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Saturday, August 17, 2019

Os Limites da Paciência (ou: Cada Postagem ou Comentário que temos que ler...)

ATENÇÃO!!! O intuito desta postagem NÃO É HUMILHAR, RIDICULARIZAR, DIFAMAR (e todos os sinônimos possíveis), MAS PASSAR A INFORMAÇÃO NECESSÁRIA PARA QUE OUTRAS PESSOAS NÃO COMETAM O MESMO ERRO. Especialmente ALERTAR às pessoas que, por causa da diferença cultural, acabam cometendo erros gravíssimos que podem prejudicar além delas mesmas, outras pessoas que nada têm a ver com o assunto.

Caso alguém se sentir ofendido, certamente deve ter cometido algum erro e não quer dar o braço a torcer. Obrigada, de nada.

Thursday, August 15, 2019

Feliz dia do Canhoto

Dia 13 de agosto, é uma data especial para as pessoas dotadas de inteligência master, criativas e hábeis: os canhotos.

Monday, August 12, 2019

Eu, um carro e os postes no meio da rua, a vida continua...

Uns bons anos atrás, eu cheguei a fazer algumas postagens sobre minha vida em quatro rodas aqui no Japão. Se perguntarem para mim se tem alguma diferença dirigir aqui, ou se seria igual no Brasil, duas coisas tenho que dizer: atenção triplicada - você, os outros e as bicicletas; e o fato do lado ser inverso ao do Brasil (aqui, dirigimos do lado direito, como na Inglaterra).

Por motivos de força maior, oito anos atrás tivemos que nos desfazer do carro e usar muito os transportes coletivos. Se bem que, mesmo tendo carro, para irmos trabalhar dependíamos de transporte coletivo do mesmo jeito. Mas quando digo que fizemos (e fazemos até hoje) uso de trem e/ou ônibus para fazermos diversas atividades, aqui pelo menos temos uma grande vantagem, que esse sistema funciona muito bem até demais da conta.

Depois de quase sete anos sem saber o que era pegar um volante e sair guiando, voltei a dirigir. Via de regra, quando a gente volta a dirigir depois de muito tempo, pegamos aquelas ruas desertas para ver se não perdeu a noção, certo? Bem, no meu caso nem foi desse jeito - fui logo pegando uma via expressa (motivo: o carro pertencia a uma amiga minha que mora numa província vizinha. E como eu tinha que ir buscar, e sozinha, não tive outra alternativa a não ser pegar o carro e voltar para casa na expressa usando o lado auxiliar da pista, o que resultou em três horas e meia de viagem num percurso que normalmente dizem que fazem em duas).

Daí que eu lembrei o que um colega de trabalho comentou que "o problema de dirigir nesta província, é que o pessoal daqui é muito doido", ou seja, se a gente já tinha que tomar cuidado para não passar o resto da vida pagando seguro pros outros...

Em quase vinte anos com habilitação aqui (mas acho que, se contar os anos que realmente peguei no volante, aí seriam outros quinhentos), mesmo sendo navigator ou passageiro ou até mesmo usando transporte coletivo, fica impossível notar muitos detalhes no percurso...

Os postes no meio da rua: Nem precisa morar duzentos anos aqui para perceber que em boa parte das ruas (especialmente as que ficam em bairro residencial), os postes ficam literalmente no meio da rua. Ou para dar espaço para passagem de pedestres (especialmente as crianças que vão em fila para a escola) ou ciclistas. A rua já é estreita, fica mais ainda com os postes e até hoje tento entender como a rua consegue ser de duas vias (e olha que eu pego esse tipo de rua todo santo dia para ir trabalhar).

Cuidado! Ciclistas! Nem posso reclamar muito deles porque também sou e faço muito uso de bicicleta na cidade onde moro. Mas tenho que confessar que muito ciclista aqui abusa e muito. Passa "voando" do teu lado, corta a tua frente, fica no meio da rua atravancando o trânsito. E nem falo de gente de idade (outro tópico). E se ele passa na tua frente e você é obrigado a apertar fundo tanto o freio como a buzina (algo que raramente se usa aqui) como sinal de alerta, o ciclista ainda xinga. Isso quando não têm alguns que aparecem do nada no cruzamento e a preferencial nem era pra ele (aqui, os ciclistas têm que respeitar a sinalização de trânsito como os veículos).

Para além da terceira idade... Outra parte que também nem posso contestar muito porque logo chego lá, mas se eu chegar lá, não quero me tornar aquela categoria da terceira idade que fica chato pra caramba e só falta tacar o guarda-chuva na sua cabeça. Não é de hoje que os idosos daqui, quando dirigem, temos que ter uma paciência enorme se estão na sua frente. Mas temos que tomar mais cuidado ainda porque ultimamente a maioria dos acidentes (do tipo, entrou com o carro em uma loja) são provocados por gente acima dos 70 anos. É um caso muito a se pensar no quesito gente que passou dos 60 anos por aqui: não querem ser um fardo para a família e preferem fazer tudo sozinhos.

Fase escolar: Toda vez que vejo uma fila de crianças indo para a escola, eu chego a manter uma boa distância lateral, porque criança é imprevisível, da mesma forma que criança começando a andar e as mães são distraídas ou nem consegue acompanhar a velocidade do pequeno. Ainda mais se você dirige num bairro residencial para cortar caminho para não pegar trânsito - as crianças brincam no meio da rua sem se preocupar com nada. É, quem tem que se preocupar é quem dirige mesmo.

Mas confesso que os estudantes do ginasial pra cima são os mais abusados, do tipo, não têm noção do perigo. Bem, acho que eles têm mas querem brincar com a vida, só pode. Em partes eles fazem parte dos ciclistas que cortam a tua frente e aparecem do nada.

Gente/veículo que aparece do nada: Nem tanto nos cruzamentos, mas quando a gente está parado no trânsito e de repente aparece um carro cortando no meio do movimento. Principalmente se eles vêm de uma rua aleatória onde passa meio carro. E o pessoal aqui parece que só olha de um lado, esquece do outro onde a probabilidade de aparecer um carro do nada é grande. Nem precisa dizer o resto, né? Depois recebe uma buzinada (e pode vir alguns xingamentos de bônus, mas os japoneses raramente xingam na cara dura no trânsito).

Gente que fecha o cruzamento: Quer deixar alguém nervoso ao ponto de baixar o vidro do carro e dar uns berros, no caso eu? Experimenta fechar o cruzamento ou a entrada/saída de algum lugar que você quer entrar/sair. Uns dias atrás aconteceu comigo, quando eu estava voltando de Nagoya e resolvi parar num fast-food no meio do caminho. O estabelecimento já fica numa rua estreita e uma entrada que de um lado é pro drive-thru e outro para estacionar, uma mulher (de nacionalidade que nem vou mencionar, ou vão me chamar de preconceituosa) entrou no sentido contrário e travou a entrada. E eu, não querendo fazer fila dupla, baixei o vidro do carro e gritei para a indivídua para dar a ré que eu queria entrar no estacionamento, e o que me acontece? A mulher fechou ainda mais a entrada e ainda ignorou o que falei. Gente assim que acaba com a classe feminina motorizada, vou te falar...

Perseguição: De uns tempos para cá, estão ocorrendo muitos casos de "aori unten" (あおり運転), que seria o carro que está na tua frente ficar te impedindo de ultrapassar, ou que está na sua traseira ficar buzinando, tacando luz alta (em plena luz do dia) e quando te ultrapassa, fica reduzindo a velocidade sem motivo aparente, e, em casos extremos, chega a parar o carro na tua frente e ir te ameaçar. Nesses casos, nem tente sair do carro para tentar se defender, ou pode resultar em algo trágico. Trave tudo e filme, vai servir como prova para a polícia. Quem acompanha noticiário, deve saber sobre um caso que aconteceu na rodovia expressa Tomei. Por isso que a maioria dos veículos já estão com o drive recorder instalado, e algumas companhias de seguros estão incluindo o seguro para "aori unten".

Bem, tirando o "aori unten", o resto eu enfrento esses, er, contratempos todo santo dia. Por mais que pessoas digam "ah, mas eu sou bom motorista no Brasil", meus caros, no Exterior, tudo muda. E aqui, por exemplo, pra levar multa, é um pulo, e nem tem como ter desculpa. Tem que pagar em sete dias, quando renovar a habilitação, tem que assistir uma hora de vídeo sobre segurança... Por isso, melhor manter a habilitação em dia, o carro com os documentos, vistoria e seguro idem. Nunca se sabe o que pode acontecer.

Apesar dos postes no meio da rua, as ruas estreitas, gente lesada, eu ainda continuo dirigindo. Tem gente que pra criticar é um pulo, mas vá morar numa cidade onde tudo é longe, transporte coletivo é raro e ainda fazer supermercado em duas rodas. E olha que tive que fazer compras de bicicleta e imaginem carregar tudo (e nem pra entregar em casa). Carro facilita? Se souber fazer bom uso dele...

Sunday, August 11, 2019

O Dia da Montanha (山の日 ou Yama no Hi)

Hoje, dia 11 de agosto, no Japão é Yama no Hi (山の日) ou Dia da Montanha. Daí a gente, fangirl desgraçada que somos, fica inevitável certas coisas...


(Colocando BGM de "Troublemaker" do Arashi...)

Brincadeiras à parte, a data foi considerada oficialmente feriado nacional em 2016, mas antes disso, o governo já pensava seriamente em colocar um feriado oficial em agosto, por motivos de diminuir (em termos) o estresse provocado nos trabalhadores com muito trabalho, já que a folga em agosto referente ao finados (Obon), varia de empresa para empresa, por isso o famoso feriado de Obon não é oficial.

O dia foi escolhido após votação no parlamento a pedido da associação de alpinistas e outros grupos afiliados. Segundo a associação, o Japão deveria ter uma data dedicada às montanhas, já que o xintoísmo acredita que a cultura é moldada pela naturezaE também coincide com a semana em que a maioria dos trabalhadores tiram a folga de Obon. Além disso, o número oito em kanji lembra a forma de uma montanha e o número onze, lembra duas árvores.

Agosto era o único mês no calendário japonês que não tinha feriado nacional, mas agora com a nova era Reiwa, o único mês do ano que não tem feriado é dezembro. E agosto também é um mês ideal para muitos alpinistas e pessoas interessadas em escalar o Monte Fuji, um dos símbolos do Japão.

Embora seja uma data oficial, muita gente ainda passa batido, assim como muita gente nem sabia que o Dia do Mar (em julho) foi criado em 1996.

Off-topic: Para quem não entendeu a piada da montagem que abre a postagem: no fandom do grupo Arashi, costumam nomear os pares conforme a associação que fazem, seja porque fizeram doramas, comerciais, ou alguma coisa aleatória. O kanji de Arashi é formado pelos ideogramas de montanha (yama) e vento (kaze). Dentro do próprio grupo temos o Yama Pair, formado pelos dois membros mais velhos (Satoshi Ohno e Sho Sakurai) e o Kaze Trio, formado pelos mais novos (Masaki Aiba, Kazunari Ninomiya e Jun Matsumoto). Dizem que, de tanto que muitos fatos aconteceram com o Yama Pair, ficou inevitável associar o dia da montanha com a dupla, como os dois coreografando a música "Everything" da Misia em um episódio no Arashi ni Shiyagare; os dois acabando se encontrando em um dos maiores festivais de verão em Kyoto e, nos programas musicais, quando eles interpretam a música "Troublemaker", no verso "Kagayaki o himeta no heart beat" (ou "o pulsar do coração que está escondido, é esplêndido", no verso final), Ohno e Sakurai fazem o coraçãozinho com as mãos como na foto acima.

Fontes: Office Holidays, Daily Telegraph UK.

Imagens: montagem feita pela autora com imagens da Yamanashi Kankou Japan e Twitter

Saturday, August 10, 2019

Dia Internacional dos Gatos

Eu havia feito uma postagem sobre gatos e, bem, reaproveitei quando aqui, no dia 22 de fevereiro, é "dia dos gatos" por causa da leitura da data em japonês (o número dois lê-se "ni" e se assemelha ao miado dos gatos daqui).

Parece de verdade, mas é de cerâmica. (Yanaka, Tóquio)

Só eu que não sabia que dia 8 de agosto é o Dia Internacional dos Gatos, por isso no Twitter estava trendando a hashtag #InternationalCatDay ou #世界猫日. Fora imagens de felinos fofinhos para alegrar a timeline que anda bem amarga ultimamente.

Saturday, August 03, 2019

BEDA e a volta da blogagem old school


BEDA é o anagrama de "Blog Every Day August" projeto divulgado pelo grupo Rotaroots no FB, que seria fazer uma postagem por dia durante todo o mês de agosto. Mas existem pessoas bem dispostas que fazem também em abril (mas isso era o VEDA, que era Vlog Every Day April, no que o BEDA foi inspirado...). Isso uns bons anos atrás que muita gente blogava a todo vapor.

Eu não sei se eu que andei postando pouco e acompanhando menos ainda, mas quando voltei a postar com mais frequência, percebi que muitas blogueiras que eu acompanho também diminuiram o ritmo. Foi quando no início de julho, o grupo Rotaroots no FB retomou as atividades, mas esqueci de fazer a blogagem coletiva sobre nostalgia (pode ser que eu faça um post no aleatório como sempre faço nesta vida de internet).

O que eu ganho nesse grupo? Muita coisa, minha gente, que vocês nem imaginam! Foi em alguns blogs que eu acompanho que descobri o grupo Rotaroots, descobri alguns blogs interessantes, e postagens legais ainda. Cheguei a postar alguns temas do grupo, mas depois que mudei de cidade e o ritmo de trabalho atual, meu ritmo de postagens caíram tanto que ainda custo a acreditar que existem algumas alminhas semiperdidas que me acompanham.

Recentemente até que andei postando mais, mas coloquei em mente que, se é pra postar com mais frequência, que eu faça as postagens com conteúdo e o máximo de informações (confiáveis) possível, porque nada resolve eu postar duas vezes por dia sendo que 70% seria assunto inútil, né? Acho que por isso ando postando pouco mesmo... E olha que nem é falta de material, pois mesmo eu morando mais de duas décadas no Japão, existem muitas coisas escondidas e desconhecidas até para os nativos (ou fazem vista grossa).

Para não variar, a autora que vos posta aqui, começou bem o BEDA - estamos no dia 3 de agosto (horário do Japão) e esqueceu de fazer as postagens, mas tudo bem, o importante é passar conteúdo e sermos felizes.

Outro motivo do mês de agosto ser importante para quem bloga, é o dia 31, dia do Blog Day, onde compartilhamos os blogs que curtimos. E assim o ciclo vai seguindo e continuando. Porque mesmo nos dias de hoje, onde muita gente parece estar com preguiça de ler, ainda existem pessoas de bom senso e coração que nos dá motivação para blogar.


Imagens: A que abre a postagem: via https://garotasrosachoque.com.br/2015/08/beda-o-que-e-e-porque-o-garotas-entrou-nessa.html e a que encerra via Google.

Wednesday, July 31, 2019

Versão 4.9

Bem, para quem não sabia, dia 26 de julho, completei mais um ano de vida. E chegando na versão 4.9, pra não dizer pouco. Se perguntarem para mim se isso muda em alguma coisa, vou falar a verdade: uns bons quilos a mais, porque cabelos brancos eu tenho desde os 25. Do resto, eu não mudei nada, pelo menos é o que eu acho (e se os outros acharem, dane-se).


Todos de olho no meu bolo que namorido comprou aos 45 do segundo tempo (porque, assim como muita gente, acaba trabalhando no dia do próprio aniversário).

Agradecendo a todos que me enviaram mensagens de aniversário nas redes sociais, atrasada, como sempre, mas RL acaba tomando parte do tempo, mas respondi todos (eu acho). E que esse novo ciclo repita por mais tempo, mas sempre renovando as energias.

Foto: da própria autora e já postado no Instagram (@nanekiyomi).




Monday, July 22, 2019

[Cine-Pipoca] Sakamichi no Apollon (2018)



Embora eu já tivesse feito uma postagem sobre o mangá em novembro do ano passado, fiquei devendo sobre a versão live-action. ATENÇÃO!!! PODE CONTER SPOILERS!!!

Wednesday, July 03, 2019

Férias fora do tempo ou o que andei fazendo em duas semanas...



Devido a um combinado de encerramento de seção e preparando outra onde eu trabalho, a empresa resolveu me conceder 15 dias de férias mais ou menos remuneradas. Ou seja, desde o dia 18 de junho, estava quase sem fazer nada. Quando digo quase, era porque metade do dia eu estava fazendo as coisas que precisava fazer e outra metade, bem, tentando botar as coisas pendentes em dia.

Para quem trabalha em tempo integral, sobra a noite e finais de semana para fazer o que você planeja na sua mente durante o trabalho. Aí chega na hora, a vontade acaba indo embora. Nem tanto cansaço, mas sempre acontece alguns empecilhos que acabam botando seus planos em suspensão até segunda ordem.

Quando entrei de férias, decidi que boa parte do que planejava sempre iria botar em ordem:

"O que você comeu ontem?", baseado em um mangá, tornou-se live action na temporada da primavera. (TV Tokyo)

- Colocar os doramas em dia: Eu tenho uma lista ENORME de doramas para assistir. Do tipo: quando passava no tempo regular, eu esquecia/voltava tarde pra casa/não botava pra gravar. Embora felizmente todas as emissoras daqui possuem aplicativos para assistir os doramas a hora que você quiser (desde que você tenha assinatura premium, e custa uns 800 a 900 ienes por mês), mesmo assim eu esquecia. Esta temporada, por causa de muitos doramas de enredo bom e elenco melhor ainda, cheguei fazer uma lista do que eu ia assistir, dia e hora, emissora e como daria para assistir caso eu perdesse o capítulo do dia: os aplicativos permitem que você assista o capítulo do dia por uma semana de graça, até o próximo capítulo ir ao ar. Com isso, teve uma boa parte que consegui assistir de ponta a ponta, mas outra parte fiquei sabendo depois e era tarde demais. Mas como a maioria sai em DVD, a locadora fica a duas quadras de casa...

A volta de Mitazono, a doméstica que faz tudo e ainda tem que ensinar seus dois pupilos (TV Asahi)

Vai ter resenha de alguns, sim.

- Organizar as estantes: Tenho duas enormes onde coloco todos os meus mangas, livros (geralmente são para estudar japonês), dicionários (pelo menos eu tenho uns nove que me salvam na hora da dúvida), revistas (desde de idols até economia doméstica), CDs e DVDs. Fora documentos e outras coisas que até agora me pergunto porque juntei tanta coisa.

(Via pinterest)

Manga é algo que compro somente aqueles que me interessam, que me prendam para ler diversas vezes a hora que eu quiser. Tiveram alguns que, por motivo de força maior, acabei repassando na livraria de segunda mão. Teve uma coleção completa que dei para meu irmão mais novo, porque na época o manga sequer iria chegar no Brasil. Resultado: devo ter alguns que estão completos, one-shots e em andamento.

Revistas: um belo dia eu dei um basta e tive que desfazer de um monte delas. Posso dizer que 90% delas acabaram indo nas lojas de segunda mão (e quem sabe faz algum comprador feliz), outra parte, usei a famosa técnica do ferro de passar roupa para destacar as páginas que você mais gosta e guardar em pastas. Ou se você souber as técnicas de encadernamento, vá em frente. No final, restaram poucas revistas e espaço na estante.

Documentos: obviamente os que tenho que guardar seriam para minha renovação do visto de permanência aqui. Contrato do seguro do carro, do aluguel do apartamento e estacionamento, esses também ficam. Do telefone residencial, celular e provedora, ficam até eu mudar de residência (caso eu for para outra região), modelo (no caso do celular). Contas ficam por cinco anos.


CDs e DVDs: Nesses não tem jeito mesmo, não desfaço nem que precisar, pois encontrar de novo será muito difícil, ainda mais se for CD e/ou DVD edição limitada. Tenho CDs de diversos artistas desde 1998, então sintam o drama. Vez ou outra eu ando ouvindo, especialmente quando estou agora fazendo esta postagem, ou fazendo alguma coisa doméstica. Ah, mas você não ouve quando sai, ou está dirigindo? Bem, ainda tenho meu bom e velho iPod que armazeno as músicas dos CDs e...

Estou vendo quando voltar de vez ...

DVDs ainda que tenho uma quantidade razoável, como box-set de doramas, edições especiais de live show, mas se eu continuar nesse ritmo, posso começar a me preocupar também...

E mesmo arrumando aqui, descartando ali, parece que não está do jeito que eu quero...

- Roupas: Algo que faço pelo menos duas vezes no ano - sigo o fluxograma que a Lominha havia postado sobre roupas uns bons anos atrás, e a maioria das roupas vão para doação na mesma loja onde costumo repassar algumas. Algumas lojas de fast fashion possuem uma caixa para reciclagem - a roupa, depois de uma seleção, é doada para outros países. Claro que meias e roupas íntimas vão direto pro lixo (queimável). Até este meio de ano, se comprei quatro camisetas, foi muito. Sapatos são itens que uso até onde não dá mesmo (aka furar, rasgar ou quando não tem conserto), por isso que ultimamente eu tomo o maior cuidado na hora de comprar, e vou nos modelos básicos. Porque depois que a moda passa, vou usar quando e onde?

- Voltando à malhação: Assim como muita gente, voltei a ir à academia depois de ver o resultado do meu exame anual. Embora meu colesterol e taxa de açúcar no sangue estão abaixo do esperado, melhor se prevenir, ainda mais que tenho histórico familiar de colesterol alto e diabetes. A decisão pesou quando literalmente vi meu peso. Mas não basta querer perder peso e manter a forma, tem que ir pra valer mesmo, ou seja, diminuir a gula e ir ao menos três vezes por semana na academia.

Diminuir a gula, estou tentando. Ao menos comer menos doces e gorduras.

Mas academia, voltei a frequentar uma na cidade que fica a meia hora de casa (indo de carro). Poderia ir de bicicleta, mas o lugar fica numa parte que ir de bicicleta chega a ser MUITO perigoso (a rua não tem acostamento, passam muitos veículos pesados e a academia, na verdade fica num centro cultural, é quase no meio do nada (algumas residências aleatórias, algumas fábricas e muito mato)). E à noite quase nem tem iluminação (nem posso arriscar pegar um outro caminho para voltar pra casa).

Exemplos a serem seguidos em ter um corpo perfeito.

Pelo menos em três sessões eu consegui perder... um quilo.

(Essas coisas eu tenho que adquirir algo que perdi, que é paciência. Não dá pra perder 20 quilos de um dia para outro.)

Estudar: Virou rotina, na verdade. Todos os dias, eu estudo uma ou duas páginas por dia no site do Meguro Language Center e repasso no caderno (porque toda hora o site atualiza tanto no FB como no Instagram e acabo me perdendo). Mas têm dias que nem chego perto do caderno, mas como leio manga e revistas, o que eu não entender, vou correndo procurar no dicionário. Vamos dizer que eu acabo estudando de forma indireta no meu cotidiano fora do trabalho.


Eu só tenho um empecilho num ponto: por eu querer falar muito certo porque eu acho que as pessoas vão me entender, eu acabo tendo um bloqueio em conversar com as pessoas. Uma ou outra no aleatório, como no salão de cabelereiro por exemplo. Ah, e no trabalho? Sabe trabalhar com gente que não conhece nada aqui? Imagine eu puxar conversa do tipo "então, você está acompanhando o dorama tal?" Salvo exceções, as outras estrangeiras (tirando as brasileiras) nem sabem quem é o grupo Arashi, estou falando sério!!!

Mas, felizmente, estou aos poucos avançando nos estudos, como treinando a traduzir alguns textos nem que seja pra colocar no Empório. Ou para aprender mesmo.  Porque só assim para eu memorizar algumas coisas.

Para que eu possa também ser intérprete, tenho que praticar mais conversação, o que sinto falta no meu trabalho.

Cinema: Pelo menos teria que tirar proveito das minhas férias, que era ir ao cinema. O meu lado ruim é que sou muito exigente demais em matéria de filme: não sou chegada a filme de super-heróis, faz um bom tempão que não assisto filme "do estrangeiro" e animação depende muito. Ou seja, eu assisto muito filme japonês, e olha que escolho muito. Pior que estou tentando lembrar agora quando foi a última vez que fui ao cinema, mas acho que foi do Natsume Yuujincho. Mas a partir deste mês vai ter muito filme bom, e alguns já garanti o ingresso.

Quem você tá chamando de bola de pêlo?!

Assim como em doramas, estou devendo um monte de resenha de filme... (estou desde "Sakamichi no Apollon" pra fazer uma resenha e até hoje...)

Apesar de ter ficado esse tempo de folga, ao menos deu para descansar, tentar acertar as pendências e cair na realidade em que eu preciso urgentemente mudar de rumo, mas toda vez que eu tento, sempre tem algo que faz com que eu prorrogue os planos. Obviamente, se eu não tentar, nunca vou saber. Se eu parar no meio, aí que não dá certo mesmo.

Julho começou e vamos à luta.

Imagens: todas da autora, menos as creditadas.

Sunday, June 23, 2019

77 anos mais vivo que nunca


Por mais que tenham pessoas que não gostam, ou nunca ouviram falar (aconteceu isso no Brasil, lendo no Twitter, quando Paul tinha anunciado três shows no Brasil, sendo dois no Allianz Park em São Paulo!), não tem como negar que Paul McCartney continua na ativa muito bem, obrigada, aos 77 anos. Sim, ninguém leu errado: no dia 18 de junho, ele completou 77 anos de idade. Com direito a continuação da turnê que está fazendo para promover o último álbum "Egypt Station", a turnê "Freshen up!", que começou no Canadá, passou no Japão, foi pra Europa, América Latina e está terminando nos Estados Unidos. E quem conferiu ao vivo, o Beatle consegue manter mais de duas horas de show entretendo o público e sem parar (só tem uma parada pro encore).

Quem me conhece, sabe que eu falar do Paul McCartney também é chover no molhado: para quem é fã do Beatle desde o início da adolescência, mesmo assim tem muita coisa pela frente, porque, pra dizer a verdade, tá difícil acompanhar o que ele está fazendo ultimamente, mesmo eu seguindo ele no Instagram e no LINE.

Desde que voltou a incluir o Japão na rota de suas turnês, na época de "Out There" (2013), não perdi um show dele (no Tokyo Dome, porque no Budokan e no Ryogoku só se eu ganhasse na Loto6), e sempre fico com gosto de quero mais. Agora, temos que aguardar se ele volta este ano para um encore ou ano que vem (que seria muito improvável, pois seria o ano das Olimpíadas em Tóquio), mas certeza que ele lota facinho os Domes (o de Nagoya Dome, esgotou rapidinho, talvez por dois motivos - foi um dia somente e os fãs de Osaka e região escolheram lá por ser mais perto e Paul não marcou Kyocera Osaka Dome dessa vez).

Ele ainda pode compôr suas "silly love songs" mas "who cares?".





Saturday, June 22, 2019

Feliz 17 Aninhos

(Acho que a última vez que fiz postagem assim foi em 2015!)


Bem, dia 17 de junho, para quem vive em outro mundo, seria mais um dia normal, ainda mais que este ano caiu numa segunda-feira. Mas quem mora no Japão e/ou conhece os idols daqui, sabe que este dia foram os aniversários de Shunsuke Kazama (ator, colega de agência e grande amigo de Masaki Aiba), de Koichi Goseki (membro do grupo ABC-Z) e de Kazunari Ninomiya.

Saturday, June 15, 2019

A Vida Glamourosa de Quem Vive no Exterior

[Pausa para rir, porque dá vontade é de chorar.]


Onde eu moro atualmente. Uma paisagem com algumas casas, postes e muito arrozal.

Dias desses, no Twitter, a Lominha havia postado sobre as pessoas "de fora" acharem que a vida das pessoas que mora "no estrangeiro" (no caso dela, que mora na Coréia do Sul, por exemplo) seria um grande glamour e não podem reclamar de nadica de nada porque tudo é perfeito.

Só quem está do outro lado não sabe o que a gente, que mora "no estrangeiro" passa no dia a dia. Como disse uma outra seguidora "... a vida dá na nossa cara quase todos os dias. E antes de apanhar pra vida, a gente apanha pra gente mesmo.", porque olha, é cada situação que a gente enfrenta morando no exterior, que é só morando no exterior mesmo para sentir na pele e dissipar toda aquela idéia furada que tínhamos - "ah, deve ser uma maravilha morar no exterior..."

Ok, certo que temos certos privilégios de morar no exterior (segurança é um deles), mas no fim é tudo igual - trabalhar, pagar contas, fazer afazeres domésticos, contar a grana para ver se não vai passar aperto até o fim do mês, fazer mercado. Sim, fazemos tudo isso. Quando digo nós, eu quero dizer que não temos pais ou um deles ou empregada doméstica pra fazer toda a tarefa pra gente. E ainda junta o fator costume local e idioma, aí pra entrar em parafuso é um pulo.

O que muita gente não sabe é o quanto muitos de nós, chamados de "privilegiados" (hahahahaha), passamos em cada situação, que só Deus sabe, e tínhamos que ter uma força sobre humana para não jogar tudo pro alto e cair fora. Se ainda estamos batalhando aqui no exterior, é porque temos as compensações no fim do dia.

Cinema: todo mundo critica, mas ninguém vai por pura falta de vontade de aprender o idioma mesmo.

A gente não fica postando no Instagram os perrengues que passamos (pra quê postar coisa ruim, né?). O que muitas vezes a gente quer mostrar no Instagram é que não vivemos no esquema casa-trabalho-casa. A gente mostra que podemos, no exterior, fazer um pão de queijo quase igual ao do Brasil, um bolo de cenoura com cobertura de chocolate, um pão assado na hora. Que mesmo a cidade onde escolhemos (ou escolheram, tanto faz) esconde alguns pontos interessantes. Que a gente tem um momento de diversão, como visitar um museu, fazer piquenique num parque, experimentar a gastronomia local (mesmo que custe alguns momentos no banheiro, depois), e, quem sabe, conseguir ir no show do seu artista favorito.

Uma doceria no meio da multidão de Shinsaibashi (Osaka)

Maaaaaas sempre tem alguém que não tem coração e bota um comentário ridículo no seu post. Na hora a gente fica chateada pra caramba, mas depois a gente faz a egípcia e vai viver a vida. Pior que até mesmo no exterior tem gente assim, mas isso em qualquer lugar do planeta.

Quem me conhece, sabe que estou morando no Japão há 21 anos. Melhor já dizendo que vivo aqui, porque faço quase as mesmas coisas que fazia no Brasil - trabalho, estudo, faço parte dos afazeres de casa (a outra parte namorido é quem faz), pago contas, economizo, reservo um tempo para ir ao cinema, vou a eventos, shows (algo que no Brasil fiz uma vez, comparado com aqui que já perdi a conta)... E mesmo estando há 21 anos morando, ops, vivendo aqui, ainda tem muita coisa a conhecer, e olha que nem era falta de grana, e sim, nunca conseguir organizar o tempo.

Kyoto não é somente Kinkakuji, Kiyomizudera e Fujimi Inari - em Karasuma, centro econômico da cidade, tem o Museu Internacional do Mangá, que foi feito dentro de uma antiga escola.

E olha que, quando morei em Yokohama (bem longe demais do famoso Minato Mirai) trabalhando em Tóquio (em um dos bairros mais velhos da região), consegui conhecer quase toda a província de Kanagawa, quase todos os bairros de Tóquio (inclui aí até Kabukicho, onde passear à noite lá vai por sua conta e risco), parte de Saitama, Ibaraki e Shizuoka. Hoje, morando perto de Nagoya, ao menos tirei um atraso de 20 anos - ter ido para Kyoto, Nara e Osaka (porque o primeiro lugar que morei, era "perto" dessas três províncias, e sequer fui e olha que morei um ano e meio).

Todai-ji, Nara.

Como eu acabei de dizer, sempre vai ter um com mágoa no coração e criticar o fato de você estar passeando muito ao invés de juntar dinheiro. E olha que nem meus pais, que tem hábitos de economizar e aproveitar promoções de 90% de desconto nas compras, vivem me falando isso. É gente próxima a você, que até hoje me pergunto porque veio parar aqui se não gosta daqui. Vontade de falar "o dinheiro é meu, trabalhei pra isso, e eu faço o que eu quiser"...

Daí quando a gente posta algo interessante do lugar onde você foi, muitos vão achar que você vive uma vida de nababo...

A verdade é que, para muita gente, essa glamourização de morar no exterior só vai cair por terra quando sentir o quanto é duro viver aqui. Nem venham com essa de turismo, não. Até mesmo os meus amigos que vieram como bolsistas de universidade, aprenderam o quanto era duro passar o mês com pouco. Que o custo de vida é alto. Mas sabem tirar o lado bom da coisa.

Tirei o atraso no Japão: foram QUATRO vezes que fui no Tokyo Dome pra curtir o show dele.

Até cheguei a cogitar a participar de algum grupo de Brasileiros no Exterior, mas o meu problema seria a diferença do modo de vida profissionalmente falando. Já tentei participar de um grupo no FB de Brasileiros no Japão, mas a maioria dos comentários beira à baixaria e muita troca de "gentilezas". O jeito foi eu manter amizade com alguns gatos-pingados, como pessoas que gostam de j-pop e j-doramas, tradução para o bem-estar da comunidade e fotografia.

Só preciso melhorar o foco, definição, tempo... e uma câmera decente...

E olha que muita gente que tenho amizade até hoje aqui, mora em lugares bem inusitados, mas chegam até a serem muito interessantes. E foi através dessas pessoas que eu acabei descobrindo muita coisa boa e aprendendo a cada dia.

Fotos: todas da autora, tiradas via smartphone Fujitsu modelo F-01K.

Sunday, June 09, 2019

[Coffee Time] Kissa Matsuba (Nagoya)


Muitas vezes que vou para Nagoya, acabo comendo e/ou indo tomar café nos mesmos lugares de sempre. Culpa minha que nem passa pela minha cabeça ir tentar experimentar outros lugares. De repente vai que o lugar é bom e nem sabia. Pior ainda: eu que vivo falando que temos que conhecer outras coisas novas...