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Monday, March 23, 2020

A Vida Continua

Tirando um pouco a poeira deste Empório...

Ultimamente eu ando postando muito pouco, isso quando estou inspirada e chego a postar a semana toda. Depois, a coisa desanda. Bloqueio criativo, isso todo mundo tem... Como acontece comigo muitas vezes: enquanto estou trabalhando, penso em mil assuntos. Aí chego em casa e sento diante do computador, tudo se esvai. E pra colocar tudo que pensei durante a manhã...

Num mundo onde o pânico, histeria e fake news rondam a gente 24 horas por dia, chega uma hora que temos que nos desligar de tudo e fazer outras coisas, como ler um livro, cozinhar, assistir filme, sei lá, qualquer coisa, menos ficar vendo noticiário que fala da mesma coisa trocentas vezes.

Antes que me digam que eu não tô nem aí pro assunto, eu adianto: eu me preocupo e eu me cuido. Mas não fico alardeando nas redes sociais, sequer fiz estoque. De máscaras, eu tenho uma justificativa - em dezembro, antes do inverno começar, comprei um bom estoque por motivos de que eu pego resfriado muito fácil, no inverno o ar fica muito seco e ainda pra completar, chega fevereiro e sofro com o kafunshoo por mais que eu tente me prevenir...

Preocupado, todo mundo está, mas para não entrarem em parafuso vendo, ouvindo e lendo a mesma coisa toda hora, o que muita gente faz? Bota a criatividade para funcionar, como artes manuais, fazer algum curso on line, colocar os doramas em dia, diminuir a pilha de livros para ler que estava aumentando... Qualquer atividade indoor que tiver. Ainda mais que se tiver aplicativo (gratuito) de programas de TV (pelo menos aqui temos da Fuji Television, TBS, NTV, Tokyo TV e TVer), ou se assina Netflix, Amazon Prime, Paravi, que seja, façamos bom uso do dinheiro investido e na era da quarentena, pegue algum filme para distrair.

Não estou em regime de quarentena (ainda), mas estou evitando de sair muito como antes. No máximo ir ao mercado, trabalho e na aula (antes que critiquem, o lugar é higienizado, temos álcool, sabonete antibactericida e usamos máscaras, por motivos também do kafunshoo). Do resto, passando o dia em casa, traduzindo textos, botando alguns programas em dia, estudando.

(Pessoal que faz home office, por favor, dêem-me dicas de como não perder o foco em casa, porque um dia do feriado que fiquei o dia todo em casa traduzindo uma folha de formulário, acabei parando várias vezes para ir ao banheiro, tomar chá, comer, tomar café..., porque se continuar desse jeito, nunca vou conseguir progredir para tentar a vida trabalhando em regime de home office.)

Mas a vida continua, basta a gente tomar os devidos cuidados, como evitar sair de casa sem necessidade (e se não tiver jeito, saia de máscara), lavar bem as mãos e alimentar-se bem - seja de alimento literalmente falando, mentalmente e espiritualmente.

E aproveite para dar uma organizada na casa também.






Saturday, February 29, 2020

Quando desligar-se da vida real é preciso

Eu sei muito bem que no presente momento estamos passando por um momento para mais do que delicado, ao ponto de cancelarem eventos, dar férias antecipadas e falta de muitos produtos. E antes que me julguem por eu estar muito naïve perante tudo isso, vou logo dizendo: em todas as redes sociais, programas de TV, noticiários e todo o bairro onde moro falam a mesma coisa. E obviamente eu me cuido, ainda mais que eu pego gripe com uma facilidade...

Não fico falando direto de um assunto que já está saturado, com direito a fake news e itens de primeira necessidade esgotados nas prateleiras. Passei por isso em 2011 e eu sei como é ficar uma semana em casa sem poder sair por causa de transporte; ir no supermercado e faltar item básico; rodízio de energia; mas muita gente conseguiu sobreviver e estamos na luta diária. Mesmo porque toda hora todos os meios de comunicação falam a mesma coisa, então não tenho necessidade de ficar batendo na mesma tecla no blog (no Twitter e no FB também).

Eu ainda levo uma vida normal - acordar, fazer o desjejum, assistir noticiário, ir pro trabalho, almoçar, descansar, passar em uma livraria ou bater perna em alguma loja de departamentos ou parar numa cafeteria e estudar um pouco, assistir meus programas de TV favoritos, ler um pouco e dormir. E aos finais de semana, ir para lugares diferentes, cinema, qualquer coisa. Por mais que seja uma rotina estranha, mas quero apenas viver, aproveitar o tempo, sem ficar tendo dores de cabeça.

É estranho muitas vezes eu me desligar da vida real? Para mim, não. Mas já teve muita gente me chamando de doida varrida para baixo. Que, ao invés de ficar em casa sem fazer nada, eu fico viajando ou indo ao cinema (aka "tá gastando dinheiro à toa"). Cada um tem seu modo de viver, e como não fico julgando o modo de viver dos outros, então me deixem em paz, oras.


Se eu quero ainda mudar de vida, então eu mando tudo às favas, fico no meu canto, fazendo as coisas que mais gosto.

"Se pudesse pedir a deus que mudasse o passado/ ele diria que não mudaria nada".
("Kimi no yume, boku no yume")

Foto: da autora, na cafeteria de sempre, estudando para o JLPT em julho. Espero obter o N2 para eu poder dar o próximo passo...


Monday, February 17, 2020

[Discoteca Básica do Empório] KAT-TUN - "Break The Records ~ by you & for you ~" (2009)

Para a maioria, o grupo KAT-TUN sempre vai ser associado à imagem de "maus elementos", "o lado negro da Johnny's", "não se devem misturar com outros grupos para que estes não tenham mau exemplo". Mas para outra parcela, o - na época - sexteto era o favorito dos próprios Juniores que gostavam do visual e da música que faziam. E olha que o visual (e as atitudes) e o teor da maioria das músicas do grupo não eram aconselháveis para pessoas com mente muito pura demais.

KAT-TUN circa 2009~2010. Da esquerda para direita: Kazuya Kamenashi, Koki Tanaka, Junnosuke Taguchi, Yuichi Nakamaru, Tatsuya Ueda e Jin Akanishi. Preto era a cor dominante do figurino do grupo, e estilo "wild and dark". Visual colorido só se fosse no verão e olhe lá.


Se a maioria dos grupos dentro da JA (Johnny and Associates) trazia uma imagem "limpa", de "bons meninos", "fofos e bonitos", "meninos que toda mãe queria pra genro", um ou outro grupo destoava mas nem tanto, pois ainda eram "gente boa" (mesmo com as caras intimadoras do Masahiro Matsuoka e Tomoya Nagase, ambos do TOKIO). Embora alguns grupos da agência que surgiram nos anos 2000 ainda estavam aos passos lentos para conseguir um relativo sucesso (Arashi, Tackey and Tsubasa, NEWS e Kanjani Eito), outros ainda estavam esperando a vez de debutarem para saírem logo do clube fechado dos Juniores (teve grupo que demorou quase dez anos para debutar), e, enquanto a hora não chegava, o jeito era aparecer em programas voltados aos fãs da agência, como The Shonen Club e botar a criatividade pra funcionar.

O grupo KAT-TUN foi formado em 2001 ainda dentro do Johnny's Jr. como um grupo para servir como suporte de outros grupos veteranos. O sexteto era formado por Kazuya Kamenashi, Jin Akanishi, Junnosuke Taguchi, Koki Tanaka, Tatsuya Ueda e Yuichi Nakamaru. Daí pegaram as iniciais dos sobrenomes dos seis para dar o nome do grupo (que também pode ser confundido na pronúncia como "Katsu-un" (boa sorte) ou "cartoon". Mesmo assim, o grupo era tido como "os maus elementos" de toda a JA. Basta dar uma olhada nos programas em que eles ainda nem tinham debutado para sentirem o drama. Se não eram estóicos demais, ou eram intimadores de botar medo nos mais novos ou tinham um senso de humor infame.

E para ajudar, antes do debut, Kamenashi e Akanishi tinham protagonizado a segunda temporada da série "Gokusen", em que uma professora herdeira de um clã de Yakuza tem que lidar com uma classe de alunos delinquentes (nem preciso me estender muito).

Por cinco anos, participavam em programas como o citado The Shonen Club, Pop Jam, Minna no Terebi e Utawara (orograma onde o grupo batia ponto e por pouco quase que o Akanishi não saiu na porrada em cima do MC que na época era o sempai Jun Matsumoto na semana do debut); atuavam em musicais como Dream Boy e Summary, mas eram todos com outros grupos, como Kanjani Eito e NEWS. Mas em 2002 já tinha repertório (e moral) para fazerem um concerto com nome próprio - o "Okyakusama wa Kami Summer Concert 55 man nin Ai no Request ni Kotaete!", realizado no Tokyo International Forum e Osaka Shochiku.

Quando realmente debutaram de vez com o lançamento de "Real Face", em 22 de março de 2006, o single teve uma divulgação tão grande - single e DVD em forma de filme. Resultado: logo no dia do lançamento, vendeu mais de 750 mil cópias e atualmente passou de 1 milhão. E ficou 3 semanas consecutivas no topo da Oricon em 2006.


O ápice do grupo mesmo foi com o quarto álbum "Break the Records ~ by you and for you", em 29 de abril de 2009, quando eles já estavam bem no auge da carreira. Embora os álbuns anteriores tivessem sido número um no lançamento, no quesito amadurecimento, foi com este que o grupo provava que sabia fazer boa música ao mesmo tempo entreter o público.

Pelo menos quatro músicas já eram conhecidas do público por terem sido lançadas anteriormente em single e duas delas usadas em temas de doramas protagonizadas por alguns dos membros - "DON'T U EVER STOP", "White Xmas", "ONE DROP" e "RESCUE", mas além delas, tinham seis músicas solo (um de cada membro), e uma música extra na edição limitada.

Já era notável o estilo do grupo - desde rock com quase todas elas com passagens de rap (todas compostas por Koki Tanaka, sob pseudônimo de JOKER), efeitos vocais (graças ao human beatbox de Yuichi Nakamaru), passando por techno-disco-electro, baladas românticas mas maduras e até notas de lounge jazz. E outra que todos eles sabiam cantar bem.

O álbum já começa detonando com a conhecida "DON'T U EVER STOP" (que tinha saído em PV na edição limitada no álbum anterior, "Queen of Pirates", de 2008), que não deixava ninguém parado. "RESCUE", que foi tema do dorama do mesmo nome, protagonizado por Nakamaru, era sobre ser salvo num mundo sombrio ("eu não irei gritar sozinho" era o apelo da música). Mesmo nas mais dançantes sem perder a característica do grupo, tem as sugestivas "Sadistic Love", "Moon" e "Water Dance". Claro que no meio de tanta pauleira, temos as românticas "White Xmas",  "Haru Natsu Aki Fuyu" e "NEIRO", que eram declarações de amor (os maus também amam). "Kimi Michi" tem um jeito de que poderia ser usado como tema de abertura de algum seishun ou seinen anime que ia cair bem, pois seria o protagonista procurar seu caminho para o futuro.

Nos solos é que dá pra perceber (muito bem) o estilo de cada um. Kamenashi com a eroppoi "1582" (pode ser lido como "Ichigo Honey"), dançante e bem, digamos, estilo sexy que sabe fazer bem (até hoje); Akanishi com a balada "care", apesar que gostasse muito de ser mais alternativo (vide as partes em inglês de "D-MOTION"); "Wind", solo de Taguchi, começa como se fosse uma balada e acaba tornando um estilo de lounge jazz, daqueles que você ouve em horas para relaxar; "Pierrot", solo de Koki, é pura pauleira numa tacada só - punk e heavy metal juntos e quase toda em inglês (com alguns palavrões, mas não vamos esquecer a característica do grupo). "Hana no Mau Machi", composta por Tatsuya Ueda, é sobre primavera. Na época, ele tinha protagonizado a versão moderna de "Romeu e Julieta" no teatro e no ano anterior, tinha feito um concerto solo, o "Mouse Peace", e a música foi inspirada (com certeza) na peça. O piano de abertura é dele (embora não creditado). "White World", de Nakamaru, é sobre o inverno (antes que pensem outra coisa sobre o título!), e a espera da pessoa amada no dia de Natal.

No mês seguinte ao lançamento do álbum, para divulgar o mesmo, o grupo resolveu fazer treze apresentações no Tokyo Dome e Kyocera Dome. Até aí tudo bem, se não resolvem levar ao pé da letra o nome da tour e do álbum - "Break the Records" (Quebrando os recordes, tradução literal). Foram oito dias consecutivos de concertos no Tokyo Dome (do dia 15 a 22 de maio de 2009), com um público total (nas 13 apresentações) de 685 mil pessoas; uso de um telão de 120 metros de comprimento com 35 metros de altura (um dos maiores até hoje utilizados); mais de 200 membros dos Juniores participaram da tour (entre eles membros de grupos como Kis-My-Ft2, ABC e futuros membros do hoje SixTONES, como Taiga Kyomoto, Juri Tanaka e Yugo Kochi, por exemplo). Numa dessas, só faltaram botar fogo no Tokyo Dome na apresentação de "RESCUE".

Além dos concertos no Tokyo Dome e Kyocera Osaka Dome, fizeram ainda 28 shows em seis arenas (Okinawa, Miyagi, Hiroshima, Fukuoka, Niigata e Hokkaido), o "KAT-TUN SUMMER '09 Break the Records Tour" durante o período de 22 de julho a 23 de agosto do mesmo ano (foram para lugares onde a maioria dos fãs não puderam ir nos dois Domes).

Depois de 2010, o grupo sofreu três baixas (Akanishi saiu em 2010; Tanaka em 2013 e Taguchi em 2016), fazendo com que Kamenashi, Ueda e Nakamaru decidissem entrar no período de "recarregar as baterias" (um eufeminismo para "hiato por tempo indeterminado") depois dos shows dos 10 anos de carreira, em maio de 2016.

O grupo voltou como trio em 2018. Embora o teor das letras sejam um tanto mais sombrias, eles conseguem manter o mesmo estilo - rock, baladas e techno, mas uma das características ninguém tira deles - o estilo "selvagem e sombrio" que mantém até hoje nas apresentações.

Trivia:

- "DON'T U EVER STOP" saiu em forma de PV no álbum anterior - "Queen of Pirates". O single foi lançado em 14 de maio de 2008 com três versões limitadas (cada um tinha como coupling song duas músicas solo dos integrantes) e a regular com a música original e a versão karaoke. Só as capas mudavam.

- Dá pra ouvir na introdução de "RESCUE", as batidas do coração pulsando (para entrar meio no clima da música que foi usada no dorama do mesmo nome, protagonizado por Yuichi Nakamaru).

- "ONE DROP" traz referência do dorama "Kami no Shizuku" protagonizado por Kazuya Kamenashi. (No verso "quero proteger uma gota" - "Shizuku" era o nome do protagonista.)

- Como os doramas "RESCUE" e "Kami no Shizuku" foram exibidos na mesma temporada (o primeiro pela TBS, aos sábados; e o segundo, pela Nippon Television às terças), foi inevitável os singles "ONE DROP" e "RESCUE" terem sido lançados com um mês de diferença.

- "White Xmas" foi um dos poucos singles que KAT-TUN lançou sem fazer parte de tema de algum programa de TV, dorama ou comercial, como é costume da maioria dos artistas aqui.

- Foi o último álbum ainda a ter a formação original. Em julho de 2010, Jin Akanishi saiu do grupo e da agência para seguir carreira solo (embora as músicas "Love Yourself" e "THE D-MOTION", que sairam em single em fevereiro de 2010, ainda traziam parte de seus vocais).

Sunday, February 16, 2020

[Beatles e Japão] Influência no J-Pop com os Group Sounds


Bem, quem me conhece, sabe que sou fã dos Beatles desde o ginasial. E claro, tenho vários livros sobre a carreira deles. Mas, o que sempre me chamou a atenção, é o fato que a maioria deles menciona muito pouco sobre a turnê japonesa de 1966. E quando eu falo que é muito pouco, não estou exagerando. Certo que até mesmo os próprios comentaram em muitas entrevistas (inclusive no recomendado "Anthology") que a turnê asiática de 1966 já foi problemática, mas pra resumir num parágrafo que foi um desastre, olha...

Mas teve gente que recomendava ouvir o bootleg "Five Nights at Judo Arena 1966" porque a qualidade do som era melhor que os demais.

Quando vim parar aqui, uma das coisas que eu resolvi pesquisar nas livrarias e bibliotecas sobre a influência dos Beatles no mundo j-pop, pois alguns programas de TV que assistia, especialmente musicais dos anos 60, colocavam o quarteto de Liverpool no meio. E nas livrarias, o que tem de livro sobre o assunto, pega pares de prateleira numa estante. Na Tower Records de Shibuya, então... Fora homenagens e menções (e paródias) sobre o quarteto.

Sobre a influência da música dos Beatles no mundo j-pop atual, temos que voltar bem no tempo, mais precisamente, sim, nos anos 60. Embora no início da década já tinham os precursores do electric guitar (ou "ereki"), como Takeshi Terauchi e Yuzo Kayama, que faziam uso da guitarra elétrica, influenciados por artistas como Dick Dale e a banda The Ventures (cujo estilo era mais voltado ao instrumental e surf music), o rock and roll ainda estava bem devagar. Até o meio da década de 60, era uma mistura de kayoukyoku (o pop tradicional japonês) com ritmos do Ocidente. Mesmo porque, o kayoukyoku não fazia muito uso de palavras estrangeiras como ocorre no j-pop de hoje.


O auge mesmo no Japão foi em meados de 1965, quando a jornalista Rumiko Hoshika, da revista Music Life foi para Londres e conseguiu entrevistar os Beatles em uma matéria exclusiva. Em 1966, quando o quarteto de Liverpool chegou em Tóquio, foi ela quem serviu de guia durante a estadia.

Depois que os Beatles fizeram cinco dias de show no Budokan, a música japonesa nunca mais foi a mesma. Muitas bandas que tocavam em kissaten (casa de chá que tinha música ao vivo), acabaram deixando o cabelo crescer, aprenderam a tocar guitarra e montaram bandas com mais de cinco membros. Durante 1966 a 1969, que foi o boom dos Group Sounds, chegaram a ter quase 100 bandas do gênero, nem que fosse banda de uma música só.

Se bem que, nos Estados Unidos e na Europa, durante os anos 60, especialmente entre 1964 a 1969, o que tinha de banda que teve curtíssima duração, perde-se a conta (e olha que existem muitos livros sobre o assunto tanto nos EUA e Europa como no Japão).

Até a banda Kanjani Eito entrou na onda GS com "Yellow Pansy Street"

Os Group Sounds, ou simplesmente GS, eram bandas formadas por colegas de colegial ou faculdade. No que começaram tocando nos kissaten para garantir diversão para os clientes (e alguns trocados a mais), acabaram por serem famosos (nem que fosse por alguns minutos de glória), tocando em teatros e até em programas de TV, mesmo contrariando o lado conservador.

Algumas bandas de GS foram barradas em se apresentar em emissoras de TV, como a NHK, por exemplo (dizem que na época, uma das poucas bandas GS a se apresentar na emissora era o Jackie Yoshikawa and The Blue Comets por causa do visual "limpo"), mas outras emissoras como Fuji TV e NTV aceitavam essas bandas, mesmo porque a NTV foi quem também transmitiu o concerto dos Beatles no Budokan ao vivo.

Mesmo com o "fim" do movimento (um dos mais memoráveis foi o concerto de despedida da banda mais conhecida da época, o The Tigers, em 1971), muitas músicas ainda são lembradas nos dias atuais, embora sejam aparições em programas de flashbacks e alguns eventos aleatórios, mas todos sabem que essas músicas foram o que acabou se tornando o j-pop de hoje.

Alguns exemplos para que as pessoas que não conhecem direito as bandas e artistas, irem dar uma procurada. Pode ser que as músicas soem datadas ou estranhas demais, mas lembrando que nos anos 60, tudo era novidade.

Atualmente, alguns membros das bandas GS continuaram com a carreira musical, mas outros resolveram ingressar na atuação. Mas boa parte deles acabaram sumindo no meio artístico e tornaram-se pessoas comuns na sociedade. Vez ou outra acabam aparecendo devido a alguns programas de variedades.

Jackie Yoshikawa and His Blue Comets: Uma das bandas GS mais antigas e ainda está em atividade, mesmo com alguns membros itinerantes. A formação mais conhecida era Jackie Yoshikawa (bateria), Kenji Takahashi (baixo), Tsunaki Mihara (guitarra), Tadao Inoue (depois ficou conhecido como Daisuke Inoue; flauta, sax e vocais até 1972) e Hiroyoshi Oda (teclados e vocais). Formado em 1957, a banda começou a tocar em kissaten. A banda ficou conhecida ao servirem de apoio para a dupla de irmãs The Peanuts, no 16o. Kouhaku Utagassen (1965). Por possuirem um visual que mais lembravam os salarymen, ou seja, de terno e corte de cabelo curto, a banda destoava dos demais group sounds na época, e ainda tornaram-se uma das poucas bandas a participarem três anos consecutivos no Kouhaku Utagassen, e a segunda banda japonesa a se apresentar no famoso programa norte-americano "The Ed Sullivan Show" (a primeira foi The Peanuts).

Em 1967, logo depois de terem lançado "Blue Chateau", que tornou-se um dos singles mais vendidos naquele ano, Inoue compôs "Makkana Taiyou" para a cantora Hibari Misora (até então era conhecida como a maior cantora de enka. E era a primeira vez que ela interpretava uma música do estilo dos group sounds, e o single também foi um dos mais vendidos nos anos 60).

Em 1972, com a saída de Inoue, o grupo ficou quase em hiato, com alguns singles com outros músicos, mas desde 2002 voltaram às atividades com a formação quase original (Inoue faleceu dois anos antes), e aparecendo em programas especiais.


The Spiders: A banda surgiu em 1961 e durou até 1970. Era formado por oito membros - Shochi Tanabe (líder e baterista), Mitsuru Kato (baixo), Hiroshi "Monsieur" Kamayatsu (guitarra), Katsuo Ono (órgão e steel guitar), Takayuki Inoue (guitarra), Masaaki Sakai (tamborim e vocal), Jun Inoue (tamborim e vocal) e Tomio Maeda (bateria). O estilo musical da banda era mais inspirado no British rock, especialmente Beatles e Rolling Stones. O diferencial era que o grupo tinha um toque cômico, principalmente Inoue, Kamayatsu e Sakai, que aí tinha maior acessibilidade nos shows. O nome da banda foi sugestão do pai de Kamayatsu, que era músico de jazz - "espalhe pelo mundo como se fosse uma teia de aranha".

Nos anos 60, a banda chegou a tocar junto com outras bandas britânicas que excursionavam no Japão, como Peter and Gordon, e The Animals, e bandas norte-americanas como The Ventures, Astronauts e Beach Boys. Excursionaram na Europa, e foram uma das primeiras bandas japonesas a usarem equipamentos "de fora", como amplificadores VOX (o mesmo que os Beatles usavam). O auge do grupo foi durante 1964 a 1967, quando participaram em vários programas musicais e filmes.

Depois do fim do grupo, pelo menos quatro membros ficaram conhecidos na mídia:

- Tanabe tornou-se presidente do Japan Association of Music Enterprises (JAME) e da agência Tanabe.
- Sakai seguiu carreira solo, sendo que um de seus maiores sucessos foi "Saraba Koibito" (1971), foi seis anos consecutivos participante no Kouhaku Utagassen (1971 a 1976) e representante do time branco 3 vezes (1991 a 1993), e ficou conhecido no Exterior devido ao seu papel principal na primeira versão seriada de "Saiyuuki" (1978 a 1980). Comandou por 22 anos o programa culinário "Chubaw desuyo". Recentemente é um dos MCs do programa "Sekaiichi Uketai Juugyo" (NTV).
- Takayuki Inoue chegou a fazer parte de um trio no fim dos anos 90, com Sakai e Kamayatsu, chamado Sans Filtre, e apresentaram-se no 50o. Kouhaku Utagassen (1999). Faleceu em maio de 2018.
- Jun Inoue tornou-se ator, um de seus últimos trabalhos foi no dorama  "Maison de Police" (TBS).
- Hiroshi Kamayatsu, mais conhecido como Monsieur Kamayatsu, seguiu carreira como músico e compositor depois do término do The Spiders. Seu pai era músico de jazz. Hiroshi era primo direto da cantora Ryoko Moriyama (a mãe de Hiroshi era irmã da mãe de Ryoko). Sua marca registrada nos anos 70 até sua morte, era o cabelo longo (era fã do cantor Rod Stewart, aí deixou o corte de cabelo quase parecido) e o gorro de lã. Faleceu em março de 2017 de câncer, um mês depois de sua esposa.


The Tempters: Nos anos 60 a banda rivalizava com The Tigers, com seu visual mais agressivo, embora um de seus maiores sucessos foi "Emerald no Densetsu" (1968), que era mais voltada a baladas. A banda, formada em 1966 em Saitama, tinha os membros Yoshiharu Matsuzaki (guitarra), Kenichi Hagiwara (vocal), Toshio Tanaka (guitarra e teclados), Noboru Takaku (baixo) e Hiroshi Oguchi (bateria).

O grupo acabou em 1970, mas no ano seguinte, Hagiwara e Sawada formaram um supergrupo com os demais ex-membros de outras bandas GS (Katsuo Ohno e Takayuki Inoue, que eram do Spiders; Ittoku Kishibe, que era do Tigers; e Hiroshi Oguchi, que era do Tempters) , que se chamou PYG, mas teve curtíssima duração (um ano).

Dois ex-membros ficaram conhecidos como atores. Oguchi, que havia participado em filmes como "Nihon Chinbotsu" ("O Japão Afunda", versão de 2006), faleceu em janeiro de 2009 de câncer de fígado. Kenichi Hagiwara (seu nome verdadeiro era Keizou, por isso seu apelido na época dos Tempters era "Sho-ken"), dedicou-se mais na atuação (apesar de lançar alguns singles esporádicos). Seus trabalhos como ator destacavam-se em "TAJOMARU" (2009) e no taiga dorama "Idaten", cuja participação foi interrompida com seu falecimento, em março de 2019 de câncer gastrointestinal (que vinha se tratando desde 2011, mas nunca tinha revelado a ninguém).


The Tigers: Formado em 1967, a banda era conhecida como The Funnies, mas mudou de nome quando foram agenciados pela Watanabe Pro., por sugestão do vocalista Kenji Sawada, já que o grupo todo era de Kyoto e o time da região de Kansai era o Hanshin Tigers.

Embora muitos grupos da época tinham sido influenciados pelos Beatles, inclusive os Tigers quando eram ainda Sally and the Playboys, o grupo acabou sendo influenciado pela banda britânica Rolling Stones. Outro detalhe do grupo era que os membros eram conhecidos pelos apelidos do que pelos nomes reais - Kenji Sawada era Julie (porque era fã da cantora e atriz Julie Andrews); Shuzo Kishibe era Sally (por causa da música de Little Richard, "Long Tall Sally"); Katsumi Kahashi era Toppo (do personagem Topo Gigio, que fazia sucesso nos anos 60); Taro Morimoto era Taro; Minoru Hitomi era Pi (do boneco símbolo da Kewpie); e Jiro Kishibe era Jiro.

Por causa do estilo musical do Tigers, que era mais "selvagem" e "agressivo", muita gente gostava mas também teve gente que abominava. Tanto que a maioria dos group sounds foi barrada em se apresentar na NHK por "transgressão da moral e bons costumes". Apesar disso, o Tigers era uma banda que tinha ótimas músicas e a maioria fez sucesso, como "Boku no Mary", "Monalisa no Hohoemi" e "Hana no Kubikasari" (cujo vocais era de Kahashi, e não de Sawada, como nas demais músicas). Com a saída de Kahashi em 1969, após o lançamento de "Human Renascence", o grupo ainda se manteve com a entrada de Jiro Kishibe (irmão de Shuzo), mas terminou em 1971 com o concerto de despedida no Nippon Budokan - "The Tigers Beautiful Concert" - que foi transmitido ao vivo pela Fuji Television.

Após o término do grupo, foi formado um supergrupo com seis membros das outras bandas da época - Sawada e Shuzo Kishibe (The Tigers); Kenichi Hagiwara e Hiroshi Oguchi (The Tempters); Katsuo Ohno (The Spiders) e Yujin Harada (Mickey Curtis and Samurai). O grupo durou um ano (cinco singles e dois álbuns).

Do grupo, somente Kenji Sawada, Shuzo Kishibe (hoje como Ittoku Kishibe) e Jiro Kishibe se destacaram na mídia (Sawada continuou na música, ainda sendo conhecido como Julie; os irmãos Kishibe como atores - Ittoku continua na ativa atuando, a grande maioria em doramas; seu irmão Jiro atuava até 2011).

Reuniram-se mais três vezes (em 1981, mas sem Hitomi; em 1989 para o 40o. Kouhaku Utagassen; e em 2013), mas o legado já tinha deixado nos anos 60 como uma das bandas de group sounds mais conhecidas até hoje.

Curiosidade: A mãe de Juri Tanaka (membro do grupo SixTONES) era fã de Kenji Sawada, e se nascesse menina, batizaria de Juri (a família já tinha três meninos, entre eles Koki). Como nasceu outro menino, ficou assim mesmo.

Obviamente, existiram muito mais grupos influentes, como The Wild Ones, Village Singers, The Carnbeats, Golden Cups. E cantores e cantoras que tiveram influência do british rock mas adaptaram no estilo kayoukyoku, e, como mencionei no início, foi o que é o j-pop atualmente.

Imagens: google archives, barks.jp, music life, ameblo, weibo.

Fontes: music calendar, allmusic, wikipedia japan, barks jp.



Saturday, February 15, 2020

Cada Ingresso Conta Uma História - Parte 2

Para refrescar um pouco a memória, a primeira parte está aqui.

Quem pensou que depois de 2015 eu ia sossegar com os shows, erraram feio. Praticamente todo ano estava eu tentando conseguir ingresso para show/evento e boa parte das tentativas eu consegui. Se não consegui, acabei indo porque alguma de minhas amigas conseguiu e me chamou pra acompanhar na loucura. É que, quem é de fora, acha que é perda de tempo a gente gastar dinheiro para ir em shows e se divertir aqui...

Paul McCartney - "OUT THERE Japan Tour 2015" (Tokyo Dome, 27 de abril de 2015). Era para eu ter conseguido ver Paul novamente no Japão, mas no Estádio Olímpico antes de fecharem para reforma, em maio de 2014. Mas, dois dias antes da apresentação, passou muito mal ao ponto de pedirem para cancelar a turnê Out There na Asia antes que piorasse o estado de saúde dele (depois descobri que Paul tem, desde o nascimento, uma doença que afeta o intestino, e quando ataca, imaginem o resultado, e não tem cura). Agora, se eu quiser vê-lo no Estádio, só depois das Olimpíadas, isso se nada acontecer até lá...

Maaaaaaaas, como o ex-Beatle é persistente, depois de um período de férias, já botou o pé na estrada e continuou a turnê na América do Norte, Europa e América Latina. E, eis que em janeiro de 2015, surpreendeu os fãs ao anunciar seis apresentações no Japão (Kyocera Osaka Dome, Tokyo Dome e Nippon Budokan) e uma na Coréia do Sul (foi a primeira vez que ele ia para lá), o chamado "revenge tour", já que em 2014 não teve como realizar show nesses lugares (iam ser no Nagai Yanmar Stadium, Kokuritsu e Estádio Olímpico de Seoul).

Claro que, quando abriram as inscrições para tentar a sorte para conseguir ingresso, o resultado foi no último dia que ele fez no Tokyo Dome, dia 27 de abril. Aquelas que escolheu o três dias, qualquer um que saísse, estaria bom. Ele pode não ter mudado o repertório, mas a emoção era a mesma, embora desta vez eu peguei arquibancada (e na lateral, mas deu para acompanhar muito bem).

Além disso, a recepção do retorno depois do susto, foi a melhor impossível. Só não tentei Nippon Budokan por questões financeiras mesmo (não teria coragem de desembolsar metade do meu salário).


Arashi - "Arashi no Waku Waku Gakkou 2015 ~ Nihon ga motto Tanoshiku naru Shiki no Jigyou" (Tokyo Dome dias 27 e 28 de Junho de 2015). Eu não tinha conseguido ir no evento de 2014. E no evento de 2015, que desta vez o grupo teve a ajuda dos "alunos" - os membros do grupo Hey! Say! JUMP, que naquele ano eles iriam ser o main personality do programa anual 24 Hour Television, junto com o grupo V6, por isso o motivo dos kouhais participarem do evento. O modo de apresentação praticamente não mudava - cada um dos membros do grupo apresentavam um tema diferente relacionado ao tópico principal, e os alunos interagiam.

O curioso foi que eu e uma amiga minha tentamos juntas. Para os dois dias. O que aconteceu? Eu consegui dois ingressos para o sábado e minha amiga, no domingo. Ou seja: acabamos indo nos dois dias!!!

O tema era sobre as quatro estações do ano, dando maior ênfase nos costumes de final de ano (o motivo das 108 badaladas antes do dia 1 de janeiro), festivais de verão com direito a uso de yukata, e cerimônia do chá.


Masaharu Fukuyama - "Fukuyama Natsu no Daisougyousai 2015" (Nissan Stadium, 8 de agosto de 2015). Depois que eu tinha ido no live viewing do "Fuyu no Daikanshasai sono 14" em fevereiro do mesmo ano, que foi diferente - Masaharu fez o show costumeiro de final de ano em seis arenas (Shizuoka, Ehime, Hiroshima, Fukui, Niigata e Miyagi), além das apresentações no Pacifico Yokohama, com direito a primeira vez realizar shows somente para homens (Yaroya) e somente para mulheres (Seijoya). Quando ele anunciou o Daisougyousai no Nissan Stadium, Nagai Yanmar Stadium e no Inasayama, no dia seguinte criei vergonha na cara e me inscrevi no FC BROS. para ver se as chances de eu conseguir ir no Nissan Stadium aumentariam.

Bem, já que show no Estádio Olímpico já estava fora de cogitação, ao menos fui no estádio onde foi a final da Copa de 2002. E como ainda morava perto de Yokohama, deu para ir tranquilo. Imaginem mais de 70 mil pessoas lá dentro.

O mais interessante era que além da venda de concert goods, tinha os quiosques de comida produzidos pelo próprio Masaharu - desde suco de nêspera até curry tradicional de Nagasaki (experimentem o Nagasaki Black Curry, é ardido mas pra combater a indisposição no verão e esquentar na friaca de inverno, vale o investimento). Fora o "Museum of BROS.", que trazia TODOS os concert goods e panfletos do fã-clube desde 1990, que era bem amador, tinha quatro páginas.

Mesmo num calor daqueles, o público estava bem empolgado, até mesmo nas baladas. O que ficou muito bom - pelo fato do Nissan Stadium ser aberto, deu para todo mundo ver o pôr do sol.

Detalhe: logo depois, Fukuyama ainda fez duas apresentações no Nagai Stadium de Osaka, e dois dias no pé do Monte Inasa, em Nagasaki.

V6 - "V6 Live Tour 2015 - Since 1995 ~ Forever -" (Nippon Gaishi Sports Plaza - Gaishi Hall, 21 de Outubro de 2015). O sexteto V6 eu conhecia desde que cheguei no Japão - na época, eles faziam enorme sucesso e, se juntassem eles, o TOKIO e KinKi Kids, era o terror, pois o que eles causavam, chegava a virar comédia (bons tempos que ninguém escapava ileso nos Johnny's Sports). Mas, ir no show deles que seria bom, eu nunca cogitei, mesmo porque eu conhecia muito pouco, tirando a época que eu assistia aos programas de variedades que eles possuíam, e os doramas. Mas como tenho uma amiga que além de ser fã do Arashi, era também do V6 (por causa do anime InuYasha). E como ela não conhecia pessoas que também gostam do grupo, ela me chamou por motivos de que somos amigas desde faz tempo e eu confesso que eu queria ver como era o show deles.

O grupo V6 nunca foi de fazer shows em lugares maiores desde o início, mas eles possuem uma boa quantidade de fãs fiéis, inclusive homens e adolescentes. E mesmo o Tonisen (trio formado por Sakamoto, Nagano e Inohara) tendo passado dos quarenta, eles continuam em plena forma.

Na época, eu ainda morava em Chiba, e o show era em dia de semana. Mesmo assim encarei seis horas de ônibus noturno e uma pernoite em Nagoya. O local do show era arena, portanto a capacidade era para mais de 10 mil pessoas. E minha amiga conseguiu assento perto do palco. Mas era tão perto, que dava para ver tudo.

Acho que de todos os shows que eu fui, nunca tinha ficado tão perto do palco como foi o show dos 20 anos do V6...

Um detalhe que reparei: as fitas que caem do teto, o que sobra, as fãs distribuem para o pessoal do fundo, e ainda - no lado de fora do evento, tem um tipo de "varal" onde elas deixam para quem quiser pegar, tudo bem (o que não acontece na maioria dos shows que eu fui).

No último dia da tour, que foi exatamente no mesmo dia em que o grupo completava 25 de carreira, foi no Yoyogi Stadium. Além de um evento especial de manhã, foi o show em que foram quase todos os kouhais da JA, Okada pediu para abrir os portões principais para que as fãs que não puderam ir, mas estavam do lado de fora, ouvirem um pouco do show, e, tiveram o Arashi como backdancers em "Take Me Higher", pois perderam a aposta no programa "VS Arashi" em que o V6 foi convidado especial.

Arashi - "Arashi Live Tour 2015 Japonism" (Nagoya Dome, 8 de novembro de 2015). Tirando os eventos do "Waku Waku Gakkou", desde o concerto de 2013, eu não consegui ser sorteada para concertos (nem pro concerto de Miyagi, consegui e olha que foram 4 dias). Mas como tenho amigas de bom coração e muita sorte envolvido, foi a prima de uma amiga que conseguiu e fomos todas congelar na fila dos goods para chegar na hora que abriu a venda, o bendito do masking tape acabou no Nagoya Dome. Outra amiga nossa tinha conseguido no sorteio extra de última hora, e ficou quase perto da gente.

Embora fosse um pouco longe do palco, e na arquibancada, a gente nem pode reclamar, porque só o fato de estar lá dentro do Dome, já era uma alegria. E o show, nem se fala - entre temática nipônica e o techno, com momentos de muita emoção de tirar o fôlego (literalmente). Quem tiver o DVD da tour, recomendo dar uma conferida, sem falar da abertura que era uma animação feita pelo estúdio A-1 Pictures, o mesmo que produziu animes como "WotaKoi", "Fate", "Nanatsu no Taizai", "Kuroshitsu" entre muitos.

Masaharu Fukuyama - "Fukuyama ☆ Fuyu no Daikanshasai sono 15" (Pacifico Yokohama, 27 de dezembro de 2015). Aquelas que o "primeiro Daikanshasai ao vivo ninguém esquece". Pior que para mim foi desse jeito: depois de muito tempo, consegui ingresso para ir no evento - e olha que tive muita data pra escolher (escolhi todas, exceto pro Yaroya, que era só pra homens). Mesmo sendo o primeiro evento depois que casou, todo mundo recebeu Fukuyama de coração aberto e casa lotada. Embora o Pacifico Yokohama seja um lugar menor, mesmo usando o salão geral, couberam quase 15 mil pessoas na maior tranquilidade!!!

Já chegando na estação de Sakuragicho (Yokohama), ao passar no Landmark Tower, já tinha cartaz do evento, e mapa indicando que tinham duas árvores de Natal temáticas (um no meio do Landmark Tower e outra no meio do Mark Is, que fica do outro lado da rua), e a discografia completa do Fukuyama... espalhados nos dois prédios. Aquelas que tem que ficar procurando.

E no caminho pro Pacifico Yokohama, onde quase sempre faz o evento, banners com propagandas que Fukuyama faz (Dunlop, Asahi Beer, Kewpie), e fila para compra dos goods e até pratos típicos de Nagasaki (não podia faltar o Black Curry).

Quem pensou que, por ser final de ano, o show ia ter repertório mais romântico, erraram feio - Masaharu mandou mais em músicas mais animadas, rock e algumas mais lentinhas para aquecer o coração da mulherada e de alguns homens que também estavam. E o MC divertido, mas não mencionou sobre o casamento (porque nem teria necessidade, pois ele já tinha comentado no primeiro dia do evento e isso bastava). O importante foi que todo mundo recebeu Masaharu na maior alegria e ver que ele não mudou nadica de nada.

Como a postagem já ficou comprida só do ano de 2015, em outra oportunidade irei fazer a continuação, porque a gente precisa de diversão de vez em quando, né?

Imagens: matome naver, ameblog, masaharufukuyama.jp, j-storm, paulmccartney.com

Sunday, February 02, 2020

Cinema


Desde o ginasial costumava ir ao cinema da minha cidade (enquanto tinha um), especialmente nas matinês de domingo. Era hábito: ia na escola dominical, depois matinê no cinema da cidade e no final, uma passada na sorveteria da pracinha (toda cidade do interior do Brasil tem uma, inclusive a minha cidade tinha até um coreto no meio). Lembrando que eu só fazia isso caso eu fosse bem nos estudos, senão era da escola dominical direto pra casa.

Acho que de tanto ir nas matinês, criei o hábito de querer assistir filmes, mesmo com o advento das videolocadoras, que todo final de semana eu alugava seis filmes, e normalmente eram os que tinham acabado de serem lançados no cinema (no estrangeiro). A gente fazia isso por dois motivos: não tinha muito o quê fazer no final de semana e, alugando seis filmes na sexta-feira, pagava por cinco e ainda podia devolver na terça-feira (um pouco dá pra entender de onde comecei o hábito de conseguir desconto em tudo).

Quando vim parar aqui no Japão, eu havia parado com o hábito de ir ao cinema, mas de alugar filmes na locadora, eu ainda mantive. As duas primeiras cidades onde morei não tinha cinema, mas a locadora ficava perto de casa. Sorte que tínhamos videocassete (e DVD player) e, mesmo se não tivesse, poderíamos alugar o aparelho. E eu ainda assistia filmes "do estrangeiro", porque em japonês era somente doramas.

Voltei a ir ao cinema depois de oito ou nove anos depois que cheguei aqui, quando fui morar em Yokohama. Alguns colegas de trabalho me convidavam para ir, me ensinaram como comprar ingresso na hora e antecipadamente, saber dos dias com desconto (sim, os cinemas daqui têm descontos especiais), as salas que passam, essas coisas.


Daí por diante, foi ladeira abaixo: pelo menos vou ao cinema com uma boa frequência, e quando durante o ano sai muito filme interessante, já providencio cartão de fidelidade nos principais cinemas (Toho, 109 Cinemas e United), para conseguir desconto, pipoca e até ingresso na faixa. Perdi a conta de quantas vezes saía do trabalho e ia direto ao cinema mesmo no late show para conseguir assistir ao filme que eu estava esperando entrar em cartaz.

Claro que teve filme que foi do tipo assistir uma vez só para ver onde dava e depois nem passava perto da locadora de tanta raiva que passei assistindo. Ou porque era do tipo de filme que gostei, e se quiser ver de novo, só quando der. Mas teve filme que assisti várias vezes ou porque gostei muito ou porque na primeira vez não entendi e tive que assistir de novo (porque até ser lançado em DVD e colocar pra locação ia demorar, e tem filme que leva mais tempo para colocarem nos aplicativos como Netflix ou Docomo TV por exemplo).

Nessas alturas do campeonato vai ter gente me perguntando: "mas você entende?" Pelo menos uns 70% do filme dá para eu entender numa boa, os outros 30% vai na dedução. E outra: tenho que treinar melhor o que estariam comentando na tela, já que estou estudando também.

Obviamente já ouvi muita gente me criticando o fato de eu ir ao cinema - falam que é caro, desperdício de dinheiro, de tempo, de tudo. Que eu poderia passar o final de semana dormindo. Que eu poderia economizar o dinheiro da pipoca para comprar alguma futilidade, sei lá. Mas não ligo. Eu trabalho para quê? Tenho que ter minhas compensações nos dias que folgo, como ir ao cinema, ir ao show do meu artista favorito, frequentar alguma cafeteria nova, ir em eventos que interessam para mim. Essa gente que critica, por acaso pagam minhas contas? Estão pagando meu ingresso? Não, né? Então deixem-me aproveitar a vida, algo que muita gente aqui não faz.

O interessante também dos filmes, são as locações onde foram feitas, que fogem muito do cenário de Tóquio (quero dizer, o famoso cruzamento de Shibuya). Teve filme que assisti que o enredo se passava até fora do Japão. Isso que torna, muitas vezes, o filme interessante, ao ponto de querer visitar as locações.

A maioria dos filmes são baseados em novels e mangas, mas dependendo do diretor, roteirista e do elenco, o filme pode ser melhor (ou pior) que o original. Isso vale no quesito doramas também.

O que muitas vezes me leva até hoje a assistir a um filme, seria o elenco, eu confesso. Depois o enredo. Raramente escolho por causa do enredo. Mas claro que teve filme que assisti que nem o elenco que gostava, salvou. Ou o enredo que era confuso. Ou ambos. Essas coisas acontecem. Dificilmente eu leio críticas sobre o filme, pois cada um tem sua própria. Do tipo: se quiser, vá. Se não quiser, não vá, mas não corte o barato de quem quer ir. E vice-versa.

O que a gente quer mais é se divertir, esquecer o mundo e os problemas nem que sejam por duas ou três horas.

Imagens: @NatsumeYujincho (twitter) e @masaharu_fukuyama_official (Instagram)

Thursday, January 30, 2020

Quando qualquer sacrifício vale a pena

Quem lembra da minha postagem sobre o JLPT, em que passei as quatro horas mais excruciantes na minha vida, porque vou falar a verdade: nunca fiz prova num ambiente tão caótico ao ponto de atrapalhar o desempenho de quem realmente estava lá para fazer uma boa prova, pois era gente que deixava celular ligado no meio do teste, abria a folha de questões antes da hora, essas coisas...

O caos foi tanto que nem tinha prestado atenção que o resultado do exame iria sair no dia 22 de janeiro para quem tivesse feito a inscrição pela internet. Só soube porque uma amiga minha que trabalha no mesmo lugar que eu, tinha feito a prova também (mas em outro local por causa do nível) e me avisou, apesar de ela também não ter entendido direito o que o coordenador da prova informou.

Bem, eis que no dia 22 de janeiro entrei no site do JLPT para conferir se realmente tinha o resultado do exame, e eis que constava que eu tinha passado no teste!! (Finalmente, depois de três tentativas frustradas de tentar algum bom escore)

Na verdade, eu não comentei tanto assim nas redes sociais, tanto que nem postei o printscreen do site onde saiu o resultado. Mesmo porque passar no N3 nem seria tão importante (para muitos), mas para mim, importou e muito. Portanto, preferi comemorar o feitio sozinha e não deixar a peteca cair, ou seja, para tentar o N2 em julho, terei que manter o mesmo ritmo ou até apelar para outros recursos para estudar.


Não tenho segredo nem dica mágica para eu ter conseguido passar. Já começa que eu estudo "por conta", ou seja, sozinha e com o material que eu tenho ao alcance (livros, revistas, sites e até assistir programas de TV e filmes para ver se melhoro na prova de audição), pois aulas particulares ficam meio que inviáveis para mim (no caso, tempo no sentido financeiro). Fora que eu, para estudar, tem que ser fora de casa, senão nada rende (o café da sereia deve ter faturado às minhas custas).

Tendo ao menos o certificado de que eu passei no N3, já abriria ao menos alguma janela para melhorar de vida (N2 já abre as portas, e se tiver N1, você pode se considerar no paraíso), mas para que eu consiga dar o passo seguinte, vai depender muito do meu esforço e não dar trela para gente que acha que estudar não vale a pena aqui.

Agora é partir para a etapa seguinte, tentar passar no N2 (que muitos dizem ser difícil, mas vou tentar para ver como é)...


Sunday, January 26, 2020

Hyphen¹

Quando postei no Instagram, obviamente teve muita gente que não acreditou.


Uma das coisas que aprendi quando me desliguei de um fórum, foi não ligar para a opinião alheia. Que eu tenha a minha e eu mesma tirar as conclusões. Mesma coisa foi quando eu postava sobre doramas - faz a resenha, coloca as curiosidades e acabou. Nada de dar o seu pitaco, porque nem todo mundo vai compartilhar da mesma opinião. Por isso que dei um tempo (enorme) para fazer postagem de algum dorama que assisti, inclusive até filmes. Afinal, não sou crítica, apenas uma espectadora.

Mesma coisa acontece com música. Quem me conhece, sabe que eu ouço muito j-pop e de vez em quando alguma coisa "do estrangeiro". E quem ver minha estante, vai ficar horrorizado de tanto CD (comprado em lojas de segunda mão que estavam liquidando pra fechar), e ainda consigo ouvir mesmo tendo também aplicativo pra ouvir outros. Quando tive a fase em que perdi o emprego, seis meses levando não na cara e um ano entrando em cada furada, acabei entrando em alguns fóruns para ver se me desligava um pouco da vida real. O que aprendi nisso? Tua opinião nunca será válida, o que você prova é contestada, e se for na direção contrária das demais você é retaliada. Por um tempo fui tão cega que, se não tivessem jogado um balde de água gelada em mim, teria pirado e nem evoluído.

Falando no sentido de gostar de idols que amamos: eu sei que nem todo mundo gosta da mesma coisa, a não ser que pertença a uma comunidade voltada a eles. Mas quando a comunidade começa a destratar outros para benificiar o da comunidade, aí alguma coisa está errada. Eu sei que eu também cheguei a agir assim, mas quando você começa a ouvir os dois lados, você acaba tendo sua própria opinião.

Quando comecei a correr atrás do que eu havia perdido, percebi o quão besta eu andei sendo, ficando na mesmice. Embora o tempo a gente nunca mais recupere, nunca é tarde para procurar outras alternativas, fazer um curso, estudar, economizar, viajar... Mesmo que as coisas possam acontecer no momento certo em nossas vidas.

A mesma coisa estaria valendo, no meu caso, em voltar ao hábito de ouvir música de outros artistas, ouvir mais rádio, assistir a mais programas de variedades e doramas. Parece besteira, mas não é - se você fica preso na mesmice e não amplia seus conhecimentos, infelizmente acaba na modorra. E no final, você acaba virando alvo de críticas de gente do grupo só porque está se dedicando a outras coisas nada a ver com o principal.

Por isso que depois de levar tanto na cabeça, resolvi mandar tudo às favas e fazer as coisas que eu mais gosto, desde ir ao cinema e em shows de artistas aleatórios, e dane-se opinião alheia. Parece que essa gente tem prazer de ver outras infelizes, só pode.

Mas tudo bem, vamos aproveitar a vida enquanto ela é uma só, afinal, só se vive uma vez.

Foto: da autora, via Instagram @nanekiyomi

¹Para quem não manja fandom japonês, determinados grupos musicais chegam a batizar seus fãs de certos nomes como forma de carinho e/ou identificação com eles. "Hyphen" seriam os fãs do grupo KAT-TUN, já que o hífen entre o nome do grupo seriam os fãs que os unem, mesmo hoje com três membros. Com mais de dez anos de atraso, fui no concerto pós-recarga, em agosto de 2018. Eu já ouvia muito as músicas do grupo, sabia como era, mas nunca tive a cara-de-pau deslavada de entrar no FC e arriscar a ir. Acabei indo porque descobri que uma amiga minha é fã deles desde o início, então não deu outra...

Wednesday, January 01, 2020

Feliz 2020

Este ano, além de ser o ano das Olimpíadas em Tóquio, é o ano do rato no horóscopo chinês.


Segundo o site chinese new year, o ano de 2020 seria o ano do Rato de Metal, que significa que, os nascidos nos anos de 1960 e 2020, são pessoas confiáveis e gostam de uma vida estável.

Os nascidos no ano do rato, no geral, são pessoas otimistas, sensíveis, mas às vezes teimosos. São pessoas boas, mas por não serem muito bons em comunicar-se, acabam tendo a impressão de serem pessoas rudes e mal-educadas.

No sentido financeiro, elas gostam de economizar ao ponto de chegarem a ser muquiranas. Mas por gostarem também de acumular coisas, acabam desperdiçando dinheiro em inutilidades.


Como sempre, desejando a todos um feliz 2020, que seja um ano de realizações e alegrias, muita saúde e paz. Quanto às resoluções do Ano Novo, posso até planejar alguma coisa que seja do meu alcance. Se bem que, o que eu planejei em 2019, consegui cumprir grande parte, o que para mim foi um alívio.

E sempre a eterna esperança de que tudo vai melhorar - a longo prazo e devagar.

Imagens: newyear nenga e da autora via smartphone - todos os anos, aqui no Japão, tem-se o hábito de enviar cartões postais de felicitações de ano Novo (nengajo). Na verdade, seria um hábito que eu deveria cultivar, já que tenho algumas amigas que ainda residem aqui e tenho contato...

Sunday, December 29, 2019

Quatorze anos

Atrasado, eu sei, mas antes tarde do que nunca mais.

Dia 3 de dezembro, este lugar completou mais um ano. Ou seja, se eu comecei a postar aqui em 2005, obviamente este ano, o Empório está com quatorze anos no ar!!!

Claro que nesses quatorze anos aconteceu de tudo um pouco comigo nessas postagens - muitas críticas, muitos elogios, postagens que sumiram do nada, tive ano que postava quase todo dia, ultimamente, nem posto nem um quarto do que era antes, perdi emprego, consegui temporários, ganhei dores de cabeça, ganhei antipatia de gente em algumas redes sociais, ganhei amigos, perdi gente boa, segui em frente, consegui um emprego novo, mudei de cidade, fui em concertos e filmes, fui em muitos eventos, comi demais e de menos...

Mas estamos aí, como dizem numa música "vivo e quicando". E sempre enxergar o futuro, vivendo o presente e lembrando das coisas boas do passado.

Que ainda eu continue postando, passando novidades, curiosidades e dicas. Não vou prometer que será com frequência como antes, mas farei o possível para não ser tão relapsa como venho sendo ultimamente.

Bem, se é pra postar, que seja algo bem feito...

E que eu consiga realizar boa parte do que planejo (este ano não posso reclamar, porque a maioria do que planejei, consegui efetuar).

Sunday, December 22, 2019

"Mamãe, obrigado por sempre dar à luz"

Quem é fã do Arashi e acompanha o programa "VS Arashi" vai entender a frase.


Bem, dia 26 de novembro, o líder do grupo, Satoshi Ohno, completou mais um ano de vida, ou seja, 39 anos!!! Não parece, né? Pois é...

O que é impressionante é que, por trás dessa tranquilidade, temos uma pessoa criativa - faz coreografias, desenha, pinta, faz exposições... Mas, e no quesito interpretação? Para quem não sabia e chegou agora, Ohno, antes de entrar no Arashi, por cinco anos atuou em teatro e musicais, sendo que, um dos mais conhecidos era o "KYO TO KYO". Por conta deste espetáculo, ele teve que morar um ano em Kyoto, já que a maioria das apresentações era lá, e por isso ele era menos conhecido nos concertos. E também, por ter trabalhado por meio ano com outro subgrupo, o Musical Academy, aprendeu a dançar e a coreografar (Nota: um dos ex-membros do Musical Academy, Tomoyuki Yara, dirigiu as coreografias do Arashi - "Crazy Moon" e "One Love").

Mesmo integrando no Arashi, Ohno atuou mais em teatro do que na TV. Quando atuou na TV, era em um capítulo aleatório ou em doramas especiais. Mas a coisa mudou depois que protagonizou em "Maou", em 2008.

Então, nesta postagem, vou destacar os doramas que nosso querido Riida (apelido carinhoso do Ohno) protagonizou e sei que muita gente vai lembrar...


- Maou (2008): Refilmagem do drama coreano "The Devil". Ryo Naruse (Satoshi Ohno) é um advogado que tem dupla personalidade - por um lado, ele ajuda os menos favorecidos, e por outro, ele procura vingar a morte de seu irmão. Naoto Serizawa (Toma Ikuta) é um investigador que tenta esconder seu passado negro, e quando um conhecido seu é encontrado morto, e, consequentemente, uma sequência de assassinatos acontecem e que fazem Naoto lembrar desse seu passado.

- Até hoje, muita gente (inclusive esta que vos posta) considera "Maou" como um dos melhores doramas que Ohno já atuou. Além de ter o kouhai Toma Ikuta no elenco, destacam-se atores como Kei Tanaka, Michiko Kichise, Hitori Gekidan, Yuji Miyake, Koji Ishizaka, entre outros.
- Tinha uma história que, se um membro do grupo aparecesse em algum capítulo aleatório, era certeza que na temporada seguinte ele quem protagonizaria o dorama. Kazunari Ninomiya aparece no primeiro capítulo. Na temporada seguinte, protagonizou em "Ryuusei no Kizuna".


- Uta no Oniisan (2009): Kenta Yano (Satoshi Ohno) era um cantor de uma banda de rock que acaba de terminar. Como não bastasse mais nada, sua namorada Akane (Chisa) termina com ele e sua família o considera como inútil. Sem banda e sem namorada, Kenta acaba arranjando trabalho num programa de TV para crianças, o "Minna de Utao". Um porém: ele não leva jeito com crianças. Como Kenta vai conseguir enfrentar esse problema?

- O dorama seria uma paródia do programa da NHK, que tem o mesmo nome.
- Chisa, que interpreta Akane Mizuno, era vocalista da dupla Girl Next Door. Seu nome real é Chisa Maekawa. É casada com o nadador Kosuke Kitajima e tem uma filha.
- Ryuhei Maruyama é baixista do grupo Kanjani Eito e kouhai do Ohno. Coincidência: Ohno e Maru fazem aniversário no mesmo dia, 26 de novembro.
- Yoshino Kimura, que interpreta Kyoko Manabe, a produtora do programa, é casada com Noriyuki Higashiyama. Aparece esporadicamente no programa "Sekai no Hate Made ItteQ!"
- Seishiro Kato (ator mirim que ficou conhecido nos comerciais da Toyota) aparece nos capíutlos 1, 7 e 8 como uma das crianças do programa.
- Tetsuko Koyanagi aparece como ela mesma nos capítulos 5 e 8. Ela possui um programa na TV Asahi, o "Tetsuko no Heya", onde conversa com os convidados. O dorama era transmitido na mesma emissora.
- Sho Sakurai aparece como ele mesmo no capítulo 7. Na época foi para divulgar o filme "Yatterman". Como é que era aquela história em que, se um membro do Arashi aparecia num dorama do outro, na temporada seguinte...? (Na temporada da primavera de 2009, Sakurai protagonizou com You Yokoyama em "The Quiz Show 2009").
- A música de encerramento "Kumori Nochi, Kaisei" foi creditada como "Yano Kenta, estrelando Satoshi Ohno". Era b-side do single do Arashi, "Believe". Tem a segunda versão em que a música virou A-side mas era limitado.

- 0 Goshitsu no Kyaku (2009): Um hotel onde quem se hospedasse no quarto de número 0, seu nível de ser humano era medido conforme suas atitudes ou personalidades. Eram seis histórias, todas elas protagonizadas por algum membro da JA. You Yokoyama (Kanjani Eito) era o gerente do hotel. Satoshi Ohno protagoniza a primeira história, como Hiroyuki Matsuda, um empresário bem sucedido.

- Foi um projeto experimental da Fuji Television, na grade da alta madrugada, para descoberta de novos talentos, como diretores e roteiristas.
- Masahiro Matsuoka (TOKIO) dirigiu a sexta história, em que Shigeru Joshima (do mesmo grupo) protagonizou.
- Dois membros do Kanjani Eito (Ryuhei Maruyama e Shingo Murakami) e dois do NEWS (Keiichiro Koyama e Shigeaki Kato) também protagonizaram no projeto, cada um em uma história.


- Kaibutsu-kun (2010): Baseado no mangá do mesmo nome, escrito e ilustrado por Fujiko Fujio A, é a história de Taro Kaibutsu (Satoshi Ohno), príncipe da terra dos Monstros que, para poder herdar o trono, é enviado para o mundo dos humanos para conviver e enfrentar os monstros que ameaçam a Terra. Kaibutsu convive com os irmãos Hiroshi (Tatsuomi Hamada) e Utako (Umika Kawashima).

- A versão live-action ganhou tanta popularidade, que teve duas sequências e um filme.
- Masahiro Matsuoka, sempai de Ohno, interpreta um dos vilões, o Demokin.
- Jun Matsumoto aparece no último capítulo. (Porque na temporada seguinte, verão de 2010, protagonizou o getsukyu "Natsu no Koi wa Nijiiro ni Kagayaku".)
- Tatsuomi Hamada também ficou conhecido no taiga dorama "Ryomaden", no papel de Ryoma Sakamoto na infância (porque na fase adulta foi o Masaharu Fukuyama. A semelhança dos dois foi tanta na época, que, ambos apareceram no comercial da Dunlop). Recentemente, atuou no dorama "Hana nochi Hare".
- O autor, Fujiko Fujio A, aparece como detetive no primeiro episódio. Foi o co-autor da música "Yukai Tsukai Kaibutsu-kun".


- Mou Yukai Nante Shinai (2012): Shotaro Tarui (Satoshi Ohno) era um rapaz que, quando criança, sonhava em ser algum herói. Mas algo inesperado acontece: Erika Hanazono (Yui Aragaki) faz um pedido estranho - fazer de conta que foi sequestrada. O que Shotaro não esperava era que Erika era filha de um dos maiores chefões da máfia, Shugoro Hanazono (Kinya Kitaoji). Shotaro conta com a ajuda de Kazuki (Ryota Sato) para executar o plano.

- O tanpatsu dorama foi transmitido como especial de ano Novo da Fuji Television, fazendo parte da grade de horário especial do Arashi - "Kotatsu no Arashi" e "VSArashi New Year SP".
- Além de Ohno e Aragaki, outros artistas conhecidos estão no elenco - Hiroki Narimiya, Katsumi Takahashi, Shihori Kanjiya, Shota Yasuda (Kanjani Eito), Jun Kaname, Masahiro Takashima, Saki Fukuda, Naoto Takenaka, Katsuhisa Namase, Kei Tanaka.
- Motivos porque Sho Sakurai e Jun Matsumoto aparecem no dorama - por causa do especial "Nazotoki wa Dinner no Ato De", e do dorama "Lucky Seven" respectivamente.
- O dorama foi baseado no livro do mesmo nome de Tokuya Higashikawa, o mesmo autor da série "Nazotoki wa Dinner no Ato de".


- Kagi no Kakatta Heya (2012): Kei Enomoto (Satoshi Ohno) é um proprietário de equipamentos de segurança, cujo hobby consiste em descobrir novas técnicas do sistema. Embora seja hábil em física e arquitetura, Enomoto é péssimo em socializar. Ao aceitar a trabalhar com os advogados Junko Aoto (Erika Toda) e Go Serizawa (Koichi Sato), Enomoto tem o desafio de manter o seu lema de "nunca existirá chave que jamais vou conseguir destravar".

- Foi baseado na série dos livros de Yusuke Kishi - "O Martelo de Vidro", "A Casa da Fogueira" e "Os Assassinos da Sala Fechada".
- Um dos poucos doramas em que não tem envolvimento amoroso entre os protagonistas, e só tinha o trio - Ohno, Toda e Sato - como elenco principal.
- Foi o primeiro getsukyu de Satoshi Ohno.
- Cada capítulo era um caso a ser resolvido, ou seja, um não tinha ligação com outro. E cada um tinha elenco convidado diferente, como Masahiro Takashima, Shido Nakamura, Masayuki Sakamoto (V6), Akito Kiriyama (Johnny's WEST), Koutaro Yoshida, Tsubasa Honda, Hiroshi Tamaki, o autor Yusuke Kishi e os announcers da Fuji Television - Masaharu Miyake, Yoko Shono e Midori Matsuo.
- Em janeiro de 2014, teve o episódio especial.
- O dorama teve índice médio de audiência - 16,0%. O especial, 15,9%.


- Sekaiichi Muzukashi Koi (2016): Reiji Samejima (Satoshi Ohno) é sucessor e presidente de uma cadeia de hotéis. Ele é conhecido tanto por sua capacidade de fazer clientes felizes, como por sua rigidez e atitudes severas, que fazem as mulheres o evitarem. Quando Misaki Shibayama (Haru) aparece para trabalhar com Samejima, tudo muda na vida dele, fazendo de tudo para conseguir conquistá-la, solicitando a ajuda da secretária Maiko Muraoki (Eiko Koike) e do chofer Katsunori Ishigami (Tetta Sugimoto).

- Um dos doramas de boa audiência na temporada de primavera em 2016 (média de 12,6%, sendo que o capítulo final atingiu 16%) e levou os principais prêmios da Nikkan Sports Drama Grand Prix do ano (ator do ano, drama, ator principal, ator e atriz coadjuvantes).
- Momento sempai e kouhai da JA: Nozomu Kotaki, que interpreta Ieyasu Miura, é membro do grupo Johnny's WEST.
- A mascote Swingy, que aparece no dorama, existe. Ela é mascote oficial do distrito Naka, em Yokohama, onde o dorama foi ambientado.
- Sho Sakurai aparece como caster de um programa (fictício) sobre ascenção de jovens empresários e vai entrevistar Samejima para saber qual o segredo de seu sucesso como presidente de uma rede de hotéis.

Feliz 39 aninhos (atrasado)! E vai realizar seu sonho, depois que conseguiu licença para pilotar barcos em alto mar...

(Pescar atum!)

Imagens: dramawiki, matome-naver, fujitv, ntv, asahitv.

Sunday, December 15, 2019

JLPT

Acredito que existem momentos certos para fazer as coisas certas. Por mais que pessoas digam "tem que fazer naquela hora e acabou, ou perderá sua chance", você tem que pensar no seu potencial.


Uma das perguntas mais frequentes que fazem para mim em meados de abril e agosto é


"Vai fazer o Noryuku Shiken¹ este ano?"


Muitas vezes eu ficava na dúvida se respondia na maior empolgação "eu vou" ou no modo apático "talvez sim" ou no maior desânimo "não vou desta vez". Porque para isso necessita um certo preparo, pois ir para fazer um exame que possa garantir a chave para abrir as portas da sua vida, sem ter estudado nada, melhor ter deixado para a outra oportunidade e se dedicar mais.

Eu tenho uma grande dificuldade nesses exames de proeficiência. Por mais tempo que estou aqui, convivo com a língua todo dia, desde que acordo até dormir, chega na hora do exame, muitas vezes bate aquele momento em que tudo que aprendi, foi pro ralo e dá aquele "branco" na mente. Como era? Será que era isso mesmo? Vou arriscar, deixar sem resposta não vale. Essas coisas mesmo que inexplicavelmente acontecem comigo no momento.

Fiquei um bom tempo sem prestar o exame, e olha que aqui é realizado duas vezes no ano. Mas sou daquele tipo de pessoa que, prestar o exame por prestar, melhor deixar para a próxima, do que fazer despreparada e ver o resultado ser pior do que esperava.

Mas a partir do resultado, posso ter uma idéia dos meus pontos fortes e pontos fracos, e começar a me dedicar neles. Se bem que, logo que termina o exame já teria que criar vergonha na cara e retomar os estudos para ver se vai melhor da próxima vez.

Um dos motivos mais óbvios de eu estar tentando pela quinta ou sexta vez esse exame, é trabalho. Exatamente. Se eu quiser ter um emprego melhor e talvez menos cansativo, seria obter ao menos o N2² e quem sabe mudar de vida. Mesmo na idade que eu estou. Vocês não vivem falando que "nunca é velho para mudar"? Mas para eu conseguir chegar a esse ponto, eu tenho que levar isso muito a sério, o que venho falando há anos.

Obter boa pontuação no N2 do JLPT é a garantia de bons empregos e ser "bem vista" aos olhos dos empregadores quando lerem seu currículo na parte "cursos complementares e outras licenças". Não importa se você teve sete, oito anos de experiência na área. Para muitos, o importante é ter comprovação que passou no teste e fim.

Existem pessoas que nem fizeram o teste mas mesmo assim conseguem bons empregos. Sim, nunca vou negar. Como elas conseguem, existem diversas maneiras. Mas não gosto muito de ficar pensando nisso, cada um tem seu modo, e eu tenho os meus.

Fiz o exame este ano, novamente para obter ao menos o N3. Fui razoavelmente preparada, já que passei metade do ano estudando nos horários que davam. E complementando ouvindo rádio pelo aplicativo do meu celular e assistindo a vários programas de TV. Tudo em japonês, claro. Era o que eu tinha disponível no momento... E era chegar no local da prova antes da hora marcada, desligar-se do resto e dar o seu melhor. Sei que tem muito mais gente tentando a mesma coisa, focado no mesmo objetivo. Tentar boa pontuação no JLPT mesmo sendo N3 para ter o carimbo de "aprovado".

Sempre achei que, pessoas que tentam o N3, já têm uma certa noção de como é a vida aqui, regras, direitos e deveres, senão nem estariam prestando este nível. Mas nesta prova, meus conceitos caíram por terra. Fico me perguntando como é que existem pessoas de outras nacionalidades que tentam um nível que já era para ter uma boa noção do que é permitido ou não antes, durante e depois da prova.

Pessoas que abrem a folha de testes antes do fiscal avisar o início do teste, conversar depois que termina a prova, não desligar o aparelho celular durante o teste inteiro (inclusive no teste de audição, onde a questão e as alternativas estão na gravação), e um montão de cartões amarelos e vermelhos -  o que anulam o candidato. E o pior que isso, acaba tirando a concentração dos demais candidatos que estavam levando a sério no teste.

Será que somente ser aprovado num teste de proeficiência em qualquer linguagem significa estar adaptado ao cotidiano do país estrangeiro em que vive?

Por isso que eu ainda sou a favor de muitos estrangeiros frequentarem algum curso que além de aprender o idioma local, aprender o modo de viver, o cotidiano, a comida, os costumes. Mesmo ministrados por voluntários, mas são voluntários que já são nascidos e criados no lugar.

... agora é dar prosseguimento aos estudos para os exames de julho.

¹Noryuku Shiken ou JLPT (Japanese Language Proeficiency Test) é um exame mundial que avalia seu nível de conhecimentos em língua japonesa, e ocorre no primeiro domingo de dezembro. Somente no Japão é realizado duas vezes no ano (julho e dezembro).

²Completando o item acima, o JLPT são divididos em 5 níveis, indo do básico (N5 ao avançado N1). Dizem que, se obter aprovação no N2, já é garantia de obtenção de bons empregos.

Foto da autora.



Sunday, December 08, 2019

Para lembrar...


(Do grupo do FB Paul Get Back to SP. Trinta e nove anos que sentimos sua falta, John.)

Wednesday, November 13, 2019

Construindo um novo mundo

No dia 9 de outubro de 2019 (dia do aniversário de John Lennon e do membro do V6 Hiroshi Nagano), no You Tube, eis que repentinamente surge o CANAL OFICIAL DO GRUPO ARASHI e logo de cara CINCO promotion videos - "A.RA.SHI" (a música do debut), "Love So Sweet" (da segunda temporada do dorama "Hana Yori Dango", que catapultou a fama do grupo), "Happiness" (do dorama "Yamada Taro Monogatari"), "Truth" (do dorama "Maou") e "Monster" (da série "Kaibutsu-kun"). Na íntegra, sem cortes. Nem preciso dizer o resultado, né?


Todo mundo sabe que a JA (a agência dos meninos) é restrita em matéria de direitos autorais, ou seja, até 2018, nem foto de divulgação na imprensa podia, se bem que, quando Junichi Okada e Kazunari Ninomiya ganharam os prêmios de melhor ator no Japan Academy Film Prize (que seria o equivalente ao Oscar no Japão), as fotos deles sairam na página oficial. Mas liberação quase geral (três fotos por mídia digital), deveu-se quando Ryo Nishikido apareceu para divulgar o filme "Hitsuji no Ki".

O que ainda faltava, era as bandas divulgarem o trabalho em outras mídias, como You Tube, Apple Music, Spotify, e outros. Aos poucos, novatos como SixTONES, Snow Man, Travis Japan estão divulgando no canal próprio no You Tube (especialmente o SixTONES, que vão finalmente debutar em 2020). Mas o que muita gente queria era que os grupos mais antigos divulgassem logo ao menos para serviços de streaming.







Como dizem aquele ditado "antes tarde do que nunca mais", valeu a pena esperar, porque no dia 2 de novembro, no canal oficial do Arashi, no You Tube, os membros apareceram para informar que, no dia 3 - data em que o primeiro single saiu no mercado -, era para todo mundo ficar ligado no You Tube, que eles iriam fazer um anúncio. Isso porque outubro inteiro, o canal oficial deles só postava as cinco músicas em versão ao vivo (obviamente para que o pessoal acabe sendo forçado a comprar o DVD ou os CDs).


Eis que no dia e hora marcados, os cinco apareceram ao vivo para:

- Contas oficiais do grupo em redes sociais como Twitter, Instagram, Facebook, TikTok e Weibo (este, seria o SNS da China);
- No mesmo dia, a partir das 19 horas, TODAS as músicas dos singles seriam liberados em serviços de streaming, como Spotify (conta premium), amazon music, apple music e outros;
- Live streaming no Instagram;
- Novo PV e digital single no canal do You Tube;
- JET STORM (era o nome da viagem que fizeram na Asia em 2006 para divulgar a turnê na região, como Taiwan e Coréia do Sul) em quatro países - Indonésia, Tailândia, Taiwan e Cingapura -, em dois dias!!! (10 e 11 de novembro, ou seja, acabou a apresentação para o novo Imperador, pegam o jato e fazem a coletiva de imprensa nestes dois dias e voltar logo pro Japão porque Sho Sakurai tem que aparecer ao vivo no News ZERO, a não ser que façam ele aparecer ao vivo sabe lá onde estiver)
- Duas apresentações no novo Estádio Olímpico (aka Kokuritsu) dias 15 e 16 de maio de 2020, antes dos Jogos Olímpicos;
- Possível apresentação em Pequim ou Shangai (ainda não confirmado).

Com isso, as redes sociais só não travaram por milagre (comigo acontece do Twitter travar quando é dia de Kouhaku Utagassen ou The Music Day). Só o music video de "Turning Up" já bateu quase 7 milhões e meio de visualizações em CINCO dias! Isso porque os cinco primeiros vídeos que lançaram em outubro, já bateram juntos, 10 milhões.

"Turning Up" seria uma resposta (muito bem dada, por sinal) do j-pop para o mundo:

"Nós temos algo para seu guilty pleasure
Dentro do bolso, batidas legais para espalhar
Nós trazemos a festa, vamos começar
Vamos transformar o mundo com J-pop!"

Claro que o music video tem um monte de referências, com direito a locações no terraço do Shibuya Scramble Square (que inaugurou no dia 1 de novembro) e em Los Angeles!!! E quando digo que fã do Arashi deve ter sido fã dos Beatles numa encarnação passada, ninguém acredita em mim, porque elas acharam um monte de pistas e referências em quase quatro minutos de vídeo...


1. Na abertura, o grupo aparece na proa de um barco, que seria referência ao debut em Hawaii, em 15 de setembro de 1999;
2. O grupo subindo a escadaria do Shibuya Scramble Square com os fãs ao lado - o dia em que eles fizeram o hand shake event no Yoyogi Gymnasium em novembro de 1999 para divulgar o single "A.RA.SHI";
3. As roupas brancas do grupo eram da mesma cor da capa do single do debut. Inclusive, a parte em que tem os backdancers, faz lembrar o PV do debut também;
4. O grupo saindo em disparada do carro pro aeroporto, foi semelhante ao dia em que eles foram para Taiwan divulgar a turnê asiática;
5. No passaporte constam as iniciais dos nomes, data de nascimento, data do debut e validade "infinito";
6. Cada mala contém muitas referências de cada membro, além dos chaveiros de ursinhos de pelúcia serem da image color de cada um e com a inicial do sobrenome:


- Do Sakurai: acessórios com estampa de camuflagem, caderno, estojo de canetas, double-parka, mapa, guias de viagem, e uma revista chamada "Find The Answer" (que é o nome de um dos singles do grupo);


- Do Matsumoto: carteira, acessórios (relógio, braceletes, etc.), pantufas, máquina fotográfica, gravata (roxa). Detalhe: quase tudo de couro.


- Do Ninomiya: fones de ouvido, moedeira (pra dizer que tá sem dinheiro e fazer os mais velhos pagarem a janta), pantufas (as mais detalhistas juram que são goods da turnê "untitled"), ukelele, a famosa camiseta mostarda que só falta andar sozinha, cabos de carregadores de bateria, controle de videogame (coisa mais óbvia!!!);


- Do Aiba: despertador, amenity kit, luva e bola de baseball, chaveiro (ou acessório) com a inscrição "Your Eyes" (nome de um dos singles do grupo), um urso de pano (referência a segunda viagem em Hawaii, em 2000, em que ele dormia com um cachorro de pano);


- Do Ohno: kit de desenho, bloco de anotações, carretilha de pesca, isca artificial, camiseta (com estampa de peixe, claro).

7. Os cinco num carro conversível nas ruas de LA - referência na tour "Are You Happy?" na música "Drive";


8. No palco em frente ao estádio, os mesmos trajes da tour "5X20".


Fora outras referências ocultas (no túnel escuro e correndo diante da luz; os cinco dormindo e porque Ohno foi o primeiro a ser acordado no avião), a música é daquelas que não deixa ninguém parado, com direito ao rap por conta do Sakurai e o vídeo que é bem alegre e divertido.

E ainda a gente pensando que eles iam dar uma "desacelarada" neste ano, pois em 2020 eles serão main supporters durante os Jogos Olímpicos pela NHK antes de tirarem férias, mas pelo visto, acho que vão ter mais trabalho. Daí a gente mal dorme, e já vão participar da abertura do estádio em dezembro...

Bem vindo ao mundo louco dos SNS!

Imagens: arashi5official @ instagram, satanoka_shizuru @ tumblr