



Existem algumas coisas que hoje já nem mais esquento a cabeça, como pedir folga remunerada, guerra de fandom e comida, por exemplo.

Com alguns "incidentes" que ocorreram comigo nos últimos tempos, acabei tirando um dia de folga remunerada a que tenho direito. Mais do que resolver alguns trâmites burocráticos, eu queria era mais descansar. Aqueles dias em que a gente se desliga de tudo, quer mais esfriar a cabeça e fazer alguma atividade pra distrair.

Já fui aquele tipo de pessoa que se arrependia de ter tirado a folga mesmo sendo remunerada, e ainda por cima ficava pensando "será que vão me dispensar porque tirei folga?", "a pessoa que está no meu lugar hoje, será que ela vai tomar meu lugar futuramente?", coisas assim. Hoje já mando a pessoa se virar (mesmo sabendo que no dia seguinte sobra para que eu coloque as coisas no lugar certo...).

Embora hoje em dia a gente tem que segurar o trabalho até onde der mesmo, chega um dia que temos que usar nossos direitos. E folga remunerada é um deles. Claro que ninguém vai te demitir pelo fato de usar um direito trabalhista (ao menos, onde eu trabalho, têm dias que o departamento pessoal chega a me perguntar se vou ou não tirar algum dia para folgar ainda mais que não estamos com tanto trabalho acumulado). E quando eu peço um ou dois dias seguidos de folga, a maioria já sabe do que se trata mas ignoram com uma risadinha.

Já não penso duas vezes e não me arrependo mais quando vou pedir minhas folgas, mesmo sabendo que atualmente qualquer um está desesperado em manter o emprego (eu também, mas sou responsável e procuro fazer as coisas certas na medida do possível). E vou aproveitar a folga como eu estaria precisando.

Por mais que o fandom de qualquer coisa ferva nas redes sociais, hoje passo longe e nem me meto, porque sai uma discussão que, se fosse pessoalmente, não sobrava um. Ok, cada um defenda quem quiser, mesmo se ambos estiverem errados, mas sei como é, porque já fiz parte de fóruns de grupos e ídolos e... melhor nem comentar.

É, eu também fui uma dessas barraqueiras no passado e me arrependo. Hoje, estou mais na minha. Não que eu perdi a empolgação, pelo contrário. Depois de tanta guerra no fandom nas redes sociais, do tipo "meu ídolo é melhor que o seu" e por aí sobe os superlativos beirando a arrogância, decidi nem comentar muito a respeito. Somente curto as páginas oficiais e acabou. Uma coisa ou outra, e olhe lá, porque parece que, se a gente comenta um A da pessoa, já vem o fandom todo caindo matando em cima.

Sei que cada um tem sua opinião, mas quando os ânimos se exaltam e atira pra tudo o que é canto...

Para evitar maiores constrangimentos e ânimos exaltados, entro nas redes e só observo. Mais para ficar por dentro do que se passa e eu mesma tirar minhas conclusões. E a vida segue.

Já no quesito comida... Bem, seria um caso a parte, mas de vez em quando ir na padaria do bairro e ajudar o comércio local, sinto a alma mais leve. Ainda mais que a dona do estabelecimento lembra de sua pessoa e acaba dando uns presentinhos extras, algo muito difícil aqui, mas em se tratando de omotenashi...

E de vez em quando ter uma pausa pra café com algum docinho na padaria do bairro, faz um bem danado para nosso bem estar (especialmente mental nos dias de hoje).

Foto: da autora, no Mana no Panya. Iced coffee com pão recheado com pasta de chocolate no formato da figura do folclore japonês Amabie, que recentemente tornou-se oficialmente símbolo do combate contra o covid-19 pelo Ministério do Trabalho, Saúde e Bem-Estar Social.

Wednesday, July 29, 2020

[Cine-Pipoca] "100 Kai Naku Koto" (2013)



Sinopse: Durante a cerimônia de casamento de um casal de amigos em comum, Shuiichi Fujii encontra Yoshimi Sawamura, e se apaixona por ela. Fujii queria casar com Yoshimi, mas ela prefere morar junto por algum tempo para depois casarem. Repentinamente, Yoshimi cai doente e fica internada. Devido a um acidente de moto que teve quatro anos atrás, Fujii ficou com a memória comprometida e só tem lembranças de um ano atrás. Antes do acidente, eles já estavam morando juntos e planejando o futuro, até que aconteceu uma discussão a respeito da saúde dela.