Saturday, August 18, 2018

[TAG: Weekender] Anime Songs... mas nem tanto

Chega final de semana, a gente quer aproveitar o dia pra descansar, fazer as coisas em casa, ou não fazer nada, relaxar, assistir um filminho, ouvir músicas aleatórias. Se bem que, quando estou dirigindo ou viajando no trem ou ônibus, já meu iPod vem carregado de músicas (aquelas que tem 200 músicas na lista mas ouve as mesmas 10 de sempre) e também meu celular, graças ao aplicativo da operadora (mas confesso que ouço em casa, ou quando encontro um wi-fi dando sopa).

Ultimamente ando ouvindo temas de filmes, doramas e animes. Bem, a grande maioria dos artistas da j-pop, sejam os famosos como os indies colaboram na trilha sonora nessas categorias, inclui aí comerciais e campanhas.

Mas confesso que uma categoria eu passava batido, que seria temas de animes. Primeiro, eu sou uma negação em matéria de animes, porque eu só assisto aqueles que me chamam a atenção e acho interessante, então no fim se tornam tão poucos ao ponto de eu conseguir acompanhar, assistir as temporadas anteriores e se tiver manga, estou correndo atrás... Segundo, salvo exceções, eu acho as músicas de anime bem... como diria, descartáveis. Algumas se salvam, dá pra curtir numa boa. Mas a maioria, sinto muito pra quem gosta, já que gosto nunca se discutiu mesmo, não dá mesmo.

Como eu disse que existem boas exceções em artistas que colaboram em animes, inclusive artistas renomados da j-pop já cederam músicas para abertura e/ou encerramento. Mas tem alguns artistas que se dedicam à categoria (como Nana Mizuki, a mais conhecidíssima). E algumas músicas nem dá pra dizer que seria de anime a não ser que a pessoa manje muito do assunto.

Andei separando alguns anime songs que eu sinceramente não acho que seria ao ponto de sê-los. Mas que valeria a pena ouvir mais músicas do artista.

Aimer - "Akane Sasu": Eu já tinha lido algo sobre a cantora em uma matéria de j-pop no FB, e se procurarem algum CD ou single dela nas lojas, ou está na categoria j-pop ou anime. A cantora, nascida em Kumamoto, ela já colaborou com muito artista conhecido, como Taka (da banda ONE OK ROCK) e Avril Lavigne.

Aimer se destaca no cenário por causa de seu estilo vocal - meio grave, dando um tom dramático nas músicas. E boa parte de suas músicas foram usadas em campanhas publicitárias (como "ONE", usada no CM da Japan Airlines nas Olimpíadas de Inverno, para o time de curling feminino e masculino), tema de programas de TV (locais ou nacionais, como CDTV), doramas e animes.

"Akane Sasu", seu 12o. single lançado em novembro de 2016, foi usada como tema de encerramento da quinta temporada do anime "Natsume Yuujincho". A música, metaforicamente sobre o outono, é sobre solidão, sensação de abandono e impotência, mas mesmo com a dor da tristeza, ela encara novos encontros.


Quando o single - tido como double A-sides - foi lançado, sairam três versões - a regular, contendo "Akane Sasu" (original, duas versões para a TV e instrumental), "everlasting snow" (original e instrumental) e a versão ao vivo de "Kataomoi"; a edição limitada, igual ao regular, mais um DVD com o music video de "Kataomoi"; e a special package com a figura do Nyanko-sensei (personagem do anime "Natsume Yuujincho").

O single atingiu o oitavo lugar na Oricon e Billboard Japan e terceiro no iTunes.

Aimer - "Ref:rain": O 14o. single da cantora e compositora foi usada como tema de encerramento do anime da Fuji TV - "Koi wa Ame agari no Youni" (ficou conhecido como "After the Rain"), baseado no manga do mesmo nome, por Jun Mayuzuki. O título seria interpretado como "evitar" (refrain) ou "referente a chuva" (ref: rain). A música seria sobre despedida e a lembrança que ficou, e nunca vai desaparecer.


A primeira vez que ouvi a música, não foi pelo anime (mesmo porque eu não sabia que tinha, só sabia do filme que saiu na primavera de 2018 e que era baseado num manga), mas no programa de rádio semanal - o NHK Radirer, que é transmitido aos sábados e domingos via internet. Foi um pedido de um ouvinte durante o programa (embora aos sábados são três horas com membros da JE, vale a pena ouvir, porque é ao vivo. Eles não se restringem a pôr no ar somente músicas dos kouhais, sempais e deles mesmos, mas artistas conhecidos e independentes. No dia em que a música da Aimer foi ao ar, foi no horário do Kei Inoo e Kouta Yabu.)

O single foi lançado em fevereiro de 2018, ficou em 6o. lugar na oricon e na Billboard Japan (mas em primeiro na categoria JAPAN HOT animation).

Na edição limitada, a capa do single foi ilustrada por Jun Mayuzuki, autora do manga "Koi wa Ame agari no youni".

moumoon - "Hello, Shooting-Star": Eu já havia mencionado sobre essa dupla há algumas postagens atrás, pois foi devido ao anime "Ansatsu Kyoshitsu" que descobri quem que cantava o tema de encerramento (porque o de abertura, sinto muito, não consegui ouvir por causa do estilo da música), e, tinha esquecido que a dupla também tinha uma música em um dorama que tinha assistido, "Dear Sister". A música é uma balada sobre a espera de uma estrela cadente para que seus sonhos voltem a realizar.

Quando foi lançado o single, a edição limitada trazia a ilustração do personagem principal - Koro-sensei.


Até fevereiro de 2016, a dupla fazia uma apresentação mensal em seu canal oficial no YT, o "Fullmoon Live", onde Yuka e Kousuke Masaki comentavam e faziam um show acústico. Na época, tinham dado uma pausa nas atividades (devido ao casamento de Yuka) e no meio tempo tinham lançado a coletânea "moumoon BEST - FULLMOON" em 2017.

Mas, depois de quase três anos depois do último álbum, lançaram "Flyways", seu sétimo álbum de estúdio e em julho de 2018, o formato digital "summer moon - excited". E desde novembro de 2016 tinham voltado com o "Fullmoon Live" no canal oficial (pior que eu tinha parado de acompanhar a dupla por causa do hiatus e nem tinha notado que eles tinham voltado com o live e recentemente fizeram tour).

HOW MERRY MARRY - "Boku ni dekiru koto": Era uma banda independente, formada em Ehime, e se apresentavam em live houses e eventos, até que em 2009 tiveram um programa de rádio pela Tokai Radio (Aichi), e em 2011 assinaram com a Epic Records - gerando um single e um mini-album ("By My Town", que incluia "Northern Lights", usada como tema de encerramento do anime "Soul Eater Repeat Show"). Mas em maio de 2012 a banda encerrou as atividades depois de 8 anos. Dos quatro membros, somente o vocalista e guitarrista Keiichi Kudo continuou a carreira musical.



"Boku ni dekiru koto" o primeiro e único single da banda por uma major, foi tema de abertura da terceira temporada do anime "Natsume Yuujincho". A música fala sobre a procura de si mesmo e que não esquece de algo importante, e será capaz de realizar seus sonhos.

(Nota mental: seria mais fácil fazer uma playlist somente das músicas de abertura e encerramento das seis temporadas de "Natsume Yuujincho", porque são músicas que destoam completamente do padrão anime.)

Quais seus anime songs favoritos? Tem algum pra me indicar pra colocar na minha playlist?

Nota da autora: Na medida do possível, farei a postagem de músicas todas as sextas-feiras...






Wednesday, August 15, 2018

Monday, August 13, 2018

O Direito de Ser Canhoto

Hoje, dia 13 de agosto, é chamado o "Dia dos Canhotos", as pessoas que têm a habilidade de fazer muitas coisas com a mão esquerda. E dizem que essas pessoas são dotadas de inteligência, criatividade e habilidade.

Saturday, August 11, 2018

Life is Hard but We Can Make It Happy

*A vida é dura mas podemos fazê-la feliz.*

Em muitos anos (vinte anos) aqui no Japão, acho que aprendi a conviver com as muitas adversidades que a gente enfrenta no cotidiano. Se já é difícil lidar em sua terra natal, imagine morar num país completamente diferente.

Pra quem foi morar literalmente no meio das montanhas, onde tudo era longe e bicicleta era seu único meio de transporte, hoje consigo "me virar" melhor do que vinte anos atrás. Se eu fizer meu feedback, uma das coisas que me arrependo de não ter feito, foi ter me dedicado muito mais do que devia na língua japonesa e estou correndo atrás do prejuízo (porque nessas alturas do campeonato, eu estaria numa posição bem melhor).

Estou estudando em casa (ou indo na biblioteca pública, porque acho que penso melhor do que dentro de casa, acreditem), porque este ano não consegui encaixar um horário que adeque ao meu nível, e a meta pro final do ano são duas coisas - o JLPT e o TOEIC. Porque é necessário e estou chegando ao ponto de que estou quase surtando no trabalho e quero melhorar de vida, ou seja, algo mais ou menos tranquilo, que seja.

Falando em vida dura, nem falo e nem argumento com gente que teve a oportunidade de ir trabalhar "no estrangeiro" e não soube aproveitar. Porque eu sei que vou perder tempo e vou acabar piorando a situação...

Existem prós e contras em qualquer lugar. Não podemos dizer que tal lugar é 100% perfeito, porque nunca vai existir, mas também não existe 100% pior. Questão de saber lidar com esses contras? Ou pelo fato de estarmos num lugar que não seria nosso, teria que se adaptar e se conformar com os contras que existem, mas aproveitarmos os prós que nos oferecem? Difícil, não é?

Muitas vezes me comparo com os primeiros dias que cheguei aqui com atualmente, as dificuldades que passei e como até hoje eu tenho que "me virar sozinha porque não sou quadrada". Sim, mesmo com vinte anos aqui, ainda tenho que procurar saber de muita coisa e às vezes é pior que atualização de programa de computador, muda toda hora. Mas todo dia aprendo algo diferente, até mesmo estudando todos os dias, ops, noites, em casa, depois do jantar.

"Tempo você não tem, você arranja." Pode soar muito absurdo para uns e muitos, mas sempre tentei aproveitar o pouco tempo livre que tenho - quando trabalhava em Tóquio, eu aproveitava meu tempo que ficava no trem para ler (e muito) e ouvir muitos podcasts (na volta, até hoje passo mal em viagens de volta se eu ler algum livro ou assistir algum video no smartphone). Atualmente, treino muito tentando entender algo nos noticiários, doramas e variedades em japonês, porque não dá pra ficar sem entender nada. Ainda mais morando tanto tempo aqui, temos que, ao menos, entender o que se passa.

Quem pensa que a gente leva uma vida de nababo no exterior, é que ninguém passa pelo que a gente passa todo dia. Se nas fotos ou vídeos a gente tenta mostrar o lado bom da coisa, no fundo, trabalhamos duro para garantir as contas pagas e comida na mesa. E se aparecemos nos divertindo, é que temos que ter um tempo pra nos divertirmos, nos desestressarmos, senão enlouquecemos. Já é duro viver num lugar que não estamos habituados, e se não tivermos um momento de diversão, onde iremos parar?

Jamais julguem as pessoas sem saber o quão duro foi chegar lá. Eu sei que existem outras pessoas que chegaram de mão beijada, mas vai saber.

Superação: Não lembro onde li, mas porque não se inspirar em gente com idade bem acima da sua, como "pessoas que tiveram sucesso aos 40 anos". Eu procuro mais saber como essas pessoas conseguiram ser bem sucedidas numa idade que muitos consideram como "velha", "sem chance no mercado de trabalho disputado por jovens" e por aí vai. Vez em quando, eu compro a revista "Nikkei Woman", e sempre tem relatos de mulheres bem sucedidas depois dos 30, 40 anos e em cargos importantes em empresas.

Para conseguir o tal sucesso almejado, já avisam: tem que ter paciência e preseverança, porque não é fácil. Por isso, invista muito em aprimorar uma língua, word, excel, culinária, algum hobby que possa ser útil. De repente, em seu currículo, ter algum hobby pode contar pontos.

Não importa sua idade, o importante é sua força de vontade e interesse em aprender. Nunca é tarde demais para aprender algo, e tem a vantagem de trocar idéias com outras pessoas que estão no mesmo meio.

Ninguém tem limite de idade para algumas coisas: Cansei de ouvir "mas você não acha que está velha pra isso ou aquilo". Enquanto eu puder, e tiver saúde, ainda continuarei a fazer coisas que eu faço, como ir em shows de meus artistas favoritos, ir em eventos de manga independente (aka doujinshi), ir aos cinemas, viajar, estudar... Por que tem gente que insiste em dizer que temos limite de idade pra isso ou aquilo? Existem coisas que realmente a gente tem um certo limite, mas no trivial... Até pra ir assistir um anime já me chamaram a atenção.

Não estou mais ligando pra que terceiros dizem, pensam, acham. Mais fácil eu sorrir e seguir minha vida.

A vida continua: Por mais que seja difícil o cotidiano, tendo que enfrentar as adversidades do dia a dia, temos que seguir em frente, buscando o hoje e pensar no amanhã, mesmo lembrando das coisas boas do passado, o que temos que tirar lições do que esquecemos de fazer, das coisas que deram errado, para não tentarmos repetir no presente. Ninguém é perfeito, todo mundo erra (e repetir o erro já seria burrice, como dizem).

Ficar parado, não leva a lugar algum. Existem formas de aproveitar a vida, como voltar a ler aquele livro que encostou, ler alguma revista, testar uma receita nova, estudar, assistir um filme (existem sites de streaming bons que dá pra quebrar muito bem o galho).

Na verdade, eu presencio muitas cenas diariamente, mesmo em um trabalho rotineiro, tido como monótono, cansativo, sem futuro. Apesar de tudo, eu vejo futuro, sim, por mais que pessoas falam. Porque eu saio da rotina casa-trabalho-casa. Talvez por isso eu seja mal vista por pessoas da comunidade, do trabalho. Porque eu aproveito muito meu tempo livre, tento não me abater com problemas, sei dos meus deveres e das minhas prioridades.

Mas vivo da forma que eu consigo, que eu posso, das condições que tenho.

E lutar para atingir meus objetivos, mesmo sabendo que o caminho será árduo.

(E agradecer todos os dias por eu ter saúde tanto física como mental para poder seguir.)






Tuesday, July 31, 2018

Versão 4.8



Atrasada até pra postar o próprio aniverário, mas vida real é uma correria, ainda mais que completei mais um ano de vida justamente num dia de semana, e ultimamente tenho que garantir as economias para a aposentadoria, comida, futuros concertos que virão...

Não sei se fico contente ou desconfiada quando muita gente não acredita quando falo a idade que eu tenho, ao ponto até de mostrar minha carteira de motorista pra provar. Obviamente fico com cara de paisagem quando falam que pareço mais velha. Isso quando a pessoa que faz a pergunta aparenta mais velha do que a idade real. Coisas da vida.

Chegar na versão 4.8 me faz pensar o que fiz, deixei de fazer e o que vou fazer, porque o tempo voa e ninguém percebe. Nem eu.

Bem, uma vez fiz uma postagem sobre "100 coisas sobre mim", mas desta vez farei apenas (hahaha) 25, senão a lista ficará longa e ninguém vai ter paciência.

1 - Apesar de eu não ser fã de astrologia, eu costumo dar uma espiada quando sai na TV ou no meu aplicativo. Pra quem não sabe, eu sou do signo de Leão...

2 - Uso muito mais o Twitter e Instagram do que o FB para interagir nas redes sociais. E foi através do Twitter que conseguimos manter atualizados sobre o terremoto de 2011, conhecer pessoalmente muita gente e ainda continuar mantendo contato.

3 - Quem me conheceu recentemente no Twitter, pensa que meu grupo favorito, primeiro da minha vida é o Arashi e meu ídolo é Masaharu Fukuyama. Erraram bem feio, apesar que são meus favoritos, mas o primeiro grupo que amo até hoje (apesar de não mostrar tanto assim) são os Beatles e meu ídolo é Paul McCartney.

Yoshiki (X-Japan) foi mais rápido e conseguiu um two-shot com o Paul ("Sorry, Jun")

4 - Bem, apesar do item anterior, eu fui mais nos shows do Masaharu Fukuyama (onze vezes mais um live viewing) do que do Paul McCartney (quatro vezes). Grupos da JE nem posso incluir na lista porque depende muito de sorteio e é nessas horas que a gente apela pra algum milagre.

5 - Costumo usar muito point cards, ou cartões de fidelidade de lojas onde vou com muita frequencia. Já fui pior: eu juntava o que era cartão de loja que eu ia uma vez e não voltava mais (devido distância, falta de produtos interessantes, etc.), mas agora estou tentando reduzir cada vez mais, ainda bem que alguns que eu uso quase direto, vincularam com muitas lojas que eu vou.

6 - Falando em compras, desconfio que eu estou virando dona de casa aqui, porque muitas vezes pego panfletos nos supermercados para saber os dias em que tem promoção.

7 - Mesmo eu quase ter parado no hospital na época da faculdade por excesso de café, não aprendi. Continuo tomando café todos os dias, chegando a quatro copos por dia... (Depois tem gastrite, e quero só ver...)

8 - Muito do que aprendi em língua japonesa foi uma parte em escola de voluntários, outra no trabalho, e o resto em casa, usando os livros recomendados, assistindo muito dorama e filmes e ouvindo j-pop...

9 - Já sofri muito bullying até entrar na faculdade. Mas até hoje ainda sofro no trabalho, por parte de outras nacionalidades (estranho que, a maioria dos lugares onde trabalhei, por parte dos japoneses nunca passei por isso).

10 - Completando o item acima, alguns meninos que me insultavam por causa da minha descendência, quando foi o início do boom dekassegi, teve uns que chegaram na cara mais deslavada do mundo pra me pedir em casamento. A resposta, já sabem, né?

11 - Se pessoas X ou Y chegam a falar de forma amarga, mesmo não me atingindo, eu sinto mais pena do que rancor. Fica um pouquinho, confesso, mas eu sinto pena por essa pessoa agir de forma amarga, porque nunca vou saber o motivo porque estaria agindo desse jeito.

12 - Desde meus quatro anos eu gosto de ler histórias em quadrinhos, e foi através das revistas da Turma da Mônica, Pato Donald e outros que aprendi a ler antes de entrar na escola. Mesmo adulta, continuo lendo histórias em quadrinhos e... mangás!!!

13 - O lado ruim de eu gostar muito de certo mangá, eu acabo colecionando, e se descuidar, eu acabo adquirindo alguns goods, como aconteceu com "As Guerreiras Mágicas de Rayearth" (tenho os seis volumes originais e os figmas de duas delas), e mais recentemente "Natsume Yuujincho", que cheguei ao cúmulo de ter um Nyanko-sensei de pelúcia e outras coisas relacionadas...

14 - Sim, eu leio mangás também, e gosto de animes, mas nem tudo o que aparece pela frente, porque não tenho tanto tempo livre como pensam.

15 - Já fui compulsiva, mas agora estou me contendo nas compras. Se bem que uma das coisas que não me contenho é.... comida.

16 - Sou um perigo em restaurantes do tipo buffet, aqueles que você paga tanto e come o quanto quiser. Ainda bem que aqui, ao menos tem limite de horário...

17 - Sou filha do meio e única mulher. O que sei lá se explica meu gênio...

18 - Quem é fã de qualquer grupo da JE, vai entender. Mas a maioria dos meus favoritos (aka ichiban) ou a maioria não gosta deles, ou teve algum problema...

19 - Frequento muitos eventos em que muita gente não costuma ir, como Comic Market e similares. E normalmente eu não costumo falar muito, porque sei que muita gente ficaria até chocada, não pelo conteúdo, mas pela quantidade de gente acumulada num mesmo lugar...

20 - Adoro cosplays, mas nunca tive coragem de fazer um.

21 - Já me perguntaram se o motivo de eu ter parado no Japão, era briga em família. Quando respondo que foi vontade de conhecer o país e garantir umas economias, 99% não acredita. O 1% restante é o namorido.



22 - Pouca gente sabe, mas gosto mais de gatos. Só não tenho porque todos os lugares onde morei, não aceitavam animais.

23 - Muitas vezes vou sozinha em lojas de departamentos, por motivos de: eu, quando entro em algumas lojas, eu demoro muito. E detesto fazer gente esperar. A coisa piora quando é livraria, loja de CDs e papelaria. Se eu estiver acompanhada, já aviso que pode ir fazer outra coisa e voltar em uma hora. Mas se a companhia também tiver os mesmos gostos que eu...

24 - Já cheguei a passar muitas horas numa cafeteria só pra usar a tomada para carregar a bateria do meu celular. Obviamente eu comprei alguma coisa só pra não passar vergonha. Se eu tiver com uma bebida com o maior copo que tiver na loja, é quase certeza que eu estou carregando a bateria. Do celular, claro.

25 - Quando a inspiração não chega de forma como quero, acabo apelando pra listas. E eu gosto de fazer listas (menos a do supermercado, porque nunca deu certo).

Fotos que ilustram aqui: da autora; Yoshiki_official (instagram); Nyanko_sensei tumblr

Saturday, July 21, 2018

Lembrancinhas Temáticas - Parte 2

Para quem não leu a parte 1, leiam aqui.

Se no ano de 2015 o grupo/banda Kanjani Eito fez as representações temáticas na home page da tour, no ano de 2016, durante a tour de verão - "Kanjani Eito Recital Manatsu no Orera wa Tsumi na yatsu" -, eles fizeram em sete províncias diferentes ao do ano anterior [aí resolveram fazer o bendito do item limitado em cada local].

Sunday, July 01, 2018

E já foi metade do ano...

Sempre digo; passou aniversário do namorido, chegou o meio do ano. Mas quando chega o dia do meu aniversário, minha nossa, o fim do ano já tá aí!!!

Não sei vocês, mas pra mim, esta metade do ano passou que foi num piscar de olhos. Nem parece que foi em janeiro que eu estava de férias. E quando eu vou ver, estamos no final de junho! E tanta coisa andou acontecendo que nem dá pra acreditar. Ou seja, melhor nem acreditar ou acabo ficando mais triste ainda.

Pessoalmente, até que estou melhor, apesar do meu pulso esquerdo estar meio dolorido, resultado de dois meses trabalhando direto (doze horas de trabalho). Mas estou cuidando pra não piorar. Sem contar que estou estudando mais, aproveitando mais, comendo mais ou menos, porque levei bronca do médico no último exame anual e mesmo eu ter conseguido perder cinco quilos das férias, não teve jeito. Ou seja: parar de comer petisco fora de hora...

Nem posso reclamar, fui em dois shows, fui muito ao cinema, mas não pus em ordem meus doramas da temporada passada e nem desta, mas a gente sempre dá um jeito. O que não posso é tirar o foco em meus objetivos, que é melhorar de vida (tanto profissional como pessoal), porque, olha, não tá fácil pra ninguém, não.

Quando muitos dizem que temos que estar com o emocional e o psicológico tranquilos, é verdade. Porque não sai nada que preste, por isso que na medida do possível, ocupo minha mente com atividades que me fazem bem, como ler, assistir filmes, estudar, fazer algum trabalho manual, pois, se ficar sem fazer nada, estagna, enferruja, deteriora. Daí pra cair no desânimo e dizer que tudo dá errado e nada funciona, é um pulo.

Uma das atividades que faço quando dá, é ir em exposições também - geralmente de fotografia. Recentemente fui em uma, no Nagoya International Center, promovida por um grupo de brasileiros e outras nacionalidades, que dedicam tempo a arte de fotografar. E pra chegar ao nível profissional, sim, o investimento é caro, mas que o amor ao hobby vale o esforço.

Eu tento ao máximo possível, parar de procrastinar em muitas coisas. Se eu consigo pôr minha cozinha em ordem e organizar as contas a pagar e já pagas, já é um avanço. Muitas vezes é trabalhoso, mas se você encontra as coisas facilmente, o esforço valeu a pena.

Acho que na minha atual situação, quando eu consigo organizar minhas pastas de arquivos de videos e fotos, já fico feliz. Imaginem quando eu consigo botar a minha estante em ordem, minhas pastas de documentos organizadas... Parece que fica mais leve.

Julho chegou e agora manter a cabeça em ordem para continuar mantendo as coisas em seus devidos lugares... Espero...


Monday, June 25, 2018

[Discoteca Básica do Empório] Paul McCartney - "Pure McCartney" (2016)



Falar de Paul McCartney é muito chover no molhado, pois o moçoilo acabou de completar 76 anos no dia 18 de junho e vai muito bem, obrigado. Sem falar que, sim, ele está vivo e já deixou um álbum no forno pra ser lançado em setembro ("Egypt Station"), sem antes ter postado algumas imagens estranhas no seu Instagram o que levou muita gente achar que Paul tinha entrado numa seita e por aí vai - mas eram imagens das capas do seu duplo single - "I Don't Know"/"Come On To Me" (aqueles que faz quatro anos que não lança nada novo e quando resolve, já manda tudo de uma vez).

Em 2016, ainda colhendo o sucesso que teve em seu álbum "NEW", resolveu lançar sua quarta coletânea, mas esta seria contendo músicas de álbuns experimentais, b-sides e nada de covers. Como o título diz, seria o conceito de "puro", que mostra toda a carreira do músico pós-Beatles.



Apesar que não contém músicas dos álbuns "CHOBA B CCCP" (que foi gravado ao vivo em Moscou), "Flowers in the Dirt" (foi o que fez Paul voltar a fazer turnês nos anos 90), "Run Devil Run" (álbum de covers de rock obscuros, por favor ninguém confunda com um de um grupo coreano ou achando que Paul plagiou eles, porque o álbum é de 1999) e "Driving Rain" (tido pra muitos um dos mais fracos da carreira do ex-Beatle), "Pure McCartney" traz músicas de muitas fases dele, desde a primeira música solo ("Another Day"), da época que liderou sua banda Wings ("Jet", "Band on the Run"), após 1980 ("Coming Up", "Here Today"), sob pseudônimo como The Fireman ("Sing the Changes") e as recentes ("New", "Save Us", "My Valentine", "Hope for the Future").

Se fosse adquirir, recomendo mais o Deluxe Edition, que são quatro CDs e seria mais completo, mas ainda ficaria com um gosto de "quero mais" (e também aqueles comentários de sempre, como "faltou tal música", "essa nem faz falta", e aí vai), mas sabe como é coletânea - não dá pra agradar todo mundo, mas se for assim, melhor comprar todos os álbuns, de preferência aqueles que têm os bonus track.

São 67 músicas desde 1970 até 2016 (ano que o álbum foi lançado), que dá pra ter a noção de que como McCartney manteve sua criatividade após o fim dos Beatles. Manteve a mesma qualidade apesar de seus altos e baixos, perdas familiares, conflitos judiciais. Mas soube dar a volta por cima, sabe fazer militância sem alarde (ele é vegetariano, mas ele não fica falando pra todo mundo parar de comer carne - ele faz parte da campanha "Meat Free Monday", que conscientiza a população de que ficar um dia sem comer carne pode ajudar na preservação do meio ambiente), não usa seus shows pra ficar panfletando. Pode ser que tenha feito isso no passado, mas pelo menos nos shows que fui no Tokyo Dome ("Out There" e "One On One"), o negócio do Paul era entreter a platéia com músicas novas, antigas e nem tanto assim.

Sobre o álbum: pra quem não conhece quase nada do Paul, melhor começar com essa coletânea, pois como eu mencionei, cobre todas as fases dele. Ainda mais que foi o próprio quem selecionou, como se fizesse uma playlist para tocar quando quiser, na ordem que mais convém - afinal, as músicas nem na ordem cronológica estão (como se tivesse posto no shuffle mode pra tocar). Daí dá pra perceber que, apesar do Paul arriscar bem em outros estilos musicais e instrumentações, ele não deixa a peteca cair.

Músicas que não podem faltar nem na set list da turnê do Paul [senão o pessoal não deixa ele terminar o show], eram óbvias, como "Jet", "Band on the Run", "Live and Let Die", as baladas "My Love", "Silly Love Songs". Mas traz várias que raramente eram tocadas mesmo na época que foram lançadas, como "With a Little Luck", "Beautiful Night", "Nineteen Hundred and Eighty Five", "Wanderlust", "Junk". As recentes "Save Us", "Appreciate", "New", "Hope for the Future", dedicadas às esposas "Maybe I'm Amazed" e "My Valentine", aos amigos "Here Today" e "Little Willow".






Muitas delas existem histórias que levaram Paul a compô-las, que ele já havia contado em algumas entrevistas (na época em que ele lançou "Flaming Pie"e o documentário "The McCartney Years", de 2007, por exemplo), fora algumas "lendas urbanas" que os fãs costumam fazer (e a gente acaba achando que é verdade).

- "Maybe I'm Amazed" ele dedicou à primeira esposa Linda, que o apoiou fortemente depois que os Beatles terminaram;
- "My Valentine", do álbum "Kisses on the Bottom", é para a atual esposa Nancy;
- "Here Today" e "The Song We Were Singing" eram para John Lennon;
- "Little Willow", embora não mencione explicitamente na nota do álbum "Flaming Pie", eram para os filhos do Ringo Starr, cuja primeira esposa havia falecido;
- "Let 'em in", cuja introdução usa as primeiras oito notas de Westminster Quarters (muita gente já ouviu/ouve todo dia), as pessoas mencionadas eram da família (Tia Gin, o irmão Michael e o cunhado John), os Everly Brothers e Martin Luther King;
- "Another Day", foi a primeira música que Paul lançou após o fim do grupo;
- "Mull of Kintyre" é sobre uma das propriedades que Paul possui na Escócia, onde já passou muitos anos lá;
- "Flaming Pie" é sobre uma das histórias que John Lennon costumava contar sobre a origem dos Beatles - "veio um homem numa torta flamejante e nos disse 'a partir de agora vocês se chamarão Beatles com A'";
- "No More Lonely Nights" possui duas versões - a segunda seria a "playout version", que seria mais dançante. A que está no álbum é a original, que é mais melódica e termina com um belo solo de guitarra de David Gilmour;
- "Hi, Hi, Hi", que saiu só em single, foi proibida de ser executada em rádios por conteúdo sexual (a frase "get you ready for my body gun", mas Paul disse que originalmente era "for my polygon", mas não adiantou muito...);
- "Silly Love Songs" foi meio que uma resposta de Paul para muita gente que o criticava por ele compôr baladas, músicas bobas e sem valor algum. "E o que tem de errado?", é a pergunta que ele deixa no fim da música.
- O baterista Ringo Starr contribuiu em vários álbuns de McCartney, como "Tug of War", "Pipes of Peace", "Give My Regards for Broad Street", "Flaming Pie". Na coletânea, ele contribui em "Wanderlust" e "Beautiful Night".
- The Fireman era uma dupla de pop experimental que consistia de McCartney e o produtor Youth (o baixista Martin Glover, da banda Killing Joke), que gerou três álbuns. "Sing the Changes" era do último álbum, "Electric Arguments".
- O útimo álbum de estúdio, "New", teve quatro produtores diferentes, entre eles Giles Martin (filho do produtor George Martin) e Mark Ronson (produtor da cantora Amy Winehouse).
- "Kisses on the Bottom" (2012), trouxe apenas duas composições de Paul - "My Valentine" e "Only Our Hearts". E foi quinto lugar na categoria jazz. Traz colaborações de artistas como Diana Krall (piano), Eric Clapton (guitarra) e Stevie Wonder (harmônica).
- "Memory Almost Full" (2008), foi o primeiro álbum de Paul com a nova gravadora, que era parceria com a rede Starbucks. Houve fãs que o título do álbum seria um anagrama de "My Soulmate LLM" (LLM seriam as iniciais do nome da primeira esposa de Paul, Linda Louise McCartney), mas Paul disse que não foi intencional, disse que a frase veio no seu aparelho celular.



Apesar de uma música ou outra não ter tido a necessidade de ser incluida na coletânea, ou faltou alguma - o que é normal nisso tudo -, o álbum vale o investimento, mesmo sendo a edição deluxe, que a gente sempre acha que tem algo mais.

Mas no caso do Paul, a gente sempre fica com aquele gosto de "quero mais", mesmo ele estar com 76 anos, e lançando esporadicamente álbuns, mas quando lança, traz agradáveis surpresas.



Fonte: wikipedia (em inglês), paulmccartney.com 

Fotos: MPL International.

Thursday, June 21, 2018

Lembrancinhas Temáticas - Parte 1

Uma coisa eu percebi quando eu viajo para outras cidades, especialmente em outras províncias, nas paradas que a gente faz para ir ao banheiro, comer alguma coisa, esticar as pernas e descansar um pouco (os chamados Parking Area ou Service Area), as lojas de lembrancinhas são abarrotadas com itens sazonais e típicos da região, principalmente comida.

Mas também tem os smartphone straps (os penduricalhos pra enfeitar seu celular), chaveiros, toalhas, canetas e por aí afora com personagens conhecidos do público japonês (e estrangeiro também) representando a província ou cidade com algo que lembre a região.

Claro que também tem as mascotes que fazem propaganda da região para atrair turistas, e com isso, a equipe de Propaganda e Marketing manda ver e manda criar goods para vender. Alguns se tornaram tão conhecidos que não fica difícil associar o personagem com a cidade, como Kumamoto, Nara, Hikone (Shiga) e Funabashi (Chiba), por exemplo.

Mais recentemente, até artistas famosos resolveram fazer goods temáticos, ao menos um item que lembre a província onde está fazendo o show. Isso me veio à tona quando na turnê de 2016 do Arashi - o "Are You Happy? Live Tour 2016", quem ia nos cinco Domes, tinha como acessar e salvar o wallpaper para celular. E cada Dome, tinha muitas características da região. Mas descobri depois que, na turnê de verão de 2015, a banda Kanjani Eito tinha feito no site oficial do grupo, cada membro representando a província onde iam fazer o show. No Arena Tour de 2018, um dos goods do Masaharu Fukuyama era a mascote Mashamaro representando algo da província.

O duro nisso é conseguir todos. No caso do Fukuyama, dá pra comprar no site oficial sem problema algum. Bem, desnecessário falar no caso da JE, né?

Mas como existem algumas boas almas caridosas na internet que postaram fotos, vou tentar explicar o que significa cada um...

Kanjani Eito - Kanjani Eito Recital ~ Omae no Heart o tsukandaru!! (18 de julho a 13 de setembro de 2015 - 24 apresentações em oito províncias): A tour de verão de 2015 da banda Kanjani Eito era quase que tradição antes de partirem pro 5-Dome Tour no fim do ano, porque eles faziam os shows em lugares menores (geralmente, os arena possuem capacidade de 5 mil a 10 mil pessoas, exceto Yokohama Arena e Saitama Super Arena, que, dependendo da posição do palco, comportam até 18 mil pessoas). No repertório, incluíram covers dos grupos da agência, incluindo do grupo temporário de uma música só, o Trio the Shakkin, por exemplo. O que chamou a atenção, além dos goods, o fato de que no site oficial do grupo, aparecia um membro representando a província onde estava fazendo o concerto (como fizeram em oito lugares, só o de Kobe, onde começou a turnê, ficou representado pela logomarca oficial do grupo).

Nesta turnê, um dos goods temáticos era a camiseta - produzida pelo Maruyama - que tinha a ilustração dos símbolos que caracterizam as cidades onde fizeram os shows.


Só esclarecendo, as cores das bandeiras são as image colors de cada membro (quem conhece a JE, sabe do que estou falando).

World Memorial Hall (Kobe, Hyogo): Muita gente atualmente associa a cidade de Kobe com o Terremoto de Hanshin-Awaji de 1995, mas esquecem que foi em Kobe que saiu o primeiro navio com os imigrantes japoneses para o Brasil, em 1908. Um dos pontos turísticos da cidade é o porto de Kobe, que foi um dos primeiros a abrir para os estrangeiros na era Meiji, e devido a isso, construiram um distrito chamado Kitano Ijinkan, onde foi residência de alguns estrangeiros, mas atualmente algumas residências estão abertas ao público. Uma das mais conhecidas é o Kazamidori no Kai.




Mie-ken-ei Sun Arena (Mie-Ken, Ise-shi): A província de Mie é conhecida pelo autódromo de Suzuka, ninjas, foi palco do último Summit que reuniu os chefes das nações, pérolas e... lagostas! A cidade de Ise, antes era Ujiyamada, e mesmo com a mudança de nome para Ise, em 1954, alguns lugares mantém o nome antigo (como a estação Ujiyamada e a primeira escola colegial). Um dos motivos da mudança de nome da cidade, era para que não confundissem com a cidade de Uji (Kyoto) e Yamada (agora Kama, Fukuoka). A cidade é conhecida por possuir um dos três famosos tesouros sagrados. No templo de Ise (conhecido por ser um dos maiores do país, o "templo dos templos"), está o Espelho Sagrado ("Yata no Kagami"). Além da cidade fazer parte do Parque Nacional de Ise-Shima, onde fica o Monte Asama. O ideograma de Ise com o de camarão, acaba virando lagosta, por isso que no site da tour, o tecladista Shingo "Hina" Murakami aparece ilustrado como uma. (embora a comida típica seria Ise udon e Akafuku Mochi).


Sun Dome Fukui (Fukui-ken Echizen-shi): A cidade de Echizen é conhecida pelos brasileiros devido à fábrica de componentes eletrônicos (Murata Seisakusho). Mas até 2005, a cidade chamava Takefu mas quando a cidade de Imadate foi incorporada, mudou de nome. Mas ainda tem a estação com o nome antigo. Além da província ser conhecida por possuir sítios arqueológicos e um dos maiores museus sobre a pré-História (especialmente dinossauros, visitem o Museu dos Dinossauros da Província de Fukui), a cidade de Echizen ter cerca de 300 templos, o museu de artefatos de papel (Washi no Sato), ter sido o lar por um ano da escritora Shikibu Murasaki (autora de "O Conto de Genji"), e onde a artista Chihiro Iwasaki nasceu, e uma das iguarias da região seria o caranguejo de Echizen, representado pelo guitarrista e vocalista Subaru Shibutani.
Se bem que na verdade, a iguaria mais popular da cidade seria o Echizen oroshisoba (macarrão feito de trigo sarraceno, com nabo ralado).


M-Wave (ou Nagano-shi Olympic Kinen / Memorial Arena, Nagano-shi): A cidade de Nagano é conhecida por ter sido sede das Olimpíadas de Inverno em 1998. A arena foi utilizada para as provas de patinação devido ao seu formato. A imagem que o baixista Ryuhei Maruyama representa é a ponte suspensa Kappabashi, que fica na cidade de Matsumoto, que acabou virou símbolo de Kamikochi. A ponte ficou conhecida devido a sua construção, feita de madeira, e fazer parte da paisagem da região, onde tem as colinas de Hotaka. Outro detalhe que tornou a ponte famosa, foi o conto "Kappa", de Ryonosuke Akutagawa, que narrava a viagem para Kamikochi. Kappa é uma figura do folclore japonês, que vive em rios (praticando travessuras, na maioria das vezes) e gosta de pepinos - legume oferecido para a criatura, para que ela proteja a pessoa que fez a oferenda.


Morioka-shi Sogo Arena (Morioka General Arena, Iwate-ken Morioka-shi): O local é o lar do time de basquete da província, que tinha passado por reformas em 2016 e reinaugurado em 2018. Iwate é conhecido pelo wanko soba, iguaria representado pelo baterista Tadayoshi "Tacchon" Ohkura. A forma de comer wanko soba é em pequenas porções e repetindo até estar satisfeito. Wanko no dialeto de Iwate é pequena tigela (porque em alguns lugares, wanko é forma carinhosa de dizer cachorro). Existem muitas histórias da origem do wanko soba, mas duas são as mais aceitáveis - a de um festival onde a iguaria não ia ser suficiente para os convidados, então serviram em pequenas tigelas para que o soba fosse servido para todas as pessoas. A outra, seria que o lorde Toshinao Nanbu tinha parado em um estabelecimento em Hanamaki e, o proprietário estava receio de que o lorde não fosse gostar de um soba rústico e quase sem sabor, mas Nanbu repetiu várias vezes até se dar por satisfeito. Desde 1957, o Centro Cultural de Hanamaki realiza o campeonato nacional de wanko soba, ou seja, o quanto de tigelas de soba  consegue comer.


Kagoshima Arena (Kagoshima-shi): Talvez seja um dos lugares onde tem a menor capacidade de público em se tratando em shows e concertos - 5700 pessoas (e dependendo da posição do palco). o Kagoshima Arena foi um dos lugares utilizados durante o Mundial de Voleibol em 1998. A província de Kagoshima, situada na região de Kyushu (sul do Japão), atualmente está sendo cenário do taiga dorama de 2018, "Sengodon", que é a história do samurai Takamori Saigou, que nasceu e faleceu em Kagoshima (antes era Domínio Satsuma). O símbolo representado pelo guitarrista Shota Yasuda, é a árvore símbolo da província, a canforeira (usada para fins medicinais). A maior delas tem 1500 anos e resistiu a muitas tempestades e bombardeios. E tornou-se um dos pontos turísticos da cidade.

Miyagi-ken Sougou Undo Koen Sougou Taiikukan (mais conhecido atualmente como Sekisui Heim Super Arena -  Riku, Miyagi): A província de Miyagi é famosa devido ao samurai Masamune Date (símbolo da província), e recentemente promovendo o turismo mostrando que a região afetada pelo terremoto de 11 de março de 2011 está renascendo e renovando, mantendo as características originais mas com um ar moderno. Sua capital, Sendai, é conhecida por realizar um dos festivais mais famosos do Japão, o Tanabata Matsuri (realizado no dia 7 de julho; outra cidade que costuma fazer também Tanabata Matsuri bem conhecido, é Hiratsuka, província de Kanagawa). Uma das iguarias mais conhecidas de Miyagi, além do gyutan (língua de boi), é o zunda - pasta feita de edamame (um tipo de feijão verde, que muitos costumam comer cozido e gelado, como aperitivo), mas ainda bem verde. O processo de fazer a pasta é moer os grãos numa tigela (como se fosse moer gergelim para fazer molho). E' mais comum usar o zunda para confecção de doces, especialmente o zunda mochi (representado na imagem pelo percussionista You Yokoyama).


Ecopa Arena Shizuoka (ou Ogasayama Sougou Undokoen Arena. Fukuroi, Shizuoka). O Shizuoka Stadium ECOPA foi utilizado em 2002 como um dos lugares dos jogos da Copa do Mundo Japão - Coréia (foram disputados três jogos, inclusive o do Brasil). Diante do estádio, situa-se o Ecopa Arena, onde muitos artistas costumam fazer concertos, shows de patinação no gelo e alguns jogos. A província é conhecida por seu cultivo de chá verde, mas uma das iguarias mais consumidas é o unagi (um tipo de enguia, representado pelo guitarrista pedreiro Ryo Nishikido), utilizado na culinária grelhado com molho agridoce, e consumido muito no verão, para combater a indisposição, por possuir propriedades que dão energia para o organismo. Unagidon e shirayaki são os pratos mais comuns no verão. Um dos omiyage mais populares em Shizuoka, é o unagi pie, um biscoito de massa folhada coberto de açucar, mas contendo extrato da enguia, e é fabricado pela empresa Shunkado há mais de 50 anos.

O que eu quero dizer é que, quando seu artista preferido resolve fazer concertos em lugares inusitados, tente unir o útil ao agradável - além de curtir o show, aproveita para conhecer o lugar, porque mesmo fazendo nos Cinco Domes, já vi gente que nem aproveitou pra conhecer a cidade.

De todos da JE, acho que a banda/grupo Kanjani Eito é quem conseguiu fazer shows nas QUARENTA E SETE PROVINCIAS, isso aconteceu em 2007, na "47 - Kanjani Eito E! Honma!? Bikkuri!! TOUR 2007", onde fizeram 113 apresentações em todas as províncias do Japão, mas a maioria em lugares bem menores - os maiores eram Yokohama Arena, Osaka-jo Hall e Marine Messe. O documentário desta turnê está na edição limitada.

Imagens: matome-naver, google, twitter.

Fontes: wikipedia Japan, sites oficiais dos locais dos eventos e turismo.

Sunday, June 10, 2018

Snoopy Cha-Ya ~ Nishiki Ichiba (Kyoto)

Da série: Japão não é somente Tóquio



Muito embora Kyoto seja uma cidade pra lá de visitada e muitos lugares já são tão conhecidos que muitas vezes eu me pergunto o que eu vou fazer lá, porque ir no Kinkakuji, Kiyomizudera, Fujimi Inari, tem que estar munida de paciência, porque esses lugares são extremamente lotados. Apesar que ano passado fui para Fujimi Inari, estava tranquilo. Talvez porque o tempo estava pra chuva (e choveu adoidado depois que desci as escadarias).

Neste mesmo dia, eu tinha ido ao Museu do Mangá (Kyoto International Manga Museum), algo que eu tenho que ir novamente, porque ir acompanhado, só se for com alguém que goste de mangá, ou sozinha, porque o espaço é amplo (antes era uma escola) e muitas particularidades que, se eu me conheço, levo horas para ver. E também procurar pesquisar mais sobre o lugar, para fazer uma postagem decente.

Mas Kyoto não se resume aos lugares históricos, turísticos e festivais famosos que muitos já cansaram de postar nas redes sociais. Uns meses atrás, fui com a Mina em Kyoto, mas na parte moderna mas que o tradicional ainda persiste - o Nishiki Ichiba, que um dia vou ter que voltar só pra me aprofundar no lugar, porque é CHEIO de estabelecimentos interessantes (em se tratando de comida, e não é a toa que os turistas chamam de "A Cozinha de Kyoto") e no dia que eu fui, era para fazer uma coisa e só fui pra almoçar.

Falando em almoço, foi em Nishiki Ichiba que fomos almoçar, mais especificamente no Snoopy Cha-ya, um café temático do personagem. Eu achava que tivesse somente em Kyoto e Ise (Mie-ken), mas quando fui pesquisar pra fazer essa postagem, descobri que tem mais dois lugares - Otaru (Hokkaido) e Yufuin (Oita-Ken). E o café temático abriu em 2014, em Yufuin, e o mais recente foi em Hokkaido.

Em Nishiki Ichiba, o lugar tem dois andares. O primeiro, é onde fica a lojinha onde vende-se goods inspirados na cultura japonesa, e omiyages, como manju, biscoitos e sembei. Pelo menos o lugar é espaçoso, sem tanto risco de trombar com outra pessoa enquanto tenta ver o que vai comprar.


Mas no segundo andar, onde fica o café temático, o lugar também é espaçoso, e não tivemos que esperar tanto assim, mesmo na hora do almoço.

Manju (bolinho com recheio de azuki) em formato do personagem. Calma, é apenas amostras para que os clientes vejam, não são para comer. Os doces são vendidos em caixas fechadas e lacradas.


Escolhi comer hayashi beef com legumes grelhados e arroz com açafrão em formato do Woodstock. Tem o famoso osechi, mas eu tenho uma relação nada amistosa com camarões, então deixei passar. Depois que acessei o site da loja, descobri que cada loja os pratos variam e muito. Bebidas e sobremesas também, conforme a época e usando os ingredientes locais. No caso de Kyoto, eles já fazem a tradicional culinária nipônica, e as sobremesas usam muito gergelim, matcha, mochi e azuki, cobertos com kuromitsu (feito de açúcar mascavo). Sem falar que algumas sobremesas usam muito tofu. Portanto, não esperem um bolo de chocolate ou lamen e sushi porque NAO TEM no menu de Kyoto.

Mas se verem no site os pratos servidos em cada loja, vão entender melhor porque essa variação, por causa da cidade. Exemplo, em Ise (Mie-ken), já tem muito udon; em Yufuin (Oita), usam muito kabosu (um tipo de fruta cítrica típica da região), as sobremesas já tendem pro lado ocidental (como panquecas e parfeits) mas com ingredientes como azuki e matcha. E em Otaru (Hokkaido), usam muito leite e melões.


Até o cardápio é inspirado no Japão.


A bebida, que também varia a cada estação do ano, traz um biscoitinho de amostra e um coaster que pode levar pra casa de lembrança. No dia que eu fui (em março), era de yuzu (um tipo de limão que tem somente aqui no Japão. Se tiver em outro país deve ser outro nome que não sei). Pra mim, yuzu com mel funciona nas minhas crises de kafunshoo.


Obvio que, quando vou nesses lugares é impossível eu sair de mãos abanando! Minha carteira pode não concordar. E olha que comprei pouca coisa - washi tape temático da loja, toalha de mão e arare (salgadinho feito de mochi frito) de abóbora. A lata tem várias utilidades - desde guardar chá a granel (tem uma tampa de plástico que funciona como tampa hermética) até outros doces e petiscos.

Se verem no site, em cada loja, também há variação dos itens e desenhos, conforme o tema do local. Mas, existem itens que têm em todas as lojas (como copos, talheres e pratos).

Sou suspeita de falar deste lugar, já que eu gosto do personagem e hayashi rice, mas em breve estarei indo novamente no Nishiki Ichiba para conhecer melhor.

Site oficial: snoopychaya.jp

Fotos: todas da autora, via smartphone Fujitsu F-04G Arrows

Thursday, June 07, 2018

Think For Yourself



Não sei se acontece com vocês, mas comigo, ultimamente, depois de ler muitas postagens em redes sociais, estava deixando de fazer muitas coisas que antes eu queria sem me preocupar com o que os outros iriam falar. Mas depois que parei pra pensar, essa história de agradar os outros, comigo não dá certo.

Lugares onde envolvem animais (terrestes, aquáticos, alados, whatever): Confesso que um dos lugares que tenho vontade de ir, seria num Cat Cafe, por motivos de: adoro gatos, mas onde moro, não posso ter um. E mesmo se eu pudesse ter, namorido só gosta dos gatos dos outros. Então, eu teria a alternativa de ir num lugar desses, mesmo tendo que pagar. Poderia ir na casa de alguém e ficar distraindo o bichano? Até poderia, desde que essas pessoas me convidassem. E tem o detalhe que tenho muito mas muito poucos conhecidos que possuem gatos.

Por que não vou? Depois de muitos amigos meus postaram nas redes sociais, a repulsa por esses lugares, que seria uma crueldade com os bichinhos, etc. Bem, eu não sei realmente como funcionam, se os bichinhos são bem tratados, essas coisas. Eu queria ir pelo motivo que mencionei: NAO POSSO por enquanto TER UM ANIMAL DE ESTIMACAO EM CASA!!! Daí se eu resolvo ir, vai ter gente me condenando, quando não muito me cortando a amizade. O jeito será eu ir e não comentar nada (muito embora queria ir pra dar meu parecer neste Empório aqui, como experiência), porque sei que vai dar confusão.

O mesmo se aplica no caso se um dia eu for a um zoológico, parque aquático, até mesmo se eu postar alguma foto dos veadinhos sendo alimentados em Nara (sim, eu fui mesmo e tenho provas). Isso porque já fazem uns bons anos que eu não vou em um zoológico, nem aquário (e olha que moro perto de ambos), e era a primeira vez que eu ia para Nara em meus 20 anos aqui!!!

Garanto a vocês que, se eu for num jardim botânico, vão dizer que as plantas estão sendo maltratadas por estarem numa estufa...

Mas você está apoiando o artista/banda/grupo que tá em desgraça? Aquelas bem chatas mesmo - o dinheiro é meu e compro o CD/DVD, assisto filme de quem eu quiser. Sabe aquele caso que o artista que a gente gosta, um belo dia jogou água fora da bacia e caiu nas trevas da desgraça popular? Aí nas redes sociais 90% do pessoal descendo o sarrafo. Que o indivíduo tem que pagar pelo erro, é verdade, mas condenar gente que ainda tem um pouco de consideração pelo trabalho dele...

Pior que a gente nem pode dar a nossa opinião, que a grande maioria já te elogia de inúmeros adjetivos que nem posso mencionar aqui.

Se eu fosse seguir essa linha de pensamento alheio, eu estaria perdida: nunca iria ouvir música, nunca iria ler livros, nunca iria ao cinema.



Não acha que já passou da idade pra isso? Eu ouço isso DIRETO de muitas pessoas aleatórias, incluindo colegas (cof cof cof) de trabalho de outras nacionalidades, quando eu falo que vou em eventos, shows e cinema. Isso porque nem menciono o tipo de evento, senão o comentário piora (só pra matar a curiosidade do pessoal, eu vou nos eventos de mangás, mas daqueles independentes, mais conhecidos como doujinshi. Os mais profundos já sabem do que se trata).

Até o momento, eu não aparento a idade que tenho, tanto que em alguns eventos, pedem minha ID para provar que tenho mais de 18 anos (vê se pode!). Enquanto eu puder aguentar, eu vou continuar indo. E graças a Deus, eu ainda tenho saúde boa, porque só os mais fortes e corajosos conseguem ficar mais de quatro horas em pé numa fila de concert goods (meu recorde foi oito horas no Kokuritsu, mas seria outra história), três horas em um show... Isso porque eu trabalho em pé mais de oito horas por dia com intervalo.

Enfim, bastou eu mencionar que tal dia não estarei disponível porque tenho compromisso, pra já jogarem verde pra colherem maduro. E olha que ultimamente nem posto direito fotos dos locais onde vou, mas como tem gente que já me conhece, dá nisso. Mas só dou uma risadinha e deixo pra lá, porque nem adianta justificar ou explicar, senão piora mais do que já está.

Isso quando não vem acrescido o seguinte...

... e como você gasta dinheiro com essas coisas? "Essas coisas" significam CDs, DVDs, idas ao cinema, concert goods, revistas, mangas (e derivados), alguns figures e até um docinho diferente que eu quis comer e compartilhar o projeto de food report. Pode até ser um brinde que veio na garrafa de água comprada na loja de conveniência, a gente posta nos SNS para informar que na compra de tal produto, vem um brinde sazonal, sempre vai ter alguém soltando essa pérola. Imaginem quando eu posto dos CDs, DVDs e figures...

Com tudo isso que muitas vezes me acontece, muitas vezes eu chego a triste conclusão de que postar algo que faz a gente feliz e quer compartilhar porque sempre tem a idéia de que pode trazer algum bem (como dar as dicas, endereço, como faz, trocar idéias), acontece o contrário, como gente dizendo que estaria me exibindo, humilhando aquelas que não podem ter/ir/whatever...

Uma vez, postei - não lembro se foi aqui, no Twitter ou no FB (ou ambos) - o ingresso de um show e um texto sobre isso, antes de ir. Recebi comentários depreciativos e pra piorar, o show foi cancelado. Depois disso, passei a postar sobre algum show que fui DEPOIS que aconteceu, para [ao menos tentar] evitar comentários maldosos. Sabe como é: um comentário ruim, acaba com vinte legais. Mas a gente tenta relevar e vai fazer coisas mais importantes.

Pode ser que eu esteja sendo um tanto egoísta contando esses fatos, mas tenho quase certeza que isso acontece com a maioria das pessoas. Na verdade, redes sociais existem para isso - para a gente compartilhar e estar preparado pras críticas.

Antes fossem críticas construtivas...

Mas a vida segue, vamos tentar relevar tudo isso e fazer o que a gente gosta. Afinal, nem dá pra agradar a todos.

Imagens: FB Snoopy e HSJ Funny.





Sunday, May 27, 2018

A Vida Continua

Acontece quase toda vez que estou trabalhando, eu acabo pensando demais sobre o que postar, o que fazer da vida, o que vou preparar pra janta. Nesse pensar demais, acabo nem fazendo metade do que planejo, o que seria um sinal amarelo pra vermelho, e pode ser tarde demais.

Mas existem muitas coisas que nunca são tarde demais para fazer, tal como estudar, passear, aprender, tirar um dia pra não fazer nada (o que eu quero dizer, não ter afazeres domésticos, só ficar assistindo doramas, ouvindo música, estudando em casa...).

Com muitos eventos acontecendo recentemente, eu só acompanhei, e sequer comentei nas redes sociais. Aí mora o perigo: qualquer coisa que você opinar, acaba voltando contra você. Ou concordo (meio que muito a contragosto) para não acabar com as amizades, ou tenta explicar seu ponto de vista e acaba terminando em choradeira mais término de amizade. O que já aconteceu comigo no passado e quero evitar depois dessa.


Muitas vezes eu me pego pensando: "amigo de verdade é aquele que entende o ponto de vista de outro, argumenta e no final a amizade continua na maior paz", mas isso na terioria, porque na prática a história muda... E para evitar a fadiga, prefiro nem discutir. E' ruim não participar de uma discussão em redes sociais? Dependendo do que for, é melhor. Mas por outro lado, pega a falta de comunicação na vida moderna.

Já mencionei até aqui no Empório que, alguns assuntos eu prefiro nem abordar pra não voar facas e pedras, como religião e política. Mesmo até sobre música corro o risco de terminarem amizade comigo porque, todos sabem, meu gosto musical é bem variado. Do clássico pra guilty pleasure (aka vergonha alheia). Se falar vida no exterior, então...

Confesso que no passado eu já fui uma pessoa que discutia, discordava e muito. Não sei se é que a idade vai avançando, eu paro muito pra pensar no que vou falar (embora algumas vezes já me exaltei), porque de cabeça quente nem pensar direito, eu consigo. Melhor esperar esfriar pra depois ver o que dá.

Conheço gente que se exalta, fala o que quer, o que pensa, o que acha. Mas eu procuro tentar entender o motivo de tanta revolta, tanta exaltação. Ultimamente, fico quieta, nem comento, a vida segue. Nem que for aos poucos, nem que por dentro a gente esteja devastado, mas temos que continuar, porque ficar parado, enferruja, estagna.

No meu tweet de 13 de maio, eu postei o seguinte " Não sei, mas mesmo com tanta coisa que aconteceu, só tenho em mente de que a vida continua e seguirmos em frente e guardar coisas boas do passado e aprendermos com os erros."


Muito porque eu li tantos comentários de raiva e desesperança, que muitas vezes eu parei pra pensar se essas pessoas não estão com algum problema (de qualquer natureza) e querem ajuda (conversar numa boa), mas quando estão num estado de euforia, tenho medo de falar algo que desagrade e eu acabe lendo/ouvindo o que não quero. Ou porque eu não sei como lidar com certas coisas sem que as pessoas levem pelo lado depreciativo.

Nessas horas, é melhor eu ficar no meu canto, somente observando. Porque eu sei que, se eu resolver comentar...

Mas a vida continua, seguimos adiante e enfrentemos as adversidades do dia a dia.

Imagens: facebook e da autora.




Friday, May 18, 2018

Da próxima, vê se me ouve!



Segundo domingo de maio, em (quase) todo o mundo, é dia das mães, e, claro, as redes sociais lotam de mensagens e fotos. Daí vão me perguntar: "você não postou a sua?". Bem, não. A verdade é que minha mãe detesta ser fotografada, e se tenho recente, são poucas...

Mas não condeno ninguém em homenagear a mãe, porque existem muitas formas de expressar nosso amor por elas. Desde que fui morar no exterior, costumo conversar com ela uma vez por mês, porque se eu ligar duas vezes num mês, ela já fica desesperada.

Mesmo eu quase entrando na versão 4.8 da vida, morando no exterior e já tocando a vida, ainda escuto as mesmas broncas que eu ouvia quando criança. Como não pensamos em ter herdeiros, às vezes me pego descontando no namorido (que também dá o troco, essas coisas acontecem), mas certamente, se tivéssemos filhos, eles iam ouvir as mesmas frases que a gente ouvia quando na tenra idade. Pois é, essas coisas a gente acaba herdando, não tem jeito...

(Observação: essa postagem foi inspirada no saudoso blog "Garotas Que Dizem Ni", no texto "Vou contar até três!". Quem tiver o livro "E' Impossível Ler Um Só", esse texto está lá.)

Tá pensando que sou dona da Eletropaulo?  Ou da Light, ou qualquer companhia fornecedora de energia elétrica onde mora. Desconsidere o erro de sociedade civil, pois minha mãe não estudou essas coisas, mas a frase até hoje perdura em casa, quando eu esqueço a luz acesa onde não precisa, especialmente do banheiro. Uma variante, era o do saudoso blog "Garotas Que Dizem Ni", que as autoras ouviam das mães "sócia da Light".

Da próxima vez, vê se me ouve! Mãe nem precisa assistir noticiário pra ver a previsão do tempo, pelo menos a minha, sempre acertava. Guarda-chuva e casaco eram itens que eu só lembrava deles quando chovia ou esfriava. E quando saía de casa, era minha mãe dizer "leva o casaco que vai esfriar", "leva o guarda-chuva", e era batata. Perdi as contas de quantas vezes eu voltava pra casa ensopada ou reclamando do frio ou as duas coisas, e minha mãe "eu avisei".

Doce só depois da janta! Ou almoço. Se tinha sobremesa, a gente só podia comer depois da refeição. Se a gente comesse antes, era minha mãe avisando "depois não vai conseguir comer nada". Isso ficou na minha memória que até hoje eu deixo pra comer a sobremesa depois do almoço ou janta. Mas isso não se aplica até hoje pro namorido, porque ele come a sobremesa primeiro e depois a refeição principal.

Esse é pra(s) Visita(s)! Pelo menos em casa era assim: era minha mãe fazer bolo diferente e algo mais, era certeza que vinham visitas. Normalmente, eram meus tios de cidade distante ou o ojisan que vinha fazer a missa em casa (quem é descendente de japoneses sabe do que eu estou falando). E nada de comer antes delas, tinha que esperar as visitas comerem primeiro, pra depois a gente tentar comer. Mas minha mãe sempre deixava feito a mais para nós, caso não sobrasse. Porém, essa frase vinha com um complemento...

... e não me faça passar vergonha, viu? Acho que de tanto que minha mãe falava isso, até hoje, quando vou na casa de outras pessoas, eu ainda tenho vergonha até de pedir um copo de água. Se o anfitrião não fala nada, bem provável que eu passe sede. Toda vez que vinham visitas ou a gente ia na casa dos outros (aka parentes), a gente tinha que tentar se comportar, evitar de falar alguma bobagem, porque no final era uma senhora de uma bronca...

Um dia, você vai me agradecer por isso!

Com certeza, mãe, com certeza.... ❤

Imagem: Snoopy FB page

Saturday, May 12, 2018

[J-Dorama] Tokio ~ Chichi e no Dengon (トキオ~父への伝言, 2004)

Relação entre sempai - kouhai da JE em Doramas (Parte 7)

Caramba, passou um ano e pouco depois que eu postei o último da saga que sei lá se vai ter fim???