Tuesday, July 05, 2016

Beatles e Japão

Madrugada do dia 29 de junho de 1966 - Os Beatles chegam no Aeroporto Internacional de Haneda.

No final de junho e inicio de julho de 1966, os Beatles fizeram uma série de apresentações no Budokan, Tóquio. Na época, deu muito no que falar. Primeiro, já estavam meio que "queimados" perante fãs e imprensa por causa da declaração de John Lennon envolvendo as palavras Beatles e Jesus Cristo. Segundo, porque eles iam fazer show no Budokan, onde foram realizados os campeonatos de judô nos Jogos Olímpicos de Tóquio em 1964 e, o pessoal da extrema direita do país (leiam-se aqueles nacionalistas radicais) já estavam injuriados. Mesmo assim, fizeram, apesar da intensa vigilância (eles nem tiveram como pôr o nariz pra fora do hotel tamanha a vigilância que estavam para que não acontecesse nada) e cheio de seguranças.

Muita gente na época não sabia, mas 1966 era o ano em que os Beatles encerrariam as apresentações ao vivo, nos palcos e se concentrariam mais em estúdio - porque suas músicas tornaram-se difíceis de serem executadas ao vivo (naquela época). E também estavam cansados de tocar para público que mais gritava do que ouvia. Os Beatles perceberam a diferença de suas apresentações quando fizeram a turnê nipônica: quem ver os vídeos do show no Budokan, percebe-se que o público ficava mais ouvindo que gritando. E aplaudia no final de cada música.

Apresentação no famoso Nippon Budokan. Transmitido ao vivo pela TV e percebe-se a diferença do público que veio assistir e ouvir (principalmente isso) o quarteto.


Depois dessas apresentações, no Japão apareceram muitos grupos querendo parecer com os Beatles, desde o visual até tocar como eles. O que rendeu muita dor de cabeça para a sociedade local, inclusive algumas emissoras recusaram receber alguns grupos por causa do cabelo comprido e até tiveram shows que houveram incidentes. Nos anos 60, assim como nos Estados Unidos e na Europa surgiram muitos grupos de pop-rock, no Japão a coisa não foi diferente.

Um tempo atrás, fui atrás de alguns livros sobre o boom dos group sounds (ou GS), como era chamado o estilo musical dos anos 60 no Japão. Era grupo que não acabava mais, mas alguns continuam sendo lembrados até hoje, como The Tigers, The Blue Comets, The Spiders, The Wild Ones, por exemplo. Ou cantores como, por exemplo, Yuya Uchida (que escreve artigos para a Rolling Stone japonesa, no melhor estilo rock and roll). A maioria lançou um ou dois singles e depois que o fenômeno diminuiu, caiu no esquecimento (o chamado one hit wonder).

Muitos podem negar, torcer o nariz, mas é inegável que os Beatles impulsionou e inovou o pop japonês nos anos 60. Apesar que, no início dos anos 60, artistas como Takeshi Takeuchi e Yuzo Kayama já interpretavam músicas com uma "pegada" no rock - eles ficaram conhecidos como "os precursores do electric guitar" (ou "ereki"), já que eles tocavam guitarra elétrica em suas apresentações. Mas foi depois de 1966 é que o país ganhou uma diversidade de bandas.

O fotógrafo oficial do grupo entre 1965 a 1966, Robert Whitaker, acompanhou os Beatles até o término das excursões. No Tokyo Hilton Hotel (hoje Capitol Tokyu Hotel). O cantor-ator-guitarrista Yuzo Kayama foi um dos poucos artistas japoneses a visitar o grupo no hotel.

Antes dos Beatles fazerem shows no Japão, eles já eram conhecidos no arquipélago. Uma das maiores revistas especializadas em música pop, "Music Life", já dava destaque para os artistas norte-americanos e europeus. Quando o quarteto de Liverpool foi para os Estados Unidos em 1964, a revista mencionou o fenômeno Beatlemania. A editora-chefe da revista, Rumiko Hoshika foi quem conseguiu intermediar a vinda do quarteto ao Japão, tanto que ela foi para a Inglaterra diversas vezes (inclusive têm fotos dela com a banda nos estúdios) e esteve com o grupo durante a passagem deles no país.

Só que, com receio que nacionalistas radicais pudessem fazer algo de mal com a banda, tiveram que reforçar a segurança. Imaginem se acontece algo pior, além de complicar pelo lado diplomático, têm os fãs....

Daí por conta disso, muita gente começou a associar Beatles e Japão pelo lado ruim. Se mencionar sobre os cinco dias no Budokan, falam que foi ruim. E a coisa descamba quando o Paul foi pego na alfândega com a erva que passarinho não fuma.

Mas, ainda bem que, mesmo com esses altos e baixos, os álbuns dos Beatles e carreira solo são bem vendidos aqui no Japão, inclusive uma prateleira inteira é reservada para eles na maioria das livrarias e tem loja que vende goods on line (tinha a loja física, mas fechou e abre quando tiver algum evento especial). Sem falar que muito artista aqui diz ser influenciado pelos Beatles, inclusive aqueles que nem eram nascidos quando Lennon morreu.

Eu fiquei surpresa quando fui no Tokyo Dome, em novembro de 2013, no show do Paul: a maioria dos fãs eram na casa dos 30, e conheceram o grupo por causa dos pais, ou por curiosidade - ou seja, cada um tem sua história de como conheceu o grupo. E pensam que não ia lotar o Tokyo Dome? Quase 60 mil pessoas (foi possível porque o palco era no fundo e sobrou espaço na arena).

Em 2006, para comemorar os 40 anos da vinda do quarteto no Japão, foi lançado um livro de fotos, inclusive muitas delas raras, com tiragem limitada e numerada de 10 mil exemplares (na época, eu havia encomendado na loja Get Back, quando ela existia fisicamente). Agora, para os 50 anos, que acontece neste ano, houve um evento no Budokan (não tive condições de tempo - nos dois sentidos da palavra), revistas especializadas em música, na loja de departamentos PARCO abriram uma área para a loja Get Back fazer a venda de produtos e a confecção Graniph lançou uma série de camisetas com a estampa do grupo (essa empresa já fazia, apenas renovaram o estoque).

Na verdade, um tempo atrás, pensei em fazer no Empório uma pequena série sobre o quanto os Beatles influenciaram no j-pop.

Inspiração Beatles e Group Sounds na capa e PV do single do Kanjani Eito "Yellow Pansy Street": os paletós sem lapela circa 1963, as cores vivas que as bandas GS usavam e o baixo Rickenbacker modelo semelhante que McCartney usou por volta de 1967 (no PV quem toca é Ryuhei Maruyama)


Mas por que Japão??? Como eu havia mencionado antes, uma boa parte dos livros que andei lendo sobre a turnê japonesa de 1966, era um parágrafo e ainda falando (muito) mal. Mas não me entendam errado a respeito da minha intenção de fazer uma série: não é porque sou descendente de japoneses, moro quase duas décadas no arquipélago e fã do quarteto (com direito a três shows do Paul) que vou ficar defendendo. Que a turnê foi cansativa e estressante, isso todo mundo sabe. Mas o impacto que causou nos jovens daqui...

Bem, espero eu conseguir fazer a série, em postagens aleatórias e nada cronológicas. Do tipo: achou algo bem interessante, estarei fazendo postagem (com as devidas fontes, claro).


Imagens: Music Life archives; Reuters, Robert Whitaker, Kanjani Eito matome naver site.

Monday, July 04, 2016

Quando a gente quer se desligar

Muitas vezes eu me desligo do mundo real e acabo me distraindo com outras coisas, se possível, úteis e que me tragam um bem danado e me dêem energias para encarar a realidade, depois. Estranho? Para mim, não.

Ultimamente, nas redes sociais, eu só leio desgraça em cima de desgraça e, quando leio alguma notícia boa, SEMPRE tem alguém pra estragar tudo. Isso quando a intolerância toma conta do espaço.

Qualquer coisa, muita gente cai matando, fica de mimimi. Nem paro pra ler: fecho a janela e vou cuidar da vida. No que eu penso "hoje vou ler as notícias para não ficar tão desatualizada", às vezes desanimo no primeiro comentário que leio, só resta fechar a página e passar pra próxima, pra ver se as coisas melhoram. Ou descamba de vez.

Duas personalidades fofas na 5a. Edição do Waku Waku Gakkou em 2016

Confesso: tem dias que passo longe de notícias na web, especialmente de redes sociais. Eu entendo que cada um tem opinião formada, mas no calor da discussão, se fosse frente a frente, metade da população seria dizimada. E não seria exagero, não, porque, ultimamente, muita gente se irrita por qualquer coisa. Se na internet, sai tanta agressão verbal, partir pra física quando se encontrar, seria um pulo.

Procuro ao máximo possível nem comentar sobre o que passa para os colegas de trabalho, porque até o fato de ir ao cinema já gera comentários pessimisstas e de gosto duvidoso, quem dirá se comentar sobre a situação atual do mundo.

Mesmo nas redes sociais, se a gente posta foto de um DVD que a gente comprou (com grande custo), de uma paisagem de um lugar que você foi, pago com o suor do seu trabalho, SEMPRE mas SEMPRE vai ter um fulano criticando. Antes fosse criticar o enquadramento da foto...

Numa dessas e tantas que têm dias mesmo que eu fico longe das redes sociais. Já não bastasse passar raiva no trabalho, quando chego em casa, eu quero alguma coisa boa (tirando comida), como assistir algum programa que tenha ao menos 50% de notícia boa, ou acessar as redes sociais e pessoas compartilhando assuntos úteis para a vida.

Se não, faço maratona de doramas atrasados. Ué, não tem gente que faz maratona de séries? Então... (Numa dessas, acabei revendo "Yorozu Uranai Dokoro Onmyoya e Yokoso" e de quebra ainda fiz resenha...)

Trago a pessoa amada em cinco dias, mas com essa quantia que você pode me pagar, consigo trazer em vinte dias.

Quando participei de uma blogagem coletiva no ano passado, mencionei que assuntos que evito colocar no blog são política e religião, porque não são assuntos que o blog é voltado, além de que são assuntos saturadíssimos. Como eu disse: se for pra brigar, que a gente discuta sobre o assunto de biscoito e bolacha. (Pra mim, biscoito é recheado e bolacha é sem recheio e geralmente salgado, mas tem bolacha maria e biscoito de polvilho, aí seria outra história....)

Por isso que eu costumo postar mais assuntos leves, como doramas e filmes que assisti, músicas, promotion videos, fotos de lugares onde fui, comida, receitas....  E quem vê minha página do FB, raramente compartilho algum assunto polêmico, exceto se for caso muito extremo mesmo. Do resto, coisas fofas e engraçadas (agora sei porque o número de seguidores diminuiu ), e às vezes assuntos deste Empório.

Outra coisa que aprendi também depois de muito levar toco, é não comentar que consegui realizar algo na vida ou os planos deram certo. Se possível, eu comento depois que o evento já passou, que o plano já terminou, etc. Porque da última vez, foi uma decepção tão enorme que, agora eu entendo quando me disseram que  "a sua felicidade causa a inveja da outra pessoa".

Enfim, se por acaso eu ficar sem aparecer nas redes sociais, tenho dois motivos: um, devido ao meu trabalho, eu só consigo entrar nas redes sociais aos finais de semana ou logo pela manhã. E segundo, quando estou saturada de tanta falta de empatia nesse mundo, resolvo ir assistir doramas ou ler meus mangas ou revistas. Ou revisar os estudos do japonês que está em situação semi-estática.

Cuteness overloading porque a gente precisa mais de amor nesse mundo.

Porque realmente, não vale mais a pena a gente ficar se estressando lendo coisa ruim, ainda mais quando MUITA gente fica postando a mesma coisa ou similiar nas redes sociais. Fecha a página e vamos fazer algo de útil né.

Imagens: weibo (via twitter), prmc.jp, matome-naver.com


Sunday, June 26, 2016

[Promotion Video] "TAKOYAKI In My Heart" ~ Kanjani ∞ (2013)

Tentemos levar a sério esses sete jovens que já passaram dos 30: da esquerda pra direita: YouYokoyama (preto); Ryuhei Maruyama (laranja); Subaru Shibutani (vermelho); Tadayoshi "Tacchon" Ohkura (verde); Ryo Nishikido (amarelo); Shingo "Hina" Murakami (roxo) e Shota Yasuda (azul).

Um dos grupos da JE que a gente não sabe se chora de rir porque a irreverência é tanta (porque chorar de chorar mesmo, por enquanto conheço "Namida o koete", que ficará pra um post oportuno), é o septeto Kanjani Eight (mas se pronuncia "eito" e se escreve ∞).

Tuesday, June 14, 2016

[J-Dorama] Yorozu Uranai Dokoro Onmyoya e Yokozo (Fuji TV, 2014)

ATENCAO!!!! TEM SPOILERS SOBRE O ENREDO TODO!!!!

(Se não quiser ler, então feche a página. Obrigada.)




Sinopse: No bairro comercial de Ouji (Tóquio), um jovem chamado Shoumei Abeno abre uma casa onde ele lê a sorte e prevê o futuro das pessoas, mas o problema é que ele não possui esse dom, mas consegue "sentir a atmosfera" da situação graças a sua experiência passada como o número um de um host club e resolver problemas das pessoas que o procuram.


Sunday, June 05, 2016

Balcão de Reclamações



Uma das coisas que eu consegui diminuir aos poucos, foi reclamar demais de tudo. Não somente do trabalho, mas no geral. Até se o dia estava lindo e maravilhoso e estava de folga com dinheiro na carteira. Mas também tive que levar um monte de bronca em tudo o que era lado, desde em casa até em redes sociais (o que já custou para mim até unfollow, essas coisas acontecem). Depois a gente para e pensa: não vale a pena ficar se queixando por coisas que você pode resolver.

Mesmo porque, só reclamar da vida não leva a nada. Ainda se resolvesse... Agora, se reclamar e AGIR, aí a história é outra. Nada adiantava eu ficar reclamando que minha vida era uma droga se eu não fazia nada para melhorar. Da mesma forma quando reclamei uma vez que o almoço do refeitório estava com a carne dura através da folha enquete que deixam para a gente dar sugestões. Resultado: melhoraram (um pouquinho) a comida. Ao menos nunca mais comi carne requentada pela 12948482 vez. Daí, por que eu não poderia ao menos tentar me melhorar?

Como eu havia dito em alguns posts: um bom tempo atrás eu passei por uma fase muito ruim tanto profissional como pessoal. Daí eu vivia reclamando e chorando pelos cantos, e bem que eu tentava me reerguer, ter um pouco mais de ânimo, mas foi difícil. Com o tempo, eu passei a tolerar algumas coisas e aceitar outras. Depois de tanto "levar na cabeça pra ver se toma jeito".

Foi duro aceitar as condições na época. Cheguei a perder peso, ganhei sei lá quantas alergias, só faltou eu ficar desidratada de tanto que chorei. Mas se eu não tivesse fé, ia ser mais complicado ainda. Talvez não tivesse me recuperado e permanecesse na modorra.

Hoje talvez uma das coisas que eu reclamo muito é quando está MUITO quente (sofro horrores no verão, e pelo visto, aqui em Inazawa, vai fazer um calor daqueles, e olha que venta pra caramba) ou viro comida de pernilongo (já providenciei aqueles repelentes de insetos pra pendurar na varanda e na entrada da casa). Sono e estar com fome são coisas normais, mas reclamar da vida, pelo menos eu não estou reclamando tanto no Twitter como antes.

Tá, existem coisas que a gente fica indignada, decepcionada, com raiva, e não tem como disfarçar e passar batido, mas ultimamente estou contando até 20 e ignoro. Mais fácil fechar a página e ir cuidar da vida, né?

O duro pra mim é no trabalho. Conheço gente que reclama de tudo, pior do que eu. Teve horas que eu fiquei me perguntando "por que raios está aqui, entào?". Ou gente que generaliza (prática comum: onde um faz a c*gada, todo mundo acha que o grupo todo faz também, da mesma forma que muito estrangeiro acha que todos os brasileiros gostam do combo samba-futebol-carnaval). A gente sabe que nem todo mundo age da mesma forma que uma acaba agindo, mas...

Um tempo atrás, um antigo colega de trabalho do namorido vivia se queixando de tudo. Desde o lugar de trabalho até o modo de vida daqui. Concordo que ninguém é perfeito, nada acontece como a gente quer, cheio de flores e purpurina, mas generalizar porque não deu certo (incluindo tratamento xenófobo, etc.), aí, até pra quem ouve, vai dizer "então por que está aqui?"

Acho que se tive tratamento diferenciado por ser estrangeira (apesar da minha cara e aparência de japonês, mas esperem quando eu abro a boca), passei muito batido porque pra eu pegar as coisas no ar, eu sou um zero à esquerda. Ou ignorei mesmo e nem percebi.

"Se eu soubesse falar , eu falaria um monte para tal pessoa para deixar de ser idiota. Sou estrangeiro, mas não sou burro!", é o que eu ouço e muito. Para evitar que eu passasse por constrangimentos e saber reivindicar o que teria direito, tive que abrir algumas brechas no meu horário já apertado e aprender o idioma. Não sou fluente, mas ao menos consigo dialogar em alguns lugares. Mesmo em inglês quando eu tive que pedir para que mudassem o endereço de entrega de uma encomenda e a atendente foi curta e seca, e pedi solenemente para um grupinho de estrangeiras no trabalho que não entendem um pingo em japonês para diminuirem a algazarra na sala de descanso porque tinham outras pessoas que estavam morrendo de dor de cabeça.

Por essas e tantas que fui percebendo que não vale a pena mesmo ficar reclamando pelos cantos se o atendimento é ruim, se nada dá certo, se o mundo conspira ao seu redor. Aos poucos fui caindo em si e ver as coisas por outro lado, mudando minha postura e meu ponto de vista. Mas também se a pessoa ao meu lado não pára de reclamar, melhor eu ficar quieta senão a situação piora (porque de boas intenções o inferno está cheio). Mas que às vezes isso incomoda, isso eu sei.

Ultimamente estou preferindo estar no meu canto, lendo meus mangas atrasados, assistindo meus filmes prediletos e encontrar com pessoas com quem a gente já conhece, confia e pode passar horas trocando conversa fiada. A gente já leva uma vida muito estressante aqui, é óbvio que a gente quer alguns minutos de paz e serenidade, e não ficar se estressando mais do que já está.

Pelo menos aqui existe um cantinho nos estabelecimentos onde podemos responder as enquetes e dar nossas sugestões e reclamações mesmo de forma anônima. Por que existem esses questionários? No fundo, para que as empresas tentem se conscientizar da qualidade de atendimento e do produto que estão vendendo/oferecendo. Bem, se é verdade ou não, da maioria das enquetes que respondi (aquelas que precisam se identificar), uma boa parte tive resposta (e até amostra grátis eu ganhei).

Depende de cada um, mas se a gente faz a reclamação de forma mais educada, sem gritar nem se alterar (mas ser firme e forte), talvez as coisas se resolvam de forma um pouco mais fácil.

Mesmo porque ter um pouco mais de tolerância e paciência, talvez melhore um pouco a qualidade de vida (em todos os sentidos - tanto pessoal, quanto emocional).

Imagem: eu tinha salvo do site snoopy.co.jp muitos anos atrás.

Wednesday, June 01, 2016

Quando não tem como disfarçar... (Itadaki High Jump)


Da revista TVnavi quando o programa tornou-se regular. Da esquerda pra direita: Hikaru Yaotome, Yuya Takaki Yuri Chinen, Kei Inoo, Ryosuke Yamada, Keito Okamoto, Daiki Arioka, Kota Yabu e Yuto Nakajima.


A gente costuma achar que os ídolos do mundo do entretenimento são todos perfeitinhos, que estão sempre sorrindo, tudo bem pra eles, que têm que agradar o público 24 horas por dia, e ai se pegar a pessoa saindo pela tangente...

Saturday, May 28, 2016

A Arte de Saber Puxar (ou não)

Da page "Minions Sinceros" do FB


Sério.

Não parece, mas eu sou péssima pra puxar conversa. Nem quando eu estava no Brasil, e ia para a faculdade e trabalho todo dia, pegando coletivo, nunca consegui começar uma conversa, a não ser para perguntar onde ficava tal lugar para algum transeunte. Mesmo assim, eu procurava algum posto policial ou alguma loja, bar, qualquer estabelecimento comercial pra perguntar onde fica.

A situação piorou quando vim morar aqui no Japão. Eu sei que, para aprender a conversar em japonês, o ideal seria fazer amizade com algum nativo, o que ESTA ATE HOJE SENDO MUITO DIFICIL conseguir puxar papo. Alguns vêm tentar puxar conversa, mas quando eu falo que sou brasileira, acho que quase todo mundo sabe quais as perguntas que eles fazem. E eu pra explicar que 1) nasci no Brasil apesar da minha ascendência nipônica? 2) que nem todo brasileiro gosta de carnaval e futebol? Isso vale para qualquer pessoa estrangeira, porque não foi somente japonês que faz essas perguntas, não....

Já sei: e se fosse algum assunto de seu interesse, você ficaria dias e dias conversando sobre isso. Verdade. Mas aí depende muito, especialmente da pessoa com quem você iniciou a conversa (e depende da conversa também). E quem me conhece muito bem, sabe que assuntos eu costumo tentar puxar conversa.

Puxar o saco de algum superior para conseguir algum benefício, é algo que também não sei e não consigo.  Sei lá, sempre achei que pra conseguir o que queria, era a base de esforço, trabalho e ser "certinha" demais. E' nessas outras e tantas que já tomei tanto na cabeça...

Conheci e conheço muita gente no ambiente de trabalho que faz de tudo pra conseguir um cargo alto ou até ser líder ou chefe. Quem é mais ou menos da minha idade (ou menos), vai lembrar de um personagem do programa "TV Colosso", o Capachão, que era o maior puxa-saco do chefe. Ou talvez do Fagundes, personagem das tiras do Laerte. Naquela época eu achava até exagerado demais o chamado estereótipo do puxa-saco que eu via no programa e no jornal, mas quando você entra em uma empresa onde tem mais de 50 funcionários e duzentos departamentos, aí cai tua ficha e presencia cada coisa... Se bem que até hoje presencio alguns momentos de puxa-saquismo na cara de pau mesmo. Uma coisa é você fazer seu trabalho bonitinho, direitinho e procurar não faltar (mesmo porque depois faz uma falta na carteira no final do mês). Outra coisa é ficar bajulando o chefe e não mostrar qualidade no seu trabalho.

Sei que muitas vezes esse tipo de ato (o puxa-saquismo) incomoda e como. Mas eu procuro ficar no meu canto e fazer meu trabalho conforme o que foi informado. E', e tentar interagir com o grupo porque nesse ponto temos que pensar no coletivo e não no individual, por mais que você odeie essa ou aquela pessoa. Afinal, estamos todo no mesmo barco.

"Violação: Impossível" era um texto da Clarissa "Clara McFly" Passos no finado blog "Garotas que dizem ni!", que eu amava e muito eu devo a esse trio de blogueiras. Era sobre como abrir embalagens de produtos sem ter que apelar para meios violentos. O famoso "abra aqui" ou "sistema abre fácil" pra muitos produtos, exige uma certa dose de destreza, cálculo e muita, mas muita paciência. Inclusive nos produtos daqui do Japão, que muita gente diz que é superfacinho de abrir. Não nego, mas também já tive meus momentos de fúria de abrir um pacote de batata frita na fé e a sala ficou com uma bela decoração de farelo de batata frita.

O tal da "fitinha vermelha pra abrir o pacote" (aka biscoito Passatempo), já me fez chegar ao ponto de pegar uma faca e cortar o pacote no meio. Você puxa a fita e acontece de tudo - a fita arrebenta no meio do percurso, a fita escapa e o pacote nem abre, quando consegue abrir, o pacote arrebenta e o conteúdo voa pela casa toda, isso sem falar quando as primeiras bolachas (ou biscoitos, tanto faz, vai comer mesmo) estão moídas e na hora de abrir o pacote, além de acontecer todas essas alternativas, você fica coberto de farelo de bolacha. 

Ou biscoito. 

Ou o que estiver escrito no pacote, tanto faz, porque na hora da vontade de comer, o importante é conseguir abrir. 

Agora, se não conseguir fechar o pacote decentemente, qualquer pote vazio serve...

Monday, May 23, 2016

[J-Dorama] Relação entre sempai - kouhai da JE nos doramas (Parte 1)

Como muita gente ama pegar no pé da JE (Johnny's Entertrainment), incluindo no sentido de doramas, então vamos lá...

Rezava a lenda que, dorama que algum membro da JE protagonizava, era garantia de audiência alta, mas isso está sendo muito relativo, e isso é verdade. Mas basta alguém da agência protagonizar algum dorama da temporada, as revistas de TV ficam em alarde. E se for dorama em horário nobre...

Daí todo mundo quer saber quem será o kouhai ou sempai que será o coadjuvante do artista principal. Se a quimica funciona ou não, se vai cair no agrado do público, só assistindo pra conferir. Mas tem dorama que não precisou de coadjuvante da mesma agência.

Vou ter que dividir esse artigo em partes, porque vai ser longo e corro o risco de acabar esquecendo de fazer a série.

Dependendo, incluindo filmes e tanpatsu doramas. Participação especial de um minuto só pra tapar buraco (o chamado cameo) não incluo nesse assunto (porque muitas vezes passa batido e ninguém nota), salvo se for incluso na parte da trivia. 

Doramas estou incluindo os mais conhecidos, porque se listar todos, haja capítulo.

Noriyuki Higashiyama (Shonentai)

Um dos grandes sempais da JE (o outro é o Masahiko "Matchy" Kondo), Higashiyama divide o tempo atuando na TV, no cinema e no palco (fora cuidar da esposa Yoshino Kimura e suas duas filhas). E' muito difícil vê-lo atuar em doramas, mas quando atua, a audiência fica acima da média - vide a série "Kuitan" e "Hissatsu Shigotonin" (são os dois doramas mais conhecidos dele). E, a maioria dos episódios, Higashiyama atuava com os kouhais: Um de seus últimos doramas foi "○○Tsuma" (2015) e "Keiji 7-nin" (2015).

A maioria dos doramas protagonizados por Higashiyama são os chamados jidaigeki (*), que são ambientados especialmente na era Edo.




- Kuitan (Primeira temporada: 2006; Segunda temporada: 2007). Com Noriyuki Higashiyama, Go Morita, Mikako Ichikawa, Kenta Suga, Jiro Sano, Kotomi Kyono, Jiro Ito.

Baseado no manga do mesmo nome, escrito por Daisuke Terasawa, SeiyaTakano (Noriyuki Higashiyama) é um detetive que tem um grande apetite (daí seu apelido de "kuitan") e resolve vários casos envolvendo restaurantes e comida. Conta com a ajuda de seu parceiro Ryosuke Noda (Go Morita), Kyoko Idemizu (Mikako Ichikawa) e Hajime Kaneda (Kenta Suga).

Em 2006, teve o "Kuitan SP", onde passa em Hong Kong.

Trivia: 

No especial que passou em Hong Kong, Kazuya Kamenashi faz uma rápida aparição, com a finalidade de divulgar o dorama seguinte, "Tatta Hitotsu no Koi". Na mesma cena, o pudim que Higashiyama estava segurando era o famoso Agnes Pudding, do dorama "My Boss My Hero".

Duas referências de doramas numa cena só: o pudim de "My Boss My Hero" e Kamenashi fazendo propaganda subliminar do dorama "Tatta Hitotsu no Koi".


No mesmo especial, Masaki Aiba aparece rapidamente na cena em que Higashiyama, Morita, Suga e Mikako Ichikawa estão no mercado onde o cliente pesca seu próprio almoço.

Nesta cena do mercado, onde os quatro protaagonistas  estão (Ichikawa, Suga, Morita e Higashiyama), rapidamente uma pessoa passa segurando um gato (eu acho que é). Quem assiste muito ao programa "Tensai Shimura Dobutsuen", dá pra perceber que é Masaki Aiba.


Go Morita é membro do V6. Ultimamente, ele atua mais em teatro que em TV.

Higashiyama, Morita e Kenta Suga (que fazia o papel de Hajime Kaneda, um misto de Shonen Kindaichi com Conan Edogawa - ambos os personagens eram da mesma emissora, NTV), gravaram um single exclusivo para a segunda temporada - "Itoshi no Napolitan", como o trio "TRIO THE SHAKiiiN".

O mais curioso: a primeira temporada e o especial em Hong Kong sairam em DVD, mas a segunda temporada até hoje não saiu (e não disseram o motivo). Se alguém tiver sorte, dá pra encontrar em algum site perdido na blogosfera....



- Hissatsu Shigotonin (Temporada de 2007 a 2015). Com Noriyuki Higashiyama, Masahiro Matsuoka, Tadayoshi Ohkura (2007 ate capítulo 11 da temporada de 2009), Koki Tanaka (2009 a 2013), Yuri Chinen (2014 e 2015), Emi Wakui.

Baseado no jidaigeki que foi transmitido de 1989 a 1991, a partir de 2007 passou a ser especial, sendo que em 2009 foi em 22 capítulos, pela TV Asahi. Protagonizado por Higashiyama, a história se passa na era Edo, onde um grupo de assassinos é contratado para defender a vila. 

Trivia: 

O ator Makoto Fujita, que protagonizou a série nos anos 80, faz uma breve aparição e em flashbacks nos especiais de 2009 e 2010, mas faleceu no início das filmagens em 2010.

O trio The SHIGOTONIN formado por Higashiyama, Matsuoka (TOKIO) e Ohkura (Kanjani Eito) foi criado somente para a música de encerramento da série em 2009. Acabou sendo usado para as temporadas seguintes também.

"Hissatsu Shigotonin 2014" (esq. para dir.) Yuri Chinen, Noriyuki Higashiyama e Masahiro Matsuoka.

Desde a temporada de 2007 até 2015, Higashiyama e Matsuoka são personagens fixos (junto com a atriz Emi Wakui). Tadayoshi Ohkura ficou até o capítulo 11 da temporada de 2009, quando seu personagem morre em serviço. (No ano seguinte, Ohkura voltaria a atuar com Higashiyama em "GM - Odore Doctor")

No capítulo seguinte até a temporada de 2013, Koki Tanaka (na época era do KAT-TUN) atuou como sendo um dos assassinos, mas saiu por motivos de ter tido seu contrato rescindido junto a JE e, na temporada de 2014 comentam que não sabe se o personagem interpretado por Tanaka morreu ou desapareceu.

Foi a partir de 2014 que Yuri Chinen (Hey! Say! JUMP) passou a fazer parte do elenco, como Ryusei, um jovem que era aprendiz de monge e torna-se "shigotonin" ao presenciar o assassinato de Ryusai (que o criou) e de sua noiva Otsu.

Em novembro de 2015, teve o especial "Hissatsu Shigotonin 2015", já com o mesmo elenco principal do ano anterior.


(*) O termo jidaigeki se refere ao doramas, peças teatrais e filmes ambientados principalmente na era Edo, antigamente o nome da hoje Tóquio. Mas alguns podem ser ambientados em outras eras, como Sengoku e Meiji. Exemplos de jidaigeki são os taiga dorama da NHK, filmes como Zatoichi, Azumi, ICHI, Ooku, Rurouni Kenshin e até animes como Inuyasha.

Tive que usar os termos em japonês "sempai" e "kouhai" no título, porque quem assiste [muito] dorama, deve estar cansado de ouvir esses termos que significam "veterano" ou "senior" e "calouro" ou "aprendiz".

Fontes: DramaWiki, Wikipedia, TV Asahi, NTV-Yomiuri. Fotos: Yahoo; ameba blog.

Saturday, May 21, 2016

[TAG: Instagrando por aí...] Golden Week em Nagoya

Para quem chegou agora, desde o meio do mês de abril, estou em moradia nova. Transferência de trabalho, essas coisas acontecem. E, onde estou morando, fica a 15 minutos de Nagoya (de trem, claro).

Uma das vantagens dessa transferência, é que, além de folgar aos finais de semana, quase todos os feriados nacionais e incluindo Golden Week (entre o fim de abril com a primeira semana de maio), semana de finados (em agosto) e final de ano, estarei de folga. Eu sei que depois quando receber a cebola, ops, o salário serão outros quinhentos, mas vamos dar um desconto: já faziam nem sei quantos anos que eu não sabia o que era folgar no Golden Week nem em agosto.

Aproveitando que o dia em que recebi o salário coincidiu com o início do Golden Week, fui pra capital, ou seja, Nagoya. Eu sei que muitas das fotos são de lugares muito batidos, mas dêem um desconto de novo, por favor...

E está tudo aleatório, porque só na semana de maio, fui TRES vezes para Nagoya...


A Torre de Nagoya (Nagoya Terebi Tou), foi inaugurada em 1954, e é tida uma das torres de TV mais antigas do Japão. Vista ao longe, lembra um pouco a Torre Eiffel de Paris. Por enquanto, eu fotografei quando fui para o Hisaya Koen, mas ainda irei visitar por dentro.


Mural na estação de metrô da linha Higashiyama, quando fui fazer baldeação para o Osu Kannon. (acho que era em Hisaya-odori, porque quando eu ia no Nagoya Dome, eu esperava o trem na plataforma que dava em frente a esse mural).



Dentro da loja de departamentos Lachic (que fica perto do Hisaya Koen), estava tendo uma pequena exposição do filme "Sekai kara Neko ga kietara", que entrou em cartaz no dia 14 de maio. Além das fotos das cenas do filme (inclui aí nas Cataratas de Iguaçu), dos atores Takeru Sato e Aoi Miyazaki e o gato Cabagge (Kyabetsu), uma das roupas que Sato usou.


Em frente a loja de departamentos Meitetsu, tem a pequena estátua que é referência em Nagoya - Nana-chan. Cada época ela muda de roupa conforme o evento. Na primeira semana de maio, estava fazendo propaganda da Meitetsu Nagoya Beer Garden Festival (mas também subliminarmente o Nagoya Belgian Beer Weekend).

Já postei foto da Nana-chan aqui.


Osu-Kannon, o famoso templo que fica próximo da estação do mesmo nome. O nome real é Kitanosan Shimpuku-ji Hosho-in, mas todo mundo conhece como Osu-Kannon. Um dos pontos turísticos para quem vai passear em Nagoya.





Daí andando em algumas ruas em Yabacho, você encontra um restaurante (The Air Cafe) cuja decoração externa é a mais natural possível.


Um dia vou dar uma espiada para ver o que a casa tem a oferecer, embora tenha o site oficial para que possamos ter uma idéia.


Todo mundo que sai da estação de metrô de Sakae, se for pelo lado do Don Quixote, logo dá de cara com o Sunshine Sakae, com sua roda gigante e esta temporada, as gondolas estão decoradas com o personagem Kirimichan. O prédio abriga o teatro do grupo SKE48, com direito a café temático.


Ah, sim. Quem vai agradecer pela graça alcançada no Osu Kannon, aproveita e dê uma passeada no Osu Shotengai, com suas inúmeras lojas e restaurantes. Sim, eu também já comentei sobre esse lugar quando fui no ano passado. Só que cometi (de novo) a besteira de passear num dia de feriado e no horário de almoço.... tudo lotado!!!



Bonsais e lhamas, uma amostra do que a gente encontra em Osu. Entre lojas de roupas, calçados, cosméticos...

Fotos: todas da autora.

Friday, May 20, 2016

[Cine-Pipoca] "Pink and Gray" (2015)



A história de dois jovens que se conhecem em um conjunto habitacional - o recém chegado de Osaka, Daiki Kawata, e seu vizinho, Shingo Suzuki. No início, Daiki era uma criança introspectiva devido à mudança em fase escolar, mas com a amizade com Shingo, com outra moradora, Sari Ishikawa e o colega Kimoto, torna-se mais sociável.

No colegial, com a partida de Kimoto, os laços de amizade de Daiki (Riba-chan), Shingo (Gocchi) e Sari se estreitaram e tornaram-se muito próximos um do outro, até quando Sari muda-se para o exterior.

Um dia, enquanto estavam em um café, Daiki e Shingo são abordados por um produtor de cinema que estava a procura de extras para um filme colegial. No final, os produtores se interessaram em Shingo - que acabou adotando o nome artístico de Rengo Shiraki. Daiki alternava seu trabalho como extra e alguns serviços temporários.

No auge da fama, Shiraki é encontrado morto em seu apartamento. A partir daí, tudo se concentra em Daiki, pois era seu melhor amigo e muito próximo.

A pergunta: Rengo suicidou-se ou foi assassinado?




Baseado no livro do mesmo nome de Shigeaki Kato, em 2012, "Pink and Gray" mostra o outro lado da fama, em que envolve perda familiar, mudanças, verdadeiras e falsas amizades - o quanto ser famoso pode custar até a vida.

No filme, mostra desde o início da amizade de Daiki (Masaki Suda) e Shingo (Yuto Nakajima), até quando no colegial formam uma dupla musical e acabam sendo recrutados para serem extras de um filme. A rápida ascensão do sucesso de Shingo/Rengo, a volta de Sari (Kaho) e o fracasso de Daiki, a pressão da fama, o lado obscuro da vida do show business, affairs, escândalos e vida noturna.

O interessante no filme é que, até a morte de Rengo, é todo em cores. Depois, quando é a história de Daiki, que torna-se escritor, publicando um livro sobre a vida de seu amigo famoso, o cenário torna-se cinzento.

Mais curioso ainda é que o livro foi escrito por Shigeaki Kato, membro do grupo NEWS. Quando Kato publicou o livro, ele quis fazer em forma de ficção (mas é inegável que existem muitos fatos verídicos na história, já que Kato é da JE, e todo mundo sabe como é. Mas como ninguém fez contra nem houve notícias de veto ou censura... Inclusive no filme, onde existem cenas um tanto picantes, não houve alguma objeção por parte da agência, já que um dos protagonistas, Nakajima, faz parte também da JE). Depois de ter escrito "Pink and Gray", Kato ainda publicou mais três livros - "Burn", "Senko Scramble" e "Kasa wo motanai aritachi wa" (este último, foi dorama de inverno de 2015/6 pela Fuji Television, com o próprio Kato e Ren Kiriyama).

"Pink and Gray" (ピンクとグレー), 2015. Direção de Isao Yukisada. Baseado no livro do mesmo nome de Shigeaki Kato. Roteiro de Isao Yukisada e Ryuta Horai. Elenco: Yuto Nakajima, Masaki Suda, Kaho, Ryoko Kobayashi, Yukino Kishii, Yuya Yagira, Tetsuya Chiba, Jun Hashimoto. Música de encerramento "Right Now" (ASIAN KUNG FU GENERATION).

Notas:

- O filme estreiou nos cinemas no dia 9 de janeiro de 2016, mas teve a premiere no dia 2 de Outubro de 2015 no Festival Internacional de Cinema em Busan, Coréia do Sul, onde compareceram o diretor Yukisada e os atores Nakajima e Suda.

- "Pink and Gray" é o primeiro filme que Yuto Nakajima atua. 

- Aliás, para quem chegou agora, Nakajima pertence ao grupo Hey! Say! JUMP, da mesma agência que Shigeaki Kato pertence. Não parece, mas do grupo, Nakajima é um dos mais novos em se tratando de idade. Antes de pertencer ao grupo, chegou a atuar em alguns doramas, como o especial do 24 Hour Television em 2005 ("Chiisana Untenshi Saigo no Yume") e em "Engine" (junto com Daiki Arioka, que também passou a fazer parte do mesmo grupo).

- Houve quem dissesse que "Pink and Gray" seria um pouco a autobiografia de Kato. Embora ele tivesse nascido em Hiroshima, passou a infância em Osaka e, no meio do curso primário, mudou-se para Kanagawa. Quase a mesma coisa com o protagonista Daiki, incluindo envolvimento no show business e virado escritor.

- Shigeaki Kato é formado em Direito pela Universidade Aoyama. 

- Yuya Yagira é conhecido internacionalmente pela sua atuação no filme "Daremo shiranai", de Hirokazu Koreeda. Recentemente ganha destaque por atuação em doramas como "Nobunaga Concerto" (aparece no primeiro capítulo), "Mare" (asadora da NHK) e "Yutori desuga nanika" (NTV) e em filmes como "CROWS Explode", "Bakushin, Nagasaki no Sora", "Yamikin Ushijima-kun".

-  A música de encerramento - "Right now" - foi interpretada pela banda ASIAN KUNG-FU GENERATION (sim, escrita em caixa alta mesmo), que costma apresentar-se em eventos de rock, como Summer Sonic, Fuji Rock Festival, ROCK IN JAPAN. Em 2015, apresentaram-se em São Paulo, na turnê "Tour 2015 Wonder Future Latin America".

- O autor do livro, Shigeaki Kato, faz uma ponta no filme (nota da autora: até hoje não lembro em que cena ele apareceu).

- O apelido dado para Daiki - "Riba-chan" - vem de River Phoenix, ator que atuou no filme "Stand By Me". No livro e no mangá, o apelido veio porque Daiki e Shingo tinham mais dois amigos do bairro que andavam juntos - Sari e Kimoto.




- A editora Kadokawa (a mesma que publicou o livro), publicou a versão mangá de "Pink and Gray" na revista ASUKA, nas edições de outubro de 2012 a julho de 2013, em nove capítulos, ilustrado por Mio Fujisaki. Saiu em dois volumes em 20 de dezembro de 2012 e 21 de junho de 2013. Kato escreveu o pósfacio no primeiro volume.

Fontes: Wikipedia Japan, site oficial do filme pinktogray.com