Sunday, December 14, 2014

Instagrando por aí.... [5]

Eu sei que muitas pessoas vão dizer que "se a pessoa que vive fotografando tudo o que vê, é uma pessoa frustrada, solitária, mimimi", pra mim nada altera e vou continuar fotografando o que acho lindo, legal, curioso e quando minha cara está na melhor das condições. Inclusive foto de comida, e daí? Tem gente que gosta e até fica curioso em saber onde fica, como faz e passa logo a receita dessa comida aí que minhas solitárias estão reclamando.

Wednesday, December 10, 2014

[Roteiro Gastronômico] Lotus Baguette - Naka Meguro Shop



Muitas vezes, cansada de sempre ir tomar café no mesmo lugar de sempre (leia-se Starbucks), resolvi desta vez ir num lugar diferente. Mesmo porque minha amiga de gastronomia (melhor dizendo cúmplice, porque toda vez que a gente se encontra, acaba sempre em comida) também já estava meio cansada de ir no Starbucks toda vez que a gente topa um dia pra sair.

Deu que um domingo o namorido teve compromisso inadiável e eu não tinha muito o que fazer, daí combinei com a Gesiane, minha parceira de crime gastronômico, se ela não tinha o que fazer durante a manhã e fomos nós pra Naka Meguro, estação onde tem muita loja fashion e gastronomia variada.

As estações de Daikanyama e Naka Meguro (pela linha Tokyu-Toyoko) ficam próximas de Shibuya, mas ao contrário que muita gente pensa, o bairro é bem mais tranquilo, onde pode-se caminhar sem empurra-empurra e a gastronomia é bem variada, desde padarias caseiras até as tradicionais. E lojas de roupas e acessórios a preços variando do acessível ao exorbitante, do simples ao mais elaborado. Dificilmente a gente encontra lojas de grandes marcas (mas que elas existem, existem).

A cafeteria Lotus Baguette, que fica logo na saída da estação de Naka Meguro, é pequena, simples mas te dá aquela sensação de tranquilidade. Pensei que iria estar lotada, era domingo hora do almoço, mas estava BEM vazia.

O lugar faz pães caseiros, naturais, sanduíches, saladas organicas, bolos e servem café, chá, sucos e outras bebidas.


Pedi um sanduíche de frango defumado com molho de honey mustard no pão integral e chai latte, que estava bem condimentado (do jeito que eu gosto em chai latte rs)


Por ser confeccionado com produtos naturais e orgânicos, a refeição foi leve mas bem nutritiva, daquelas que passamos a tarde toda sem pensar em comida (no máximo foi uma água).

Aproveitando que junto com a cafeteria tem a parte de padaria, comprei alguns para comer em casa e, acreditem, não saiu tão caro como eu pensava - o preço era similar às outras padarias, como as da rede Andersen (minha favorita), Pompadour, Vie de France, etc. E os produtos são feitos com ingredientes orgânicos e de forma bem caseira, o que poderia encarecer o produto final, mas não foi bem assim.

Descobri essa cafeteria no Twitter, onde uma mulher havia postado a foto e o nome do lugar que tinha saído na edição da revista "non-no" referente a janeiro de 2015. Nesta revista mencionada, tem uma coluna chamada "Arashi bun no ni", em que dois membros do grupo Arashi fazem uma reportagem sobre um tema apresentado e, na edição seguinte, um dos membros sugere o tema e o outro faz a tarefa com outro membro. Exemplo, na edição anterior, Kazunari Ninomiya tinha sugerido o tema "Omiyage" e passou a vez para Masaki Aiba e Sho Sakurai realizar a tarefa na edição seguinte. Daí pra muita gente descobrir onde foi o lugar, foi um pulo.

Lembra da primeira foto do post, onde tem uma baita janelona? Pois é...

Normalmente, as revistas dificilmente mencionam o lugar onde foram realizadas as fotos e as reportagens, se bem que, dependendo do lugar, fica até bem óbvio. Neste caso, a cafeteria fica próxima à estação de Naka Meguro, só a fachada já daria pra identificar e, ao lado desta cafeteria, fica a loja Blue Blue, onde eles fizeram as compras de presentes de fim de ano para os membros do grupo.

Confesso que fui para saber como era o lugar, mas como antes eu havia consultado a home page, então daria pro meu bolso. E' que muitas vezes temos aquela idéia errônea de que, se alguma pessoa do meio artístico frequenta o lugar, é porque é caro demais. Ledo engado, sai quase o mesmo preço que ir num Starbucks ou Tully's. Acho que até um pouco mais barato.

Ao lado da cafeteria, tem a loja Blue Blue, onde a dupla mais amada da autora aqui citada foi fazer as compras conforme o tema oferecido. Bem que eu ia entrar, mas achei melhor ir em outro dia. (Nota: algumas das roupas que eles usam são desta loja)

A Lotus Baguette possui outras duas lojas em Naka Meguro - perto do rio Megurogawa e em Daikanyama.

O site oficial do lugar seria este: www.lotusbaguette.com

Fotos: da autora e revista non-no


Tuesday, December 09, 2014

Arashi Live Tour 2014 ~ THE DIGITALIAN - Nagoya Dome 6 de Dezembro de 2014

Vocês leram o título certo.



Vou tentar explicar, porque quem viu a foto neste post, ficou meio sem entender (ou não entendeu nada).



Vou falar a verdade: desde fim de outubro eu estava guardando segredo de muita gente a respeito de eu ter conseguido ingresso para ir a mais um concerto de outono do quinteto Arashi (um dos grupos mais concorridos para se conseguir ingresso mesmo sendo membro do fã-clube deles), porque eu consegui através de uma amiga de uma outra amiga minha (Twitter tem poder, minha gente!), porque eu mesma recebi o mail de que infelizmente não foi desta vez.

Clique pra ampliar a foto (muita gente lembra deste post?)

Eu estava conformada de que eu não iria a mais um concerto este ano (porque o Daikanshasai do Masaharu Fukuyamna tá pior de conseguir ingresso - tudo esgotado em minutos), quando uma amiga minha me chamou no Twitter no privado e a conversa foi mais ou menos assim...

Ela: Kiyomi, conseguiu ingresso [do show do Arashi]?
Eu: Não, não foi desta vez...
Ela: Gostaria de ir com a gente em Nagoya Dome?
Eu: HEIN? COMO? QUANDO? POR QUE????
Ela: Uma amiga minha comprou quatro ingressos, só que duas desistiram e estava procurando quem gostaria de ir, então... Vai ser dia 6 de Dezembro, no Nagoya Dome.
Eu: Vou sim, avisa sua amiga que eu quero ir, como faço pra pagar, contato, socorro?

Resumo: em questão de uma noite, resolvemos tudo, paguei O VALOR ORIGINAL DO INGRESSO, recebi e aguardando o grande dia, porque além de ir no show, iria reencontrar as amigas e conhecer as outras.

Não me importei de viajar seis horas no meio da noite, dormido mais ou menos e ter madrugado no Nagoya Dome para comprar os comentados concert goods, porque muita coisa tem utilidade, como os shopping bags, clear files e toalhas. O restante varia a cada tour. (Um dia desses eu postarei sobre o assunto baseado nos meus cof cof cof). Mas novamente explico porque a gente literalmente faz plantão nas filas pra comprar as lembrancinhas.

Vista da passarela para a área do Nagoya Dome onde fazem as bancas de venda (ao lado esquerdo da foto). Nem eram sete horas da manhã, e olha como estava a fila. Ao fundo, o Cirque Du Soleil com o espetáculo "OVO", que, se eu tivesse um pouco mais de tempo disponível, eu ficaria pra assistir.


Existem itens que são limitados a cada Dome. No caso do "The Digitalian", o item limitado que variava a cor conforme o lugar, era um broche lembrando uma medalha. No caso, no Fukuoka Yafuoku! Dome, onde a tour iniciou, o item era da cor verde. No Osaka Kyocera Dome, era azul. E no Nagoya Dome, era amarelo. Teve ano que o bendito item limitado acabou em minutos (no "Popcorn Tour", de 2012-13, era um earphone jack em formato de balde de pipoca), então, o pessoal costuma passar horas na fila esperando as banquinhas de venda abrirem.

Encontrei as amigas que vieram de longe aqui no Japão (províncias como Nagano e Shizuoka) e de perto (Aichi e Gifu), agradeci imensamente pelo ingresso, por ter a sorte de conhecer gente muito bacana mesmo e fomos curtir o show, apesar de que logo pela manhãzinha caiu alguns flocos de neve, chuviscou e esfriou pra caramba. E vocês acham que o pessoal arredou pé? Bem, capa e guarda-chuva são itens de primeira necessidade nestes casos (detalhe: a previsão era de chuvisco e neve a tarde....) Nada disso tirou o ânimo do público que veio para o Dome de tudo como era jeito - normal até cosplay dos figurinos de shows anteriores. Olha que, tem muito cosplay tão bem feitinho que admiro a paciência dessas meninas (e meninos também).



Claro que antes de entrar no Dome, fotos para provar que as meninas brasileiras que moram no Japão têm direito sim de se divertirem, porque a vida não é só trabalho, trabalho, trabalho, estresse, trabalho, vontade de jogar o fulano pela janela, trabalho e mais trabalho. (Vide fotenhas no meu instagram e no FB)

Uma vez dentro do Dome, bora aproveitar o máximo do espetáculo.

Todo mundo sabe que aqui tem que ser muito ninja pra conseguir tirar fotos em qualquer show que se preze. Eu sei que o pessoal é chato pacas, mas ou você aproveita o show o máximo que puder ou fica perdendo tempo encontrando o melhor ângulo para a foto. Eu consigo, no máximo, tirar a foto do palco antes do show começar e tem que ser muito rápido e seja lá o que Deus quiser porque tem os staffs  que ficam de olho.


Pra ter uma idéia, eu e mais três amigas minhas estavámos a SEIS fileiras da arena e bem no corredor onde passa o catering car com os membros do grupo em pares, trio ou individuais.

O tema do show foi mais voltado a efeitos digitais e computadorizados, mas sem perder a naturalidade das demais músicas, especialmente nos solos.

De tempo em tempo, antes do show começar, tinha um marcador de batimentos cardíacos de cada membro do grupo, de acordo com o image color de cada um (pra quem não sabe, do Arashi seriam - azul: Satoshi Ohno; vermelho: Sho Sakurai; verde: Masaki Aiba; amarelo: Kazunari Ninomiya; roxo: Jun Matsumoto). Conforme comentários no twitter, os batimentos cardíacos do Sakurai eram os mais baixos, enquanto os demais, aumentavam a medida que o horário se aproximava.

Quando as luzes se apagam, todo mundo sabe que era a senha que o espetáculo já começaria. Sempre com uma curta metragem de como seria o tema. Assim que o grupo aparece no palco, o público delira.

Não posso muito dar detalhes sobre o show, que, na minha opinião foi um dos melhores e mais divertidos, nem durante a famosa "pausa pra conversa fiada, mais conhecida como MC", os cinco nunca levam a sério, sempre tem que ter piadas e casos hilariantes pra contar. E, claro, sessão "divulgando os trabalhos futuros e/ou em andamento porque temos que trabalhar pra garantir comida, games, casa e impostos em dia", como os tampatsu doramas do Sho e do Nino que serão em janeiro (ambos pela Fuji Television) e o filme em cartaz do Aiba.

Pela posição onde fiquei na arquibancada, deu pra ver PERFEITAMENTE os cinco quando ficavam no palco lateral e quando passaram nos catering cars e nos balões. (do tipo: ELES EXISTEM MESMO, COMO SAO LINDOS DE PERTO, SAKURAI MUITO FOFO E GOSTOSO E tá, parei), mas não consegui pegar as fitas nem os confetes que são lançados no auge do show...

O repertório foi composto pelo último álbum "THE DIGITALIAN" incluindo a faixa que só saiu na edição regular, os solos (Aiba, Sho e Matsumoto roubaram o show nos seus solos, e não, desta vez Matsumoto não rasgou a camisa pra ficar pagando peitinho como sempre) algumas que eles não costumavam incluir em shows há alguns anos, um encore especial dos quinze anos de carreira. Mas não teve o último encore costumeiro em que eles aparecem com a camiseta da turnê e encerravam com três músicas. Mas efeitos visuais e pirotécnicos dominaram o espetáculo.

Uma novidade nesta turnê foi o uso do fanlight, um uchiwa com luzes que mudavam de acordo com a sincronia com a música. Para funcionar durante o show, essa sincronização, tem que levar o uchiwa pra ativar no lugar indicado e ligar quando o show começar. Como era a primeira vez que usavam na turnê, o primeiro dia em Fukuoka, deu problema e o show começou com alguns minutos de atraso, por causa da fila que se formou no "Digitalian Area", onde era o lugar para ativar o uchiwa (gente que chegou em cima da hora).

Na verdade, esse tipo de penlight que a cor muda conforme a música, já existia desde os shows da Ayumi Hamasaki. Na última turnê do Masaharu Fukuyama, a produção entrega um light stick na entrada e pediam pra ligar um pouco antes do show começar. E depois tinha que devolver após o término.

O estrago financeiro nos concert goods, mas são coisas que são úteis em qualquer momento - fanlight (ok, vai servir como sinalizador em fila de concert goods do próximo ano), shopping bag, necessarie, clear file, panfleto e photoset do grupo. 


Como a gente comentou e comenta sempre nas redes sociais: a gente pode ter ido em um, dois, cinco shows do mesmo grupo/artista, mas se a gente gosta, cada show vai ter algo que faz ser inesquecível. Desde algum repertório novo, a produção e o fato de poder encontrar as amigas de longa data, que também nutrem o mesmo respeito e gosto, faz tudo ser lindo.

Relatório de concertos, muita gente que conheço já leu nos LJ e no FB, se eu postar o meu, vai ter gente discordando, tal como aconteceu comigo no ano passado, que postei do Tokyo Dome e teve gente que mandou DM achando ruim. Melhor esperarem sair em DVD (que provavelmente vai ser o do concerto no Tokyo Dome).

(Engraçado que, quando fiz as postagens dos shows que fui, do Paul McCartney (novembro de 2013), SMAP (setembro de 2010), Franz Ferdinand (novembro de 2010) e do Masaharu Fukuyama (2007, 2009 e 2014) ninguém reclamou.)

Agora, esperar por um milagre de eu receber mail do FC dizendo que eu fui contemplada para ir no Tokyo Dome. Sim, essas coisas acontecem, ou até o próximo outono (ou antes, se tiver algum evento especial).

Agora é a hora

Vamos agora,

Vamos agora, baby

E' uma corrida que te leva para o passado e o futuro

Vamos agora,

Vamos agora, baby

Está vendo? Toque o céu

Vamos agora, 

Vamos agora, baby

Vamos voar para muitos céus juntos

Nós acreditamos em vocês

Acreditem e vamos atravessar esses cinco anéis brilhantes

Meus amigos Arashians!

Acreditem e vamos atravessar esses seis anéis brilhantes

- "Take Off!!!!!"


Fotos: Google, Arashi ni Shiyagare, da própria autora.

Tradução da parte da letra de "Take Off!!!!!" via  original de Yarukizero @LJ

Monday, December 08, 2014

1980


Desde 1980 ainda deixa saudades.


(Foto por Robert Freeman, que foi um dos fotógrafos oficiais dos Beatles de 1963 a 1966, do livro "A Private View - The Beatles by Robert Freeman")

Sunday, December 07, 2014

Quando ligamos o botão de f***-se

Desculpem o título muito desbocado, mas não consegui encontrar outra forma de expressar alguns desabafos.

Sei que de uns tempos pra cá, meu nível de paciência tornou-se -1 em diante. E até hoje eu bem que tento segurar minha raiva, mas têm horas que pelamor... Quem me acompanha(va) no twitter sabe muito bem o quanto eu descarregava lá, porque, por enquanto, é uma das poucas redes sociais em que podemos dizer muito com 140 caracteres.


Bem por aí mesmo...

Muitas das colsas que eu costumava fazer, ultimamente nem faço nem a metade do que era antes, como atualizar quase que diariamente aqui, postar sobre algum j-dorama interessante, um filme que assisti, comentar sobre o cotidiano, alguma foto que gostei, postar no outro blog que eu colaboro, viajar mais, reclamar de menos. 

O que ajudou muito nesse meu declínio, foi quando eu perdi o emprego. Podem achar besteira, mas é verdade. Passei uma fase em que de tanto "não" que recebia dos lugares onde eu enviava meu currículo, tive a vontade de picar e tacar fogo no meu curriculum vitae em que eu incluía, entre meus oito anos de trabalho contínuo em um escritório, três anos de inglês, curso contínuo em língua japonesa, 660 pontos de TOEIC e N3 de JLPT. Obviamente eu tenho uma parcela de culpa nisso tudo, também.

Como desgraça pouca era bobagem, andei recebendo alguns hate mails sobre o que eu postava sobre os j-doramas, comentários bem "carinhosos" em blogs de outras pessoas, "lindos elogios" no Twitter e até no FB. E isso me colocou muito mais por baixo que minhoca.

Foi quando parei pra pensar - depois de muito tempo - que não valia mais a pena ficar com a nuvem negra e chuvosa na cabeça, pensando sempre no pior. Mandei muita coisa às favas.

Sobre as postagens, estou fazendo na medida do possível, ou mais conhecido como "quando eu tiver muito tempo sobrando e/ou as idéias não me escaparem", sei que não vai dar pra fazer tudo de uma pancada só, mas aos poucos estarei postando aqui e ali.

Hoje estou pouco me lixando de muita coisa, nem entro mais em discussão. Não gostou do comentário lá no feice? Basta fechar o comentário e mandar no limbo, porque sua timeline não merece. Exceto se você for muito masoquista.e gostar de ficar (re)lendo as coisas. Porque eu percebi que discutir nem vale mais a pena.

Estou tentando aos poucos ignorar certas coisas, fazer as coisas que eu gosto e acabou. Nem ligo mais o que as pessoas vão achar de mim. O importante é eu estar bem comigo mesma e isso nem se chama narcisismo, e sim, amor próprio.

Neste post aqui, o item 10 já detona toda a minha revolta ao ponto de apertar o botão de f*da-se, porque como eu disse, não preciso me mudar pra agradar os outros, e quem me atura até hoje é porque me aceitou do jeito que eu sou.

Adaptando um pouco a famosa frase do filme da série "PIKANCHI" - "A vida é dura, mas podemos fazê-la feliz".

Imagem: via tumblr, créditos na foto. Na verdade, durante a apresentação da música "COOL & SOUL" no show em Taiwan, Sakurai sem querer esqueceu de erguer o outro dedo, mas como ele é rapper e meio fail, vamos relevar. Mas bem que poderia ser bem isso mesmo e ele nem tava nem aí pra comentários posteriores.

Saturday, December 06, 2014

Fazendo o bem



Quem mora aqui (e fora também) sabe que dia 11 de novembro, a empresa alimentícia Ezaki Glico, para aumentar as vendas, numa estratégia de marketing, criou o "Pocky and Pretz Day", porque se colocar 4 palitos desses produtos, um ao lado do outro, vira 11.11.

Tuesday, November 18, 2014

Instagrando por aí... [4]

Da série: quando sai, quer ficar tirando foto de tudo que acha interessante... ou não.

Quem me acompanha no Instagram, ou vê foto de comida, de café, estragos que faço em livrarias e liquidações, mas de vez em quando, conseguem ver algumas coisas interessantes que eu vejo no meu dia de folga.

Monday, November 17, 2014

Ninomiya Town ~ A cidade da saúde e longevidade

Visão das cidades de Ninomiya e Odawara do alto do Azumayama Park (cr: Kenjiro via google)
Um desses muitos dias de semana que costumo folgar, teve um dia que coincidentemente foi num feriado, e, aproveitando o One Day Holiday Pass da Japan Railway, resolvi ir até o interior de Kanagawa.

Sunday, November 16, 2014

Aprender nunca é demais

"Estudar pra quê? Você está aqui pra trabalhar e nunca vai usar isso na sua vida!"

Juro que eu quase soquei a boca do indivíduo quando eu pedi para sair mais cedo do trabalho para eu poder fazer um exame de proeficiência (na época prestei o TOEIC). Só não enchi a cara do indivíduo de porrada porque 1) agressão é crime, mesmo sendo por justa causa e 2) não ia sujar minhas mãos (e meu nome também) de sangue desse indivíduo. Resultado: saí cedo do trabalho, fui fazer a prova (sem dormir e com um litro de café correndo nas veias pra aguentar o tranco), pedi as contas e consegui 660 pontos (nada mau pra quem nem pegou nos livros).

Mesmo eu tendo terminado a faculdade, o que nunca parei foi de estudar - seja fazer um curso de línguas (fui fazer curso de inglês DEPOIS de ter terminado a faculdade e, mesmo sabendo o básico do básico - aka aprendi ouvindo demais músicas dos Beatles - comecei do intermediário e terminei o avançado.), seja fazer até curso de três horas de como se faz um bolo. Embora até então eu não esteja fazendo algum curso, estou tentando estudar por conta própria a língua japonesa.

Mas Kiyomi, você é filha de japoneses e está trocentos anos no Japão e ainda precisa estudar?

Sim, porque nunca é demais aprender. E segundo, eu sou NETA de japoneses. Não é por causa de minha descendência é que eu tenho a obrigação de nascer sabendo. Como qualquer língua estrangeira, a gente ainda acaba aprendendo muita coisa. Até mesmo a língua portuguesa que, confesso, existem palavras que ainda tenho dúvida na escrita e até na concordância e tempo verbal.

Moro aqui há dezesseis anos, morei em lugares onde era necessário saber a língua local pra não morrer de fome. Nem tinha curso pra estrangeiros como tem hoje. Muito do que pouco eu sei, foi na base de "se vira, tu não é quadrado" e carregando bloquinho de anotações para anotar palavras novas. Sem falar que eu só assisto programação japonesa na TV, pelo menos metade da minha CDgrafia é de música japonesa (a outra inclui Beatles e outros artistas), e leio manga. Se isso ajudou a melhorar o meu parco conhecimento de língua japonesa de quando eu cheguei aqui? Sem dúvida.

Um dos motivos que me leva a procurar cursos de conversação é porque, pasmem, eu sou muito travada na hora de conversar. Mesmo nas conversas mais triviais, eu não consigo falar sem engasgar. Mas eu tento. Outro motivo é que sou muito orgulhosa, do tipo, "pô, tem gente que nunca teve contato com a cultura japonesa, sabe mil vezes mais do que eu que tenho sangue nipônico nas veias". Daí pra querer ao menos honrar o nome que tem, bora estudar e aprender mais os costumes daqui, né?


Alguns dos livros que eu consulto na hora da dúvida. Do alto pra baixo:

- Dicionário de kanji da editora Kodansha, com 2230 kanji, a forma de como se escreve passo a passo e seus significados, com tradução em inglês. Foi um dos achados na Book-Off (a tal loja que vende livros, CDs e tudo o mais de segunda mão) que valeu cada centavo, ops, iene investido.

- Livro de fotos que só coloquei pra fazer pressão.

- Livro de expressões japonesas com tradução em inglês, chinês e coreano. Eu tinha visto esse livro na Kinokuniya, cheguei até a incluir na minha lista, mas acabei comprando meses depois. Outro que valeu a pena (paguei o preço original), pois possui todas as expressões e tempos verbais de todos os níveis para o JLPT. A tradução em inglês se limita na explicação de cada termo e no apêndice.

- Dois livros da série "Faça 500 questões em 4 semanas" - bom pra revisar o kanji, vocabulário e gramática, com direito a exemplos e explicações. Falta o de cor azul, que seria o avançado. (Thanks Gesiane por ter me indicado essa série! <3 i="">).

- "Entendendo a Gramática Japonesa - Básico". Outro livro que gostei e consulto sempre que eu preciso (bem dito - "sempre"!!!) porque traz o básico na gramática, uso das partículas, tempos verbais, etc.



Desconsiderem minha letra pavorosa.

Quando estou em casa ou antes de entrar no serviço ou até em meus dias de folga, estou eu lendo algum manga, ou revista ou até estudando. Uma das coisas que também estou fazendo antes de entrar no trabalho (chego muito cedo por causa do transporte e, pra não ficar sem fazer nada, acabo unindo o útil ao agradável).

Sim, resolvi tentar traduzir algumas entrevistas de revistas de TV e similares. Os mais fortes (e quem me conhece também) entenderão. Mas é uma das formas que encontrei em aprender um pouco mais, incluindo palavras novas. Lado bom é que dá pra aprender a gramática também. Lado ruim: dependendo do entrevistado, ou chega a usar dialeto local ou muito formal demais.




Falando em conversação formal, desde o final de outubro até metade do mês de dezembro, estou estudando conversação japonesa voltado para negócios. Ou seja: uso de vocabulário muito formal demais.

Descobri esses cursos de extensão uns bons anos atrás, com uma ex-colega de trabalho, que tinha comentado comigo sobre curso intensivo de língua japonesa no Joshi University (aka Sophia University), mas eu estava impossibilitada de cursar por causa do horário (segunda a sexta-feira, das 9 as 12 horas) e quando eu achei que daria pra levar o curso, estava sem fundos pra bancar.

Um belo dia desses, lembrei do curso e entrei no site da universidade - que para minha surpresa, além do curso intensivo de língua japonesa, tinham cursos de extensão, que vinham desde o japonês básico até conversação formal. Só que a lesada aqui foi ver isso depois que os cursos da primavera já estavam no fim.

Quando abriram as turmas de outono, não pensei duas vezes: fui fazer a inscrição diretamente na universidade, que tinham vários orientadores para diversos cursos, em vários idiomas (incluindo o de língua portuguesa). Acreditem ~ foi uma conversa BEM informal, perguntaram qual era o propósito e te indicam o curso ideal.

Daí você preenche uma ficha confirmando sua inscrição pra curso X, e em uma semana chega o boleto para ser pago ou em banco ou em loja de conveniência, e junto informações do curso e material a ser comprado.

O curso tem duas horas e meia de duração, em oito módulos (estou fazendo o curso às terças-feiras). Dá trabalho, cansa, mas vale muito a pena. Sem falar que poderá abrir as portas para novas oportunidades.

Pode ser que este ano não prestarei o exame de proeficiência em língua japonesa (motivos eu tenho, um deles é que nem me preparei adequadamente pra prestar o N2), mas no próximo ano, farei um curso preparatório, porque só assim eu conseguirei manter o foco nas metas que estou traçando. Se eu me disciplinar mais, eu conseguirei. O que não posso é desanimar e nem dar ouvidos às pessoas querendo impor regras na sociedade, assunto que postarei oportunamente.

Para quem quiser saber mais informações dos cursos de extensão em língua japonesa, podem dar uma olhada no site da Sophia University (em inglês).

Livrarias que costumo adquirir livros e revistas (existem outras, mas se eu ficar citando aqui, vou levar a eternidade):

- Kinokuniya Book Store: para mim, uma das melhores livrarias onde posso encontrar livros didáticos, em outros idiomas, revistas nacionais e estrangeiras. Costumo ir nas lojas de Shinjuku (ao lado da loja de departamentos Takashimaya) e de Yokohama (dentro do Colette-Mare). Eu confundia com a rede de supermercados Kinokuniya. A rede de livrarias também tem em vários países, como Cingapura, Austrália e Emirados Arabes.

- Yurindo: uma das melhores redes na província de Kanagawa (mas tem unidades em Tóquio e Chiba). Costumava frequentar quando morei em Yokohama.

- Sanseido: outra rede que comecei a frequentar aqui na região de Chiba. Junto com outra rede, Kumazawa Book Store, que às vezes compro mangas e revistas, a Seibunkan (fica ao lado de casa, mas lá vou pra comprar revistas e material de papelaria, me julguem) e Tsutaya.

Fotos: da própria autora, via smartphone, que muitos já viram no Instagram.


Friday, November 14, 2014

Vizinhos

"Vizinhos que se tornam estranhos, 
Que se tornam vizinhos,
O que você faz pra si mesmo?

E' de se admirar, admirar, admirar
Que brigamos e discutimos"

("Neighbors", Rolling Stones)


Saturday, November 08, 2014

Experiências Culinárias: Bolo Inglês de Maçã e Canela

Acervo pessoal


Depois de ter visto a receita (e foto) de um bolo de maçã, postada pela Bah, fiquei com vontade de tentar fazer um. Mesmo porque veio a calhar em boa hora, pois tinha duas maçãs na geladeira e, antes que passassem do ponto...

Só que eu queria tentar fazer em forma de pound cake ou bolo inglês. Fiz algumas vezes, seja na versão feita com massa de panqueca, seja na forma normal mesmo, mas era com frutas secas.

Aí navegando na internet, encontrei um no site japonês Cookpad (algumas receitas já testei, incluindo uma geléia de morango caseira), semelhante ao bolo inglês que costumo fazer, via caixa da margarina pra bolo da Snow Brand.

Bem, tentei, mas como minha assadeira de bolo não é do tamanho grande, em menos de meia hora nem as migalhas restaram. Ao menos minha cobaia... ops, namorido não reclamou. Mesmo o bolo ter saído meio solado... (acho que da próxima vez, bater mais a margarina e NAO usar leite)

Bolo Inglês de Maçã e Canela (Apple Cinnamon Pound Cake)

Ingredientes:

50 gramas de manteiga ou margarina para bolo
30 gramas de açucar
2 ovos
15 a 20 gramas de amendoa em pó
100 gramas de farinha de trigo
5 gramas de fermento em pó
20 a 30 gramas de uva passa
1/2 maçã
1/2 colher (café) de canela em pó
1 colher (sopa) de mel ou açucar

Modo de preparo:

1. Para fazer a compota. Pique a maçã em pedacinhos e coloque em um recipiente que possa ir no microondas. Junte o mel ou açucar.

2. Coloque a compota no forno microondas e deixe em potência média por 2 minutos. Retire o caldo e junte a canela em pó e volte ao microondas por um minuto.

3. Reserve a compota e prepare o bolo. Em uma vasilha, bata a margarina amolecida em temperatura ambiente com o açucar.

4. Assim que ficar um creme liso e esbranquiçado, junte os ovos um por um e bata novamente. Junte a amendoa em pó e misture levemente, sem bater.

5. Junte a farinha peneirada com o fermento na massa e misture sem empelotar. Coloque a compota de maçã, misture bem e coloque na forma. Asse em forno preaquecido a 160 graus por 30~35 minutos.

Notas:

- Unte a forma com azeite de oliva. Não recomenda-se usar papel manteiga, pelo menos para essa receita (Depois que eu coloquei a massa na forma que ja tinha colocado papel manteiga é que fui ver esse detalhe. Isso no que dá não ler a receita inteira antes).

- Assim que colocar a massa na forma, dê algumas pancadinhas na forma em cima de uma mesa. Isso faz com que evite que bolhas se formem enquanto o bolo estiver assando (devido ao fermento).

- Retire o excesso de líquido que se formar durante o cozimento da compota de maçã para que o bolo não fique "solado" (um dos motivos porque meu bolo saiu um aspecto meio estranho).

- A amendoa em pó faz com que o bolo continue macio no dia seguinte.

- A Snow Brand não está me pagando pra divulgar o produto. Mencionei porque aqui eu só encontro margarina pra bolo desta marca. Se alguém no Japão conhecer outra, agradeceria se informar (porque vai que em outro lugar, não tem dessa marca, mas de outra, vai saber)

- E não, não demorei meia hora pra descascar meia maçã (quem me conhece, os mais fortes entenderão).

O famoso episódio do desafio do Rocambole de maçã com cobertura de frutas... (via tumblr, por FiveXTen)








Tuesday, November 04, 2014

[Roteiro Gastronômico] Tentando variar...

Quase toda vez que vou para Tóquio (seja pra ir nos eventos de doujinshi, seja pra encontrar azamigas), fico naquele dilema "o quê e onde vou almoçar/jantar/petiscar/que seja". Se estou sozinha, normalmente acabo indo em alguma cafeteria ou fast food que encontrar.

Tuesday, October 21, 2014

Quando o fim do ano se aproxima

No comecinho do mês, ao acessar a pagina da Johnny's Web no celular, toda segunda, na HP do Arashi, sempre um dos membros passa alguma frase relacionada (ou não) da semana...


Logo na primeira segunda-feira de outubro, veio esta frase do Sho Sakurai - "Eh? Já estamos em outubro? Restam 3 meses, vamos passar isso."

Muitas vezes eu tenho a péssima mania de que, quando chega junho, o ano já está acabando, imagino quando chega outubro, aí eu tenho a certeza que o ano acabou mesmo, porque pra chegar o dia 31 de dezembro, vai ser num piscar de olhos.

E uma das coisas eu posso dizer é que este ano, pelo menos para mim, passou muito rápido demais. Sério. Ou eu estava muito ocupada e nem percebi que o tempo passou.

Ao menos desta vez eu posso sentir que aproveitei o ano melhor do que os outros que andei tendo. Teve seus baixos, mas sinto que desta vez as coisas boas vieram para mim. E espero que continue assim por um bom tempo.

(Uma coisa nada a ver com o post, mas quando postaram a tradução na page da JStorm Station, uma pessoa comentou - eu não sei se porque não gostou da frase ou porque não gosta mesmo do Sakurai - "Cada vez que leio algo que o Sho escreve, menos eu gosto dele". Ok, minha cara, cada vez que eu ler um comentário seu, mais eu fecho o site e vou cuidar da vida.)

Foto: da própria autora, screenshot do celular (desconsiderem o que tem em cima e aos lados).

Monday, October 20, 2014

J-Dorama Review ~ "Yoiko no Mikata - Shinmai hoikushi monogatari" (2003)

"Pergunte a qualquer menina do jardim de infância o que ela quer ser quando crescer e ela vai te responder que quer ser enfermeira, dona de floricultura ou bailarina. Pergunte a qualquer menino do jardim de infância o que ele quer ser quando crescer e ele vai te responder que quer ser policial, bombeiro, esportista ou piloto de avião. Mas para o jovem de 20 anos, Taiyo Suzuki, ele teve ambições diferentes em sua vida. Motivado pelo seu professor de jardim de infância, Taiyo decidiu que um dia que ele também seria um. Agora, tendo sido aprovado no exame que lhe possibilite a trabalhar como professor de jardim de infância, o radiante e animado Taiyo estaria pronto para fazer carreira numa profissão completamente dominado por mulheres. Designado a trabalhar na escola Himawari, para substituir uma professora em licença maternidade, Taiyo tem poucos meses para provar a si mesmo, para as professoras e para as mães dos alunos - que são contra ele - que ele é capaz de fazer o mesmo trabalho que elas. E mais importante, com o tempo, ele deixará sua marca registrada com sua energia e brilhantismo como um verdadeiro amigo para as crianças na escola." (Traduzido da home page do dorama na NTV e do inglês via d-addicts)

Quem me conhece, eu sempre menciono o dorama "Yoiko no Mikata ~ Shimai Hoikushi Monogatari" (traduzido algo como "O Aliado das Boas Crianças ~  A História do Aprendiz do Jardim de Infância"), como um dos meus favoritos e até hoje não canso de rever. Primeiro, foi um dos poucos doramas que consegui assistir em tempo real sem pular um capítulo (por causa do meu trabalho naquela época); e segundo, eu me vi nessa história. (Ok, também foi o primeiro dorama que vi do meu ídolo fofo e lindo Sho Sakurai *leva tijolada pra parar com fangirlice aê*)

Bem, a história é sobre um jovem de 20 anos, recém formado e que conseguiu passar no exame de qualificação para ser um professor de jardim de infância. Sim, isso mesmo que vocês leram.

Aí muita gente vai questionar "porque raios um rapaz resolve trabalhar numa área em que quase 100% é formada por mulheres?" Isso que eu também me questionei na época, mas assistindo a história, vai entender o porquê esse jovem, chamado Taiyo Suzuki (Sho Sakurai), resolveu ser professor de jardim de infância.

Seus pais faleceram em um acidente quando ele tinha três anos e foi criado por um senhor que era professor de jardim de infância. Por ter sido praticamente criado por esse professor, Taiyo resolve seguir seu exemplo e decide que, quando crescesse, se tornaria professor como o seu tutor, Murabayashi (Shinji Fujimura). Mas não vai ser tão fácil como ele sempre sonhava.

(Quando esse dorama foi transmitido, no inverno de 2003, ainda era muito raro ter homens como professores no jardim de infância, hoje em dia, existem, mas poucos em comparação com mulheres).
[No Japão] o campo de trabalho para professores de jardim de infância é 99,9% predominantemente feminino. O 0,01% restante seriam da ala masculina.

Taiyo havia enviado sua carta de recomendação para uma escola e foi aceito. Para desespero das professoras que estavam inconformadas do fato da escola aceitar um rapaz para cuidar de crianças (isso porque elas só haviam ouvido as notícias, não tinham visto o menino ainda). A diretora não tinha como voltar atrás, mesmo porque não tinha outra alternativa devido a uma das professoras estar em licença maternidade.



Logo que entra na escola, Taiyo é confundido com uma pessoa que seria responsável de animar os alunos na cerimônia de início das aulas. Depois de um pequeno incidente, foi desfeita a confusão e foi designado a cuidar de uma classe de alunos, junto com a professora Minako Sakai (Kazue Fukiishi). Claro que a tarefa não vai ser as das mais fáceis.

Primeiro, era ter que enfrentar toda a sorte de ijime sofrido por parte das demais professoras, que de um jeito ou de outro, não admitiam que um homem pudesse tomar o lugar delas. Mesmo sabendo que Taiyo ia ficar por três meses.


Segundo, como conquistar a confiança das crianças, que estavam sempre com a imagem de que professores de jardim de infância eram somente mulheres.


Dados sobre o dorama:

"Yoiko no Mikata ~ Sinmai Hoikushi Monogatari" (よい子の味方 ~ 新米保育士物語) foi transmitido pela emissora Nihon Television (NTV) e suas afiliadas, no período de 18 de janeiro de 2003 a 15 de março de 2003, todos os sábados, na grade de horário das 21 horas.

Dirigido por Makoto Naganuma (mesmo diretor de "Mother", "ST" e "Yasuko and Kenji")

Músicas:

- "Tomadoi Nagara" (Arashi)
- "violet flow" (Ruppina)

Personagens Principais:

- Jardim de Infância Himawari:

Taiyo Suzuki (Sho Sakurai): Perdeu os pais num acidente aos 3 anos de idade. Voltou a sorrir quando ficou aos cuidados do tutor Murabayashi (que ele chamava de "ojiisan sensei") e, aos cinco anos decidiu ser professor de jardim de infância. Começou a trabalhar na escola Himawari a partir do mês de janeiro como professor substituto.


Shizuka Mita (Yuki Matsushita): Responsável pelas professoras da escola, que não aceitava que um rapaz pudesse trabalhar na escola como professor.

Minako Sakai (Kazue Fukiishi): Uma das professoras que ajuda Taiyo na escola (nas escolas de jardim de infância, uma classe possui dois ou mais professores responsáveis conforme a quantidade de alunos).

Kiyoko Yoshikawa (Hideko Yoshida): Diretora geral da escola Himawari.

Sayuri Yokoyama (Mari Hamada), Rie Tanaka (Nahomi Matsushima), Erika Arai (Yuka Itaya), Kaoru Kojima (Shin Yazawa) e Rumi Otomo (Otoha): as demais professoras da escola Himawari.

- Demais personagens:

Shuzo Sasaki (Shozo Endo): Guarda do posto policial do bairro onde fica a escola. Ex-colega de jardim de infância de Taiyo, quando criança, Shuzo queria ser policial.

Ryohei Koike (Ryusei Tayama) e Sumire Koike (Kumiko Mori): casal dono de um izakaya que hospeda Taiyo enquanto este trabalha na escola.

Kanichi Murabayashi (Shinji Fujimura): Ex-professor do jardim de infância que Taiyo e Shuzo estudaram. Quando os pais de Taiyo faleceram, Murabayashi foi quem ficou responsável pelo menino.

Ikue-sensei (Shoko Takada): A professora que estava de licença maternidade e retornaria em abril.

- Aparições especiais:




Kazumi Miyamoto (Tae Kimura): Mãe do Kenta (Takumi Kamata). Aparece no primeiro capítulo. Kenta era um menino solitário porque ia se mudar antes de terminar a escola e ficou mais retraído. Taiyo consegue se aproximar do menino, que aos poucos ganha a confiança de ambos e passa a interagir com os colegas.

Yuri Hayase (Atsuko Sakurai): Mãe de Marina (Ibuki Ueno). Sonho da filha ser enfermeira, já que a mãe também era uma.

Akira Mataki (Masaki Aiba): Trabalha para a família, cuidando de idosos. (Nota: Aiba aparece no capítulo 7 do dorama, transmitido no dia 1 de março de 2003. Foi uma forma subliminar de promover o tampatsu dorama que participou - "Kaiko Kazoku ikka ~ sakimakka" - que foi transmitido 3 dias depois)


Satoshi Ohno (ele mesmo): Funcionário da empresa "Claim Agent Arashi". (Nota: Satoshi Ohno, líder do grupo Arashi, aparece para divulgar o programa que era transmitido pela mesma emissora, o "C no Arashi").

Shin Sawada (Jun Matsumoto) e Kuma (Tomohiro Wakai): Alunos do colégio Shiragane. (Maiores detalhes, vide dorama "Gokusen". Matsumoto e Wakai aparecem no último episódio do dorama para divulgar o especial "Gokusen" que foi levado ao ar no dia 26 de março do mesmo ano).

Curiosidades:



- "Yoiko no Mikata" foi o primeiro dorama protagonizado por Sho Sakurai. Os trabalhos anteriores ele foi como coadjuvante (vide "Otousan" e "Kisarazu Cat's Eye"). E, ao mesmo tempo que ele protagonizou o dorama, estava com o programa "C no Arashi" e no terceiro ano do curso de Economia, na Universidade Keio.

- A atriz Yuki Matsushita é conhecida nos doramas  da série "Nurse no Shigoto" (como Shoko Ozaki, amiga de Izumi Asakura (Arisa Mizuki), "Ooku" (transmitido em 2004) e "Mukodomo" (2000 e 2003). E' amiga de longa data do casal Keisuke Kuwata e Yuko Hara (Southern All Stars), tanto que chegou a participar de uma música de Kuwata em 1985, num programa de TV.

- Nahomi Matsushima (que era da dupla Othello), é mais conhecida como apresentadora (vide programas "Kira Kira Afro" e "Himitsu no Arashi-chan"). Fazia a dupla Othello com a humorista Tomoko Nakayama, mas devido a problemas pessoais de Nakayama, a dupla acabou se desfazendo (contra a vontade de Nahomi).

- Otoha (Kazuyo Fujii), foi gravure model . Casou-se em 2005 com o humorista Takeshi Fujii. No dorama "Kimi wa Petto" (2003), Otoha interpreta Haruka Kurimoto, que trabalha na cafeteria do jornal.

- Kazue Fukiishi trabalhou com Sakurai em, pelo menos dois doramas, um especial e um filme - "Yoiko no Mikata", "Yamada Taro Monogatari" (como Kyoko Torii), "Kobe Shimbun no Nanokakan" e "Kamisama no Karute 2" (como Chinatsu Shindo).

- Kumiko Mori é cantora de ópera (meio soprano), mas aparece em programas de variedade na parte de culinária e gourmet. Chegou a emagrecer quase 30 quilos por motivos de saúde em 2008. Fez parte do musical "Endless Shock!", protagonizado por Koichi Domoto (Kinki Kids), na temporada de 2013.

- Shozo Endo faz parte da dupla de humoristas Cocorico, com Naoki Tanaka (que aparece no dorama também, como companheiro de copo de Shuzo). Aparece no programa de variedades "Hirunandesu" todas as tardes na emissora NTV. Foi casado com a atriz e cantora Chiaki e tem uma filha.

- Por problemas de agendamento, naquela época, Kazunari Ninomiya não pôde fazer participação especial no dorama. Ele estava gravando um dorama na mesma temporada que o do Sakurai, mas em emissora diferente - era "Netsuretsu teki chuka hanten", pela emissora Fuji Television. (Não estou bem certa se foi a partir de "Yoiko no Mikata" que, se um membro do grupo fazia uma participação especial, na temporada seguinte vinha algum dorama/especial com aquele membro contracenando, independente da emissora).

- A música de encerramento - "Tomadoi Nagara" - interpretada pelo grupo Arashi, ficou em segundo lugar na primeira semana de vendas na Oricon. O promotion video (em que os cinco interagem com objetos de uma cidade em miniatura), foi dirigido por Tetsuo Inoue - que também dirigiu PVs de artistas como Kumi Koda, Kobukuro, Sayaka, Ayumi Hamasaki, entre outros.

- O índice médio de audiência foi de 10,7%. Foram nove capítulos, sendo que o último foi um especial de duas horas (a previsão era de 10 capítulos, mas resolveram fazer o nono capítulo mais longo).

- Normalmente, os doramas transmitidos aos sábados pela emissora NTV, possuem enredo envolvendo escola ou fantasia. De vez em quando as duas coisas juntas (vide "Akumu-chan").

- Um dos doramas que também envolvem "homens que exercem profissões dominadas por mulheres", foi "Nurseman", protagonizado por Masahiro Matsuoka, na temporada de inverno de 2002 e teve dois especiais (Sakurai participou no segundo - "Nurseman ga Yuku", em 2004).

Opinião da Autora do Post:

Sou suspeita para dizer o que eu achei de "Yoiko no Mikata". Primeiro, quem me conhece muito bem, sabe que meu ichiban desde que o Arashi surgiu, é o Sho Sakurai (mesmo ele sendo muito fail, demonstra claramente quando não gosta de atitudes de algumas fãs pentelhas, não pode ver comida que logo já é o primeiro que ataca, enfim), então qualquer coisa que eu falar, vai soar pra muitos como "fangirlice doentia". O que eu posso dizer é que, assistam independente de quem atua. Se a história agradar, ou não, fica a critério de quem assiste.

São raros os doramas com temas em que homens fazem papéis em que mulheres desempenham (e melhor, até). Chef de cozinha, não conta. Nem professor de escola primária em diante. Mas como professores de jardim de infância (vide também "My Girl", Shingo Murakami interpreta um, na história), pais solteiros (exemplos: "Bara Nai no Hanaya", com Shingo Katori; "Good Life", com Takashi Sorimachi; "Beautiful Rain" com Etsushi Toyokawa; "My Girl" com Masaki Aiba, entre outros), enfermeiros ("Nurseman", com o Masahiro Matsuoka), são poucos. Ao menos os que eu conheço.


"Yoiko no Mikata" me surpreendeu com o tema. Sem falar também do enredo (embora algumas partes podem ser meio exageradas). Mas um dos motivos também que me fez gostar muito (até demais, confesso) deste dorama, é porque eu também fui professora de jardim de infância como estagiária. O quanto é difícil conquistar a confiança das crianças, seus pais e também dos colegas de trabalho.

Há quem diga que as professoras exageram no "tratamento" dado a Taiyo, mas quando você entra por último num lugar onde o bonde já está na metade do caminho, as pessoas demoram muito pra te aceitar.

Daí a gente tira algumas lições, ao assistir esse dorama (acredito que não só esse dorama, mas muitos deles a gente acaba aprendendo muita coisa):

- Otimismo e preserverança: mesmo tendo tido uma infância triste, Taiyo trazia sempre o otimismo e alegria. E mesmo as professoras humilhando-o, desprezando-o, ele não desistia.

- Tentar realizar seu sonho: todos nós temos um sonho a realizar, traçar um objetivo de vida. Ok, pode soar beeeeeem utópico, mas se desistirmos de nossos sonhos, futuramente podemos nos arrepender, sempre se perguntando: "por que raios eu não fiz isso ou aquilo". Pior que isso acontece. Comigo, inclusive.

- Por mais que não aceite tal condição, tente relevar. As professoras tiveram sorte que no final Taiyo ainda tinha grande consideração por elas.

O dorama foi feito mais para entretenimento, apesar de ter uma mensagem subliminar sobre que todos nós podemos fazer alguma coisa mesmo sabendo que não seremos aceitos logo a primeira vista. Não somente profissionalmente, mas também quando vamos morar em algum lugar diferente, mas aí seria outra história.



Fonte: Wikipedia Japan, link aqui

Imagens: via Google, Stormy Team, Aibaland Forum